O Brasil possui uma biodiversidade impressionante, com muitas plantas ainda a serem estudadas, essenciais para a medicina e cultura. O projeto Tudo Sobre Plantas busca promover o conhecimento sobre flora, técnicas de cultivo e etnobotânica, criando uma rede colaborativa que valoriza a sustentabilidade e a aprendizagem coletiva. Junte-se a nós!
O Brasil abriga uma das maiores biodiversidades do planeta: são milhares de espécies vegetais, muitas ainda pouco estudadas, mas que carregam enorme potencial alimentar, medicinal, ecológico e cultural. Estima-se que cerca de 25% dos medicamentos utilizados mundialmente tenham origem direta ou indireta em plantas, e grande parte desse conhecimento nasceu do uso popular e da observação etnobotânica, que conecta saberes tradicionais à ciência moderna.
Por isso, investir na pesquisa e difusão do conhecimento sobre a flora brasileira não é apenas valorizar nossa história e cultura, mas também abrir caminhos para o desenvolvimento de novas medicinas, alimentos e práticas sustentáveis de cultivo e cuidado.
Hoje cedo, enquanto olhava a luz do sol perpassando por entre as folhas do jamelão mais antigo daqui, recomecei a observar os… limites. Um dos princípios da Permacultura é utilizar as bordas para plantio.
No sítio tudo tem limite. O espaço pra plantar, a água do poço, a lenha seca guardada na sombra. Até a espontânea e cíclica vontade da terra de nos fornecer frutos pede pausa, respeito aos processos e reciclagem. A natureza é generosa mas não é infinita. E ela sabe recomeçar.
Quando acaba o espaço para plantar por aqui não fico tentando enfiar mais árvore onde não dá, não cabe. Eu podo. Derrubo um galho. Às vezes faço a supressão de uma espécie que não seja mais necessária. Vai tudo pra compostagem. Folha seca, galho torto, caroço seco de manga… O que antes era excesso vira húmus.
O sistema reinicia. E a vida segue, adubada por sua própria abundância.
Com quase 1000 páginas, 335 receitas ilustradas e organizadas em regiões do Brasil, o livro Biodiversidade brasileira: sabores e aromas traz uma imensidão de oportunidades de conhecer as espécies da flora do país inteiro através do paladar. A obra é fruto da colaboração de várias instituições públicas, setor privado e dezenas de pesquisadores como parte do projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição – BFN. Tem ainda como editores Raquel de Andrade Cardoso Santiago e Lidio Coradin.
As receitas foram criadas por chefs profissionais com o objetivo de resgatar valores regionais, para que as pessoas possam desfrutar o máximo de cada alimento originárias de espécies nativas brasileiras. Receitas de pratos principais, guarnições, sobremesas e bebidas são acompanhadas de dicas de higienização e preparo, informações nutricionais e tabelas de medidas.
Confira algumas imagens:
Galeria de imagens exemplares tiradas do livro que mostram receitas, ingredientes, modos de preparo e fotos ilustrativas.
[01/07/2019] Estou um tanto cansado, ainda sob efeito de tantas informações precisas, contundentes e dissipadoras de quaisquer dúvidas que porventura ainda pudessem existir em meu ser. O seminário foi proveitoso e maravilhoso em todos os sentidos.
Hoje tenho a certeza completa de que essa planta chamada de [ Cannabis sativa ] merece ocupar o seu devido espaço na cultura mundial dos povos.
É uma medicina que atende uma demanda de qualidade crescente, finalmente entendi porque o extrato integral é mais eficaz que qualquer canabinoide isolado, mais estudos trarão a personalização tanto do tratamento como dos teores de cannabinoides e, muito em breve, todos nós poderemos usufruir livremente de seus benefícios, seja plantando para o próprio consumo, seja via associações, seja via comunidades de produtores, seja via produção industrial. Com efeitos psicoativos ou sem.
A luta AGORA é pelo acesso justo, pois as qualidades medicinais estão cientificamente (com)provadas.
Eis algumas doenças que podem ser tratadas com os canabinoides da maconha: dor (dores crônicas), ansiedade, angustia, dispneia, insônia, depressão, náuseas, solidão, autismo, alzheimer, TDAH, esclerose múltipla, fibromialgia, epilepsia, anorexia, câncer, parkinson, glaucoma, diabetes…
Meu conselho, portanto, é: pesquise, informe-se, procure saber se você tem alguma doença tratável com Cannabis Medicinal.
Folhas de Colocasia esculenta, chamada de “taro” em Portugal e “inhame” no Brasil.
Em 22 de abril, 2019 – recebemos a seguinte notícia:
__’ Um homem de 56 anos morreu nesta terça-feira (16), em São José do Rio Preto (SP), com suspeita de intoxicação alimentar. A família suspeita que a morte tenha sido causada pelo suco com inhame cru que ele tomou momentos antes.
A família contou aos médicos que ele começou a passar mal assim que tomou o suco, que seria uma receita caseira para ajudar no tratamento da dengue.’__
Fonte: [ 1 ]
O problema tem a ver com o suco de inhame cru, que tem muitas ráfides de oxalato de cálcio, pequenos cristais em forma de agulhas muito finas. Elas perfuram a superfície da pele, provocam dor, irritação, e dependendo da sensibilidade da pessoa pode haver alguma reação alérgica.
O maior problema mesmo do suco cru são os chamados compostos antinutricionais. São inibidores de proteinase, fitatos, taninos e glucosídeos cianogênicos – todos compostos que normalmente são destruídos durante o processo de cozimento.[2]
Foto: Anderson Porto
⚠️ ✨ Ingere-se o tubérculo do “inhame” (Colocasia esculenta) descascado, lavado, cortado em pedaços e cozido até ficar macio, eliminando assim o oxalato de cálcio.
Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana – Lei Nº 2030/2019
Institui a Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana de Matinhos (PMAUP) e dá outras providências
Eis o teor da Lei:
__’ A Câmara Municipal de Vereadores de Matinhos aprova e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º
Fica instituída a Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana
como parte integrante das políticas desenvolvidas pela Secretaria de
Meio Ambiente, Habitação, Assuntos Fundiários, Agricultura e Pesca, em
harmonia com a política ambiental e urbana de competência de outros
órgãos do Município de Matinhos, com o objetivo de promover em bases
sustentáveis:
I – a segurança alimentar e nutricional e a
garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável (DHAA) da
população, notadamente as que se encontram em estado de vulnerabilidade
social;
II – ações relacionadas à Educação Ambiental, Agroecologia e Educação para uma alimentação adequada e saudável;
III
– o bom uso do solo na região urbana e periurbana com ações que visem à
inclusão produtiva para fins de subsistência, para a comercialização e
para doação;
IV – o fortalecimento de redes solidárias de produção, de comercialização e o desenvolvimento local e sustentável; e
V – Estratégias, diretrizes, medidas, ações e intervenções que promovam a solução dos problemas e conflitos de uso do espaço em áreas de proteção ambiental no município, bem como a orla marítima, de forma a viabilizar o seu desenvolvimento integrado e sustentável, considerando os aspectos ambientais, socioeconômicos, territoriais e patrimoniais;
Estudo da Embrapa desenvolveu o passo a passo
para a produção de uma farinha de banana-verde de qualidade e com alto
teor de amido resistente, um tipo de carboidrato que se comporta como
fibra no organismo. Esse carboidrato não é digerido, mas fermentado por
bactérias benéficas do intestino grosso, contribuindo para evitar
doenças inflamatórias do sistema digestório e diminuir os riscos de
câncer do cólon intestinal.
Além disso, o amido resistente ajuda a
reduzir a velocidade da liberação dos açúcares do alimento no sangue
(índice glicêmico), prevenindo e auxiliando no tratamento do diabetes
tipo 2. A principal inovação é a utilização do plátano (banana-da-terra)
em substituição às bananas Prata e Nanica na fabricação dessa farinha.
Além do elevado teor de amido resistente, os plátanos apresentam maior
quantidade de matéria seca (porção que sobra dos alimentos após a
retirada de toda a sua umidade) e maior rendimento para a produção da
farinha.
A banana-verde é considerada o alimento não processado mais rico em amido resistente. E, de acordo com as cientistas envolvidas na pesquisa, a farinha é a melhor forma para disponibilizar esse tipo de amido na dieta da população brasileira. É um produto nutritivo e saudável, pois apresenta ainda altos teores de magnésio, manganês e potássio e baixos teores de gorduras e sódio.
Oportunidade para a agricultura familiar
Outra
vantagem da farinha de banana-verde é a sua facilidade de produção, que
requer uma tecnologia simples, criando oportunidades de negócios para
as agroindústrias familiares. A contribuição dessa pesquisa é padronizar
as etapas de produção, que incluem descascamento, fatiamento,
desidratação, trituração e acondicionamento.
Para a produção de
farinha de qualidade (muitas encontradas hoje nos mercados apresentam
baixa qualidade visual e nutricional), as pesquisas estabeleceram
padrões nas etapas de processamento e buscaram utilizar variedades com
grande quantidade de amido resistente.
“Selecionamos três
genótipos de plátanos do nosso BAG e a Terra Maranhão, cultivar de
plátano comercial, pois foram as mais interessantes para a produção de
farinha. Hoje, no Brasil, a farinha de banana-verde é feita usualmente
com Grand Naine, Pacovan, Prata-Anã, que são tipos de banana. Os
plátanos apresentam mais matéria seca, alto teor de amido resistente e
maior rendimento”, explica Reis. O maior diferencial está no rendimento.
Enquanto as bananas Grand Naine, Pacovan e Prata-Anã obtiveram 17,23%,
18,70% e 20,28%, respectivamente, os genótipos de plátanos indicados no
estudo apresentaram valores bem maiores: Chifre de Vaca, 24,31%;
Comprida, 27,71%; Trois Vert, 25,32%; e Terra Maranhão, 25,17%. Por
exemplo, para cada 100 quilos do plátano Terra Maranhão (com casca),
será possível obter 25 quilos de farinha.
Uma razão para o
mercado não utilizar hoje os plátanos como matéria-prima na produção de
farinha de banana-verde é o fato de eles não estarem presentes em todo o
País, com sua produção concentrada no Nordeste e consumidos cozidos,
fritos ou na forma de farinha. A Embrapa vem trabalhando para mudar esse
quadro e aumentar a produção de plátano no País, introduzindo variedades, por exemplo, no Vale do Ribeira (SP), maior região produtora de banana do Brasil.
Reis
diz que para haver uma mudança de paradigma é necessário que o produtor
passe a enxergar a produção de farinha não como mero aproveitamento do
descarte de produção. Ele deve observar, como pontua a pesquisadora, o
conjunto de fatores para a obtenção de um produto de melhor qualidade e
com maior potencial funcional, como a escolha da variedade, o ponto de
maturação adequado, a técnica de secagem, ou seja, todas as etapas
recomendadas na pesquisa, que tem como parceiros a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Farinha bonita por mais tempo
“O
que a Embrapa está fazendo é mostrar esse passo a passo para a obtenção
de uma farinha de qualidade, com coloração mais clara e atraente,
inclusive utilizando substâncias que previnem o escurecimento, a
oxidação da farinha. Por exemplo, armazenamos essa farinha por quatro
meses em temperatura ambiente, sem tecnologia nenhuma, simplesmente
embalada em uma embalagem plástica normal, barata. A farinha ficou
estável do ponto de vista microbiológico, e a cor, um indicativo de
qualidade do alimento, alterou muito pouco. O teor de amido resistente
não caiu. Enfim, são coisas que vemos faltar no mercado, esse tipo de
padrão de qualidade”, salienta.
A pesquisa indica a utilização da
Terra Maranhão, cultivar facilmente encontrada no mercado. Reis
ressalta que, caso o produtor queira usar outra variedade de plátano,
vai obter um produto com melhor qualidade de qualquer forma, desde que
siga as etapas corretas de processamento.
“Em termos de amido
resistente, por exemplo, se usarmos a Terrinha, variedade de plátano
também facilmente encontrada no mercado, é possível obter 40% de amido
resistente, enquanto a Terra Maranhão chega a 62%”, informa. Ela frisa
ainda que, se houver a padronização do estádio de maturação, temperatura
de secagem, umidade final, forma de trituração, e outros aspectos, o
produtor já terá uma farinha de melhor qualidade visual e nutricional se
comparada às comercializadas hoje.
A farinha de banana-verde encontrada hoje é escura, sem padronização. “Usam-se frutos verdes, maduros, sem qualidade, o que resulta em um produto de péssima qualidade. O nosso papel é mostrar que podemos ter uma farinha de boa qualidade, com uma coloração superatraente, com alto teor de amido resistente e que pode ser aplicada em diversos produtos, visando ao seu enriquecimento nutricional”, acredita Reis.
Em abril de 2016, quando visitei Amsterdam, reparei que no balcão do hotel onde serviam café da manhã sempre havia uma jarra dágua com algumas rodelas de limão siciliano e folhas de hortelã (Mentha x villosa).
Ontem resolvi experimentar e tentar aprender a fazer. Comecei, claro, meio exagerado que sou, colocando muuuuuuitas folhas de hortelã! rs… Colhi na horta, lavei folha por folha e as coloquei dentro da garrafa com água filtrada. Agitei bem e deixei na geladeira.
Gente… Fica muito refrescante! 😋 Dá vontade de tomar toda hora! A ideia é renovar todos os dias, fazendo novamente sempre com folhas frescas e bebendo ao longo do dia.
Fui pesquisar sobre suas propriedades medicinais e descobri que a hortelã possui vitaminas A, B, C e D, minerais, cálcio, fósforo, ferro e potássio. Combate bactérias e germes na boca, é diurética, antioxidante (por causa do ácido rosmarínico), ajuda na redução de mau hálito, dores de cabeça, náuseas, cólicas, fortalece o sistema imunológico e, por causa do álcool perílico, previne câncer de mama, próstata, fígado, cólon, pulmão, e até mesmo de pele.*
Pois é… Tudo isso numa simples água com hortelã. Muito bom, né?
As próximas águas aromatizadas já até sei quais serão… Com hortelã, claro! E irei experimentar também fazer uma água com rodelas de laranja, gengibre e canela em pau. 😊
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