Retorno do Tudo Sobre Plantas: Novidades e Metas para 2026

Em dezembro de 2025, o portal Tudo Sobre Plantas foi relançado com 13.231 espécies e 20 mil ainda a serem cadastradas. Com apenas um assinante e 17 usuários, o projeto, liderado por Anderson da Costa Porto após um AVC, visa lançar um aplicativo Android e expandir as funcionalidades em 2026.

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Como está a primeira jabuticabeira plantada no sítio

Vídeo de como está a primeira jabuticabeira plantada no sítio Tudo Sobre Plantas.

Jabuticabeira plantada em areia, alguns meses depois que cheguei no sitio, há 5 anos! Tem vídeo dela sendo plantada e da adubação que fiz recentemente.

🍄 Microdosagem de Cogumelos: Benefícios e Experiências

Após a ressonância magnética, o autor faz mudanças na dieta e estilo de vida para melhorar a saúde mental e física, eliminando álcool e carne, e introduzindo suplementos. Com a depressão em meio a dificuldades financeiras e pessoais, descobre na microdosagem de Psilocybe cubensis uma possível solução, experimentando um chá com o cogumelo.

Após receber o resultado[1] do exame de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO ENCÉFALO me vieram dúvidas sobre o que eu poderia ingerir (Chás? Óleos medicinais? Suplementos?) ou fazer (Yoga? Tai chi? Pilates?) para promover uma possível melhora em minha condição física e mental.

Eu já havia suspendido a ingestão de praticamente tudo que pudesse me fazer mal: necas de cerveja, cachaça, vinho… Nada de álcool! Também já estou há quase 3 anos sem fumar nicotina (graças a minha decisão e força de vontade) e há meses sem consumir Cannabis por causa do aconselhamento do médico do SUS. (Detalhe(!): em tese a Cannabis poderia me ajudar na minha condição promovendo neurogênese – comento sobre isso mais adiante). Diminuí muito, reduzindo praticamente a zero a ingestão de carnes e açúcar. Passei a ingerir diariamente cápsulas de magnésio treonato e zinco.

Quando veio a doença junto vieram vários acontecimentos – tudo ao mesmo tempo – que me forçaram a pegar um empréstimo com o Nubank e isso me criou mais uma dor de cabeça; afinal o pagamento das parcelas me impede de construir um banheiro úmido cá no sítio com minha renda e a venda de ovos está prejudicada pelo ataque dos cachorros do vizinho Fernando (postei nas redes sociais sobre isso).

E aí não teve jeito; veio a depressão! Sozinho, fazendo as coisas aqui no sítio, me bateu aquela sensação de abandono, de “estou morrendo” e com dívidas e dúvidas sobre ter ou não forças para lutar contra isso. Quem me conhece, ou conhece a minha história de vida, sabe o quanto lutei e continuo lutando de todas as formas possíveis para viver.

Acontece que juntou muita coisa, tudo acontecendo ao mesmo tempo, e isso me fez sentir “uma imensa pena de mim mesmo“. Pensei: “será que tem algo que eu possa tomar para me ajudar a sair dessa deprê?”. E aí vou andando pelo sítio, como tenho o costume de fazer diariamente, e uma possível solução aparece como “mágica” no esterco bovino que eu coletei nos pastos aqui perto.

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Servidores ambientais: uma nova forma de compreender a vida no campo

A visão tradicional de “pragas” é um equívoco que ignora a complexidade ecológica. Ao chamá-las de “servidores ambientais”, reconhecemos seu papel nos ecossistemas e questionamos a lógica reducionista da agricultura. É hora de transformar nossa relação com a natureza, refletindo sobre como nossas ações geram desequilíbrios.

Desde 2020 venho utilizando, em publicações no portal Tudo Sobre Plantas, a expressão “servidores ambientais” para me referir aos organismos tradicionalmente chamados de “pragas” pela indústria de agrotóxicos. Essa escolha não é apenas semântica: nasce da compreensão de que insetos, fungos, aves, microrganismos e outros seres que interagem com nossas plantas não são inimigos, mas sim agentes ecológicos que cumprem funções reguladoras nos ecossistemas.

A ideia não surgiu do nada. Diversos pesquisadores já apontaram, cada um a seu modo, que a noção de “praga” é resultado de uma visão estreita, centrada na produtividade imediata e na lógica do monocultivo — isto é, um banquete artificial oferecido a uma fauna especializada.

Praga é um conceito criado por crenças para vender agrotóxicos.

Entre os precursores internacionais, merece destaque Rachel Carson (1907–1964), cuja obra Silent Spring denunciou não só os efeitos dos agrotóxicos, mas também o equívoco de pensar a natureza em termos de inimigos a serem eliminados. Na mesma linha, o chileno Miguel Altieri e o norte-americano Stephen Gliessman fundaram as bases da agroecologia moderna, sempre ressaltando que organismos considerados pragas são, na verdade, indicadores de desequilíbrios provocados por práticas humanas.

No Brasil, essa visão foi antecipada por pioneiros como José Lutzenberger, que criticava o conceito de “praga” e defendia que cada organismo cumpre seu papel; e Ana Maria Primavesi, que demonstrou em sua obra que a ocorrência de pragas e doenças é consequência direta do desequilíbrio do solo e da perda de biodiversidade. Pesquisas conduzidas em instituições como a Embrapa e em universidades públicas brasileiras vêm reforçando esse mesmo entendimento, propondo alternativas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o manejo agroecológico, que reconhecem o papel dos inimigos naturais e das interações ecológicas.

Portanto, ao propor a expressão “servidores ambientais”, insiro-me numa tradição crítica que busca superar o paradigma reducionista e reconhecer que não existem organismos prejudiciais em si: há apenas relações ecológicas contextuais, frequentemente alteradas pela ação humana. O que se convencionou chamar de “praga” nada mais é que o reflexo de um agroecossistema desequilibrado. Reconhecê-los como servidores é dar o primeiro passo para reconstruir nossa relação com a terra de forma ética, ecológica e sustentável.

Anderson C. Porto
gestor do portal Tudo Sobre Plantas

Bibliografia Consultada

ALTIERI, Miguel A. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. 5. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. 2. ed. São Paulo: Gaia, 2010. (Título original: Silent Spring, 1962).

GLIESSMAN, Stephen R. Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. 2. ed. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2001.

LUTZENBERGER, José A. Fim do futuro? Manifesto ecológico brasileiro. Porto Alegre: Movimento, 1980.

PRIMAVESI, Ana Maria. Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais. 21. ed. São Paulo: Nobel, 2014.

SILVA, André Felipe Cândido da. Pragas, patógenos e plantas na história dos sistemas agroecológicos. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, Belém, v. 17, n. 1, p. 1-26, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/2178-2547-BGOELDI-2021-0023

🌿✨ Venha fazer parte do Tudo Sobre Plantas! ✨🌿

O Brasil possui uma biodiversidade impressionante, com muitas plantas ainda a serem estudadas, essenciais para a medicina e cultura. O projeto Tudo Sobre Plantas busca promover o conhecimento sobre flora, técnicas de cultivo e etnobotânica, criando uma rede colaborativa que valoriza a sustentabilidade e a aprendizagem coletiva. Junte-se a nós!

O Brasil abriga uma das maiores biodiversidades do planeta: são milhares de espécies vegetais, muitas ainda pouco estudadas, mas que carregam enorme potencial alimentar, medicinal, ecológico e cultural. Estima-se que cerca de 25% dos medicamentos utilizados mundialmente tenham origem direta ou indireta em plantas, e grande parte desse conhecimento nasceu do uso popular e da observação etnobotânica, que conecta saberes tradicionais à ciência moderna.

Por isso, investir na pesquisa e difusão do conhecimento sobre a flora brasileira não é apenas valorizar nossa história e cultura, mas também abrir caminhos para o desenvolvimento de novas medicinas, alimentos e práticas sustentáveis de cultivo e cuidado.

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♻️ Como a Natureza Ensina sobre Economia Circular

Hoje cedo, enquanto olhava a luz do sol perpassando por entre as folhas do jamelão mais antigo daqui, recomecei a observar os… limites. Um dos princípios da Permacultura é utilizar as bordas para plantio.

No sítio tudo tem limite. O espaço pra plantar, a água do poço, a lenha seca guardada na sombra. Até a espontânea e cíclica vontade da terra de nos fornecer frutos pede pausa, respeito aos processos e reciclagem. A natureza é generosa mas não é infinita. E ela sabe recomeçar.

Quando acaba o espaço para plantar por aqui não fico tentando enfiar mais árvore onde não dá, não cabe. Eu podo. Derrubo um galho. Às vezes faço a supressão de uma espécie que não seja mais necessária. Vai tudo pra compostagem. Folha seca, galho torto, caroço seco de manga… O que antes era excesso vira húmus.

O sistema reinicia.
E a vida segue, adubada por sua própria abundância.

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🌿 Mestre Zen do Maracujá

Nunca vi tanto maracujá (Passiflora edulis) na vida.

É como se todas as sementes que joguei no chão tivessem feito um pacto secreto de germinar em profusão, todas ao mesmo tempo — e agora o sítio virou uma rede de ramos aéreos com ovos amarelos pra tudo que é lado. Pra cada canto que olho tem um maracujá pendurado me encarando, como quem diz:

“E aí, amigo? Tá mais calmo hoje?”

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🌾 A roçadeira, o capim e a luta de cada dia

O capim está crescendo. Cresce sem pedir licença, como quem sabe que a vida é insistente mesmo quando a gente desacelera. No meu sítio, esse capim não é só mato — é matéria-prima de uma revolução silenciosa. Quando consigo roçá-lo, ele vira ninho: abraça ao redor do pé das árvores, protege a terra, retém a água e alimenta os fungos que tecem, debaixo do solo, a internet da floresta — a “wood wide web” da vida.

Essa prática, simples aos olhos de quem não conhece, é tecnologia viva de altíssimo valor ecológico. Está sendo dada a possibilidade do solo se desenvolver de forma inteligente, que se comunica, compartilha e colabora — coisa que nem fertilizante químico, nem trator milionário conseguem replicar.

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Livro gratuito faz resgate cultural de receitas com plantas nativas do Brasil

Com quase 1000 páginas, 335 receitas ilustradas e organizadas em regiões do Brasil, o livro Biodiversidade brasileira: sabores e aromas traz uma imensidão de oportunidades de conhecer as espécies da flora do país inteiro através do paladar. A obra é fruto da colaboração de várias instituições públicas, setor privado e dezenas de pesquisadores como parte do projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição – BFN. Tem ainda como editores Raquel de Andrade Cardoso Santiago e Lidio Coradin.

As receitas foram criadas por chefs profissionais com o objetivo de resgatar valores regionais, para que as pessoas possam desfrutar o máximo de cada alimento originárias de espécies nativas brasileiras. Receitas de pratos principais, guarnições, sobremesas e bebidas são acompanhadas de dicas de higienização e preparo, informações nutricionais e tabelas de medidas.

Confira algumas imagens:

O livro é gratuito e está disponível para download. Clique aqui para baixar ou acesse o site do ministério do meio ambiente no endereço: https://www.mma.gov.br/publicacoes/biodiversidade/category/54-agrobiodiversidade.html?download=1584:biodiversidade-brasileira-sabores-e-aromas.

SANTIAGO, Raquel de Andrade Cardoso; CORADIN, Lidio (Ed.). Biodiversidade brasileira: sabores e aromas. Brasília, DF: MMA, 2018. (Série Biodiversidade; 52). Disponível em: . Acesso em: 01/06/2020

Sobre a Floresta Amazônica e o papel do Brasil nas Mudanças Climáticas

Nós vivemos num mundo capitalista, correto? A floresta Amazônica é importante para o equilíbrio do clima do mundo? Ótimo! Então criem um fundo de manutenção da floresta que permita o desenvolvimento sustentável da região e suspendam a DIVIDA PÚBLICA BRASILEIRA pelo tempo em que o Brasil cumprir as exigências do fundo. Num mundo capitalista a floresta em pé tem valor, resta saber quem está disposto a pagar.

Anderson Porto
www.TudoSobrePlantas.com.br