Participe da Promoção: Acesso Antecipado ao App SiSTSP Mobile!

Anderson Porto anuncia uma promoção para 100 assinantes do portal Tudo Sobre Plantas: acesso ao pré-lançamento do aplicativo SiSTSP Mobile para Android. Os interessados devem se cadastrar no portal e validar o e-mail até 31/12/2025. Após o cadastro, receberão convites para download do aplicativo.

Pessoas! Tudo bem com vocês? Estão prontos para a novidade que vai mudar a pesquisa sobre plantas na Internet?

Tenho 100 convites disponíveis para os assinantes do portal Tudo Sobre Plantas acessarem a versão de pré lançamento do SiSTSP Mobile, nosso PRIMEIRO aplicativo para celulares Android.

Basta se cadastrar no portal e tornar-se assinante!
A PROMOÇÃO acaba dia 31/12/2025!

Captura de tela da página de pagamento de assinaturas
Uma captura da tela de pagamento da assinatura.

Abaixo um pequeno vídeo de como está HOJE o aplicativo SiSTSP Mobile:

Estou cada vez mais empolgado com o desenvolvimento deste aplicativo!

Para receber o convite são necessários DOIS PASSOS:

1. Acesse a página de cadastro clicando no botão abaixo!


2. Faça o seu cadastro, depois valide o e-mail com o link enviado para sua caixa postal eletrônica. Ao retornar ao portal acessando no seu perfil, clique na aba MINHA ASSINATURA, clique no botão de APOIAR e preencha os dados necessários na página de pagamento de assinaturas.

PRONTINHO!

Você irá receber um convite em seu e-mail cadastrado. Siga as instruções para download no seu celular e teste à vontade!

O aplicativo está sendo integrado com o portal para criarmos JUNTOS uma rede social sobre plantas exclusiva e com total suporte de um sistema criado para tirar dúvidas, divulgar pesquisas e proporcionar formas de contato via FÓRUM e DIRETO, entre os participantes.

Vejo vocês por lá!?

Abraços!

Anderson Porto
Criador e gestor do projeto Tudo Sobre Plantas. Agora também desenvolvedor de aplicativos para celulares Android!

Identifique Nomes Científicos com Nova Extensão para Firefox / Chrome

Foi disponibilizada uma nova ferramenta de Identificação de Nomes Científicos para instalação no Firefox. Acesse o LINK para instalar: [ TSP Identificador de Espécies ].

Pessoal, uma boa notícia? Coloquei disponível para instalação a nova ferramenta de Identificação de Nomes Científicos em páginas Web.

Vocês conseguem instalar a ferramenta acessando

LINK para FIREFOX:
[ TSP Identificador de Espécies ]

LINK para CHROME:
[ TSP Identificador de Espécies ]

Ao acessar qualquer página da Web (até mesmo o Google) a extensão irá verificar se na página tem algum nome científico de espécies que estejam cadastradas no portal. Se tiver ela irá criar automaticamente links clicáveis para as fichas no Tudo Sobre Plantas.

Bom proveito!

Anderson Porto
gestor do portal Tudo Sobre Plantas, roceiro, analista de biossistemas e criador de ferramentas de pesquisa sobre plantas.

🍄 Microdosagem de Cogumelos: Benefícios e Experiências

Após a ressonância magnética, o autor faz mudanças na dieta e estilo de vida para melhorar a saúde mental e física, eliminando álcool e carne, e introduzindo suplementos. Com a depressão em meio a dificuldades financeiras e pessoais, descobre na microdosagem de Psilocybe cubensis uma possível solução, experimentando um chá com o cogumelo.

Após receber o resultado[1] do exame de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO ENCÉFALO me vieram dúvidas sobre o que eu poderia ingerir (Chás? Óleos medicinais? Suplementos?) ou fazer (Yoga? Tai chi? Pilates?) para promover uma possível melhora em minha condição física e mental.

Eu já havia suspendido a ingestão de praticamente tudo que pudesse me fazer mal: necas de cerveja, cachaça, vinho… Nada de álcool! Também já estou há quase 3 anos sem fumar nicotina (graças a minha decisão e força de vontade) e há meses sem consumir Cannabis por causa do aconselhamento do médico do SUS. (Detalhe(!): em tese a Cannabis poderia me ajudar na minha condição promovendo neurogênese – comento sobre isso mais adiante). Diminuí muito, reduzindo praticamente a zero a ingestão de carnes e açúcar. Passei a ingerir diariamente cápsulas de magnésio treonato e zinco.

Quando veio a doença junto vieram vários acontecimentos – tudo ao mesmo tempo – que me forçaram a pegar um empréstimo com o Nubank e isso me criou mais uma dor de cabeça; afinal o pagamento das parcelas me impede de construir um banheiro úmido cá no sítio com minha renda e a venda de ovos está prejudicada pelo ataque dos cachorros do vizinho Fernando (postei nas redes sociais sobre isso).

E aí não teve jeito; veio a depressão! Sozinho, fazendo as coisas aqui no sítio, me bateu aquela sensação de abandono, de “estou morrendo” e com dívidas e dúvidas sobre ter ou não forças para lutar contra isso. Quem me conhece, ou conhece a minha história de vida, sabe o quanto lutei e continuo lutando de todas as formas possíveis para viver.

Acontece que juntou muita coisa, tudo acontecendo ao mesmo tempo, e isso me fez sentir “uma imensa pena de mim mesmo“. Pensei: “será que tem algo que eu possa tomar para me ajudar a sair dessa deprê?”. E aí vou andando pelo sítio, como tenho o costume de fazer diariamente, e uma possível solução aparece como “mágica” no esterco bovino que eu coletei nos pastos aqui perto.

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Servidores ambientais: uma nova forma de compreender a vida no campo

A visão tradicional de “pragas” é um equívoco que ignora a complexidade ecológica. Ao chamá-las de “servidores ambientais”, reconhecemos seu papel nos ecossistemas e questionamos a lógica reducionista da agricultura. É hora de transformar nossa relação com a natureza, refletindo sobre como nossas ações geram desequilíbrios.

Desde 2020 venho utilizando, em publicações no portal Tudo Sobre Plantas, a expressão “servidores ambientais” para me referir aos organismos tradicionalmente chamados de “pragas” pela indústria de agrotóxicos. Essa escolha não é apenas semântica: nasce da compreensão de que insetos, fungos, aves, microrganismos e outros seres que interagem com nossas plantas não são inimigos, mas sim agentes ecológicos que cumprem funções reguladoras nos ecossistemas.

A ideia não surgiu do nada. Diversos pesquisadores já apontaram, cada um a seu modo, que a noção de “praga” é resultado de uma visão estreita, centrada na produtividade imediata e na lógica do monocultivo — isto é, um banquete artificial oferecido a uma fauna especializada.

Praga é um conceito criado por crenças para vender agrotóxicos.

Entre os precursores internacionais, merece destaque Rachel Carson (1907–1964), cuja obra Silent Spring denunciou não só os efeitos dos agrotóxicos, mas também o equívoco de pensar a natureza em termos de inimigos a serem eliminados. Na mesma linha, o chileno Miguel Altieri e o norte-americano Stephen Gliessman fundaram as bases da agroecologia moderna, sempre ressaltando que organismos considerados pragas são, na verdade, indicadores de desequilíbrios provocados por práticas humanas.

No Brasil, essa visão foi antecipada por pioneiros como José Lutzenberger, que criticava o conceito de “praga” e defendia que cada organismo cumpre seu papel; e Ana Maria Primavesi, que demonstrou em sua obra que a ocorrência de pragas e doenças é consequência direta do desequilíbrio do solo e da perda de biodiversidade. Pesquisas conduzidas em instituições como a Embrapa e em universidades públicas brasileiras vêm reforçando esse mesmo entendimento, propondo alternativas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o manejo agroecológico, que reconhecem o papel dos inimigos naturais e das interações ecológicas.

Portanto, ao propor a expressão “servidores ambientais”, insiro-me numa tradição crítica que busca superar o paradigma reducionista e reconhecer que não existem organismos prejudiciais em si: há apenas relações ecológicas contextuais, frequentemente alteradas pela ação humana. O que se convencionou chamar de “praga” nada mais é que o reflexo de um agroecossistema desequilibrado. Reconhecê-los como servidores é dar o primeiro passo para reconstruir nossa relação com a terra de forma ética, ecológica e sustentável.

Anderson C. Porto
gestor do portal Tudo Sobre Plantas

Bibliografia Consultada

ALTIERI, Miguel A. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. 5. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. 2. ed. São Paulo: Gaia, 2010. (Título original: Silent Spring, 1962).

GLIESSMAN, Stephen R. Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. 2. ed. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2001.

LUTZENBERGER, José A. Fim do futuro? Manifesto ecológico brasileiro. Porto Alegre: Movimento, 1980.

PRIMAVESI, Ana Maria. Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais. 21. ed. São Paulo: Nobel, 2014.

SILVA, André Felipe Cândido da. Pragas, patógenos e plantas na história dos sistemas agroecológicos. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, Belém, v. 17, n. 1, p. 1-26, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/2178-2547-BGOELDI-2021-0023

Cidades que bebem chuva

Kongjian Yu, arquiteto visionário, propõe uma abordagem revolucionária às inundações: as “cidades-esponja,” que acolhem a água em vez de combatê-la. Inspirado por tradições antigas, ele transforma metrópoles com parques que absorvem excessos hídricos. Essa filosofia celebra a harmonia com a natureza, mostrando que a água é um aliado, não um inimigo.

Quando chove demais, a maioria das cidades entra em pânico. Corre-se para levantar muros, abrir canais, canalizar rios. É como se a água fosse uma inimiga que precisa ser mantida sob vigilância. Mas na China, um arquiteto chamado Kongjian Yu resolveu olhar para essa questão de outro jeito: e se, em vez de lutar contra a água, a gente aprendesse a (con)viver com ela?

Yu carrega na memória a lembrança de quase ter se afogado quando criança. Um trauma que, em vez de afastá-lo, o aproximou ainda mais desse elemento. Foi daí que nasceu a ideia das “cidades-esponja” — lugares que, em vez de expulsar a chuva, a acolhem.

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🌿✨ Venha fazer parte do Tudo Sobre Plantas! ✨🌿

O Brasil possui uma biodiversidade impressionante, com muitas plantas ainda a serem estudadas, essenciais para a medicina e cultura. O projeto Tudo Sobre Plantas busca promover o conhecimento sobre flora, técnicas de cultivo e etnobotânica, criando uma rede colaborativa que valoriza a sustentabilidade e a aprendizagem coletiva. Junte-se a nós!

O Brasil abriga uma das maiores biodiversidades do planeta: são milhares de espécies vegetais, muitas ainda pouco estudadas, mas que carregam enorme potencial alimentar, medicinal, ecológico e cultural. Estima-se que cerca de 25% dos medicamentos utilizados mundialmente tenham origem direta ou indireta em plantas, e grande parte desse conhecimento nasceu do uso popular e da observação etnobotânica, que conecta saberes tradicionais à ciência moderna.

Por isso, investir na pesquisa e difusão do conhecimento sobre a flora brasileira não é apenas valorizar nossa história e cultura, mas também abrir caminhos para o desenvolvimento de novas medicinas, alimentos e práticas sustentáveis de cultivo e cuidado.

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♻️ Como a Natureza Ensina sobre Economia Circular

Hoje cedo, enquanto olhava a luz do sol perpassando por entre as folhas do jamelão mais antigo daqui, recomecei a observar os… limites. Um dos princípios da Permacultura é utilizar as bordas para plantio.

No sítio tudo tem limite. O espaço pra plantar, a água do poço, a lenha seca guardada na sombra. Até a espontânea e cíclica vontade da terra de nos fornecer frutos pede pausa, respeito aos processos e reciclagem. A natureza é generosa mas não é infinita. E ela sabe recomeçar.

Quando acaba o espaço para plantar por aqui não fico tentando enfiar mais árvore onde não dá, não cabe. Eu podo. Derrubo um galho. Às vezes faço a supressão de uma espécie que não seja mais necessária. Vai tudo pra compostagem. Folha seca, galho torto, caroço seco de manga… O que antes era excesso vira húmus.

O sistema reinicia.
E a vida segue, adubada por sua própria abundância.

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🍊 A tangerina: doce recompensa da paciência (e da Ciência!)

A tangerina tem cheiro de infância. Ao descascar uma tangerina todos que estão perto sentem o aroma inconfundível.

Tangerina tem sabor de roça, de mãos com calos e olhos atentos ao tempo do céu e do solo.

É fruta que se abre fácil, que se entrega em gomos, como quem oferece o ciclo completo da vida em pedaços doces.

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Fotossíntese – Entenda de uma vez por todas o processo bioquímico mais importante do planeta. PARTE 1

A fotossíntese, um processo de produção de alimento e liberação de oxigênio na atmosfera, que sustenta toda a vida na terra.

Todos os seres vivos precisam de energia para realizar suas funções básicas: correr, voar, respirar, reproduzir, sobreviver… Os animais obtém a energia para sobreviver dos alimentos consumidos, já as plantas obtém a energia da água. Só que, simplesmente água não fornece toda a energia necessária para a planta. Os organismos fotossintetizantes, capturam a energia complementar da luz do sol.

A fotossíntese é realizada por plantas, algas e alguns tipos de bactérias. É o processo bioquímico mais importante da terra pois produz carboidratos para toda a cadeia alimentar, já que os organismos produtores estão na base dessa cadeia. Essa explicação foi dividida em duas partes, por dois motivos. O primeiro que o processo da fotossíntese já é tradicionalmente dividido em duas fases. A primeira chamada ‘fase clara da fotossíntese’, pois é dependente de luz e a outra chamada de fase de assimilação de carbono(antigamente chamada fase escura) que não depende diretamente de luz. O segundo motivo é devido ao fato de que como você vai entender a fotossíntese de verdade, para nunca mais esquecer, vamos devagar para não confundirmos os termos.

A fase clara da fotossíntese (que você vai aprender hoje) começa na absorção da energia da luz do sol até a sua armazenagem em NADPH que são moléculas, estruturas presentes na planta bem pequenas, responsáveis por guardar a energia captada para ser usada na fase 2, a fase de fixação do carbono que aprenderemos no próximo episódio. O objetivo desses dois artigos é fazer você, amigo leitor ou amiga leitora, amante das plantas, estudante ou mero curioso da ciência botânica entender um processo vital para a sobrevivência de todos os seres vivos. Se algum termo ou procedimento ficar confuso. Deixe sua dúvida nos comentários, ajude a deixar o texto cada vez mais claro para que todo mundo entenda.

Então vamos lá…

A fotossíntese em plantas ocorre nos cloroplastos.

Os cloroplastos são estruturas microscópicas presentes dentro das células dos vegetais que podem variar em forma, mas por padrão são levemente achatadas e arredondadas e verdes.

Figura 1 – Fotografia de células vegetais fotossintetizantes vistas por um microscópio. Em cada célula existe um aglomerado de vários cloroplastos que são essas estruturas circulares dentro das células.

Internamente, o cloroplasto contém bolsas que são achatadas (parecem moedas), chamadas de tilacoide. Os tilacoides estão organizados em pilhas. Essas pilhas são chamadas de grana. Em volta das granas existem o estroma que é um líquido que preenche o cloroplasto. Na superfície dos tilacoides, chamada de lamela, estão os pigmentos. Os pigmentos são vitais para a planta captar energia do sol. Observe as imagens.

Figura 2 – Representação gráfica de um cloroplasto. Dentro de um cloroplasto existem os tilacoides que contém pigmentos na sua superfície. Os pigmentos captam a energia da luz do sol.
Créditos da imagem: brgfx/Freepik

Vamos devagar. Pare um pouco e analise bem as imagens. Saber o que são e como são os cloroplastos é fundamental para entender como ocorre a fotossíntese. Na lamela, é onde se localiza os pigmentos que captam a energia da luz do sol.

Continuando… O papel da luz

Figura 3: Plantas recebendo luz do sol.
Imagem de My pictures are CCO. When doing composings: por Pixabay

O sol irradia para nosso planeta calor e luz. A luz é um tipo de onda eletromagnética. Não é necessário saber o que é onda eletromagnética, mas é importante saber que dos tipos de onda eletromagnética a luz é daquela do tipo visível. Tudo que nós enxergamos são absorções de ondas de luz que refletem nos objetos e alcançam nossos olhos, ou seja, a luz bate nos objetos é refletida e absorvida pelos nossos olhos.

A luz que vem do sol é da cor branca. Pode não parecer, mas é branca. Você já viu um arco-íris? Um arco-íris é formado quando a luz branca do sol passa pelas gotas de água da chuva e tem suas cores separadas em sete cores, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Uma luz branca é o conjunto das luzes dessas cores.

Figura 4- Um feixe de luz branca tem suas cores divididas quando atravessam um prisma.
Créditos da imagem: Abstract Vectors by Vecteezy.

Quando vemos um objeto azul, na verdade aquele objeto absorveu todas as cores e refletiu apenas a azul que alcançou nossos olhos. Uma folha é verde pelo fato da planta, quando recebe a luz branca do sol, absorve todas as outras cores e reflete apenas a cor verde que alcança nossos olhos e vemos a folha como verde. E o mais importante, através das ondas de luz o sol transmite energia. Aonde estou querendo chegar? Você vai entender agora.

Os pigmentos localizados na lamela dos tilacoides são as estruturas das plantas que absorvem a energia da luz do sol. E o pigmento mais importante é a clorofila. A clorofila é um pigmento de cor verde (absorve todas as cores do espectro e reflete apenas a cor verde) e está localizada na lamela dos tilacoides dentro dos cloroplastos das células vegetais. É o pigmento mais abundante e o mais importante pelo fato de absorver as faixas de luz das cores azul a violeta que são as ondas com mais energia, mas também absorve as luzes amarelas e vermelhas. Entretanto a clorofila não trabalha sozinha. Existem pigmentos acessórios, chamados de carotenoides, que absorvem faixas de luz que a clorofila não alcança. Você já deve ter ouvido falar deles. β-caroteno (lê-se beta-caroteno) e a luteína são carotenoides que estão envolvidos em pesquisas médicas das mais variadas.

Os cloroplastos e os seus pigmentos acessórios estão organizados numa estrutura chamada fotossistema. Pense nessa estrutura como um funil. As paredes do funil são compostas por centenas de cloroplastos e carotenoides que recebem a energia do sol e ‘escoam’ a energia para o centro do funil onde se localiza um tipo especial de cloroplasto chamado ‘centro de reação’. O cloroplasto do centro de reação é responsável por guardar toda a energia coletada pelo fotossistema. As plantas têm dois tipos de fotossistema. O fotossistema 2 conhecido também por PSII e o fotossistema 1, o PSI. A energia coletada passa pelos fotossistemas e é armazenada em elementos microscópicos chamados NADPH. O NADPH, então leva a essa energia para ser usada na parte 2 da fotossíntese.

Resumindo: os animais obtém energia da comida. As plantas obtém energia através da água e da luz do sol. A energia luz do sol quando atinge a clorofila e outros pigmentos acessórios é absorvida. Esses pigmentos estão organizados em fotossistemas, que estão localizados na superfície dos tilacoides que se localizam dentro dos cloroplastos, captam a energia coletada pelos pigmentos e as armazenam em NADPH. Na fase 2, a planta usará essa energia que está no NADPH para outros processos bioquímicos que não dependerão mais de luz.

Assim se completa a parte 1, a fase clara da fotossíntese. Alguns detalhes foram omitidos para melhorar o aprendizado. Se você ficou com alguma dúvida, algum termo não está claro, quer mais detalhes de como a energia percorre a planta, sugestões, críticas ou qualquer outra coisa, comenta aqui embaixo ou me chama no instagram: https://www.instagram.com/ser_ponte/?hl=pt-br. Será um prazer te ajudar a entender esse processo bioquímico espetacular.

Link para a PARTE 2: https://tudosobreplantas.com.br/2020/05/18/fotossintese-entenda-de-uma-vez-por-todas-o-processo-bioquimico-mais-importante-do-planeta-parte-2/