Portão Fechado para a Escravidão Mental

Hoje vieram aqui no portão Seu Francisco e dois pastores pretos. Sol quente, eles de terno e gravata. Era nítido que aqueles paletós não eram deles — estavam grandes demais, folgados, voando com o vento como se nem tivessem sido vestidos por vontade própria. “Talvez trajes doados ou emprestados por alguém que prefere ficar na sombra”, cogitei. Pra mim pareciam farda de um exército de pretensos “salvadores” que nunca plantaram um feijão.

Vieram perguntar como eu estava — e ficaram visivelmente desconcertados com minha resposta:

— Estou cada vez melhor!

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♻️ Como a Natureza Ensina sobre Economia Circular

Hoje cedo, enquanto olhava a luz do sol perpassando por entre as folhas do jamelão mais antigo daqui, recomecei a observar os… limites. Um dos princípios da Permacultura é utilizar as bordas para plantio.

No sítio tudo tem limite. O espaço pra plantar, a água do poço, a lenha seca guardada na sombra. Até a espontânea e cíclica vontade da terra de nos fornecer frutos pede pausa, respeito aos processos e reciclagem. A natureza é generosa mas não é infinita. E ela sabe recomeçar.

Quando acaba o espaço para plantar por aqui não fico tentando enfiar mais árvore onde não dá, não cabe. Eu podo. Derrubo um galho. Às vezes faço a supressão de uma espécie que não seja mais necessária. Vai tudo pra compostagem. Folha seca, galho torto, caroço seco de manga… O que antes era excesso vira húmus.

O sistema reinicia.
E a vida segue, adubada por sua própria abundância.

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