“Quanto mais potássio a pessoa ingere, mais sódio ela perde através da urina. O potássio também ajuda a aliviar a tensão nas paredes dos vasos sanguíneos, o que ajuda a baixar ainda mais a pressão arterial”
O aumento da ingestão de alimentos ricos em potássio é recomendado em adultos com pressão arterial acima de 12 por 8 e pode ser prejudicial para pessoas com doença renal .[2]
O ESPINAFRE é rico em minerais cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, cobre, manganês e zinco; vitaminas A, C, E e K, B6; além de proteínas e fibras. Entretanto, por conter uma grande quantidade de ácido oxálico, uma substância que pode desencadear a formação de cálculos renais, o espinafre deve ser evitado por indivíduos com tendencia a ter pedras nos rins. Espinafre deve ser sempre consumido cozido e ingerido com sumo de limão.
As sementes de ABÓBORA, torradas e sem sal, são excelentes fontes de potássio (809mg em 100g) e magnésio[*], além de melhorar o humor por causa do triptofano, precursor da serotonina.
A BANANA é bem conhecida como uma das grandes fontes de potássio. Sua ingestão (cada 100g da banana contém em média 18mg de triptofano e vitamina B6) favorece a liberação de hormônios ligados ao bem-estar e ajuda a relaxar os músculos, o que também contribui para o efeito hipotensor.
A água de COCO é rica em potássio (K) e ajuda a hidratar o corpo (repõe os sais minerais). Cada 200 ml de água de coco tem apenas 38 calorias e por isso ela não engorda.[3]
E quem não conhece as propriedades maravilhosas do ALHO? Ingerir 3 dentes de alho fresco por dia combate o colesterol ruim e ajuda a relaxar os vasos sanguíneos. A principal dica para potencializar os “milagres” do alho é picar ou amassar os dentes de alho 10 minutos antes de temperar a comida. Esse descanso aumenta a quantidade de alicina, a principal responsável por suas propriedades benéficas à saúde.[4]
Comer 1 fatia média de aproximadamente 200 g de MELANCIA durante 6 semanas consecutivas é uma boa forma de normalizar a pressão arterial.[5] As principais substâncias da melancia que são responsáveis por este benefício são a L-citrulina, o potássio e o magnésio. Além disso a melancia também é rica em vitaminas A, B1, B2, B3 e cálcio, fósforo e licopeno, ótimos para nutrir e purificar o corpo. O suco deve ser feito com as sementes e coado.
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[*] O magnésio é um mineral vital para o organismo, sendo o segundo mais importante para o corpo humano (logo depois do potássio), pois atua na contração e relaxamento dos músculos, no controle dos níveis de glicemia e de pressão sanguínea, no fornecimento de energia, e também na produção de proteínas.[1]
Eis como aprendi com minha mãe a fazer o Doce de Banana Caramelada.
Esse é o ponto de maturação da banana dágua que considero bom para fazer doce
O açúcar é derretido em fogo baixo até ficar cor de caramelo
As bananas são cortadas em pedaços de 1 cm
Coloca as bananas por cima da calda no fogo, com uma colher de arroz
Deixa borbular por aproximadamente 20 minutos, ou até a calda engrossar, em panela destampada!
As cascas vão pro baldinho de restos orgãnicos, depois pra composteira.
Eis o doce de banana caramelada pronto!
RECEITA: Coloque 3 colheres grandes (de arroz) de açúcar numa panela grande, fogo baixo, e vá espalhando o açúcar com uma colher de pau… Enquanto isso descasque umas 12 bananas dágua bem maduras, corte em pedaços do tamanho de um dedo e reserve. Quando o açúcar começar a “queimar” a ponto de estar quase todo derretido (cor de caramelo), coloque um copo dágua e mexa um pouco para misturar. Acrescente as bananas, mexa um pouco e deixe em fogo baixo sem tampar. Tempere com um pedaço de canela em pau e alguns cravos. Depois de uns 20 minutos tá pronto. É só deixar esfriar e passar para uma vasilha com tampa para botar na geladeira. Dobre a receita para mais quantidade de bananas.
Estudo da Embrapa desenvolveu o passo a passo
para a produção de uma farinha de banana-verde de qualidade e com alto
teor de amido resistente, um tipo de carboidrato que se comporta como
fibra no organismo. Esse carboidrato não é digerido, mas fermentado por
bactérias benéficas do intestino grosso, contribuindo para evitar
doenças inflamatórias do sistema digestório e diminuir os riscos de
câncer do cólon intestinal.
Além disso, o amido resistente ajuda a
reduzir a velocidade da liberação dos açúcares do alimento no sangue
(índice glicêmico), prevenindo e auxiliando no tratamento do diabetes
tipo 2. A principal inovação é a utilização do plátano (banana-da-terra)
em substituição às bananas Prata e Nanica na fabricação dessa farinha.
Além do elevado teor de amido resistente, os plátanos apresentam maior
quantidade de matéria seca (porção que sobra dos alimentos após a
retirada de toda a sua umidade) e maior rendimento para a produção da
farinha.
A banana-verde é considerada o alimento não processado mais rico em amido resistente. E, de acordo com as cientistas envolvidas na pesquisa, a farinha é a melhor forma para disponibilizar esse tipo de amido na dieta da população brasileira. É um produto nutritivo e saudável, pois apresenta ainda altos teores de magnésio, manganês e potássio e baixos teores de gorduras e sódio.
Oportunidade para a agricultura familiar
Outra
vantagem da farinha de banana-verde é a sua facilidade de produção, que
requer uma tecnologia simples, criando oportunidades de negócios para
as agroindústrias familiares. A contribuição dessa pesquisa é padronizar
as etapas de produção, que incluem descascamento, fatiamento,
desidratação, trituração e acondicionamento.
Para a produção de
farinha de qualidade (muitas encontradas hoje nos mercados apresentam
baixa qualidade visual e nutricional), as pesquisas estabeleceram
padrões nas etapas de processamento e buscaram utilizar variedades com
grande quantidade de amido resistente.
“Selecionamos três
genótipos de plátanos do nosso BAG e a Terra Maranhão, cultivar de
plátano comercial, pois foram as mais interessantes para a produção de
farinha. Hoje, no Brasil, a farinha de banana-verde é feita usualmente
com Grand Naine, Pacovan, Prata-Anã, que são tipos de banana. Os
plátanos apresentam mais matéria seca, alto teor de amido resistente e
maior rendimento”, explica Reis. O maior diferencial está no rendimento.
Enquanto as bananas Grand Naine, Pacovan e Prata-Anã obtiveram 17,23%,
18,70% e 20,28%, respectivamente, os genótipos de plátanos indicados no
estudo apresentaram valores bem maiores: Chifre de Vaca, 24,31%;
Comprida, 27,71%; Trois Vert, 25,32%; e Terra Maranhão, 25,17%. Por
exemplo, para cada 100 quilos do plátano Terra Maranhão (com casca),
será possível obter 25 quilos de farinha.
Uma razão para o
mercado não utilizar hoje os plátanos como matéria-prima na produção de
farinha de banana-verde é o fato de eles não estarem presentes em todo o
País, com sua produção concentrada no Nordeste e consumidos cozidos,
fritos ou na forma de farinha. A Embrapa vem trabalhando para mudar esse
quadro e aumentar a produção de plátano no País, introduzindo variedades, por exemplo, no Vale do Ribeira (SP), maior região produtora de banana do Brasil.
Reis
diz que para haver uma mudança de paradigma é necessário que o produtor
passe a enxergar a produção de farinha não como mero aproveitamento do
descarte de produção. Ele deve observar, como pontua a pesquisadora, o
conjunto de fatores para a obtenção de um produto de melhor qualidade e
com maior potencial funcional, como a escolha da variedade, o ponto de
maturação adequado, a técnica de secagem, ou seja, todas as etapas
recomendadas na pesquisa, que tem como parceiros a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Farinha bonita por mais tempo
“O
que a Embrapa está fazendo é mostrar esse passo a passo para a obtenção
de uma farinha de qualidade, com coloração mais clara e atraente,
inclusive utilizando substâncias que previnem o escurecimento, a
oxidação da farinha. Por exemplo, armazenamos essa farinha por quatro
meses em temperatura ambiente, sem tecnologia nenhuma, simplesmente
embalada em uma embalagem plástica normal, barata. A farinha ficou
estável do ponto de vista microbiológico, e a cor, um indicativo de
qualidade do alimento, alterou muito pouco. O teor de amido resistente
não caiu. Enfim, são coisas que vemos faltar no mercado, esse tipo de
padrão de qualidade”, salienta.
A pesquisa indica a utilização da
Terra Maranhão, cultivar facilmente encontrada no mercado. Reis
ressalta que, caso o produtor queira usar outra variedade de plátano,
vai obter um produto com melhor qualidade de qualquer forma, desde que
siga as etapas corretas de processamento.
“Em termos de amido
resistente, por exemplo, se usarmos a Terrinha, variedade de plátano
também facilmente encontrada no mercado, é possível obter 40% de amido
resistente, enquanto a Terra Maranhão chega a 62%”, informa. Ela frisa
ainda que, se houver a padronização do estádio de maturação, temperatura
de secagem, umidade final, forma de trituração, e outros aspectos, o
produtor já terá uma farinha de melhor qualidade visual e nutricional se
comparada às comercializadas hoje.
A farinha de banana-verde encontrada hoje é escura, sem padronização. “Usam-se frutos verdes, maduros, sem qualidade, o que resulta em um produto de péssima qualidade. O nosso papel é mostrar que podemos ter uma farinha de boa qualidade, com uma coloração superatraente, com alto teor de amido resistente e que pode ser aplicada em diversos produtos, visando ao seu enriquecimento nutricional”, acredita Reis.
Ideia, pesquisa e aplicação. Esse foi o caminho seguido por Milena Boniolo para completar seu mestrado que gerou uma grande descoberta: que as cascas de bananas podem limpar águas contaminadas por poluentes emergentes.
Ela utilizou casca da banana, que têm cargas positivas, para atrair os metais pesados misturados a água, que têm cargas negativas. Aí vale lembrar que na química os opostos se atraem, o que tornou possível limpar a água por meio de um filtro que separa os poluentes que a contaminam, como comprovou Milena.
A banana foi escolhida pois a pesquisadora descobriu que 30% da produção anual dessa fruta é perdida no Brasil. Outro fator importante é que as redes de fast food geram muito desperdício de banana. Em São Paulo, por exemplo, quatro toneladas de cascas vão para o lixo.
Confira o vídeo da apresentação dela no TEDx SP e saiba com mais detalhes como funciona a descoberta que pode limpar a água com custo baixo aproveitando de lixo orgânico.
Esnobada por indústrias, restaurantes e até donas de casa, a casca de banana pode em breve dar a volta por cima.
Descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.
O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.
“Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes”, diz a pesquisadora.
Dica repassada por e-mail, atribuída a Euzir Nascimento, da Casa Gourmet.
“Quando comprar banana, chegue em casa e corte todas da penca, da forma que foi cortado nas fotos (com tesoura ou faca). Desta forma, você consegue:
Evitar mosquito,
Conservar por mais tempo sem deteriorar a ponta.
Normalmente a banana madura se separa da penca até mesmo pelo peso. Quando isto acontece, ela começa a melar aparecendo aqueles mosquitos de fruteira (drosófilas), além de oxidar e estragar mais rápido.
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