O post ensina a preparar caroços de jaca para fazer pudim, detalhando como cozinhá-los e descascá-los, ressaltando sua versatilidade em doces e salgados. Receitas completas estão disponíveis para assinantes.
Que tal fazer um pudim de caroço de jaca?
Anote aí:
🔸dê um “tic”, um pequeno corte na ponta de cada caroço. Isso ajuda a cozinhar mais rápido e de quebra vai facilitar na hora de descascar.
🔸Cozinhe os caroços por 15 minutos na panela de pressão (alta pressão).
🔸Cozinhou? Despeje os caroços numa peneira e em seguida despeje todos numa panela com água gelada.
🔸Aguarde alguns minutos e em seguida vá descascando um por um. Reserve!
Prontinho! Você tem a matéria prima para diversos doces e salgados! 🥰 Pode bater no liquidificador, cortar em pedaços para substituir castanhas em receitas… É bem versátil!
Experimentem, depois me falem!
Abraços!
p0s: sim, a receita do pudim que faço está disponível para os assinantes! Não sabe como se tornar assinante do portal Tudo Sobre Plantas!? Sabe, claro…
Estudo da Embrapa desenvolveu o passo a passo
para a produção de uma farinha de banana-verde de qualidade e com alto
teor de amido resistente, um tipo de carboidrato que se comporta como
fibra no organismo. Esse carboidrato não é digerido, mas fermentado por
bactérias benéficas do intestino grosso, contribuindo para evitar
doenças inflamatórias do sistema digestório e diminuir os riscos de
câncer do cólon intestinal.
Além disso, o amido resistente ajuda a
reduzir a velocidade da liberação dos açúcares do alimento no sangue
(índice glicêmico), prevenindo e auxiliando no tratamento do diabetes
tipo 2. A principal inovação é a utilização do plátano (banana-da-terra)
em substituição às bananas Prata e Nanica na fabricação dessa farinha.
Além do elevado teor de amido resistente, os plátanos apresentam maior
quantidade de matéria seca (porção que sobra dos alimentos após a
retirada de toda a sua umidade) e maior rendimento para a produção da
farinha.
A banana-verde é considerada o alimento não processado mais rico em amido resistente. E, de acordo com as cientistas envolvidas na pesquisa, a farinha é a melhor forma para disponibilizar esse tipo de amido na dieta da população brasileira. É um produto nutritivo e saudável, pois apresenta ainda altos teores de magnésio, manganês e potássio e baixos teores de gorduras e sódio.
Oportunidade para a agricultura familiar
Outra
vantagem da farinha de banana-verde é a sua facilidade de produção, que
requer uma tecnologia simples, criando oportunidades de negócios para
as agroindústrias familiares. A contribuição dessa pesquisa é padronizar
as etapas de produção, que incluem descascamento, fatiamento,
desidratação, trituração e acondicionamento.
Para a produção de
farinha de qualidade (muitas encontradas hoje nos mercados apresentam
baixa qualidade visual e nutricional), as pesquisas estabeleceram
padrões nas etapas de processamento e buscaram utilizar variedades com
grande quantidade de amido resistente.
“Selecionamos três
genótipos de plátanos do nosso BAG e a Terra Maranhão, cultivar de
plátano comercial, pois foram as mais interessantes para a produção de
farinha. Hoje, no Brasil, a farinha de banana-verde é feita usualmente
com Grand Naine, Pacovan, Prata-Anã, que são tipos de banana. Os
plátanos apresentam mais matéria seca, alto teor de amido resistente e
maior rendimento”, explica Reis. O maior diferencial está no rendimento.
Enquanto as bananas Grand Naine, Pacovan e Prata-Anã obtiveram 17,23%,
18,70% e 20,28%, respectivamente, os genótipos de plátanos indicados no
estudo apresentaram valores bem maiores: Chifre de Vaca, 24,31%;
Comprida, 27,71%; Trois Vert, 25,32%; e Terra Maranhão, 25,17%. Por
exemplo, para cada 100 quilos do plátano Terra Maranhão (com casca),
será possível obter 25 quilos de farinha.
Uma razão para o
mercado não utilizar hoje os plátanos como matéria-prima na produção de
farinha de banana-verde é o fato de eles não estarem presentes em todo o
País, com sua produção concentrada no Nordeste e consumidos cozidos,
fritos ou na forma de farinha. A Embrapa vem trabalhando para mudar esse
quadro e aumentar a produção de plátano no País, introduzindo variedades, por exemplo, no Vale do Ribeira (SP), maior região produtora de banana do Brasil.
Reis
diz que para haver uma mudança de paradigma é necessário que o produtor
passe a enxergar a produção de farinha não como mero aproveitamento do
descarte de produção. Ele deve observar, como pontua a pesquisadora, o
conjunto de fatores para a obtenção de um produto de melhor qualidade e
com maior potencial funcional, como a escolha da variedade, o ponto de
maturação adequado, a técnica de secagem, ou seja, todas as etapas
recomendadas na pesquisa, que tem como parceiros a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Farinha bonita por mais tempo
“O
que a Embrapa está fazendo é mostrar esse passo a passo para a obtenção
de uma farinha de qualidade, com coloração mais clara e atraente,
inclusive utilizando substâncias que previnem o escurecimento, a
oxidação da farinha. Por exemplo, armazenamos essa farinha por quatro
meses em temperatura ambiente, sem tecnologia nenhuma, simplesmente
embalada em uma embalagem plástica normal, barata. A farinha ficou
estável do ponto de vista microbiológico, e a cor, um indicativo de
qualidade do alimento, alterou muito pouco. O teor de amido resistente
não caiu. Enfim, são coisas que vemos faltar no mercado, esse tipo de
padrão de qualidade”, salienta.
A pesquisa indica a utilização da
Terra Maranhão, cultivar facilmente encontrada no mercado. Reis
ressalta que, caso o produtor queira usar outra variedade de plátano,
vai obter um produto com melhor qualidade de qualquer forma, desde que
siga as etapas corretas de processamento.
“Em termos de amido
resistente, por exemplo, se usarmos a Terrinha, variedade de plátano
também facilmente encontrada no mercado, é possível obter 40% de amido
resistente, enquanto a Terra Maranhão chega a 62%”, informa. Ela frisa
ainda que, se houver a padronização do estádio de maturação, temperatura
de secagem, umidade final, forma de trituração, e outros aspectos, o
produtor já terá uma farinha de melhor qualidade visual e nutricional se
comparada às comercializadas hoje.
A farinha de banana-verde encontrada hoje é escura, sem padronização. “Usam-se frutos verdes, maduros, sem qualidade, o que resulta em um produto de péssima qualidade. O nosso papel é mostrar que podemos ter uma farinha de boa qualidade, com uma coloração superatraente, com alto teor de amido resistente e que pode ser aplicada em diversos produtos, visando ao seu enriquecimento nutricional”, acredita Reis.
Farinha de maracujáVocê já deve ter ouvido falar que casca de maracujá é boa para quem tem diabetes ou para emagrecer. Se não ouviu, saiba que isso é verdade! O segredo está na casca que contém uma substância chamada pectina.
Essa substância atua na diminuição da taxa de açúcar no sangue e impede a absorção de gordura dos alimentos pelo organismo. A parte branca da casca é onde contém a maior parte dessa substância. A casca de maracujá, em geral, é consumida na forma de farinha.
Um estudo feito pela Universidade Federal da Paraíba com 17 mulheres com colesterol alto comprovou que a farinha de casca de maracujá possui efeito emagrecedor e protege o coração (por reduzir gordura). O colesterol ruim (LDL) reduziu e também perderam peso, após 70 dias de uso! Houve mulheres que perderam até oito quilos!
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