A terceira via

Anderson Porto expressa sua dificuldade em participar das redes sociais e propõe a criação de uma plataforma colaborativa, Tudo Sobre Plantas, para compartilhar conhecimento sem restrições de grandes empresas.

Estou sem condições de participar das redes sociais como eu gostaria. A conclusão é inevitável: ou uma coisa, ou outra.

O que quero é construir uma terceira opção, onde eu possa apresentar o que venho observando e aprendendo, sem ficar limitado pelas amarras de Google, Meta, LinkedIn… Sem ditadores ditando o que pode ou não ser divulgado! Ou pra quem..

Algo que seja construído em conjunto mas seja garantido que cada um possa expressar a própria identidade.

Cadastrem-se no portal Tudo Sobre Plantas!
https://tudosobreplantas.com.br/cadastro/

Depois acessem as fichas de espécies! Ex:
https://tudosobreplantas.com.br/Varronia_curassavica/

Em seguida assinem o portal!

Só assim consigo – neste momento – criar suporte financeiro para o que está chegando…

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Anderson Porto, gestor do projeto Tudo Sobre Plantas

Tecnofeudalismo: A Nova Oligarquia Digital no Brasil

A narrativa de liberdade é uma fachada que esconde a concentração de poder econômico em corporações globais.

Chamaram de inovação! Chamaram de disrupção! Chamaram de liberdade digital! No Brasil, sempre chamam de “oportunidade”.

O feudalismo clássico tinha castelos, muralhas e terras demarcadas. O tecnofeudalismo tem data centers, termos de uso e algoritmos. Antes, o senhor feudal controlava o campo; hoje, controla a nuvem. Antes, cobrava tributo em sacas de grãos; agora, em dados, taxas e visibilidade.

O pequeno comerciante brasileiro acredita que “está vendendo online”. Não está. Está pagando pedágio permanente para existir dentro de um marketplace.

Sua vitrine não é sua.
Seu público não é seu.
Seu alcance depende de um algoritmo
(que ele não conhece e que pode mudar a qualquer atualização silenciosa).

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Catalogação de 40 Mil Espécies: Um Marco em IA no Brasil

A fase DOIS do processamento da fila de espécies foi concluída com sucesso, permitindo a recuperação e catalogação de aproximadamente 40 mil espécies nativas e exóticas cultivadas no Brasil. O trabalho durou mais de dois meses, focando na validação de informações provenientes de referências confiáveis. A fase foi encerrada em 18 de janeiro de 2026.

✅ A FASE DOIS do processamento da fila de espécies, iniciada em 02/11/2025, foi concluída hoje, 18/01/2026, e com SUCESSO! 🏡

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Como está a primeira jabuticabeira plantada no sítio

Vídeo de como está a primeira jabuticabeira plantada no sítio Tudo Sobre Plantas.

Jabuticabeira plantada em areia, alguns meses depois que cheguei no sitio, há 5 anos! Tem vídeo dela sendo plantada e da adubação que fiz recentemente.

Servidores ambientais: uma nova forma de compreender a vida no campo

A visão tradicional de “pragas” é um equívoco que ignora a complexidade ecológica. Ao chamá-las de “servidores ambientais”, reconhecemos seu papel nos ecossistemas e questionamos a lógica reducionista da agricultura. É hora de transformar nossa relação com a natureza, refletindo sobre como nossas ações geram desequilíbrios.

Desde 2020 venho utilizando, em publicações no portal Tudo Sobre Plantas, a expressão “servidores ambientais” para me referir aos organismos tradicionalmente chamados de “pragas” pela indústria de agrotóxicos. Essa escolha não é apenas semântica: nasce da compreensão de que insetos, fungos, aves, microrganismos e outros seres que interagem com nossas plantas não são inimigos, mas sim agentes ecológicos que cumprem funções reguladoras nos ecossistemas.

A ideia não surgiu do nada. Diversos pesquisadores já apontaram, cada um a seu modo, que a noção de “praga” é resultado de uma visão estreita, centrada na produtividade imediata e na lógica do monocultivo — isto é, um banquete artificial oferecido a uma fauna especializada.

Praga é um conceito criado por crenças para vender agrotóxicos.

Entre os precursores internacionais, merece destaque Rachel Carson (1907–1964), cuja obra Silent Spring denunciou não só os efeitos dos agrotóxicos, mas também o equívoco de pensar a natureza em termos de inimigos a serem eliminados. Na mesma linha, o chileno Miguel Altieri e o norte-americano Stephen Gliessman fundaram as bases da agroecologia moderna, sempre ressaltando que organismos considerados pragas são, na verdade, indicadores de desequilíbrios provocados por práticas humanas.

No Brasil, essa visão foi antecipada por pioneiros como José Lutzenberger, que criticava o conceito de “praga” e defendia que cada organismo cumpre seu papel; e Ana Maria Primavesi, que demonstrou em sua obra que a ocorrência de pragas e doenças é consequência direta do desequilíbrio do solo e da perda de biodiversidade. Pesquisas conduzidas em instituições como a Embrapa e em universidades públicas brasileiras vêm reforçando esse mesmo entendimento, propondo alternativas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o manejo agroecológico, que reconhecem o papel dos inimigos naturais e das interações ecológicas.

Portanto, ao propor a expressão “servidores ambientais”, insiro-me numa tradição crítica que busca superar o paradigma reducionista e reconhecer que não existem organismos prejudiciais em si: há apenas relações ecológicas contextuais, frequentemente alteradas pela ação humana. O que se convencionou chamar de “praga” nada mais é que o reflexo de um agroecossistema desequilibrado. Reconhecê-los como servidores é dar o primeiro passo para reconstruir nossa relação com a terra de forma ética, ecológica e sustentável.

Anderson C. Porto
gestor do portal Tudo Sobre Plantas

Bibliografia Consultada

ALTIERI, Miguel A. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. 5. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. 2. ed. São Paulo: Gaia, 2010. (Título original: Silent Spring, 1962).

GLIESSMAN, Stephen R. Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. 2. ed. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2001.

LUTZENBERGER, José A. Fim do futuro? Manifesto ecológico brasileiro. Porto Alegre: Movimento, 1980.

PRIMAVESI, Ana Maria. Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais. 21. ed. São Paulo: Nobel, 2014.

SILVA, André Felipe Cândido da. Pragas, patógenos e plantas na história dos sistemas agroecológicos. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, Belém, v. 17, n. 1, p. 1-26, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/2178-2547-BGOELDI-2021-0023

♻️ Como a Natureza Ensina sobre Economia Circular

Hoje cedo, enquanto olhava a luz do sol perpassando por entre as folhas do jamelão mais antigo daqui, recomecei a observar os… limites. Um dos princípios da Permacultura é utilizar as bordas para plantio.

No sítio tudo tem limite. O espaço pra plantar, a água do poço, a lenha seca guardada na sombra. Até a espontânea e cíclica vontade da terra de nos fornecer frutos pede pausa, respeito aos processos e reciclagem. A natureza é generosa mas não é infinita. E ela sabe recomeçar.

Quando acaba o espaço para plantar por aqui não fico tentando enfiar mais árvore onde não dá, não cabe. Eu podo. Derrubo um galho. Às vezes faço a supressão de uma espécie que não seja mais necessária. Vai tudo pra compostagem. Folha seca, galho torto, caroço seco de manga… O que antes era excesso vira húmus.

O sistema reinicia.
E a vida segue, adubada por sua própria abundância.

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🌿 Mestre Zen do Maracujá

Nunca vi tanto maracujá (Passiflora edulis) na vida.

É como se todas as sementes que joguei no chão tivessem feito um pacto secreto de germinar em profusão, todas ao mesmo tempo — e agora o sítio virou uma rede de ramos aéreos com ovos amarelos pra tudo que é lado. Pra cada canto que olho tem um maracujá pendurado me encarando, como quem diz:

“E aí, amigo? Tá mais calmo hoje?”

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🌟 Tudo Bem Você Ser Você: Uma Carta Aberta aos Autistas

Noutro dia, sentado aqui no sítio, entre um espasmo de dor na coluna e outro, me peguei pensando na quantidade de pessoas que conheci nos últimos tempos e que, de alguma forma, estavam no espectro do autismo. Não é raro que me digam: “Fulano também é”, “Minha filha recebeu o diagnóstico”, “Eu me descobri depois dos 30”… E de repente, parece que a vida virou uma espécie de reunião de condomínio do espectro autista — cada um no seu apartamento sensorial, tentando se comunicar pela sacada.

E eu daqui, observando o que dá, entre maracujás maduros, pássaros voando e galinhas cacarejando, matutando: tem algo em comum nesse pessoal todo! Uma dificuldade para gostar de si mesm0 sem culpa. Como se autoestima fosse sinônimo de arrogância. Como se dizer “eu me gosto” soasse como “eu sou melhor que você”. Não é.

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🍊 A tangerina: doce recompensa da paciência (e da Ciência!)

A tangerina tem cheiro de infância. Ao descascar uma tangerina todos que estão perto sentem o aroma inconfundível.

Tangerina tem sabor de roça, de mãos com calos e olhos atentos ao tempo do céu e do solo.

É fruta que se abre fácil, que se entrega em gomos, como quem oferece o ciclo completo da vida em pedaços doces.

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