Tecnofeudalismo: A Nova Oligarquia Digital no Brasil

A narrativa de liberdade é uma fachada que esconde a concentração de poder econômico em corporações globais.

Chamaram de inovação! Chamaram de disrupção! Chamaram de liberdade digital! No Brasil, sempre chamam de “oportunidade”.

O feudalismo clássico tinha castelos, muralhas e terras demarcadas. O tecnofeudalismo tem data centers, termos de uso e algoritmos. Antes, o senhor feudal controlava o campo; hoje, controla a nuvem. Antes, cobrava tributo em sacas de grãos; agora, em dados, taxas e visibilidade.

O pequeno comerciante brasileiro acredita que “está vendendo online”. Não está. Está pagando pedágio permanente para existir dentro de um marketplace.

Sua vitrine não é sua.
Seu público não é seu.
Seu alcance depende de um algoritmo
(que ele não conhece e que pode mudar a qualquer atualização silenciosa).

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Catalogação de 40 Mil Espécies: Um Marco em IA no Brasil

A fase DOIS do processamento da fila de espécies foi concluída com sucesso, permitindo a recuperação e catalogação de aproximadamente 40 mil espécies nativas e exóticas cultivadas no Brasil. O trabalho durou mais de dois meses, focando na validação de informações provenientes de referências confiáveis. A fase foi encerrada em 18 de janeiro de 2026.

✅ A FASE DOIS do processamento da fila de espécies, iniciada em 02/11/2025, foi concluída hoje, 18/01/2026, e com SUCESSO! 🏡

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Retorno do Tudo Sobre Plantas: Novidades e Metas para 2026

Em dezembro de 2025, o portal Tudo Sobre Plantas foi relançado com 13.231 espécies e 20 mil ainda a serem cadastradas. Com apenas um assinante e 17 usuários, o projeto, liderado por Anderson da Costa Porto após um AVC, visa lançar um aplicativo Android e expandir as funcionalidades em 2026.

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Exemplo de vídeo que irei publicar apenas para assinantes

Anderson Porto expressa sua frustração com a censura nas redes sociais tradicionais, que priorizam conteúdos inúteis e superficiais. Ele está criando uma nova rede social focada em plantas, convidando interessados a se juntarem. Para exemplificar o tipo de conteúdo de sua nova rede, compartilha um vídeo sobre uma armadilha para moscas-de-frutas sob uma mangueira.

Sinceramente? Estou cansado de ter minhas publicações censuradas pelo Facebook, Instagram e Tik Tok…

Chega um momento que estes aplicativos ficam apenas mostrando vídeos INÚTEIS (aka “engraçadinhos”) para gerar dopamina e ocupar nosso tempo, emburrecendo a população trabalhadora.

Estou criando uma nova rede social EXCLUSIVA para falar de plantas e quem quiser participar é só chegar!

Acesse: https://tudosobreplantas.com.br/cadastro/

Ah, sim! O vídeo é sobre o uso de uma armadilha para moscas-de-frutas que coloquei embaixo da mangueira 1, para ver se consigo capturá-las.

A receita que usei irei divulgar em uma nova postagem sobre este assunto, se a experiência der certo – claro!

Abraços ecológico-sustentáveis

Anderson Porto

Embrapa obtém autorização da Anvisa para pesquisa com Cannabis sativa L.

A Anvisa autorizou a Embrapa a realizar pesquisas com Cannabis sativa L. para fins científicos, marcando um avanço na regulamentação brasileira. As pesquisas se concentrarão em conservação, Cannabis medicinal e cânhamo industrial, com requisitos rigorosos de segurança. Essa autorização pode fortalecer a soberania científica e impulsionar a indústria e agricultura brasileiras.

Um marco para a ciência e para as futuras cadeias produtivas no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em 19 de novembro de 2025, que a Embrapa conduza pesquisas com o cultivo da planta Cannabis sativa L. exclusivamente para fins científicos. A decisão representa um marco na regulamentação brasileira e abre caminho para a produção de conhecimento nacional sobre usos medicinais, industriais e ambientais da espécie.

Linhas de pesquisa previstas

A autorização abrange três eixos principais definidos pela Embrapa:

  1. Conservação e caracterização de germoplasma, com formação de banco genético da espécie.
  2. Pesquisa aplicada à cadeia da Cannabis medicinal, incluindo aspectos agronômicos, fitoquímicos e tecnológicos.
  3. Pré-melhoramento de cânhamo industrial, com foco em fibras e sementes para usos industriais variados.

Essas frentes de trabalho pretendem gerar informações técnicas e científicas capazes de subsidiar futuras políticas públicas e regulamentações.

Exigências regulatórias e condições impostas pela Anvisa

A pesquisa só poderá ocorrer mediante o cumprimento de um extenso conjunto de requisitos de segurança, rastreabilidade e controle. Entre os principais pontos determinados pela Anvisa estão:

  • Inspeção prévia obrigatória da área de pesquisa antes do início do cultivo.
  • Apresentação de um plano detalhado de controle, contenção e monitoramento das plantas.
  • Sistema de videomonitoramento contínuo, controle eletrônico de acesso e registro de entrada e saída de todos os envolvidos.
  • Área de cultivo exclusiva para Cannabis sativa L., sem qualquer outra espécie vegetal compartilhando o mesmo espaço.
  • Qualquer transporte, importação ou exportação do material vegetal dependerá de autorizações específicas.
  • Proibição total de comercialização de qualquer produto, parte vegetal ou subproduto obtido na pesquisa.
  • Permissão para envio de material somente para outras instituições de pesquisa devidamente autorizadas.
  • Autorização inicial válida por três anos, com possibilidade de renovação, considerando que o programa completo de pesquisa da Embrapa possui cronograma estimado de doze anos.

Importância para o Brasil

A autorização dada à Embrapa tem implicações amplas:

  • Soberania científica: permite ao país produzir conhecimento próprio sobre a espécie, reduzindo dependência de dados e materiais estrangeiros.
  • Potencial agrícola: o Brasil possui clima e solos favoráveis ao cultivo, o que pode futuramente gerar vantagens competitivas.
  • Indústria emergente: fibras, sementes e derivados do cânhamo podem se tornar insumos para setores têxteis, alimentícios, bioconstrução e biocompósitos.
  • Pesquisa medicinal: estudos nacionais podem acelerar o desenvolvimento de tecnologias e protocolos aplicados ao uso de canabinoides.
  • Sustentabilidade e meio ambiente: a planta possui potencial para fitoremediação, recuperação de solos e captura de carbono.

O que pesquisadores e profissionais da área precisam saber

Para quem trabalha com botânica, agricultura ou sistemas de cultivo, alguns aspectos merecem atenção:

  • A autorização da Anvisa não é um aval genérico: trata-se de uma permissão excepcional, com limites rigorosos.
  • O cultivo deverá seguir regras de biossegurança semelhantes às de pesquisas com organismos controlados.
  • Toda a produção será destinada exclusivamente à pesquisa, sem qualquer possibilidade de uso comercial.
  • A Embrapa deverá gerar dados sobre solo, porte, iluminação, adubação, ventilação e demais parâmetros agronômicos. Esses dados podem, no futuro, se tornar referência nacional para o manejo da espécie.
  • O processo de autorização pode inaugurar uma nova etapa no desenvolvimento de políticas agrícolas específicas para espécies de múltiplas finalidades.

Perspectivas futuras

A decisão da Anvisa cria um precedente importante. Embora o cultivo comercial ainda dependa de regulamentação própria, o avanço das pesquisas pode fundamentar normas futuras mais claras, embasadas em dados agronômicos, ambientais e de segurança.

Para o setor agrícola e científico, trata-se de uma oportunidade inédita: compreender, testar e desenvolver variedades de Cannabis sativa L. adaptadas ao território brasileiro, com potencial de integrar cadeias produtivas sustentáveis e tecnicamente robustas.

🍄 Microdosagem de Cogumelos: Benefícios e Experiências

Após a ressonância magnética, o autor faz mudanças na dieta e estilo de vida para melhorar a saúde mental e física, eliminando álcool e carne, e introduzindo suplementos. Com a depressão em meio a dificuldades financeiras e pessoais, descobre na microdosagem de Psilocybe cubensis uma possível solução, experimentando um chá com o cogumelo.

Após receber o resultado[1] do exame de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO ENCÉFALO me vieram dúvidas sobre o que eu poderia ingerir (Chás? Óleos medicinais? Suplementos?) ou fazer (Yoga? Tai chi? Pilates?) para promover uma possível melhora em minha condição física e mental.

Eu já havia suspendido a ingestão de praticamente tudo que pudesse me fazer mal: necas de cerveja, cachaça, vinho… Nada de álcool! Também já estou há quase 3 anos sem fumar nicotina (graças a minha decisão e força de vontade) e há meses sem consumir Cannabis por causa do aconselhamento do médico do SUS. (Detalhe(!): em tese a Cannabis poderia me ajudar na minha condição promovendo neurogênese – comento sobre isso mais adiante). Diminuí muito, reduzindo praticamente a zero a ingestão de carnes e açúcar. Passei a ingerir diariamente cápsulas de magnésio treonato e zinco.

Quando veio a doença junto vieram vários acontecimentos – tudo ao mesmo tempo – que me forçaram a pegar um empréstimo com o Nubank e isso me criou mais uma dor de cabeça; afinal o pagamento das parcelas me impede de construir um banheiro úmido cá no sítio com minha renda e a venda de ovos está prejudicada pelo ataque dos cachorros do vizinho Fernando (postei nas redes sociais sobre isso).

E aí não teve jeito; veio a depressão! Sozinho, fazendo as coisas aqui no sítio, me bateu aquela sensação de abandono, de “estou morrendo” e com dívidas e dúvidas sobre ter ou não forças para lutar contra isso. Quem me conhece, ou conhece a minha história de vida, sabe o quanto lutei e continuo lutando de todas as formas possíveis para viver.

Acontece que juntou muita coisa, tudo acontecendo ao mesmo tempo, e isso me fez sentir “uma imensa pena de mim mesmo“. Pensei: “será que tem algo que eu possa tomar para me ajudar a sair dessa deprê?”. E aí vou andando pelo sítio, como tenho o costume de fazer diariamente, e uma possível solução aparece como “mágica” no esterco bovino que eu coletei nos pastos aqui perto.

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Servidores ambientais: uma nova forma de compreender a vida no campo

A visão tradicional de “pragas” é um equívoco que ignora a complexidade ecológica. Ao chamá-las de “servidores ambientais”, reconhecemos seu papel nos ecossistemas e questionamos a lógica reducionista da agricultura. É hora de transformar nossa relação com a natureza, refletindo sobre como nossas ações geram desequilíbrios.

Desde 2020 venho utilizando, em publicações no portal Tudo Sobre Plantas, a expressão “servidores ambientais” para me referir aos organismos tradicionalmente chamados de “pragas” pela indústria de agrotóxicos. Essa escolha não é apenas semântica: nasce da compreensão de que insetos, fungos, aves, microrganismos e outros seres que interagem com nossas plantas não são inimigos, mas sim agentes ecológicos que cumprem funções reguladoras nos ecossistemas.

A ideia não surgiu do nada. Diversos pesquisadores já apontaram, cada um a seu modo, que a noção de “praga” é resultado de uma visão estreita, centrada na produtividade imediata e na lógica do monocultivo — isto é, um banquete artificial oferecido a uma fauna especializada.

Praga é um conceito criado por crenças para vender agrotóxicos.

Entre os precursores internacionais, merece destaque Rachel Carson (1907–1964), cuja obra Silent Spring denunciou não só os efeitos dos agrotóxicos, mas também o equívoco de pensar a natureza em termos de inimigos a serem eliminados. Na mesma linha, o chileno Miguel Altieri e o norte-americano Stephen Gliessman fundaram as bases da agroecologia moderna, sempre ressaltando que organismos considerados pragas são, na verdade, indicadores de desequilíbrios provocados por práticas humanas.

No Brasil, essa visão foi antecipada por pioneiros como José Lutzenberger, que criticava o conceito de “praga” e defendia que cada organismo cumpre seu papel; e Ana Maria Primavesi, que demonstrou em sua obra que a ocorrência de pragas e doenças é consequência direta do desequilíbrio do solo e da perda de biodiversidade. Pesquisas conduzidas em instituições como a Embrapa e em universidades públicas brasileiras vêm reforçando esse mesmo entendimento, propondo alternativas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o manejo agroecológico, que reconhecem o papel dos inimigos naturais e das interações ecológicas.

Portanto, ao propor a expressão “servidores ambientais”, insiro-me numa tradição crítica que busca superar o paradigma reducionista e reconhecer que não existem organismos prejudiciais em si: há apenas relações ecológicas contextuais, frequentemente alteradas pela ação humana. O que se convencionou chamar de “praga” nada mais é que o reflexo de um agroecossistema desequilibrado. Reconhecê-los como servidores é dar o primeiro passo para reconstruir nossa relação com a terra de forma ética, ecológica e sustentável.

Anderson C. Porto
gestor do portal Tudo Sobre Plantas

Bibliografia Consultada

ALTIERI, Miguel A. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. 5. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. 2. ed. São Paulo: Gaia, 2010. (Título original: Silent Spring, 1962).

GLIESSMAN, Stephen R. Agroecologia: processos ecológicos em agricultura sustentável. 2. ed. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2001.

LUTZENBERGER, José A. Fim do futuro? Manifesto ecológico brasileiro. Porto Alegre: Movimento, 1980.

PRIMAVESI, Ana Maria. Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais. 21. ed. São Paulo: Nobel, 2014.

SILVA, André Felipe Cândido da. Pragas, patógenos e plantas na história dos sistemas agroecológicos. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, Belém, v. 17, n. 1, p. 1-26, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/2178-2547-BGOELDI-2021-0023

Cidades que bebem chuva

Kongjian Yu, arquiteto visionário, propõe uma abordagem revolucionária às inundações: as “cidades-esponja,” que acolhem a água em vez de combatê-la. Inspirado por tradições antigas, ele transforma metrópoles com parques que absorvem excessos hídricos. Essa filosofia celebra a harmonia com a natureza, mostrando que a água é um aliado, não um inimigo.

Quando chove demais, a maioria das cidades entra em pânico. Corre-se para levantar muros, abrir canais, canalizar rios. É como se a água fosse uma inimiga que precisa ser mantida sob vigilância. Mas na China, um arquiteto chamado Kongjian Yu resolveu olhar para essa questão de outro jeito: e se, em vez de lutar contra a água, a gente aprendesse a (con)viver com ela?

Yu carrega na memória a lembrança de quase ter se afogado quando criança. Um trauma que, em vez de afastá-lo, o aproximou ainda mais desse elemento. Foi daí que nasceu a ideia das “cidades-esponja” — lugares que, em vez de expulsar a chuva, a acolhem.

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🌿✨ Venha fazer parte do Tudo Sobre Plantas! ✨🌿

O Brasil possui uma biodiversidade impressionante, com muitas plantas ainda a serem estudadas, essenciais para a medicina e cultura. O projeto Tudo Sobre Plantas busca promover o conhecimento sobre flora, técnicas de cultivo e etnobotânica, criando uma rede colaborativa que valoriza a sustentabilidade e a aprendizagem coletiva. Junte-se a nós!

O Brasil abriga uma das maiores biodiversidades do planeta: são milhares de espécies vegetais, muitas ainda pouco estudadas, mas que carregam enorme potencial alimentar, medicinal, ecológico e cultural. Estima-se que cerca de 25% dos medicamentos utilizados mundialmente tenham origem direta ou indireta em plantas, e grande parte desse conhecimento nasceu do uso popular e da observação etnobotânica, que conecta saberes tradicionais à ciência moderna.

Por isso, investir na pesquisa e difusão do conhecimento sobre a flora brasileira não é apenas valorizar nossa história e cultura, mas também abrir caminhos para o desenvolvimento de novas medicinas, alimentos e práticas sustentáveis de cultivo e cuidado.

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