[01/07/2019] Estou um tanto cansado, ainda sob efeito de tantas informações precisas, contundentes e dissipadoras de quaisquer dúvidas que porventura ainda pudessem existir em meu ser. O seminário foi proveitoso e maravilhoso em todos os sentidos.

Hoje tenho a certeza completa de que essa planta chamada de [ Cannabis sativa ] merece ocupar o seu devido espaço na cultura mundial dos povos.
É uma medicina que atende uma demanda de qualidade crescente, finalmente entendi porque o extrato integral é mais eficaz que qualquer canabinoide isolado, mais estudos trarão a personalização tanto do tratamento como dos teores de cannabinoides e, muito em breve, todos nós poderemos usufruir livremente de seus benefícios, seja plantando para o próprio consumo, seja via associações, seja via comunidades de produtores, seja via produção industrial. Com efeitos psicoativos ou sem.
A luta AGORA é pelo acesso justo, pois as qualidades medicinais estão cientificamente (com)provadas.
Eis algumas doenças que podem ser tratadas com os canabinoides da maconha: dor (dores crônicas), ansiedade, angustia, dispneia, insônia, depressão, náuseas, solidão, autismo, alzheimer, TDAH, esclerose múltipla, fibromialgia, epilepsia, anorexia, câncer, parkinson, glaucoma, diabetes…
Meu conselho, portanto, é: pesquise, informe-se, procure saber se você tem alguma doença tratável com Cannabis Medicinal.
Eis algumas informações que é bom saber:

Estamos em 2019. O preconceito vem desaparecendo perante às informações disponíveis. O efeito psicoativo da Cannabis está sendo estudado, assim como todos os considerados benefícios e malefícios.
O componente mais polêmico, de um grupo de cannabinoides produzido pela planta, o THC (TetraHidroCanabinol), vem sendo desvendado.
Aqui um resumo de algumas atuações medicinais já estudadas:

O seu coadjuvante e modulador, o CBD (Canabidiol), possui também propriedades já cientificamente estudadas e, para minha surpresa, atuações semelhantes:

Isso se deve ao fato de que as moléculas de CBD e THC são muito parecidas em sua composição:

Isso diante de diversos outros canabinoides, com atividades também medicinais, moduladoras e sinérgicas (efeito “entourage”, comitiva).

O que se sabe?
Pode-se dizer que a maior evidência do uso medicinal no passado advém do descobrimento do fóssil desta mocinha aí, a [ princesa Siberiana de Ukok ].
[ Estudos ] revelaram que ela tinha osteomelite e morreu de câncer de pulmão. Junto ao corpo ela tinha uma bolsa de Cannabis.

O primeiro estudo científico sobre Cannabis que se tem registro é o do Sir Willian Brooke O’Shaugnessy, publicado em 1843 no Provincial Medical Journal, sob o título “Indian Hemp, or GUNJAH”.

Em seguida, 1950, temos o registro de um estudo específico sobre Cannabinóides (Drogas de Cannabis e Farmacologia dos Canabinóides.“, em idioma alemão: “S. Loewe: Cannabiswirkstoffe und Pharmakologie der Cannabinoide. In: Naunyn-Schmiedebergs Archiv für experimentelle Pathologie und Pharmakologie. 1950″), pelo farmacologista, endocrinologista e químico clínico [ Siegfried Walter Loewe ].

Ele comparou o conteúdo de drogas de cannabis de várias origens, descreveu o espectro de ação incluindo um efeito analgésico e identificou as relações entre estrutura química e ação farmacológica[2].
É importante destacar que de 1925 a 1932 ele publicou mais de 50 trabalhos originais sobre hormônios sexuais, incluindo aqueles sobre a ocorrência de hormônios sexuais em plantas[2].
Sistema Endocanabinoide
Para entender o funcionamento dos cannabinoides é preciso compreender o chamado Sistema EndoCanabinoide (SEC) do corpo humano.
Para começar nosso corpo recebe através do leite materno os primeiros cannabinóides. Estes, feita a digestão e presentes na corrente sanguínea, auxiliam no [ desenvolvimento inicial dos recém-nascidos ].
[ Nota: seria interessante pesquisar para saber se estes canabinoides do leite materno ajudam na construção e ativação do sistema nervoso, como também em outras funções e serviços biológicos. ]
O que se sabe é que o corpo humano possui dois receptores, CB1 e CB2.
Basica e metaforicamente atuam como “fechaduras aguardando chaves”, as anandamidas, e estas fechaduras podem receber o encaixe de moléculas análogas, como as de THC ou CBD.

E é justamente aí que fica mais interessante.
Os receptores CB1 e CB2 podem receber a ligação tanto do THC como do CBD, dependendo da fisiologia individual do corpo humano. Isso significa que tanto um ou outro podem funcionar melhor, de acordo com o paciente e a doença a ser tratada.
É importante destacar também o efeito MODULADOR do THC pelo CBD:

Este dado é importante porque demonstra que o extrato INTEGRAL é mais eficaz [Gallily, 2015] que qualquer cannabinoide isolado – THC vs CBD vs THC+CBD [Comelli, 2008].

Irei continuar falando sobre isso e outras coisas na próxima publicação.
Abraços canábicos!
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Fontes e bibliografia consultada:
[1] Palestra “Cannabis e Outras Aplicações: Oncologia e Dores Crônicas”, por Leandro Ramires e Ricardo Ferreira. [30/06/2019]
[2] https://de.wikipedia.org/wiki/Siegfried_Walter_Loewe
[3] https://www.growroom.net/sistema-endocanabinoide-cannabis-canabinoide/
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