O capim está crescendo. Cresce sem pedir licença, como quem sabe que a vida é insistente mesmo quando a gente desacelera. No meu sítio, esse capim não é só mato — é matéria-prima de uma revolução silenciosa. Quando consigo roçá-lo, ele vira ninho: abraça ao redor do pé das árvores, protege a terra, retém a água e alimenta os fungos que tecem, debaixo do solo, a internet da floresta — a “wood wide web” da vida.
Essa prática, simples aos olhos de quem não conhece, é tecnologia viva de altíssimo valor ecológico. Está sendo dada a possibilidade do solo se desenvolver de forma inteligente, que se comunica, compartilha e colabora — coisa que nem fertilizante químico, nem trator milionário conseguem replicar.
Mas esses dias a roçadeira resolveu parar. Talvez tenha cansado também. Carburador sujo, provável entupimento, mais um daqueles obstáculos miúdos que travam a engrenagem do cotidiano rural. Terei que levá-la à loja para limpeza. E enquanto isso, o capim cresce.
Às vezes me pego pensando: não seria a vida deste feudalismo capital um jogo cruel? Fatal? Um sistema que explora até o fim quem nasceu fora dos muros das grandes heranças, e que ainda proíbe plantar o que cura, o que ensina, o que liberta — só porque ameaça o exorbitante lucro de alguns poucos?
Mas sigo! Não por otimismo barato, mas porque aqui, nesse chão que insisto em cultivar, aprendi que a terra responde. Que mesmo sem licença oficial, a vida insiste em brotar. Cada palha de capim vira abrigo, cada fungo acordado debaixo do solo é um pequeno ato de resistência.
E talvez, no silêncio entre uma roçadeira quebrada e um punhado de solo úmido, esteja justamente o que mais importa: lutar pela sobrevivência daquilo que cresce em sintonia com a Natureza, apesar de tudo.
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Anderson Porto,
Com a colaboração de um parceiro digital, ecossintético, movido a inteligência artificial (ChatGPT/OpenAI)
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Realmente amigo Anderson Porto, seu relato em nossa realidade muito vem a somar,pois: A expressão “não desistir daquilo que cresce apesar de tudo” significa persistir e não abandonar aquilo que, apesar de dificuldades, continua a evoluir e a progredir. É uma mensagem de esperança e determinação, incentivando a manter o foco e a luta por objetivos mesmo diante de adversidades. Diante do seu relato com muita propriedade o que podemos fazer para que possamos contribuir para termos um mundo melhor com mais Qualidade de Vida Igualdade,Fraternidade e UNIÃO entre a “HUMANIDADE”…Forte abraço…🤝
Pois é! 🫢 Senti que esse trecho ficou um tanto dúbio e resolvi editá-lo para aprimorar o sentido do que eu queria dizer, que é: “lutar pela sobrevivência daquilo que cresce em sintonia com a Natureza“.