Um homem vive num sítio há 6 anos, enfrenta desafios de saúde, perda familiar, está se reconstruindo e valorizando a vida.
Moro num sítio na região rural de Araruama/RJ há 6 anos. Eu, duas gatas, 1 cachorro, 8 galinhas, 3 rãs da casa, pacas, coelhos do mato, siriemas, cobras, saguis, pássaros, abelhas sem ferrão, formigas, lagartos, araras e mais de 500 espécies de frutíferas diversas que eu mesmo plantei.
Deixei o mato crescer, desenvolvo o projeto Tudo Sobre Plantas e ainda vou plantar muito mais.
Vídeo de como está a primeira jabuticabeira plantada no sítio Tudo Sobre Plantas.
Jabuticabeira plantada em areia, alguns meses depois que cheguei no sitio, há 5 anos! Tem vídeo dela sendo plantada e da adubação que fiz recentemente.
Hoje completei um mês de experiências diárias no sítio Tudo Sobre Plantas. Quero relatar um pouco de como está sendo esta experiência para vocês, de repente pode ser de alguma utilidade para alguém.
Bem… A coisa começa cedo. Acordo 4 da manhã, todo dia. Domingos inclusos. Tive que organizar uma rotina que abrange desde a preparação do café até horário para lavar roupas (muita meia, calças, camisas e toalhas).
Preparo a marmita do almoço, cooco gelo na garrafa dágua, separo algumas frutas para lanches, dou comida para os peixes na piscina, vejo o que tenho que levar, o que vai ser necessário para o dia e vou fazer as coisas no sítio.
Foi preciso uma pandemia mundial para que eu desse início à mudança para o sítio, alguns lotes de terra que tenho em Araruama, RJ.
Já tinha começado, tempos atrás, construindo um canal e uma futura casinha, plantando alguma coisa ou outra. Tinha feito planos, desenhos, e tive que parar por falta de grana. A foto abaixo é de outubro de 2011.
O espaço é em declive, pouco acentuado, com muito capim numa parte, algumas árvores num dos cantos, uma jaqueira, duas mangueiras, duas árvores imensas de jamelão. O solo ainda praticamente todo de areia e areola.
Em abril de 2018 fiz um curso de Horta Comunitária Agroflorestal. Em janeiro de 2020 fiz um curso de Permacultura e um de Bioconstrução. Decidi que era a hora de migrar para o sítio em abril deste ano e começar a plantar alimentos.
Óbvio, está sendo uma fase de transição para mim, sair da cidade e ir morar no campo, com todas as dificuldades e prazeres inerentes.
Num sítio no sul de MG o produtor Sérgio Di Petta ainda colhe pouco, mas já conseguiu formatar um método de cultivo
Fernanda Yoneya – O Estado de S.Paulo
É preciso observar com muita atenção os arbustos protegidos por uma cobertura plástica no Sítio São Camilo, em Brasópolis, no sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira, para saber que aqueles pequenos botões florais, colhidos diariamente, são alcaparras. A planta, que nasce de forma espontânea no Mediterrâneo, está em produção no Brasil graças à persistência do engenheiro Sérgio Di Petta, que há dez anos estuda, de maneira empírica, a viabilidade do cultivo da alcaparreira no País e é o pioneiro na pesquisa de características botânicas da planta.
Ex-produtor de leite, Di Petta cultiva também eucalipto e pode se considerar autodidata no plantio de alcaparras em terras brasileiras, pois não há registro de pesquisas ou cultivos por aqui, diz a diretora do Centro de Horticultura do Instituto Agronômico (IAC-Apta), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, Arlete Marchi Tavares de Melo. “A alcaparra é um condimento de uso incomum no Brasil e não conheço produtor ou alguém que a estude”, diz a pesquisadora.
Autodidata. Várias tentativas e muitos erros com as primeiras sementes
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