Cidades que bebem chuva

Kongjian Yu, arquiteto visionário, propõe uma abordagem revolucionária às inundações: as “cidades-esponja,” que acolhem a água em vez de combatê-la. Inspirado por tradições antigas, ele transforma metrópoles com parques que absorvem excessos hídricos. Essa filosofia celebra a harmonia com a natureza, mostrando que a água é um aliado, não um inimigo.

Quando chove demais, a maioria das cidades entra em pânico. Corre-se para levantar muros, abrir canais, canalizar rios. É como se a água fosse uma inimiga que precisa ser mantida sob vigilância. Mas na China, um arquiteto chamado Kongjian Yu resolveu olhar para essa questão de outro jeito: e se, em vez de lutar contra a água, a gente aprendesse a (con)viver com ela?

Yu carrega na memória a lembrança de quase ter se afogado quando criança. Um trauma que, em vez de afastá-lo, o aproximou ainda mais desse elemento. Foi daí que nasceu a ideia das “cidades-esponja” — lugares que, em vez de expulsar a chuva, a acolhem.

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O que é DRENAGEM?

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O ciclo da água no planeta depende fundamentalmente das chuvas, que caem sobre os continentes, ilhas e oceanos.

A água que cai pode ser acumulada (em poças, lagoas, represas, etc.), pode infiltrar no solo, ou seguir seu curso, por ação da gravidade (terreno abaixo) para lagos e mares. No último caso, a porção superior fica mais seca, de modo que podemos dizer que tal porção foi drenada, na medida em que a água escoou.

Os solos possuem uma porosidade natural, em diversas concentrações, chamadas de permeabilidade. Algumas permitem a infiltração das águas no solo, outras não; destas onde surgem poças / acúmulo de água.

Drenagem é o ato de escoar as águas de terrenos encharcados, por meio de tubos, túneis, canais, valas e fossos sendo possível recorrer a motores como apoio ao escoamento. Em vasos e pequenos cultivos, é trabalhar a permeabilidade do substrato / solo, permitindo uma rápida infiltração e escoamento, ou retenção utilizando materiais porosos que absorvem e armazenam água.

É importante estabelecer a distinção entre dois tipos diferentes de drenagem:

– superficia: escoamento às águas que se acumulam na superfície do terreno;
– subterrânea: objectivo é retirar o excesso de água que existe no interior do solo (baixar o nível freático).

A drenagem de superfície tem por finalidade remover o excesso de água da superfície do solo, evitando, assim problemas de arejamento e conseqüente empoçamento da água na superfície do terreno.

Já na drenagem subterrânea pretende-se baixar o nível freático, fazendo um escoamento para canais e reservatórios, evitando o alagamento e perda do cultivo. Os canais podem ser naturais (córregos) ou artificiais de concreto simples, armado ou de gabião.

As causas de um nível freático elevado podem ser, além de uma camada impermeável mais ou menos superficial (que impede a drenagem natural), o elevado nível de um rio ou ribeiro, chuvas ou mesmo regas exageradas.

Os sistemas de drenagem, além dos condutos forçados e dos condutos livres, podem ser urbanos ou rurais e visam escoar as águas de chuvas e evitar enchentes.

Para aumentar a permeabilidade de substratos podemos utilizar areia de rio e outros materiais como pedras e cascas de árvores trituradas, misturados à terra vegetal, permitindo o escoamento e aumentando a aeração para as raízes.

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Fontes consultadas:

http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/13481/drenagem-de-solo-para-paisagismo
http://www.tecnicasderegadio.info/index.php/drenagem/cap20-drenagem
http://wwwo.metalica.com.br/drenagem-na-construcao-civil