A coisa mais rara no universo só existe na Terra

No pequeno recorte da imensidão do espaço que é conhecida por nós, o ser humano já encontrou muitas maravilhas: ciclones milenares, vulcões quilométricos, galáxias brilhantes, etc. Entretanto, não encontrou em nenhum outro lugar uma coisa que só existe aqui na Terra: a vida. A vida está presente apenas nesse pálido ponto azul que flutua na periferia de uma galáxia sem destaque especial em relação às outras.

Estando na superfície do planeta temos a impressão que ele é imenso e de fato é, visto em perspectiva da escala humana. Entretanto, na escala espacial não é bem assim. Essa imagem foi capturada por uma sonda espacial, a Voyager 1, cerca de 6 bilhões de quilômetros da Terra, enquanto passava por Saturno. Aquele pontinho azul brilhante é a Terra e nós e tudo que conhecemos existe e existiu ali.

O ser humano até agora não encontrou vida em mais nenhum lugar no universo. É nosso dever proteger as formas de vida pois somos totalmente dependentes dela.
Fotografia mostrando o planeta Terra a uma distância de 6 bilhões de quilômetros registrada pela sonda Voyager 1.
Créditos: NASA/JPL-Caltech

Mesmo sendo pequena, da perspectiva espacial, essa rocha voadora abriga as únicas formas de vida conhecidas pelo homem. Vivem aqui e somente aqui. Dividimos o mesmo planeta, as mesmas águas, a mesma terra e o mesmo ar com girassóis, tigres, bacilos, planárias, caracóis, enguias, galinhas, ipês, samambaias e todas as outras formas de vida. Entretanto, o homem vive com a impressão de ser superior a todos eles e de que as outras espécies existem apenas para serví-lo e, diante dessa prerrogativa, retira, explora e toma para si os recursos naturais disponíveis na terra não levando em consideração que outras espécies também dependem daquele recurso. Além do que, a maneira que esses recursos naturais são explorados causa muita degradação ambiental sendo essa a principal causa da extinção de espécies (e são as plantas, as mais vulneráveis) dos ambientes naturais.

A forma que exploramos a Terra destrói o habitat das outras formas de vida, compromete a sobrevivência dos peixes, baobás, cactos, lagartos, ornitorrincos, etc. mas, com que direito? Por quais motivos, razões ou circunstâncias devemos colocar as nossas necessidades a frente das outras? A nossa espécie não é mais importante do que as outras e somos totalmente dependentes delas para viver. Fora isso, sendo essas as únicas formas de vida conhecidas em todo o universo, devemos protegê-las, devemos cuidar delas, devemos garantir que as espécies terão uma oportunidade de sobreviver. Elas merecem isso.

Já gastamos bem mais do que a Terra consegue produzir. A Terra não consegue mais suprir toda a demanda por recurso que o ser humano exige. A necessidade de se mudar os meios de produção é emergencial. Deixar de explorar os recursos naturais de forma descontrolada como agora é urgente para que possamos garantir a sobrevivência da nossa e de todas as formas de vida que existem no planeta.

O que é uma planta?

As plantas são seres vivos incríveis com capacidades únicas sendo muito maior que a soma de suas partes.

Você já se perguntou o que é uma planta? Pode parecer uma pergunta boba, mas não é. É fácil ter a ideia do que é uma planta. Já transformar essa ideia ou lembrança que absorvemos intuitivamente, transformar em palavras e explicar para alguém o que é uma planta é mais difícil.

Cientificamente falando, uma planta é um organismo vivo, multicelular, autotrófico (que produz seu próprio alimento) e geralmente de cor verde. Esses atributos não são fixos, ou seja, podem variar de indivíduo para indíviduo, mas são casos específicos, por exemplo: plantas parasitas que não produzem o próprio alimento. Outra definição pode ser organismo vivo pertencente ao Reino Plantae.

Entretanto as plantas possuem atributos próprios a elas que não são tão intuitivos, mas fazem com que sejam seres vivos dotados de capacidades únicas na terra.

Sésseis e fotossintetizantes

Árvores recebendo luz solar e realizando a fotossíntese

As plantas são sésseis e fotossintetizantes. Isso quer dizer que elas não têm a capacidade de se locomover como os animais. Sem locomoção, não podem sair em busca de alimento nem fugir em caso de perigo. As plantas não precisam se locomover, pois produzem seu próprio alimento através de um processo chamado fotossíntese, que converte gás carbônico e água em oxigênio e carboidrato com a energia proveniente da luz solar. Já para se defender das adversidades do clima, as estratégias usadas são várias podendo ser estruturas específicas para proteção das partes mais importantes, como as brácteas, por exemplo, ou florescer numa época do ano mais favorável. Há também a fabricação de compostos químicos que são usados para a proteção contra predadores e patógenos. Esses compostos químicos são chamados também de metabólitos secundários e o homem aprendeu a tirar proveitos deles também. A cafeína (um composto estimulante presente no café) e isoflavona ( uma substância que combate o colesterol ruim) são exemplos de metabólitos secundários.

Reprodução sexuada e vegetativa

Poda em roseira para replicação. Plantas replicadas são um exemplos de reproduções vegetativas.

As plantas têm capacidade de se reproduzirem, criar novos indivíduos, de duas formas. A partir da reprodução sexuada que acontece quando o grão de polén de uma planta encontra a oosfera de outra, ocorre a troca de material genético entre as plantas e daí, tem-se um novo indivíduo. Esse processo acontece com quase todos as espécies já registradas. Entretanto, a reprodução vegetativa é mais rara. Ela acontece quando tiramos um galhinho, uma muda, uma parte de uma planta e a cultivamos seja na água ou na terra e esse pedaço vira um nova planta. Geneticamente são a mesma planta pois tem o mesmo DNA, mas ecologicamente, são dois indivíduos diferentes.

Plasticidade fenotípica

Plantas são como água, tem alta capacidade de se moldarem ao ambiente que estão.

A plasticidade fenotípica é um fenômeno genético caracterizado pela mudança de estruturas ou hábitos dos organismos vivos de acordo com as pressões do meio ambiente. Esse fenômeno está previsto no código genético e pode acontecer com qualquer ser vivo, mas é muito mais acentuado nas plantas. Um exemplo de manifestação da plasticidade fenotípica acontece quando plantas que crescem em ambiente de pouca luz sofrem estiolamento. Esse fenômeno, proporciona a uma planta crescer nos mais diversos terrenos e ambientes e sob as mais diversas circunstâncias, ainda que não tenham todas as condições necessárias para um crescimento saudável. O bonsai é um exemplo perfeito de como as plantas podem se moldar ao ambiente à medida que crescem.

Crescimento modular

Árvore criada com peças de montar

As plantas crescem criando e unindo unidades vegetativas que se repetem nas unidades já desenvolvidas. Essas unidades são chamadas de fitômeros e são constituídos de nó, entrenó, folhas e gema axilar. Esse método de crescimento é que é o crescimento modular, que faz com que as plantas possam ter as mais variadas formas como se fossem feitas de pecinhas para montar várias esculturas diferentes com as mesmas peças. O que permite também, que possamos cortar vários ramos de uma mesma planta sem que ela morra.

Essas habilidades fazem com que as plantas sejam organismos únicos, e que são muito maiores que a soma de suas partes.

Por que as folhas jovens são vermelhas?

As folhas são conhecidas por serem verdes, mas nascem vermelhas. Essa troca de cores acontece para que a planta absorva melhor a luz do sol.

Um espécime de Rosa sp. com folhas verdes maduras na parte de baixo e folhas jovens de cor vermelha na parte de cima.

As folhas, em geral, são verdes. Na verdade, folhas maduras, em geral é que são verdes. Folhas recém-nascidas ou juvenis tem uma cor variando entre o vermelho e o roxo. As folhas adultas ou maduras são verdes devido à presença de um pigmento chamado clorofila. Os pigmentos são estruturas que interceptam a energia proveniente da luz do sol para que a fotossíntese possa ocorrer. Já se sabe desde Newton, que a luz do sol, de cor branca, é resultado da soma de todas as cores que enxergamos. A clorofila, captura os comprimentos de onda do espectro visível das faixas próximas ao azul e o vermelho e reflete as ondas de cor verde que chegam aos nossos olhos e por isso, vemos as folhas na cor verde.

Folhas jovens não têm clorofila, por isso não são verdes. Sem um pigmento pra absorver a radiação solar, essas folhas podem sofrer danos severos. Nas etapas iniciais do crescimento, as células vegetais têm uma alta taxa de divisão celular. A radiação, nessa etapa de crescimento, pode causar mutações genéticas no indivíduo e produção de radicais livres e comprometer o funcionamento normal das estruturas. Por outro lado, um pigmento chamado antocianina está muito presente. A antocianina absorve os comprimentos de onda da cor verde e reflete os de cor azul e vermelha(comprimentos de onda com mais energia), o contrário da clorofila. A antocianina protege as folhas jovens da radiação solar e dos radicais livres enquanto seu aparato fotossintético ainda está em construção e dá essa cor avermelhada às folhas. Com o tempo a antocianina é completamente substituída pela clorofila à medida que as plantas e suas folhas crescem.

As antocianinas também são responsáveis em dar tons de azul e vermelho a outras estruturas das plantas como, flores, frutos e troncos. Existem pesquisas que mostram que alimentos com grandes quantidades de antocianinas como cereja, ameixa, uva, tomate, cenoura, etc. tem a capacidade de prevenir o câncer devido ao seu poder antioxidante.

As sementes das plantas têm cérebro?

Uma nova pesquisa encontrou grupos de células especializadas em sementes de plantas que efetivamente tomam decisões sobre a germinação, escreve Andrew Masterson.

Grupos especiais de células em uma semente podem se comunicar uns com os outros para decidir quando as condições são certas para a germinação.
foto: Power and Syred / Science Photo Library / Getty

A ortodoxia botânica sustenta que a germinação de plantas é um processo puramente mecanicista, impulsionado inteiramente por estímulos externos. A semente da planta em si não tem voz na matéria.

Uma pesquisa publicada no Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS) , no entanto, está prestes a mudar radicalmente essa ideia.

Cientistas da Universidade de Birmingham descobriram que as próprias plantas determinam quando germinar, efetivamente tomando uma decisão através da interação de dois grupos de células que constituem um análogo de um cérebro.

Os cientistas, liderados por George Bassel, da Escola de Biociências da universidade, descobriram dois tipos de células operando em conjunto nos embriões de uma planta chamada Arabidopsis, ou thale cress. Um grupo de células promove a dormência das sementes, enquanto o outro impulsiona a germinação.

A equipe de Bassel descobriu que os dois grupos funcionam coletivamente como um centro de tomada de decisões movendo os hormônios de um para o outro.

Usando uma variedade geneticamente modificada do agrião que amplifica a sinalização química, os pesquisadores descobriram que os dois hormônios de troca entre os dois grupos de células efetivamente levaram a uma decisão sobre quando desencadear a germinação.

Reconstrução digital de um embrião de planta mostrando a localização dos componentes de tomada de decisão.

A interação entre as células permitiu um maior controle do tempo de germinação, garantindo que o processo não começasse cedo demais – quando condições frias poderiam matar a planta jovem – ou muito tarde, quando níveis mais altos de competição poderiam deixá-lo passar fome.

“Nosso trabalho revela uma separação crucial entre os componentes dentro de um centro de tomada de decisão da fábrica”, explica Bassel.

“No cérebro humano, acredita-se que essa separação introduza um atraso de tempo, suavizando os sinais ruidosos do ambiente e aumentando a precisão com a qual tomamos decisões. A separação dessas partes no ‘cérebro’ da semente também parece ser fundamental para o funcionamento. ”

“As próprias plantas determinam quando germinar”

O co-autor Iain Johnston compara o processo de decisão a decidir se vai ou não ao cinema.

“A separação dos elementos do circuito permite uma paleta mais ampla de respostas aos estímulos ambientais”, diz ele.

“É como a diferença entre ler a crítica de um filme de um crítico quatro vezes, ou amalgamação de quatro opiniões diferentes de críticos antes de decidir ir ao cinema.”

fonte: [ COSMOS ]

Informações importantes sobre BOLDOS

Um dos remédios mais utilizados antes e depois de festas e confraternizações é o famoso “boldo”. Só que esse nome popular é dado a diversas plantas diferentes, com propriedades medicinais similares porém efeitos colaterais diferentes.

A espécie [foto1] que cresce em quintais por todo o Brasil é a chamada Plectranthus barbatus.

[foto1] “Boldo”, “falso-boldo” (Plectranthus barbatus)

Conhecida pelos boêmios (para curar ressaca e mal estar) a planta provavelmente foi trazida pelos escravos no período colonial, e é utilizada comumente na medicina popular.

É rica em guaieno e fenchona, substâncias responsáveis pelo aroma da planta.

Suas folhas verdes e aveludadas com margens serradas são utilizadas em chás geralmente feitos da maceração das folhas frescas. Serve como um tônico amargo que facilita o trabalho da vesícula biliar, estimulando a secreção da bílis e favorecendo a digestão de gorduras.

Um chá comum é do tipo abafado (infuso), feito com 3 a 4 folhas e água quente, em xícara média. Tomado por muito tempo pode provocar irritação gástrica.[3,4]


Um “boldo” ainda pouco conhecido [foto2] mas com excelentes propriedades medicinais é o “boldo-africano” (Gymnanthemum amygdalinum).

[foto2] “Boldo”, “boldo-africano” (Gymnanthemum amygdalinum)

É um pequeno arbusto empregado na medicina popular como antipirético, laxativo, antimalárico e anti-helmíntico. Além disso, estudos mostram que diferentes extratos do vegetal possuem atividades antioxidante, antimicrobiana e antiparasitária (DUARTE & SILVA, 2013).[2]

Normalmente se utiliza para combater dor de estômago, fígado e náuseas. O sabor do chá é bem mais suave que outros boldos.


Já o “boldo-do-chile” utilizado em chás pela indústria é o Peumus boldus.

“Boldo”, “boldo-do-chile” (Peumus boldus)

É uma árvore que pode atingir 15 metros de altura e só cresce bem em regiões altiplanas, de frio. As propriedades fitoterápicas de suas folhas eram conhecidas das comunidades indígenas sul-americanas que habitavam os Andes chilenos, tornando-se conhecidas mundialmente a partir da colonização européia da América.

Este “boldo”, tomado antes das refeições, ajuda na digestão e nas funções do aparelho digestor. É ótimo para quem tem intestino preso e ajuda a digerir gorduras. As folhas tem boldina, um alcaloide, principal responsável pelas suas propriedades hepatoprotetoras e coleréticas.

Importante ⚠️

Peumus boldus deve ser evitada por que tem problemas inflamatórios nas vias biliares e no pâncreas, cálculos biliares ou hepatite. O seu uso é contra indicado nos casos de gestação, pois o boldo pode gerar problemas na formação do bebê, principalmente nos primeiros três meses.[5]

É bom saber também que as plantas amargas não são indicadas para tratar problemas gástricos (estômago) pois em geral aumentam as secreções ácidas do estômago, podendo portanto agravar gastrites e úlceras pépticas previamente existentes.[4]

Fontes consultadas:

Água aromatizada com hortelã

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Em abril de 2016, quando visitei Amsterdam, reparei que no balcão do hotel onde serviam café da manhã sempre havia uma jarra dágua com algumas rodelas de limão siciliano e folhas de hortelã (Mentha x villosa).

Ontem resolvi experimentar e tentar aprender a fazer. Comecei, claro, meio exagerado que sou, colocando muuuuuuitas folhas de hortelã! rs… Colhi na horta, lavei folha por folha e as coloquei dentro da garrafa com água filtrada. Agitei bem e deixei na geladeira.

Gente… Fica muito refrescante! 😋 Dá vontade de tomar toda hora! A ideia é renovar todos os dias, fazendo novamente sempre com folhas frescas e bebendo ao longo do dia.

Fui pesquisar sobre suas propriedades medicinais e descobri que a hortelã possui vitaminas A, B, C e D, minerais, cálcio, fósforo, ferro e potássio. Combate bactérias e germes na boca, é diurética, antioxidante (por causa do ácido rosmarínico), ajuda na redução de mau hálito, dores de cabeça, náuseas, cólicas, fortalece o sistema imunológico e, por causa do álcool perílico, previne câncer de mama, próstata, fígado, cólon, pulmão, e até mesmo de pele.*

Pois é… Tudo isso numa simples água com hortelã. Muito bom, né?

As próximas águas aromatizadas já até sei quais serão… Com hortelã, claro! E irei experimentar também fazer uma água com rodelas de laranja, gengibre e canela em pau. 😊

Abraços!
https://apoia.se/tudosobreplantas

[ACP]
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* NEPA – Os Milagres do Hortelã

Junt@s! 💖

junt@s_trees
__’Muita gente acha que as árvores são solitárias.
A reportagem foi publicada por BBC News e reproduzida por Amazônia.org, 05-07-2018.
Essa percepção cai literalmente por terra, segundo novas pesquisas científicas.
Analisando o solo onde elas vivem, os cientistas descobriram que há uma espécie de rede subterrânea de fungos que conecta as árvores que estão próximas – uma espécie de internet vegetal.
Por meio dessa rede, as plantas trocam nutrientes e mensagens de alerta, por exemplo, quando se sentem ameaçadas.
Mas, assim como a internet, essa rede também tem seu lado obscuro e, por meio dela, uma planta pode sabotar a outra, por exemplo, roubando nutrientes.’__
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Leia mais:

[ACP]

 

Um papo rápido sobre “ORGÂNICOS”

A maior parte dos agrotóxicos está na casca dos alimentos. Então… Tem certeza que a sua compostagem é #orgânica?

Entendo que o composto, para ser orgânico, deve ser feito com cascas e restos de vegetais cultivados também de forma orgânica, sem agrotóxicos, respeitando a Natureza.

A palavra “orgânicos” talvez precise – urgente! – de uma atualização, pois ao meu ver vem sendo utilizada substituindo um sentido mais amplo, mais relacionado a “viver de forma cooperativa”, sem agressões permanentes ao meio ambiente, reutilizando o que for possivel e deslocando recursos de forma mais inteligente e sustentável, justamente pelo fato de compartilharmos TODOS dessa estrutura natural do planeta, nossa casa. Cuidar para que as próximas gerações possam viver aquil.

Quem quer plantar irá utilizar borrachas para irrigar, aço em ferramentas, cordas, madeiras, telas, os mais diversos produtos, até mesmo sementes, todos comprados, a não ser que queiramos fazer tudo isso (plantar, cuidar e colher) com as próprias mãos.

Que dá até dá.
Só que rola um pouco mais de trabalho.

Abraços agroecológicos!

Anderson Porto
www.TudoSobrePlantas.com.br

50 espécies da Mata Atlântica que podem ser plantadas na calçada

Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador com espécies nativas da Mata Atlântica

Os cidadãos passam a contar, a partir desta semana, com um importante instrumento que orienta, de forma simples e didática, quais espécies mais indicadas e como plantar árvores em calçadas na capital baiana. O Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador foi lançado esta semana pela Prefeitura, e contém um guia com 50 espécies do bioma da Mata Atlântica indicadas para plantios.

Com a chancela da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), a publicação é uma das primeiras regulamentações do Plano Diretor de Arborização Urbana (Lei Municipal 9187/2017), do PDDU (Lei Municipal 9069/2016) e da Lei Municipal de Ordenamento e Uso e Ocupação do Solo – LOUOS (Lei 9148/2016).

Com ilustrações, diagramas e explicações técnicas de plantio de fácil assimilação pela população, o livro foi elaborado de forma participativa, em colaboração com técnicos e estudiosos da área, com o objetivo de servir de guia para intervenções na capital baiana.

De acordo com o secretário municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), André Fraga, a produção do manual é uma demanda antiga do município. “Salvador nunca possuiu regras ou orientações técnicas para plantio de árvores na cidade. Além disso, outro objetivo dessa publicação é de popularizarmos nossas espécies nativas do bioma Mata Atlântica”, ressalta.

Orientações técnicas – Para plantios em passeios, por exemplo, o manual destaca a necessidade de verificar a largura do corredor, para harmonizar a circulação dos pedestres e o desenvolvimento da árvore. Considerando que Salvador possui ruas estreitas e calçadas ainda mais estreitadas, buscou-se encontrar uma largura mínima que pudesse compatibilizar a acessibilidade com a arborização e outros elementos urbanos. Além disso, é preciso usar espécies com sistemas radiculares que reduzem danos nas calçadas e sistemas subterrâneos como água, esgoto e telefonia.

O Manual explica ainda os fatores que devem ser levados em conta na hora do plantio – como porte, formato da copa (reduzindo a demanda constante e dispendiosa por podas) e adaptação ao clima. A distância da árvore de mobiliários urbanos como sinalização de trânsito, semáforos e hidrantes, é outro elemento importante considerado no manual.

Guia de espécies – Um dos diferenciais do documento é o guia com fotografias e a ficha técnica contendo informações e características de cada uma das de 50 espécies indicadas para serem plantadas em ambiente urbano, como ambiente de origem, porte, locais para plantio e folhagem. Todas as plantas citadas são nativas da Mata Atlântica, bioma nativo de Salvador. A publicação está disponível para download gratuito no site do projeto Salvador, Capital da Mata Atlântica, no endereço mataatlantica.salvador.ba.gov.br ou em [ LINK2 ].

Fonte: [ SECOM – Prefeitura Municipal de Salvador ]

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[ edit futuro – Link alternativo para download: ]

[ Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador com espécies nativas da Mata Atlântica ]