Cidades que bebem chuva

Kongjian Yu, arquiteto visionário, propõe uma abordagem revolucionária às inundações: as “cidades-esponja,” que acolhem a água em vez de combatê-la. Inspirado por tradições antigas, ele transforma metrópoles com parques que absorvem excessos hídricos. Essa filosofia celebra a harmonia com a natureza, mostrando que a água é um aliado, não um inimigo.

Quando chove demais, a maioria das cidades entra em pânico. Corre-se para levantar muros, abrir canais, canalizar rios. É como se a água fosse uma inimiga que precisa ser mantida sob vigilância. Mas na China, um arquiteto chamado Kongjian Yu resolveu olhar para essa questão de outro jeito: e se, em vez de lutar contra a água, a gente aprendesse a (con)viver com ela?

Yu carrega na memória a lembrança de quase ter se afogado quando criança. Um trauma que, em vez de afastá-lo, o aproximou ainda mais desse elemento. Foi daí que nasceu a ideia das “cidades-esponja” — lugares que, em vez de expulsar a chuva, a acolhem.

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Funções das áreas verdes urbanas.

Áreas verdes cumprem funções ecológicas, sociais, educativas, estéticas e psicológicas e deviam ser prioridade nos planos de ordenamento urbano.

Mais de 80% da população brasileira vive nas cidades. As áreas verdes (que não são só áreas vegetadas) originais de zonas urbanas foram e continuam sendo suprimidas para dar espaço a prédios, casas, estradas e todo tipo de construção. Essas mudanças dos componentes originais da paisagem trazem com elas as alterações do microclima urbano, como o fenômeno das ilhas de calor e ambientais como impermeabilização do solo, mudança na circulação dos ventos, poluição atmosférica, visual e sonora etc. Essa situação é comum em muitos centros urbanos do Brasil.

As áreas verdes urbanas são definidas como qualquer trecho de vegetação de qualquer tipo, rios e lagos e o sistema de espaços livres presentes nas cidades e são importantes componentes do meio urbano, pelo fato de diminuir o efeito das ilhas de calor, melhora a qualidade do ar reduzindo os índices de CO2, retém a água da chuva, previne alagamentos e deslizamentos de terra, etc.
Em relação aos valores de temperatura, podem ser até 5º C mais frescas do que em áreas sem arborização, áreas suburbanas com árvores maduras podem ser 3º C mais frescas do que em áreas sem vegetação e além disso, a água que as plantas movimentam refresca e aumenta a umidade relativa do ar.

As áreas verdes urbanas cumprem ainda mais funções, por exemplo, como local para práticas de lazer e práticas esportivas, práticas educativas extraclasse e programas de educação ambiental, diversificam a paisagem construída e contribuem para o embelezamento da cidade e proporcionam uma sensação de bem-estar. O contato com a natureza relaxa, alivia o estresse e melhora a saúde do indivíduo.

Diante disso tudo, a criação e manutenção de áreas verdes nas cidades deviam ser prioridades nas planos diretores e programas de ordenamento urbano para uma melhor qualidade de vida pra população e para todas formas de vida.

Levantamento lista plantas e animais invasores no País

por Herton Escobar

Novo banco de dados, do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, cita 1,2 mil ocorrências

Jaca. Goiaba. Dendê. Plantas que muitos consideram típicas do Brasil. Mas que não só não são originais do País, como são consideradas espécies invasoras em algumas regiões, onde competem por espaço, luz e nutrientes com as espécies nativas, vencem e acabam se tornando uma ameaça.

Elas fazem parte da lista de 348 plantas e animais incluídos no [ novo banco de dados ] sobre espécies invasoras do Brasil, organizado pelo [ Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental ].

Jaqueiras no sul da Bahia. Espécie é uma das consideradas invasoras

Instituto Hórus/Divulgação

As espécies exóticas são aquelas que vivem fora do seu hábitat ou região de origem. Quando elas se multiplicam e se tornam um problema para o ecossistema, para as espécies nativas ou para os seres humanos, elas passam a ser consideradas “invasoras”. É como se fossem pragas, como no caso do mosquito da dengue e do barbeiro – insetos transmissores de doenças.

A nova base de dados do Hórus lista 1,2 mil ocorrências de espécies invasoras no Brasil. O número é quatro vezes maior do que o de espécies (348), porque cada espécie pode ser considerada invasora ou não em diferentes pontos de ocorrência, dependendo das circunstâncias locais. É o caso da jaqueira (originária da Ásia), da goiabeira (da América Central) e do dendezeiro (da África), que podem ser árvores frutíferas inofensivas em determinados ambientes ou espécies invasoras, em outros.

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Plantas de origem desértica precisam de menos cuidados

Por Gisele Eberspacher

Cactos, aloe vera e agaves armazenam água e precisam de menos irrigação

Quer ter uma planta, mas tem pouco espaço e tempo? Uma solução pode ser as plantas suculentas que, por terem uma espécie de cera por cima das folhas, acumula líquidos no interior, necessitando de menos irrigação e cuidados. Exemplos de plantas são os cactos, a aloe vera, conhecida também como babosa, e os agaves.

Essas plantas são originárias de regiões desérticas, fazendo com que acumulassem líquidos como reserva. Assim a planta é ideal para quem tem pouco tempo para cuidados: ela deve ser regada uma vez por semana durante o verão de de 15 em 15 dias no inverno.

Veja abaixo ideias para plantar esse tipo de plantas:

Fonte: [ Atitude Sustentável ]

João Pessoa tem uma árvore para cada dez habitantes

Somente em calçadas e passarelas de 35 bairros, João Pessoa possui mais de 75 mil árvores. O número equivale a uma árvore para cada dez pessoas, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que a população da cidade é de 702 mil habitantes. A informação é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente da capital e faz parte de um levantamento que começou a ser feito em 2007.

Na época, o estudo mostrou que em 35 bairros de João Pessoa existiam 15.384 árvores em calçadas e passarelas. Elas estavam plantadas em 912 ruas. Com base nesses dados, a Prefeitura lançou projeto “João Pessoa, Verde para o Mundo”, com uma meta ousada: plantar 12.500 mudas a cada 12 meses.

Após quatro anos, a iniciativa já resultou na arborização de dezenas de bairros. Foram plantadas mais de 60 mil espécies nativas da Mata Atlântica e a previsão é elevar esse número para 72 mil até o final deste ano. De acordo com a Semam, as áreas que possuem mais árvores em vias públicas são Ernesto Geisel, Cristo Redentor, Bessa, Bancários, Castelo Branco e Bairro dos Estados.

Os bairros do Róger, do Tambiá e do Varadouro são os que têm a maior parcela de área verde da cidade, em virtude da presença do Parque Arruda Câmara, uma reserva ambiental com mais de 43 hectares de tamanho.

Além de melhorar a paisagem natural da cidade, o trabalho de arborização influencia na qualidade de vida da população. Paulo Rosa, geógrafo e professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba, afirma que as árvores interferem nas saúdes física e mental das pessoas.

Elas melhoram a qualidade do oxigênio, reduzem as altas temperaturas e influenciam no funcionamento do cérebro e de outros órgãos vitais do corpo. Ele explica que a quantidade de árvores numa cidade tem relação direta com a qualidade de vida da população. “As árvores têm a capacidade de capturar o gás carbônico, a substância nociva à saúde e é eliminada pelos veículos. Esse gás é transformado em oxigênio e liberado no ar”, detalha.

Fonte: [ Paraíba Agora ]

Portal Tudo Sobre Plantas: Galeria

Oi pessoal,

Coloquei online a antiga seção GALERIA reformulada, agora apresentando o que já temos cadastrado para cada grupo de espécies.

Seção: Galeria

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Para visitar, acesse: [ Galeria ]

Este ramo é para que todos possam conhecer uma parte do trabalho que já foi feito, isto é, banco de dados, glossário de termos etc.

Mais a frente, brotarão os resumos com dicas de cada grupo.

Espero que gostem!

Abraços!

Horta Vertical com garrafas PET

ROSENBAUM RESPONDE: LDL #48 – Horta vertical

Amigos,

Recebi muitos e-mails e comentários em todas as nossas redes (Blog, Twitter e Facebook) perguntando sobre como fazer a horta vertical de garrafas PET, da casa da Família Rodrigues, no Lar Doce Lar #48, em Itaim Paulista, SP.

Horta vertical em garrafas PET

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Antes de dar dicas sobre como construir a sua, agradeço todas as mensagens sobre esta reforma para o Lar Doce Lar. Espero retribuir todo o carinho de vocês com mais um ROSENBAUM RESPONDE.

 

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Bolas de sementes (SeedBalls)


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Em seu livro “A revolução da palha”, o japonês Masanobu Fukuoka explica o seu modo pioneiro em “plantio direto”, isto é, plantar sem preparar a terra.

Para esta forma de semear, ele inventou os “seed balls”, ou seja, bolas de sementes: misturava húmus de minhoca ou um adubo, chamado composto, com argila que antes era seca, triturada e peneirada. Acrescentava as sementes de arroz ou centeio e finalmente água o suficiente para fazer uma massa igual à de pão.

Com essa massa, ele formava as bolas de sementes com um diâmetro de mais ou menos 2 cm, que eram jogadas sobre a terra e cobertas com palha de arroz ou centeio. Com a chuva, as bolas começam a derreter devagarzinho e com a ajuda do adubo e a sombra a germinação começa.

Depois dele, outras pessoas começaram a experimentar esta técnica com outras sementes, dependendo do objetivo. Se o objetivo é atrair pássaros, podem-se comprar sementes como: painço, sorgo, níger, nabo, colza, alpiste, linhaça, senha e um pouco de semente de girassol que é bem mais grossa.

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Burle Marx – Artes de um Paisagista Iluminado

Roberto Burle Marx

Roberto Burle Marx foi um dos maiores paisagistas do nosso século, reconhecido internacionalmente.

Nasceu em São Paulo, 4 de agosto de 1909, ainda menino foi morar no Rio de janeiro e mais tarde foi para Alemanha para estudar pintura.

Estudou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro – EBA.UFRJ, incentivado por Lucio Costa.

Foi aluno do pintor Cândido Portinari e do escritor Mário de Andrade e conviveu com o próprio Lucio, com Oscar Niemeyer, Milton Roberto, Lota de Macedo Soares, Affonso Reidy, Jorge Moreira, Ernesto Vasconcellos, Roberta Leite e outros tantos artistas seguidores da corrente francesa liderada por Le Corbusier.

Burle Marx era também desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias, um homem de muita sensibilidade, um iluminado pela arte. Seu primeiro trabalho paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio costa eGregori Warchavchik, em 1932.

Roberto Burle Marx , apaixonado pela flora brasileira, era dono de um sítio em Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro, onde tinha uma grande coleção de plantas.

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