A Festa acontece nos próximos dias 19 e 20 de março [de 2011] em Anchieta [SP] com o objetivo principal de expor e promover o intercâmbio de sementes crioulas e de mudas, discutir a importância da biodiversidade e apresentar experiências agroecológicas locais, regionais e nacionais.
Sementes crioulas são sementes oriundas de gerações anteriores, desenvolvidas pelos próprios agricultores. Também são consideradas crioulas aquelas sementes oriundas de melhoramento oficial, mas que se encontram em cultivo e reprodução pelos agricultores há muitos anos.
Por Valdemar Arl*
Membro-fundador da Rede Ecovida de Agroecologia
Sementes da Esperança
É muito comum quando ando por aí, colocar a mão no bolso e encontrar algumas sementes. Moro na cidade há muitos anos, mas não perdi essa prática da troca e da disseminação de sementes que herdei da minha história de vivência e convivência junto ao campo.
Sempre que as famílias de agricultores se visitam, uma prática bem presente ainda hoje é a troca de mudas, sementes ou animais reprodutores. Essa prática era uma condição fundamental no melhoramento das espécies ou variedades de plantas e raças de animais. Quando um agricultor ou uma agricultora doa uma semente ou faz uma troca percebe-se um sentimento de realização, felicidade e expectativa em ambas as partes. Essa prática é cultural e faz parte da condição do “ser camponês”.
Alicerçada nessas práticas a humanidade produziu e se alimentou por mais de 10.000 anos. Mas, em apenas pouco mais de 50 anos, a produção de alimentos sofreu grandes transformações. O modelo industrial agroquímico aplicado no campo negou essas práticas populares de manutenção e melhoramento das espécies e raças classificando-as como atrasadas.
No mundo todo, mais de 1.500 bancos de sementes guardam espécies úteis ao homem, tanto para alimentação quanto para obtenção de matéria-prima
Karina Ninni – Especial para O Estado de S.Paulo
Cláudio Melo/DivulgaçãoNo século 20, a humanidade perdeu três quartos de suas espécies de cultivo, as chamadas sementes “crioulas”, que não sofreram modificações em laboratório e eram a base da agricultura tradicional há 50, 60 anos. Para conter essa perda vertiginosa de biodiversidade, institutos de pesquisa e entidades civis mantêm “ilhas” de preservação da diversidade genética, que garantem a sobrevivência de espécies usadas na alimentação e na extração de matéria-prima. O planeta tem hoje mais de 1.500 bancos de sementes ou germoplasma (que armazenam partes da planta usadas para reprodução).
O mais ambicioso desses projetos foi inaugurado em 2008 numa montanha gelada do arquipélago de Svalbard, Noruega, perto do Polo Norte. Apelidado de “Cofre do Juízo Final“, guarda mais de meio milhão de amostras em sua estrutura metálica na neve.
Num sítio no sul de MG o produtor Sérgio Di Petta ainda colhe pouco, mas já conseguiu formatar um método de cultivo
Fernanda Yoneya – O Estado de S.Paulo
É preciso observar com muita atenção os arbustos protegidos por uma cobertura plástica no Sítio São Camilo, em Brasópolis, no sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira, para saber que aqueles pequenos botões florais, colhidos diariamente, são alcaparras. A planta, que nasce de forma espontânea no Mediterrâneo, está em produção no Brasil graças à persistência do engenheiro Sérgio Di Petta, que há dez anos estuda, de maneira empírica, a viabilidade do cultivo da alcaparreira no País e é o pioneiro na pesquisa de características botânicas da planta.
Ex-produtor de leite, Di Petta cultiva também eucalipto e pode se considerar autodidata no plantio de alcaparras em terras brasileiras, pois não há registro de pesquisas ou cultivos por aqui, diz a diretora do Centro de Horticultura do Instituto Agronômico (IAC-Apta), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, Arlete Marchi Tavares de Melo. “A alcaparra é um condimento de uso incomum no Brasil e não conheço produtor ou alguém que a estude”, diz a pesquisadora.
Autodidata. Várias tentativas e muitos erros com as primeiras sementes
Ao longo de 08 (oito) anos de projeto, testamos várias fórmulas para tentar criar um projeto que se mantivesse “sozinho“, sem ajuda financeira de empresas patrocinadoras.
Perto da Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), nasceu um refúgio biológico. Plantas receitadas para tratar doenças saem do local embaladas, prontas para virar chá.
Globo Repórter - Plantas medicinais ajudam a emagrecer e a curar a depressão
Há seis anos, a vida do policial Cícero Manuel de Souza perdeu a graça. O cara brincalhão e divertido caiu em depressão profunda. “Na realidade, nem eu entendo o que aconteceu. É uma doença sorrateira e veio com um efeito, uma bomba relógio”, conta.
As nossas florestas estão em perigo! Deputados ruralistas querem destruir o Código Florestal Brasileiro, liberando o desmatamento de áreas protegidas por lei, especialmente na Amazônia.
Nesta terça-feira dia 1 de junho nossas florestas irão sofrer um ataque perigoso – deputados da “bancada ruralista” estão tentando destruir o nosso Código Florestal, buscando reduzir dramaticamente as áreas protegidas, incentivando o desmatamento e crimes ambientais.
Desde a criação do mais moderno e perfeito codigo florestal conhecido mundialmente, a Lei 4771/1965 – as secretarias da Agricultura de todos os estados Brasileiros, não o respeitaram permitindo a implantação de canaviais, pastagens, lavouras de soja, milho, plantio de Pinus e eucaliptos até as margens de rios, destruindo corredores de fauna, matando e assoreando os rios, não respeitaram os percentuais da reserva Legal de 20% para todos os imóveis rurais, não averbaram essas reservas nos respectivos registros de imoveis, não respeitaram as areas de preservação permanente que são os topos de morros, encostas ingremes, corregos, fontes, tudo sendo destruido com a complascencia das agencias bancarias oficiais – BANCO DO BRASIL e BNDEs, BRDE, entre outros que nunca respeitaram a Lei.
Estudantes de Rondonópolis irão distribuir sementes de crotalária contra a dengue.
Crotalária. Foto: EMBRAPA Agrobiologia
Da assessoria
Alunos do Colégio Adventista de Rondonópolis realizam durante toda esta quinta-feira (13) campanha de conscientização da população acerca do combate ao mosquito da dengue. O trabalho é parte do evento “Um dia de esperança para o planeta”, que abrange toda a rede adventista da América Latina e tem as Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Saúde como parceiras.
Os estudantes vão efetuar a entrega de sementes e mudas da Crotalaria juncea (nome científico da planta conhecida como crotolária) durante todo o dia, em diversos pontos da cidade.
A Polinização é o ato da transferência de grãos de pólen de uma flor para o estigma de outra flor, ou para o seu próprio estigma. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas espermatófitas, já que é através deste processo em que o gameta masculino pode alcançar e fecundar o gameta feminino.
A transferência de pólen pode ser através de fatores bióticos, ou seja, com auxílio de seres vivos, ou abióticos, através de fatores ambientais. Os tipos gerais de polinização são os seguintes:
* Anemofilia: através do vento;
* Hidrofilia: através da água;
* Entomofilia: Termo geral para todos os meios de polinização através de insetos, mas é um termo mais usado para polinização efetuada por abelhas e moscas;
* Cantarofilia: com auxílio de besouros;
* Psicofilia: efetuada por borboletas;
* Falenofilia: através mariposas;
* Quiropterofilia: polinização por morcegos;
* Ornitofilia: polinização feita por aves.
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