No mundo todo, mais de 1.500 bancos de sementes guardam espécies úteis ao homem, tanto para alimentação quanto para obtenção de matéria-prima
Karina Ninni – Especial para O Estado de S.Paulo
Cláudio Melo/DivulgaçãoNo século 20, a humanidade perdeu três quartos de suas espécies de cultivo, as chamadas sementes “crioulas”, que não sofreram modificações em laboratório e eram a base da agricultura tradicional há 50, 60 anos. Para conter essa perda vertiginosa de biodiversidade, institutos de pesquisa e entidades civis mantêm “ilhas” de preservação da diversidade genética, que garantem a sobrevivência de espécies usadas na alimentação e na extração de matéria-prima. O planeta tem hoje mais de 1.500 bancos de sementes ou germoplasma (que armazenam partes da planta usadas para reprodução).
O mais ambicioso desses projetos foi inaugurado em 2008 numa montanha gelada do arquipélago de Svalbard, Noruega, perto do Polo Norte. Apelidado de “Cofre do Juízo Final“, guarda mais de meio milhão de amostras em sua estrutura metálica na neve.
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