Portão Fechado para a Escravidão Mental

Hoje vieram aqui no portão Seu Francisco e dois pastores pretos. Sol quente, eles de terno e gravata. Era nítido que aqueles paletós não eram deles — estavam grandes demais, folgados, voando com o vento como se nem tivessem sido vestidos por vontade própria. “Talvez trajes doados ou emprestados por alguém que prefere ficar na sombra”, cogitei. Pra mim pareciam farda de um exército de pretensos “salvadores” que nunca plantaram um feijão.

Vieram perguntar como eu estava — e ficaram visivelmente desconcertados com minha resposta:

— Estou cada vez melhor!

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