Sementes crioulas

Agricultura ecológica preserva mais de vinte variedades de milho, como o vermelho, o roxo e o branco.

Nos últimos 50 anos, a monocultura, a produção em larga escala e a introdução de produtos sintéticos nas plantações alteraram a diversificação agrícola e, consequentemente, a alimentação. Hoje, o trigo, o arroz, o milho e a soja representam 85% do consumo de grãos no mundo. Enquanto isso, há mais de 10 mil espécies de plantas comestíveis, das quais muitas precisam ser resgatadas. No interior do Rio Grande do Sul, agricultores trabalham para garantir a diversidade do milho.

O grão que a maioria das pessoas está acostumada a consumir é um tipo híbrido, resultado do cruzamento de diferentes variedades para aumento da produtividade. Na natureza, porém, existem dezenas de outros tipos, como preto, roxo, vermelho, branco e mesclado. As sementes dessas espécies são denominadas “crioulas”. São nativas e foram conservadas pelos produtores rurais ao longo dos anos.

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Lei sobre mata seca pode causar grandes danos à vegetação

Fred Furtado
Ciência Hoje/RJ

A mata seca se caracteriza por espécies vegetais variadas intimamente ajustadas a um ambiente em que o período de seca dura de cinco a sete meses. Como mecanismo de adaptação, as árvores desse tipo de vegetação perdem as folhas nessa época para conservar água. Não representando um bioma em si, a mata seca pode ser encontrada no cerrado, na caatinga e na Mata Atlântica, como é o caso do Norte de Minas Gerais, onde essas árvores têm importância econômica e ecológica.

Agora, no entanto, uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa mineira decretou que esse tipo de vegetação não faz parte do bioma e, portanto, pode ser derrubado para dar lugar a atividades agrícolas e ser queimado como carvão.

Segundo o ecólogo Geraldo Wilson Fernandes, coordenador do Laboratório de Ecologia Evolutiva e Biodiversidade da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e do projeto Florestas Secas Tropicais, a legislação foi aprovada sem discussão com a comunidade científica e pode levar à devastação de 70% da cobertura vegetal das propriedades do Norte mineiro, que seriam transformados em carvão.

Só restam de 4% a 7% da Mata Atlântica no País, e Minas Gerais é o campeão do desmatamento desse bioma. Imagine o estrago que essa lei pode causar”, alerta o ecólogo.

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Instituto Pró-endêmicas denuncia Lei contra plantas com espinhos

Logo Instituto Pró-Endêmicas

O Instituto Pró-Endêmicas está mobilizado os amantes da natureza contra lei absurda recentemente aprovada em Lagoa Santa, Minas Gerais, PROIBINDO a existencia em locais publicos de arvores com espinhos…!

Essa lei é voltada contra a vida das dezenas de “paineiras” ou “barrigudas” (Chorisia speciosa, Malváceas) existentes na Avenida João Daher (trecho urbano da Rodovia MG-10).

Essas plantas incomodam algumas pessoas, mas são maravilhosas quando em flor.

A “barriguda” é espécie nativa do município, ocorrendo nos afloramentos calcários e em seu entorno.

A lei também proibe implicitamente muitas outras especies nativas, como:

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CIB faz considerações a respeito de publicação sobre canola transgênica

Sobre matéria a respeito da canola transgênica [LINK]

Caro Anderson,

No que se refere às informações publicadas em 7 de agosto, baseadas no artigo “Evidências do Estabelecimento e Persistência de Populações de Canola Geneticamente Modificada nos Estados Unidos[1], existem importantes considerações a serem feitas que podem invalidar as conclusões tiradas no estudo em questão.

O artigo afirma que o fato de terem sido encontradas à beira da estrada plantas de canola que apresentavam características geneticamente modificadas indicava que essas plantas teriam a capacidade de se reproduzir livremente mesmo em ambientes não agrícolas. Sobre esse ponto, é essencial ressaltar que é possível que plantas cresçam inadvertidamente, visto que as sementes podem ser levadas pelo vento, cair dos veículos que as transportavam ou ser transportadas por pássaros. Entretanto, esse fenômeno não é, em absoluto, específico das lavouras e plantas provenientes da biotecnologia. Pode ocorrer, como ocorre, também com variedades convencionais.

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E não falamos de flores

por Geraldinho Vieira

Que pena que onça-pintada não vota. Que pena que o tatu-canastra, o lobo-guará, a águia-cinzenta e o cachorro-do-mato-vinagre não votam.

Enquanto a “agenda ambiental” contenta-se silenciosa em ter papel secundário numa eleição em que nada debate-se à fundo, quem viaja para a Chapada dos Veadeiros (Goiás) testemunha um grito de calor: montanhas e vales com cara de carvão avisam aos navegantes que não agüentam mais. Fogo, muito fogo, o cerrado grita uma agonia anunciada.

Nos 200 e tantos quilômetros que me levam de Brasília à Vila do Moinho marco a velocidade da intervenção desenvolvimentista na natureza. O cerrado que não agüenta de calor é o cerrado que restou – outra parte de cerrado virou soja ou pastagem nos últimos quatro/cinco anos.

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Bunkers do novo milênio

No mundo todo, mais de 1.500 bancos de sementes guardam espécies úteis ao homem, tanto para alimentação quanto para obtenção de matéria-prima

Karina Ninni – Especial para O Estado de S.Paulo

Cláudio Melo/Divulgação
No século 20, a humanidade perdeu três quartos de suas espécies de cultivo, as chamadas sementes “crioulas”, que não sofreram modificações em laboratório e eram a base da agricultura tradicional há 50, 60 anos. Para conter essa perda vertiginosa de biodiversidade, institutos de pesquisa e entidades civis mantêm “ilhas” de preservação da diversidade genética, que garantem a sobrevivência de espécies usadas na alimentação e na extração de matéria-prima. O planeta tem hoje mais de 1.500 bancos de sementes ou germoplasma (que armazenam partes da planta usadas para reprodução).

O mais ambicioso desses projetos foi inaugurado em 2008 numa montanha gelada do arquipélago de Svalbard, Noruega, perto do Polo Norte. Apelidado de “Cofre do Juízo Final“, guarda mais de meio milhão de amostras em sua estrutura metálica na neve.

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Por que assinar o projeto Tudo Sobre Plantas ?

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Ao longo de 08 (oito) anos de projeto, testamos várias fórmulas para tentar criar um projeto que se mantivesse “sozinho“, sem ajuda financeira de empresas patrocinadoras.

Vejamos as tentativas:

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Haitianos resistem a doação de transgênicos

Rótulo de um produto transgênico
O Haiti, país atingido em janeiro por um terremoto que matou mais de 250 mil pessoas e deixou 1,3 milhão de desabrigados, vive uma controvérsia.

A ajuda que a multinacional Monsanto oferece, de 475 toneladas de sementes transgênicas, está sendo rejeitada por agricultores locais e colocou o governo em uma saia justa.

Por um lado, os haitianos querem amenizar a fome. Por outro, protestam contra a transgenia. Milhares de agricultores fizeram manifestações em junho, com palavras de ordem contra a Monsanto e o presidente haitiano, René Préval, acusado de “vender o país” a uma multinacional. Sementes híbridas de milho foram queimadas.

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Do Código Florestal para o Código da Biodiversidade

por Aziz Nacib Ab’Sáber

Em face do gigantismo do território e da situação real em que se encontram os seus macro biomas – Amazônia Brasileira, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados do Brasil Central, Planalto das Araucárias, e Pradarias Mistas do Brasil Subtropical – e de seus numerosos mini-biomas, faixas de transição e relictos de ecossistemas, qualquer tentativa de mudança no “Código Florestal” tem que ser conduzido por pessoas competentes e bioeticamente sensíveis.

Pressionar por uma liberação ampla dos processos de desmatamento significa desconhecer a progressividade de cenários bióticos, a diferentes espaços de tempo futuro. Favorecendo de modo simplório e ignorante os desejos patrimoniais de classes sociais que só pensam em seus interesses pessoais, no contexto de um país dotado de grandes desigualdades sociais.

Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos. Não tem qualquer ética com a natureza. Não buscam encontrar modelos técnico-científicos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, , seja no Brasil Tropical Atlântico, ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias “ecologicamente auto-sustentadas” é uma mania de cientistas irrealistas.

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Grupos de Estudos sobre Plantas

por Anderson Porto

Uma das formas mais dinâmicas para quem gosta de fazer novas amizades e trocar experiências é participar de grupos ou listas por email. Você se inscreve em um grupo onde os participantes mandam mensagem para o endereço de email do grupo/lista e todos os participantes recebem a mensagem.

As características de um grupo de email diferem de um fórum, por exemplo. Neste o participante cria um tópico e aguarda alguma resposta de outro participante que acessa o tópico para responder.

Já nos grupos / listas, quando alguém envia uma mensagem, todos os participantes recebem aquela mensagem. Aí, quando alguém responde, a resposta também é enviada para todos os participantes.

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