
Categoria: Plantas Medicinais
Proteína extraída da árvore inibe crescimento e migração de tumores
Dose de quimioterápico necessária para matar célula cancerígena foi cem vezes menor quando associada a proteína

Uma proteína extraída da semente de árvores da espécie Enterolobium contortisiliquum – popularmente conhecida como tamboril ou orelha-de-macaco – demonstrou em ensaios pré-clínicos potente ação antitumoral, anti-inflamatória, anticoagulante e antitrombótica.
Os testes in vitro e em animais foram realizados no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e coordenado por Maria Luiza Vilela Oliva, professora na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados foram apresentados durante a 28ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada em Caxambu (MG) entre os dias 21 e 24 de agosto.
Nomeada de EcTI (Enterolobium contortisiliquum inibidor de tripsina, na sigla em inglês), a proteína foi isolada por Oliva ainda durante seu doutorado, no fim dos anos 1980.
Continue lendo “Proteína extraída da árvore inibe crescimento e migração de tumores”
Fruta encontrada na América Central é capaz de combater o câncer

Por Gabriel Felix
Está comprovado que um fruto encontrado em larga escala na América Central, pertencente à mesma família dos pêssegos tem propriedades capazes de combater vários tipos de câncer. Rico em ferro, fósforo, vitaminas e outras substâncias, o fruto também ajuda a fortalecer a imunidade do corpo e aliviar o stress.
Conhecido com vários nomes nos países da América Central – mamoncillo, papamundo, huaya, guayum e maco são algumas de suas identidades – o fruto foi considerado como anticancerígeno pelas autoridades médicas locais, ainda que a organização norte-americana Food and Drug Administration ainda considere somente o brócolis como um remédio natural para o câncer.
A todo vapor, estudos vêm sendo elaborados para comprovar a ação da fruta contra a doença, com objetivo de criar novos remédios que reduzam o impacto de métodos complexos, como a quimioterapia. O maior problema, no entanto, é a colheita da fruta milagrosa, que coloca em risco a vida dos agricultores, uma vez que o recurso é retirado das partes mais altas das árvores.
E não é só a fruta que traz propriedades inacreditáveis à saúde das pessoas: o ato de mascar as folhas do mamoncillo alivia o nervosismo e ajuda os fumantes a largarem o cigarro. Quando maceradas com água fervente, as folhas garantem um gargarejo que mata as bactérias que causam infecção na garganta. “A fruta também é usada para combater a diarreia e impede a proliferação de vírus e bactérias, uma vez que a vitamina C ativa o sistema imunológico”, revelou o nutricionista Ramiro Gonzales Yaksic para o site [ El Gurú Digital ].
O mamoncillo pode ser preparado de várias maneiras, inclusive como suco, de sabor exótico. A bebida tem sabor marcante, consistência leitosa e sabor agridoce. Nos países da América Central, a fruta é também utilizada para exterminar pulgas e afastar morcegos.
Fonte: [ CicloVivo ]

O mamoncillo é indígena de uma vasta área das Américas, que inclui a América Central, a Colômbia e as Caraíbas. A árvore pode crescer até uma altura de 30 metros.(Wikipédia)
Romã é aliada em potencial na prevenção do mal de Alzheimer
Por Da Redação – agenusp@usp.br

Inúmeros estudos indicam que, entre pessoas que consomem frutas e verduras regularmente, é raro o diagnóstico de doenças degenerativas decorrentes da idade avançada. “Isso se deve ao fato de que a quantidade de antioxidante presente nesses alimentos é elevada”, comenta a autora do estudo.
De acordo com a pesquisa, em se tratando da romã, apenas na casca da fruta é possível encontrar mais antioxidante do que em seu suco e sua polpa. Os antioxidantes são essenciais para a prevenção contra os radicais livres que matam as células do nosso corpo, o que acarreta em doenças degenerativas em geral.
Sabendo disso, Maressa buscou alternativas que pudessem concentrar todo o extrato da casca em pó, para ser diluído como suco, ou adicionado a sucos de outros sabores, levando em consideração os desafios do processamento e armazenagem, e o fato de que a adição do composto bioativo não poderia afetar as propriedades sensoriais do produto final.
Continue lendo “Romã é aliada em potencial na prevenção do mal de Alzheimer”
Maconha combate diabetes, aponta estudo
Usuários regulares demonstraram ter baixos níveis de insulina em jejum, afirma estudo.
Fumar maconha pode prevenir o desenvolvimento de diabetes, uma das doenças crônicas que mais crescem no mundo. Se o estudo for comprovado, pode resultar no desenvolvimento de tratamentos baseados no princípio ativo da maconha, o THC.
Os pesquisadores descobriam que os usuários regulares de maconha tinham níveis mais baixos do hormônio insulina em jejum – um bom sinal, que indica que estão protegidos contra diabetes. Eles também apresentaram uma queda na resistência à insulina.
Plantas Medicinais: do curso de plantas medicinais
Ação anti-tumoral e antibiótica reconhecidos no Ipê Roxo
Lapachol e outras naftoquinonas são creditadas como substâncias antitumorais e antibióticas, presentes no Ipê-Roxo (Tabebuia impetiginosa, também chamado de Pau D’arco ou Lapacho e Taheebo).
Ele tem um poderoso antioxidante, cuja presença é associada a habilidade da plantas de sobreviver em altitudes com grande concentração de ozônio.
O Ipê-Roxo também contém indol, que estão presentes na família das crucíferas e são conhecidos por tornarem-se ativos na desintoxicação carcinogênicas e na promoção de atividade anti-oxidante.
18 quinonas fazem parte de seus constituintes mais importantes, incluindo naftoquinonas e antraquinonas, que raramente ocorrem juntos numa mesma planta. As naftoquinonas lapachol, B-lapachona e xiloidona são consideradas importantíssimas.
O Ipê-roxo também contém quercetinas, lapachenol, carnosol, indol, coenzyma Q, alcalóides como tecomina, ácidos hidroxibenzóicos, e saponinas.
A primeira substância pesquisadas extensivamente foi descoberta em 1956, no Brasil: o lapachol, bactericida. No ano seguinte, a mesma equipe isolou o a- e b-lapachona, e a xyloidona. Esses constituintes são comprovadamente fungicidas e bactericidas.
O Ipê-roxo também demonstra atividades anti-parasitária e anti-virais, e tem se mostrado efetivo como fungicida no tratamento de infestações por Candida albicans e micoses.
(Excerto de artigo publicado por Oswald, Edward H. “Lapacho”. British Journal of Phytoterapy, Vol. 3, No.3, 1993/94, pp 112-117, adaptado por Arnaldo V. Carvalho)
Fonte: [ Portal Verde ]
Consulta Pública – ANVISA – Definição da lista de fitoterápicos de registro simplificado
Consulta Pública – ANVISA
Definição da lista de fitoterápicos de registro simplificado.
A Anvisa publicou, na última quarta-feira (15/5), uma consulta pública para definir a lista de fitoterápicos de registro simplificado. A lista inclui as espécies que poderão ser registradas como medicamentos fitoterápicos ou como produtos tradicionais fitoterápicos, sem a apresentação de dados adicionais de segurança e eficácia.
A novidade da proposta é que ela divide as espécies entre as que possuem segurança e eficácia comprovada por estudos clínicos das que comprovam por histórico de uso pela população, as quais poderão ser enquadradas como produto tradicional fitoterápico. A lista de fitoterápicos de registro simplificado existe na Anvisa desde o ano 2000; essa é a sua quarta atualização.
A consulta trata da lista de espécies vegetais que serão enquadrados em uma das duas categorias, incluindo produtos originados da arnica, calêndula, camomila e boldo, entre outros vegetais. A norma para o registro ou notificação de medicamentos fitoterápicos e produtos tradicionais fitoterápicos ainda está em discussão interna na Anvisa e também será colocada em consulta pública em breve.
A expectativa é que as normas de registro ou notificação e a lista final de produtos de registro simplificado sejam publicadas ao mesmo tempo, após a Anvisa finalizar a discussão.
Na Amazônia, uma disputa entre cônsul e Ibama pelo livro sagrado

RIO – A ação de uma ONG baiana, presidida pelo cônsul honorário da Holanda em Salvador, numa terra indígena no Acre, quase na fronteira com o Peru, pôs o Ibama em alerta e se transformou em mais um rumoroso episódio de suspeita de acesso ilegal ao patrimônio genético da biodiversidade brasileira. Em jogo, o conteúdo de um livro da etnia Kaxinawá, com a linguagem e as receitas xamânicas relacionadas a 516 ervas medicinais, que teriam o poder de curar 386 tipos de doenças tropicais, especialmente provocadas pelo contato entre o homem e outros animais.
O caso remonta ao ano de 2010, quando o etnomusicólogo brasileiro Ricardo Pamfilio de Souza, financiado pela ONG Arte, Meio Ambiente, Educação e Idosos (Amei), entrou em contato com o pajé Augustinho, da Terra Indígena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão (AC), uma das onze áreas oficialmente povoadas pela etnia em solo brasileiro. O Brasil tem cerca de 6 mil índios Kaxinawá. Outros 4 mil vivem no Peru.
Da conversa entre o visitante e o pajé, surgiu o projeto para publicar um livro, em língua nativa, cujo objetivo seria preservar a cultura e o Hãtxa Ruin — a língua dos Kaxinawá. Ocorre que, para “preservar a linguagem escrita”, Panfílio diz que o pajé Augustinho escolheu justamente o conteúdo secular das receitas xamânicas, o “Livro Vivo dos Kaxinawá”, um tesouro da biodiversidade amazônica que, inclusive, já foi alvo de estudos e publicações de botânicos brasileiros, mas com anuência do Conselho de Gestão do Acesso ao Patrimônio Genético (Cgen), presidido pelo Ministério do Meio Ambiente.
A Funai informa que não mediou o acordo entre a Amei e os Kaxinawá e que a comunidade não se beneficiou da ação. Para o Ibama, o livro “pode conter um conjunto de ‘senhas’ para usos de plantas medicinais brasileiras, potencialmente úteis à saúde humana e cobiçadas pela indústria farmacêutica mundial”.
Continue lendo “Na Amazônia, uma disputa entre cônsul e Ibama pelo livro sagrado”
Substância encontrada em planta impede reprodução do vírus da Hepatite C

Um composto químico encontrado nas folhas do mirtilo (blueberry) possui uma grande capacidade de bloquear a replicação do vírus da Hepatite C. A descoberta abre uma nova avenida nas pesquisas para o tratamento das infecções crônicas da hepatite viral, que afeta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo e que eventualmente leva a complicações como a cirrose e o câncer de fígado.
Entre as áreas com níveis particularmente altos de infecção pela Hepatite C está a cidade de Miyazaki, no sul do Japão, uma tendência que levou o professor Hiroaki Kataoka e seus colegas da Universidade de Miyazaki a empreenderem uma busca pelas melhores opções para o tratamento.
Atualmente não há vacina para Hepatite C e, embora uma combinação de medicamentos possa eliminar a infecção, esse tratamento é efetivo em apenas 60% dos casos e possui sérios efeitos colaterais.
Continue lendo “Substância encontrada em planta impede reprodução do vírus da Hepatite C”


Você precisa fazer login para comentar.