Esclarecimento do Conselho Nacional de Saúde sobre Fitoterápicos, Fitoterapia e Plantas Medicinais

Esclarecimento do Conselho Nacional de Saúde à População Brasileira frente às recentes e negativas reportagens veiculadas na mídia sobre plantas medicinais e fitoterapia

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) no uso de suas atribuições e preocupado com as reportagens veiculadas na mídia, sobre plantas medicinais e fitoterapia, de forma equivocada e parcial, gerando impacto negativo, causando insegurança na população e descrédito dos órgãos governamentais reguladores da matéria vem a público prestar os devidos esclarecimentos.

O CNS é a instância máxima de deliberação e controle social de caráter permanente do Sistema Único de Saúde (SUS), cujas competências regimentais e atribuições são conferidas por meio da Constituição Federal, a qual determina a saúde como direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas. Neste Conselho, a gestão do Sistema Único de Saúde se dá pela participação dos atores sociais nas Conferências de Saúde. O CNS, fundamentado pelas leis 8.080/90 e 8.142/90, atua na formulação de estratégias e no controle da execução das políticas de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros.

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Empresa lança refrigerante de maconha

Da redação (PEGN)

Produto é destinado a pacientes com prescrição médica da substância

Refrigerante de Cannabis

A empresa Dixie Elixir, fabricante de produtos à base de maconha do Colorado, nos Estados Unidos, lançou uma nova linha bastante diferenciada: refrigerantes de diversos sabores que têm a maconha como matéria-prima.

A bebida é destinada exclusivamente a pacientes sob tratamento com prescrição médica para o uso da substância, o que é legalizado em 14 estados do país, e foi criada como uma alternativa ao fumo.

O produto é orgânico e está disponível em oito sabores diferentes, entre eles limão e uva.

Fonte: [ PEGN ]

Dráuzio Varella e a Graviola – Annona muricata L. (1753)

por Prof. Douglas Carrara

“A medicina moderna tem muito que aprender com o apanhador de ervas.”
Halfdan Mahler
Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (1973-1988)

A graviola é uma árvore que cresce até 10 m. de altura, quase sempre apenas a metade ou ainda menos, dependendo da região e do clima. A casca do caule é aromática, as folhas são alternas e crescem até 15 cm de comprimento por 7 cm de largura, verdes e vernicosas na página superior e com bolsas na axila das nervuras laterais na página inferior, ligeiramente tomentosas. Inflorescência cauliflora, brotando da casca velha do caule e dos ramos. Pedúnculos robustos. Cálice com lobos triangulares e agudos. Flores axilares, solitárias, sub-globosas, amareladas com seis pétalas grossas e carnosas.

O fruto é uma baga de forma irregular, mais ou menos ovóide, até 30 cm de comprimento e 12 cm de largura, com epiderme verde escura, espessa, areolada (carpelos soldados), cada aréola ou saliência cônica tendo no ápice um espinho comprido, mole e recurvado, verde, enquanto jovem, depois castâneo-ferrugíneo e com as extremidades quase pretas. O fruto pode atingir grandes dimensões, mas raramente excede 2 kg. (1)

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Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil II

Não há porque envergonhar-se de tomar do povo o que pode ser útil à arte de curar.
Hipócrates (460-380 a.C.)

por Douglas Carrara

Há muito tempo a Antropologia se recusa a utilizar categorias inadequadas para estudar e compreender o pensamento popular à respeito da saúde e da medicina. Os folcloristas no passado se referiam à medicina popular como superstições, crendices, práticas consideradas abomináveis por médicos ou pessoas de formação acadêmica. Esta rejeição pejorativa do pensamento popular ocorre sem nenhuma análise de sua função social, já que as práticas da medicina popular necessitam melhores observações e não podemos destacá-las pura e simplesmente sem estudar o seu contexto cultural, sem participar da vida, da interação com aqueles que nos deram os informes, geralmente extraídos e exibidos em função de sua estranheza ou seu exotismo. (1)

Muitas práticas consideradas crendices no passado, atualmente são plenamente explicáveis cientificamente. O uso da laranja mofada ou do queijo embolorado, por exemplo, para tratar feridas tem sido uma prática muito mais antiga do que a descoberta da penicilina por Fleming em 1932. Atualmente sabemos que a laranja abandonada no fundo do quintal, quando apodrece é atacada por um fungo do mesmo gênero (*) do bolor utilizado por Fleming para produzir o primeiro antibiótico. E o raizeiro raspa a casca da laranja onde estava o bolor e passa externamente nas feridas crônicas. Em pouco tempo a inflamação cede e começa o processo de recuperação do paciente. Da mesma forma, em Cesárea, antiga cidade fundada pelos romanos, os armênios tratavam as feridas atônicas, cobrindo-as com queijo mofado, também produzido por um bolor semelhante ao bolor que deu origem à penicilina.

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É bom pra quê? Parte 2

Para quem não viu, reproduzo aqui o que acho que é o conteúdo (texto) da segunda parte da série “É bom pra quê?”, exibido no Fantástico do dia 05 de agosto de 2010. Assim que eu achar o vídeo eu publico no Blog. Vou logo avisando: o texto abaixo, ao meu ver, contém sérios erros EVIDENTES !!!

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Drauzio Varella desvenda se plantas podem curar o câncer

A popularidade dos chás e das infusões não tem sido acompanhada de estudos científicos. A falta de pesquisa abre caminho para indicação de tratamentos inúteis e demora na busca por assistência médica.

Você conhece a babosa, aquela planta que se usa muito no cabelo? Pois tem gente que diz que ela também é boa para o câncer. Mas não é não. Pode fazer mal para quem tem a doença. Você vai saber por que com o Dr. Drauzio Varella.

“Me foi passado que a babosa era um remédio bom pra câncer. A gente não tinha muita opção, não tinha um remédio específico. Eu já sabia o diagnóstico, mas tinha que esperar a minha vez para ser atendido aqui”, diz um paciente.

“Mas de onde veio a ideia de tratar câncer com babosa?”, pergunta o Dr. Drauzio Varella.

“Bem, essa ideia surgiu na população. Alguém usou, algum dia, e foram usando e esse conhecimento popular se expandiu”, explica o engenheiro agrônomo da Embrapa, Osmar Lameira.

“Não estou achando que o tratamento alternativo não tem que existir. Eu acho que tem que existir, mas assim como os tratamentos convencionais foram estudados, avaliados para se ter certeza de que eles têm alguma eficiência, vale a pena fazer a mesma coisa nesses tratamentos, porque eles fazem mal”, afirma o médico oncologista Riad Younes.

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Entrevista: Pesquisadora busca esclarecer a verdadeira função das ervas medicinais e fitoterápicos

Os benefícios do uso de plantas medicinais são conhecidos, e comprovados, pelos brasileiros, há muito tempo. Por serem de origem natural, muitos pensam que não podem fazer mal, mas são medicamentos como outro qualquer, que precisam de orientação médica para o uso.

É comum escutarmos histórias de alguém que tomou chá de camomila para acalmar, de boldo para o fígado, de folha de eucalipto para combater uma gripe ou de erva-doce para dor de estômago. Todos baseados na máxima de que “se não fizer bem, mal não faz”. Mas não é bem assim. Usados rotineiramente, ao mesmo tempo em que aliviam sintomas, os chás podem atrasar o diagnóstico de problemas graves. Este mesmo pensamento pode ser empregado com o uso sem critério dos fitoterápicos.

A questão da utilização de ervas medicinais e fitoterápicos ganhou impulso a partir da publicação, no dia 13 de agosto, no site da revista Época, de uma entrevista concedida pelo Dr. Drauzio Varella à jornalista Cristiane Segatto, onde o oncologista critica a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. A reação por parte de profissionais da área, além do público em geral, foi imediata.

A revista ACESSO entrou em contato com Fátima Maria Motter, professora pesquisadora de Fitoterápicos da Universidade Mackenzie, em São Paulo, buscando esclarecer a verdadeira função destes medicamentos.

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As ervas de Drauzio Varella – capítulo 3

Por que tanta gente acredita em teoria da conspiração?

Cristiane Segatto

CRISTIANE SEGATTO
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o email de contato é cristianes@edglobo.com.br
Não faz muito tempo fui acusada de perseguir a indústria farmacêutica. Havia criticado, numa coluna, os métodos empregados pelos propagandistas de laboratório e a prática amplamente difundida entre os grandes fabricantes de oferecer brindes e viagens aos médicos. Não tive o menor pudor de dizer que, quando a indústria farmacêutica bajula os médicos, quem paga a conta é você. Quem quiser ler as críticas e os elogios que recebi, pode acessar esse link.

O mesmo tipo de crítica recebi quando publiquei uma reportagem de capa na edição impressa de Época que questionava os benefícios das estatinas (remédios para baixar o colesterol) em pacientes que nunca tiveram um infarto. O título da matéria era “Colesterol: o que o médico não diz”.

No grupo de pessoas que já infartaram, os estudos demonstram que as estatinas evitam mortes. No caso de quem nunca infartou, o benefício das estatinas é questionável, como a reportagem revela. Esse não é o único caso em que as vantagens apregoadas pelo fabricante de determinado remédio são excelente peça de marketing baseada em ciência discutível. Para separar o joio do trigo, existe a chamada medicina baseada em evidências.

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Governo lista plantas que poderão virar fitoterápicos

14/02/2009

O Ministério da Saúde divulgou uma lista com 71 plantas medicinais que poderão ser usadas como medicamentos fitoterápicos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A ideia é que a relação sirva de base para uma ampliação do número de fitoterápicos que hoje são financiados com verba federal. Atualmente, só dois, feitos à base de guaco (para tosse) e espinheira-santa (para úlcera e gastrite), são bancados pela pasta. A previsão é chegar a oito até o final do ano.

Confira a relação abaixo:

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Em Defesa da Medicina Chinesa

por Gilberto Antônio Silva

O Fantástico deste domingo (29/08) mostrou uma matéria absurda descaracterizando a medicina chinesa e terapias alternativas. A matéria completa está aqui. Abaixo segue minha resposta – desculpem a extensão, mas estes esclarecimentos são muito importantes para a saúde de todos nós.

Desacreditando as medicinas naturais

Foi realmente horrível terminar o domingo com uma matéria tão absurda e mentirosa quanto o novo quadro do Fantástico “É bom pra quê?”. Respeito profundamente o Dr. Dráuzio Varella e seu trabalho, mas não é admissível uma matéria tão manipulada e tendenciosa quanto esta, cujo único objetivo é desinformar e confundir o telespectador, propagando a idéia errônea de que “só a medicina moderna salva”.

Essa história de que a medicina ocidental moderna é a panacéia para todos os males e o resto é só superstição, volta e meia vem à tona. Se a ciência médica moderna curasse todos os males de modo eficaz e simples, não haveria “medicina alternativa”. As pessoas tomam chás justamente em virtude da ineficiência da medicina alopática moderna.

O foco de ataque principal da matéria, além dos tratamentos alternativos em geral, pareceu ser o Hospital de Medicina Alternativa de Goiás, único no Brasil a se dedicar unicamente às terapias alternativas. Um risco para vários interesses corporativos.

É óbvio que qualquer coisa pode ser perigosa à saúde, até água. Mas os “perigos” dos chás nem de longe se igualam aos perigos dos medicamentos químicos mal testados, ineficientes, perigosos (preciso citar a relação de medicamentos recolhidos todos os anos?) e muitas vezes mal receitados.

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1º episódio do programa "É bom pra quê?"

Primeiro episódio do programa “É bom pra quê?”, do Dr. Drauzio Varella, apresentado no Fantástico do dia 29/08/2010:

Usar chás para tratar doenças pode ser um perigo

Fonte: [ Globo vídeos ]