Entrevista: Pesquisadora busca esclarecer a verdadeira função das ervas medicinais e fitoterápicos

Os benefícios do uso de plantas medicinais são conhecidos, e comprovados, pelos brasileiros, há muito tempo. Por serem de origem natural, muitos pensam que não podem fazer mal, mas são medicamentos como outro qualquer, que precisam de orientação médica para o uso.

É comum escutarmos histórias de alguém que tomou chá de camomila para acalmar, de boldo para o fígado, de folha de eucalipto para combater uma gripe ou de erva-doce para dor de estômago. Todos baseados na máxima de que “se não fizer bem, mal não faz”. Mas não é bem assim. Usados rotineiramente, ao mesmo tempo em que aliviam sintomas, os chás podem atrasar o diagnóstico de problemas graves. Este mesmo pensamento pode ser empregado com o uso sem critério dos fitoterápicos.

A questão da utilização de ervas medicinais e fitoterápicos ganhou impulso a partir da publicação, no dia 13 de agosto, no site da revista Época, de uma entrevista concedida pelo Dr. Drauzio Varella à jornalista Cristiane Segatto, onde o oncologista critica a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. A reação por parte de profissionais da área, além do público em geral, foi imediata.

A revista ACESSO entrou em contato com Fátima Maria Motter, professora pesquisadora de Fitoterápicos da Universidade Mackenzie, em São Paulo, buscando esclarecer a verdadeira função destes medicamentos.

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