Planta usada na medicina tradicional chinesa pode(*) causar câncer, diz estudo

Planta usada na medicina tradicional chinesa causa câncer, diz estudo

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Uma planta usada na tradicional medicina chinesa é um fator de risco para o surgimento de câncer no trato urinário, afetando principalmente os rins, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (9) pela revista da Academia Americana de Ciências, a ”PNAS”.

O gênero Aristolochia possui mais de 600 tipos de plantas — como o papo-de-peru –, usadas há milênios para fins medicinais. Pesquisas mais recentes, porém, vêm mostrando que o ácido aristolóquico presente nestas plantas faz mal aos rins, quando o uso é prolongado.

O estudo foi feito em Taiwan, país com a maior incidência deste tipo de câncer no mundo. A equipe liderada por Arthur Grollman, da Universidade de Stony Brook, nos EUA, encontrou uma clara relação entre o uso destas plantas e o surgimento do câncer.

Os cientistas analisaram 151 pacientes taiwaneses com câncer no trato urinário. Em 83% dos casos, eles encontraram ácido aristolóquico ligado ao DNA das células dos rins. Este processo pode levar a mutações genéticas, o que pode desencadear um câncer.

“Nós concluímos que a exposição ao ácido aristolóquico contribui significativamente com a incidência de câncer no trato urinário superior em Taiwan, uma descoberta com implicações significativas para a saúde pública global”, diz o artigo.

Fonte: [ Cenário MT ]

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(*) É sempre ruim utilizar manchetes sensacionalistas. Falta aprofundar as informações, mostrar quem é esse tal de “ácido aristolóquico”.

Em Defesa da Medicina Chinesa

por Gilberto Antônio Silva

O Fantástico deste domingo (29/08) mostrou uma matéria absurda descaracterizando a medicina chinesa e terapias alternativas. A matéria completa está aqui. Abaixo segue minha resposta – desculpem a extensão, mas estes esclarecimentos são muito importantes para a saúde de todos nós.

Desacreditando as medicinas naturais

Foi realmente horrível terminar o domingo com uma matéria tão absurda e mentirosa quanto o novo quadro do Fantástico “É bom pra quê?”. Respeito profundamente o Dr. Dráuzio Varella e seu trabalho, mas não é admissível uma matéria tão manipulada e tendenciosa quanto esta, cujo único objetivo é desinformar e confundir o telespectador, propagando a idéia errônea de que “só a medicina moderna salva”.

Essa história de que a medicina ocidental moderna é a panacéia para todos os males e o resto é só superstição, volta e meia vem à tona. Se a ciência médica moderna curasse todos os males de modo eficaz e simples, não haveria “medicina alternativa”. As pessoas tomam chás justamente em virtude da ineficiência da medicina alopática moderna.

O foco de ataque principal da matéria, além dos tratamentos alternativos em geral, pareceu ser o Hospital de Medicina Alternativa de Goiás, único no Brasil a se dedicar unicamente às terapias alternativas. Um risco para vários interesses corporativos.

É óbvio que qualquer coisa pode ser perigosa à saúde, até água. Mas os “perigos” dos chás nem de longe se igualam aos perigos dos medicamentos químicos mal testados, ineficientes, perigosos (preciso citar a relação de medicamentos recolhidos todos os anos?) e muitas vezes mal receitados.

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Medicina Tradicional Chinesa pode ajudar a reduzir efeitos secundarios da quimioterapia

…além de ajudar a repor as células intestinais saudáveis, a medicina de ervas evitou o movimento de células inflamatórias no intestino e reduziu sua inflamação…

Agência Efe

Estados Unidos – A medicina tradicional chinesa pode ajudar a reduzir os efeitos secundários nos pacientes de câncer que recebem quimioterapia, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

O estudo afirma que um antigo remédio conhecido como Huang Qin Tang, feito com flores de peônias, escutelária e a seiva de uma árvore para tratar vômitos e diarreia, pode ajudar estes pacientes.

Os doutores Yung-Chi Cheng e Wing Lam da escola de Medicina da Universidade de Yale, junto com a companhia farmacêutica PhytoCeutica criaram um remédio que ainda se encontra em fase de testes, mas que obteve sucesso em ratos.

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