Deixem o padre trabalhar

O que o Biosaúde e o padre Renato Barth fazem é qualificar esta prática de saúde popular“, escreve João Inácio Wenzel, padre jesuíta, mestre em Teologia pela Faculdade Jesuíta (FAJE/BH), coordenador do Centro Burnier Fé e Justiça (CBFJ), professor de exegese no Studium Eclesiástico D. Aquino Correia (SEDAC) e assessor do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI/MT), em artigo publicado pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação – ALC, 01-03-2011.

Eis o artigo [publicado em 28 de fevereiro].

Deixem o padre trabalhar

Há poucos dias, mexendo no quintal, tive um acidente doméstico em que perdi a metade de uma unha. Não passei nenhum remédio a não ser a própria urina. A ferida cicatrizou rapidamente.

Quem me ensinou isso não foi o padre Renato Barth, da organização Biosaúde, de Cuiabá, além do meu pai. Quando menino, feri o meu pé gravemente com uma enxada, e ele me disse: “urina em cima”. Não duvidei da palavra dele. Fiz como ele me falou, a dor passou, e segui trabalhando normalmente.

Até os meus 25 anos, não conheci médico. Em meio à horta e ao pomar de nossa casa se encontravam as plantas indicadas para cada tipo de doença e que aprendíamos a identificar desde pequeno. Assim como eu, muita gente se criou e segue se criando, graças ao domínio da prática de sabedoria popular, transmitida de geração em geração.

O que o Biosaúde e o padre Renato Barth fazem é qualificar esta prática de saúde popular. Há muitos chás indicados para cada tipo de doença. Mas quais são os que seu corpo realmente precisa? Uma planta pode ser muito boa para uma determinada pessoa e não servir para outra, embora tenham os mesmos sintomas. Como se explica? “Não são as plantas que curam”, explica o Padre Renato, “mas a pessoa que se cura com a ajuda dos princípios ativos presentes nas plantas”.

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Descoberta! Planta do cerrado pode curar câncer

por Ana Paula Pessoto

Bioma abundante na região, por muito tempo o cerrado foi pouco admirado e até negligenciado em virtude de sua aparência: vegetação rasteira e torta. Aos olhos leigos, ela pode até não ser tão exuberante quanto a Mata Atlântica ou a selva amazônica, porém, ganha cada vez mais destaque e eleva seu valor quando o assunto são as plantas medicinais. Segundo pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, a Vochysia tucanorum e a Miconia albicans, plantas conhecidas popularmente como pau-de-tucano e folha-branca, respectivamente, contêm substâncias com propriedades capazes de prevenir e até tratar doenças como o câncer e a úlcera gástrica.

Anne Lígia Dokkedal Bosqueiro, pesquisadora e professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unesp, ressalta que estudos científicos profundos sobre o cerrado e sua preservação são imprescindíveis no que diz respeito à medicina, alimentação e a manutenção do equilíbrio do meio ambiente, já que o solo fica pobre sem a vegetação nativa. “É importante ressaltar que esse nosso bioma é tão importante quanto a Mata Atlântica e Amazônia e deve ser preservado. Algumas espécies de plantas só ocorrem nessa vegetação. Quanto mais conhecemos, mais provamos seu valor”, acrescenta a pesquisadora.

Em franca expansão em todo o Estado de São Paulo, as pesquisas sugerem substâncias preventivas e até curativas para males que afligem a saúde humana. No câmpus de Bauru, ao menos dois estudos prontos e publicados compravam que o cerrado também é berço de plantas medicinais.

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Padre cuiabano se diz perseguido por uso do método popular de curar doenças

por Edilson Almeida
Redação 24 Horas News

Bio-Saúde pretende ser um modo de vida mais saudável, natural e agradável


Nos dez anos de funcionamento da sede do Bio-Saúde, todos os pacientes que procuraram por atendimento foram atraídos pelas histórias de outras pessoas que fizeram o tratamento. Segundo Padre Renato, nunca foram feitas propagandas em rádio, jornal ou qualquer outro veículo de comunicação para atrair pacientes.


O tratamento de diversas doenças com o uso do método da bioenergia, que se vale de plantas medicinais aplicada aos enfermos, está sendo motivo de perseguição a um dos seus principais idealizados, o padre Renato Barth, que ensina a técnica da medicina popular há cerca de 40 anos em Cuiabá. A questão é de amplitude. A denúncia passa pelo imaginário, mas tem forte conteúdo de realismo. Mirando a técnica estariam grandes laboratórios e a indústria farmacêutica, que temem uma expansão maior do conhecimento – o que implicaria em prejuízos.

Os números do padre são fabulosos, de fato. Nesse período em evidência foram mais de 30 milhões de pessoas atendidas pelo método. Hoje, segundo ele, a bioenergia está organizada em mais de 40 países. Os ‘remédios’ utilizados são argila e plantas caseiras. O sistema, inclusive, já foi patenteado, a partir de estudos realizados pela Columbia University.

Brasileiro, apesar do sotaque carregado, padre Renato Barth é filho de mãe parteira, que contabiliza mais de 1.300 crianças “sem nunca ter qualquer tipo de problema” – numero que deve causar inveja a muitos médicos obstetras. Ele diz que desde criança, em sua casa, se faz o tratamento de doenças pelo método natural. “Nem farmácia existia” – enfatiza. Desde então, se diz distante das farmácias, dos médicos e das “necessidades de drogas permitidas e não permitidas”.

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Pesquisa aponta que planta usada para emagrecimento é tóxica

Para compor os padrões de beleza impostos maciçamente pela mídia, as pessoas estão vulneráveis a experimentar remédios perigosos e regimes radicais. A super valorização da imagem e os padrões instituídos têm gerado muitas vezes, a insatisfação com a aparência.

Em Gurupi, a acadêmica do 9º período do curso de Farmácia da UnirG, Lucirene Aguiar de Jesus Teixeira, pesquisou a planta ornamental Thevetia peruviana (chapéu-de-napoleão), cujas sementes vêm sendo utilizadas para emagrecimento.

O estudo científico “Aspectos toxicológicos de Thevetia peruviana e perfil dos usuários em Gurupi/TO” mostrou que dos 50 usuários pesquisados, 98% desconheciam os princípios ativos da planta e não sabiam da toxicidade.

“Esta planta não serve para ser utilizada como medicamento, pois é uma das classificadas como mais tóxicas. O uso dela causa a aceleração dos batimentos cardíacos, diarréias, cólicas, náuseas e pode levar até a morte”, disse a estudante.

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Entrevista – Dr. João Menezes, neurocientista e pesquisador da maconha

1. Quais são os argumentos utilizados pelo senhor para defender a legalização e regulamentação da Cannabis no Brasil?

São muitas as razões mas acho que as minhas 10 mais importantes são:

  1. Não existem motivos médicos e científicos que justifiquem a proibição para o uso da cannabis por adultos;
  2. As substâncias contidas na planta são muito menos perigosas e com menos potencial de causar dependência que outras drogas legalizadas e regulamentadas como tabaco, álcool, e fármacos como ansiolíticos, estimulantes e anti-depressivos apenas para citar alguns. Isto corrige uma incoerência na política de controle de substâncias de abuso;
  3. A proibição produz um mercado negro muito mais deletério que o uso da cannabis. Ou seja, a legalização acarretará na redução do impacto do mercado negro sobre a economia da nação (dinheiro circulante livre de impostos e a inflação por demanda que isto provoca), sobre a corrupção policial e sobre o sistema de saúde (sobrecarregado por causa da violência);
  4. O controle do uso da cannabis por menores e do abuso em geral e a possibilidade de oferecer tratamento de saúde para eventuais usos problemáticos, como dependência e síndrome amotivacional, são muito melhor realizados num ambiente de legalização e regulamentação (as pessoas afetadas não correm o risco de serem presas, não fogem das autoridades e não são marginalizadas, e o comerciante pode ser fiscalizado);
  5. Fim assimetria de tratamento entre usuários ricos e pobres e da possibilidade de discriminar negros e pobres em função do uso e posse de drogas (mais de 60% dos presos no Rio de Janeiro por posse de drogas [2o maior motivo de prisão] são réus primários, destes 90% sem armas e 90% negros ou pardos (números aproximados tirados de memória do estudo de Boiteux et al., 2009);
  6. Diminuição do financiamento do crime organizado (cannabis é de longe a droga mais consumida);
  7. Geração de uma nova rede de atividade industrial-econômica (produção, processamento e industrias associadas como a produção de parafernália, cosméticos, têxtil, combustíveis, etc) e os benefícios que a acompanha como geração de novos empregos regulamentados diretos e indiretos, arrecadação de impostos, etc;
  8. Controle de qualidade do produto, aumento da variedade de plantas por exemplo com diminuição do conteúdo de THC e aumento de canabidiol e proteção ao consumidor;
  9. Maior facilidade de acesso ao potencial terapêutico do uso medicinal da cannabis;
  10. Maior facilidade de realização de pesquisas básico-clínicas sobre a cannabis sativa e seus derivados.

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FCFRP produz patente com o antimicrobiano alecrim pimenta

Por Valéria Dias – valdias@usp.br

Encapsulamento do óleo essencial da planta em micropartículas originou dois produtos
O alecrim pimenta (Lippia sidoides) é uma planta muito usada pela medicina popular como antimicrobiano e antifúngico e que já foi tema de diversas pesquisas científicas que comprovaram suas propriedades benéficas. Toda essa “riqueza natural” acaba de ser alvo de uma patente na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. Pesquisadores do Laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento em Processos Farmacêuticos (LAPROFAR) patentearam dois produtos a base de alecrim pimenta obtidos a partir do encapsulamento do óleo essencial da planta em micropartículas. Um dos produtos poderá ser usados em formulações de medicamentos e cosméticos, e o outro, na conservação de alimentos processados.

O trabalho foi realizado pela farmacêutica Luciana Pinto Fernandes. Ela explica que os dois produtos são apresentados em forma de pó – as micropartículas são visíveis apenas pelo microscópio eletrônico. “A diferença entre eles é a maneira como foram obtidos e o direcionamento de uso dado a cada um, devido aos custos dos processos de obtenção”, conta a pesquisadora, que estudou o alecrim pimenta durante seu doutorado, apresentado em janeiro de 2009 sob a orientação do professor Wanderley Pereira de Oliveira, coordenador do LAPROFAR.

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Suco de romã pode frear metástase de câncer de próstata

Componentes químicos do suco da romã também poderiam ser usados em outros tipos de câncer
Pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, identificaram componentes no suco de romã que podem inibir os movimento de células cancerosas e a metástase do câncer de próstata.

A descoberta, diz Manuela Martins-Green, uma das pesquisadoras, pode ainda ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.

Quando o câncer de próstata reaparece no paciente depois de tratamentos como cirurgia e/ou radiação, geralmente o próximo passo é a supressão do hormônio masculino testosterona, um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam do hormônio para crescer.

Mas, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir também a esse tratamento, se transforma em um câncer muito agressivo e sua metástase ataca a medula óssea, pulmões, nódulos linfáticos e geralmente resulta na morte do paciente.

O laboratório americano aplicou o suco de romã em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório que já eram resistentes à testosterona – quanto mais resistente à testosterona uma célula cancerosa é, maior é a sua tendência à metástase.

Os pesquisadores então descobriram que as células tratadas com o suco de romã que não morreram com o tratamento mostraram uma maior adesão, o que significa que menos células se separavam, e também queda na movimentação dessas células.

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Extrato fitoterápico de sucupira é analgésico e anticâncer

Etapas para obtenção dos princípios ativos da semente de sucupira, da esquerda para a direita: coleta de sementes, obtenção do extrato bruto, pré-purificação e isolamento. (Imagem: Antoninho Perri/Unicamp)
Cientistas brasileiros já haviam descoberto que a fava de sucupira é eficaz contra o câncer.

Agora eles descobriram que dois outros compostos também extraídos da sucupira – vouacapano e geranilgeraniol – têm efeitos analgésicos e anticâncer, ou antitumoral.

Os experimentos foram feitos pelo farmacêutico Humberto Moreira Spíndola, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), da Unicamp.

Analgésico fitoterápico

Os primeiros resultados positivos os efeitos dos extratos de sucupira foram confirmados em roedores. Trata-se ainda de uma pesquisa básica, mas que traz a possibilidade, em alguns anos, de resultar em um novo produto fitoterápico para o tratamento da dor.

Os cientistas já cogitam de aplicações tópicas como pomadas ou creme de massagem, para aliviar as dores reumáticas, além de um produto de uso oral também indicado para essas dores.

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A cura pelas plantas

Plantas curam?

Em meio a informações e contra informações, quero descrever minhas experiências, no que se referem a alguns remédios caseiros:

1-      Há 3 décadas tive a doença de Hodkin, – câncer no sistema linfático, e junto a radioterapia, quimioterapia e cirurgias, tomei um monte de chás e poções que minha mãe fazia.

2-      Há uma década, tomei uma garrafada de babosa com mel e cachaça, e, desde aquela época nunca mais tive problemas de amedalite, moléstia até então freqüente.

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Fitoterapia

por Karina Mendes Parlangelo

Fitoterapia

As plantas medicinais vêm sendo utilizadas pelo homem ao longo de toda a história da humanidade no tratamento e cura de enfermidades. É uma prática que nasceu provavelmente na pré-história, quando, a partir da observação do comportamento dos animais na cura de suas feridas e doenças, os homens descobriram as propriedades curativas das plantas e começaram a utilizá-las, levando ao acúmulo de conhecimentos empíricos que foram passados de geração para geração (FERRO, 2006).

Histórico

Os indícios sobre a prática da Fitoterapia são muito antigos e encontrados em todo o mundo. O primeiro manuscrito conhecido sobre essa prática é o Papiro de Ebers (1500 a.C.), que descreve centenas de plantas medicinais. No Egito, várias plantas são mencionadas nos papiros, e na Grécia, Teofrasto (372-285 a.C.), discípulo de Aristóteles (384-322 a.C.), catalogou cerca de 500 espécies vegetais.

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