A safra pioneira de alcaparras no Brasil

Num sítio no sul de MG o produtor Sérgio Di Petta ainda colhe pouco, mas já conseguiu formatar um método de cultivo

Fernanda Yoneya – O Estado de S.Paulo

É preciso observar com muita atenção os arbustos protegidos por uma cobertura plástica no Sítio São Camilo, em Brasópolis, no sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira, para saber que aqueles pequenos botões florais, colhidos diariamente, são alcaparras. A planta, que nasce de forma espontânea no Mediterrâneo, está em produção no Brasil graças à persistência do engenheiro Sérgio Di Petta, que há dez anos estuda, de maneira empírica, a viabilidade do cultivo da alcaparreira no País e é o pioneiro na pesquisa de características botânicas da planta.

Ex-produtor de leite, Di Petta cultiva também eucalipto e pode se considerar autodidata no plantio de alcaparras em terras brasileiras, pois não há registro de pesquisas ou cultivos por aqui, diz a diretora do Centro de Horticultura do Instituto Agronômico (IAC-Apta), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, Arlete Marchi Tavares de Melo. “A alcaparra é um condimento de uso incomum no Brasil e não conheço produtor ou alguém que a estude”, diz a pesquisadora.

Autodidata. Várias tentativas e muitos erros com as primeiras sementes

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Por que assinar o projeto Tudo Sobre Plantas ?

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Ao longo de 08 (oito) anos de projeto, testamos várias fórmulas para tentar criar um projeto que se mantivesse “sozinho“, sem ajuda financeira de empresas patrocinadoras.

Vejamos as tentativas:

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Pesquisa: plantas pensam, sentem e lembram

As plantas podem pensar, sentir e até lembrar, segundo os resultados da pesquisa apresentada por Cientistas poloneses na reunião anual da Sociedade de Biologia Experimental, realizada em Praga, República Checa.

As plantas realizam uma espécie de computação biológica, com base nas informações contidas na luz para imunizar-se contra doenças (Stanislaw Karpinski / Warsaw University of Life Sciences)

Nós emitimos um feixe de luz na parte inferior da planta e observou-se alterações na parte superior“, explicou o professor Stanislaw Karpinski da Universidade de Varsóvia de Ciências da Vida na Polônia, que conduziu esta investigação.

Karpinski considerou em pesquisas anteriores que os sinais químicos poderiam percorrer a planta inteira, permitindo sobreviver e responder às mudanças e tensões em seu ambiente. Mas neste novo estudo, sua equipe descobriu que a reação química estimulada pela luz em uma célula da folha, causou uma “cascata” de eventos imediatamente sinalizada para o resto da planta por meio de um tipo específico de célula.

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Grupos de Estudos sobre Plantas

por Anderson Porto

Uma das formas mais dinâmicas para quem gosta de fazer novas amizades e trocar experiências é participar de grupos ou listas por email. Você se inscreve em um grupo onde os participantes mandam mensagem para o endereço de email do grupo/lista e todos os participantes recebem a mensagem.

As características de um grupo de email diferem de um fórum, por exemplo. Neste o participante cria um tópico e aguarda alguma resposta de outro participante que acessa o tópico para responder.

Já nos grupos / listas, quando alguém envia uma mensagem, todos os participantes recebem aquela mensagem. Aí, quando alguém responde, a resposta também é enviada para todos os participantes.

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As quatro plantas sagradas

por: Irene Carmo Pimenta

As quatro plantas sagradas são um presente dos espíritos guardiões das Quatro Direções.

Na cultura nativa americana tradicional existem quatro plantas que são especialmente veneradas e utilizadas na vida diária. Segundo os nativos, WAKAN TANKA – O Grande Espírito (Deus – O Criador) os ensinou a usar as ervas naturais: salvia (sage), a erva-doce americana (sweet grass), o tabaco (tobacco) e cedro (cedar) como um lembrete físico da sua Onipotente Presença.

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Flor símbolo do África do Sul

por Sandra Braconnot

Protea - flor símbolo da África do Sul

As Proteas são da familia dos fynbos, flores bonitas e exóticas orignárias da África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. A mais famosa das variedades existentes é a King Protea (Protea cynaroides) que é flor nacional da África do Sul.

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Oh, que delícia de arma química!

por Harold McGee, THE NEW YORK TIMES – O Estado de S.Paulo

O que o alho e a cebola têm em comum com a pólvora? Muita coisa. Eles são incendiários. Podem causar danos. O enxofre é central em seus poderes. E eles ajudaram a inspirar o trabalho de um químico que acaba de publicar um bem-vindo tratado sobre a malcheirosa, mas indispensável, família allium.

Eric Block ficou fissurado pela química em pirotecnias de garagem quando crescia em Forest Hills, no Queens. Na época do colegial, ele havia se tornado um nerd da ciência e encontrou sua vocação na química do alho com um Ph.D. na Universidade Estadual em Albany.

O livro Block Garlic and Other Alliums: The Lore and the Science (“O alho e outros alliums: o saber tradicional e a ciência”, em tradução livre) foi publicado no começo do ano pela Royal Society of Chemistry. Os detalhes químicos são difíceis para um não especialista seguir, mas boa parte do texto está, felizmente, num inglês claro. O livro inclui um amplo leque de referências culturais e imagens lindamente reproduzidas.

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As quatro árvores mais fascinantes de nosso planeta

Com certeza existem milhares de árvores majestosas e magníficas pelo mundo, mas escolhi estas quatro que veremos em detalhe, são particularmente especiais: a Árvore do Tule, o General Sherman, Matusalém e o Cajueiro de Pirangi. (MDig)

A Árvore do Tule

Este cipreste (Taxodium mucronatum) caracteriza-se por ter o tronco com o maior diâmetro de nosso planeta. Encontra-se no átrio da igreja de Santa Maria do Tule (Oaxaca, México) e possui um tronco cujo diâmetro é de 42 metros e sua altura supera os 40 metros. São necessários ao menos 30 pessoas com as mãos entrelaçadas para poder rodear seu tronco.

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Bactéria de planta pode ser responsável por chuva e neve

Organismo faz a água congelar em uma temperatura acima do normal

Geladeira. Bactéria Pseudomonas syringae gera uma proteína que cria gelo mesmo em temperaturas nas quais a água não congelaria
FOTO: ANNE SHERWOOD / THE NEW YORK TIMES

JIM ROBBINS
THE NEW YORK TIMES

BOZEMAN, EUA. Caminhando pelo campus da Universidade Estadual de Montana, David Sands, patologista de plantas, diz que a camada de neve sobre as montanhas da cidade contém uma surpresa. A causa de grande parte dessa neve, disse ele, é uma bactéria chamada Pseudomonas syringae.

Nos últimos anos, Sands e outros pesquisadores reuniram evidências de que o esse grupo de bactérias bem conhecidas, que vivem em plantações agrícolas, é muito mais difundido e pode ser parte de um ecossistema meteorológico pouco estudado. O princípio é bem aceito, mas ainda não se chegou a um consenso sobre a amplitude desse fenômeno.

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Cannabis Verdades e Mentiras

O cânhamo (Cannabis sativa, ruderalis e indica) é, desde a aurora da humanidade, conhecido por seus múltiplos usos, e durante séculos – até 1900, para ser mais exato – teve utilização maciça tanto como matéria prima para papel, tecidos e fibras como também para a produção de medicamentos.

Somente nas primeiras décadas do século passado é que ele foi proscrito, em meio a disputas comerciais com o algodão e o nylon – carro-chefe da nascente indústria petroquímica. Sim, o plantio do cânhamo foi criminalizado somente por interesses comerciais, e muita gente lucrou com isso. Você não, certamente, mas teve gente que lucrou.

Uma indústria em pleno desenvolvimento foi então impedida de crescer, e o avanço tecnológico já alcançado foi posto em ostracismo. E quem mais perdeu com isso foi o planeta. Décadas de exploração irracional do petróleo o tornou recurso facilmente esgotável nos próximos trinta anos. A sangria de nossas florestas destrói 20 campos de futebol por hora. E a certo tempo, não restarão florestas nem “ouro negro” sob nossos pés.

Um colapso energético é latente e previsível, aumentam as temperaturas, respira-se mal, o planeta seca, e quem é culpado? Nós mesmos, que permitimos leis ignorantes e mercadológicas que impedem uma solução ecológica e socialmente responsável: o cânhamo.

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