Ana Primavesi – brasileira pioneira da agroecologia

Engenheira agrônoma brasileira, de 92 anos, receberá o principal prêmio de agricultura orgânica mundial.

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Depois de 65 anos na luta pela saúde dos solos, a engenheira agrônoma Ana Primavesi, de 92 anos, receberá o One World Award – o principal título de agricultura orgânica mundial. Conferido pela International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam), o prêmio honra ativistas cujo trabalho tenha impactado positivamente a vida de produtores rurais, sobretudo os mais desfavorecidos. Neste ano, a cerimônia será realizada em setembro, na Alemanha.

Uma das pioneiras do movimento orgânico no Brasil, a austríaca naturalizada brasileira foi escolhida pelo grande impulso que deu aos movimentos agroecológicos não só no Brasil, como na América Latina, contribuindo, segundo os organizadores, para moldar um paradigma alternativo à agricultura industrial.

Ana dedicou a sua vida a ensinar como é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente, nunca se esquecendo do pequeno produtor e das suas necessidades. “O segredo da vida é o solo, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima e nossa vida. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas, nutridas”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Em 65 anos de trabalho, Ana não somente revolucionou a produção agrícola, mas também mudou a vida de muita gente para melhor. Por isso esse prêmio é mais que merecido. Se você quer se familiarizar um pouco mais com o trabalho desta agrônoma espetacular, vale a pena ler o livro Manejo Ecológico do Solo – escrito por ela e considerado uma das bíblias da produção orgânica e leitura obrigatória nas faculdades de Agronomia do país – ou assistir o documentário [ O Veneno Está Na Mesa ].

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Fonte: [ As Boas Novas ]

Terras pretas e férteis de índios

Em áreas de antigas ocupações indígenas na Amazônia, existem solos de grande fertilidade e alta capacidade de reter carbono. A partir deles, cientistas desenvolvem biocarvão, que reproduz suas características e permite uma agricultura mais produtiva e orgânica.

Por: Antonio S. Mangrich, Claudia M. B. F. Maia, Etelvino H. Novotny

O biocarvão é produzido pelo aquecimento de biomassa na ausência de oxigênio ou com baixos teores desse gás. Esse processo, conhecido como pirólise, permite reter nas cinzas 50% do carbono inicialmente contido na biomassa. (foto cedida pelos autores)
O biocarvão é produzido pelo aquecimento de biomassa na ausência de oxigênio ou com baixos teores desse gás. Esse processo, conhecido como pirólise, permite reter nas cinzas 50% do carbono inicialmente contido na biomassa. (foto cedida pelos autores)

Naturalistas e geólogos que viajaram pela Amazônia, a partir da década de 1870, observaram manchas profundas de solo escuro, muito fértil, diferentes do solo pobre existente em quase toda a região. O solo amazônico comum é em geral arenoso ou argiloso, tem poucos nutrientes e exibe apenas uma fina camada superficial de húmus produzida pela floresta.

As manchas, ao contrário, são ricas em carbono, contendo, em média, 150 g desse elemento por quilo de solo, enquanto os outros solos da região têm de 20 a 30 g de carbono por quilo. Esses solos estão em geral associados a antigas ocupações indígenas, identificadas por fragmentos de cerâmica, ossos e outros vestígios – por isso, ganharam o nome de ‘terra preta de índio’.

Os solos escuros amazônicos vêm despertando, cada vez mais, o interesse dos cientistas, devido à sua fertilidade e à capacidade de reter carbono, evitando que seja liberado para a atmosfera. As importantes revistas científicas Nature e Science têm publicado, nos últimos anos, diversos artigos a respeito do assunto.

Além disso, vêm sendo criados grupos de pesquisa para estudar esses solos e encontros científicos são realizados para debater o tema. Em 2006, por exemplo, a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) dedicou um simpósio – Amazonian Dark Earths: New Discoveries (Terras Pretas da Amazônia: Novas Descobertas) – a essa questão.

Alguns pesquisadores calculam que esses solos escuros ocupem 1% (63 mil km2) de toda a área de floresta na Amazônia, mas outras estimativas atingem até 10%. As terras pretas foram formadas pelos índios pré-colombianos, embora não esteja claro se foi um processo intencional de melhoria do solo ou um subproduto das atividades agrícolas e de habitação desses povos.

A ‘terra preta’, formada por índios pré-colombianos, é caracterizada pela cor escura e a presença de fragmentos de artefatos de cerâmica. Ainda não está claro se é resultante de um processo intencional de melhoria do solo ou um subproduto das atividades agrícolas e de habitação desses povos. (foto cedida pelos autores)
A ‘terra preta’, formada por índios pré-colombianos, é caracterizada pela cor escura e a presença de fragmentos de artefatos de cerâmica. Ainda não está claro se é resultante de um processo intencional de melhoria do solo ou um subproduto das atividades agrícolas e de habitação desses povos. (foto cedida pelos autores)

Essas terras caracterizam-se por altos teores de elementos químicos importantes para a nutrição das plantas (além do carbono, estão presentes cálcio, nitrogênio, fósforo, manganês e zinco) e por uma atividade biológica maior que a dos solos próximos.

O carbono está presente no solo na forma de carvão, gerado provavelmente por meio da queima de materiais orgânicos em condições especiais (com pouco oxigênio disponível). A grande concentração de carbono no solo melhora a absorção de água, facilita a penetração de raízes e torna as plantas mais resistentes.

O tipo de carvão encontrado na terra preta de índio garante a longa retenção do carbono no solo, ao contrário do que deveria acontecer na região amazônica, em que a temperatura e a umidade são elevadas. Nessas condições, a matéria orgânica tende a se degradar rapidamente, gerando gás carbônico (CO2), mas nas terras pretas esse processo pode demorar centenas ou milhares de anos.

Condicionamento dos solos

As qualidades das terras pretas de índios levaram pesquisadores, no Brasil e no exterior, a estudar a produção de um fertilizante orgânico condicionador de solo que imite suas características. O produto obtido a partir dessas pesquisas é chamado de biocarvão (biochar, em inglês).

O otimismo em torno do tema levou à criação de uma associação mundial, a Iniciativa Internacional Biochar (IBI, na sigla em inglês), que realiza congressos a cada dois anos. O último ocorreu no Rio de Janeiro, de 12 a 15 de setembro de 2010, com a presença de mais de 200 pesquisadores do tema, vindos de 30 países de todos os continentes.

O biocarvão é produzido pelo aquecimento de biomassa na ausência de oxigênio ou com baixos teores desse gás – processo conhecido como pirólise. Enquanto a combustão (ou seja, a queima na presença de ar) permite reter, nas cinzas, apenas 2% a 3% do carbono inicialmente contido na biomassa, a pirólise aumenta esse teor para mais de 50%.

Esse processo é utilizado, de forma rústica, nos fornos que produzem carvão vegetal no interior do Brasil: após uma etapa inicial de queima na presença de ar, para secar a madeira, os fornos são lacrados para a etapa da pirólise.

Na produção de biocarvão são utilizados resíduos orgânicos urbanos sólidos (restos de podas de árvores, lodo de esgoto), resíduos agrícolas (restos de culturas, bagaço e palha de cana-de-açúcar), resíduos industriais (da indústria de papel e celulose, por exemplo), ou materiais de origem animal (ossos, esterco).

Além do biocarvão, são gerados bioóleo e biogás, combustíveis substitutos do petróleo, em quantidades que dependem da condução do processo.

Fonte: [ Ciência Hoje ]

10 PASSOS PARA FAZER UMA HORTA COMUNITÁRIA

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Dicas elaboradas pelos hortelões urbanos/texto de criação coletiva compilado pelo MUDA-SP (Movimento Urbano de Agroecologia), criado e mantido por pessoas, entidades privadas, públicas e não-governamentais

1) ENCONTRE UM ESPAÇO.

Pode ser uma praça, um quintal, a lateral de uma calçada, uma calha, um telhado ou qualquer canto da sua cidade que você gostaria de produzir algo e que tenha acesso a água de boa qualidade, não contaminada.

2) CONVERSE COM AS PESSOAS.

Encontre quem perto de você, amigo, vizinho, avó, filho, sobrinho ou voluntários dispostos a cuidar da horta cotidianamente, se revezando para que a cada dia alguém esteja lá pelo menos por alguns minutos.

3) ENTENDA PORQUÊ.

Seja curioso! Busque conhecer diferentes plantas e tipos de solo e avalie até onde você pode ajudar. Você será responsável por cada orégano que houver ali.

4) USE MAPAS.

Desenhe sua horta e imagine como gostaria que ela fosse. Faça um mapa dos amigos que ajudarão e dos recursos que precisará. Saiba quem são os parceiros pessoais e intitucionais, onde eles estão e como é a melhor forma de acessá-los. Converse com a subprefeitura mais próxima, avise sobre o projeto para que os órgãos públicos apóiem a iniciativa. De modo geral, é permitido cultivar hortaliças e vegetais em terrenos públicos, mas o plantio de árvores – mesmo que frutíferas – é proibido.

5) MÃO NA MASSA.

Marque um dia com sol leve. Chame um mutirão de gente que quer trabalhar, conversar, fazer plaquinhas, ensinar as crianças, colocar a mão na terra e conhecer novas pessoas. Todos são bem vindos!

6) CUIDE DA SUA HORTA.

Ela precisará ser regada, receber atenção periódica e ser adubada e manejada a cada mês. Seus temperos serão mais saborosos, suas alfaces mais bonitas e seus tomates mais vermelhos.

7) DOE SEU TEMPO.

Entenda e interaja com sua horta. Cada coisa terá seu tempo para crescer e umas crescerão mais vigorosas que outras. Veja que planta combina com a outra e observe as estações da lua. Plante mudas novas e veja o que acontece!

8) ESCREVA O QUE VOCÊ FEZ.

Faça um blog, um diário de plantio ou anote num caderno. Compartilhe seus sucessos, desafios, coisas que não deram certo e métodos infalíveis. Muita gente quer saber o que você faz e quer se aproximar de você. Aproveite os grupos das redes sociais.

9) CELEBRE A ABUNDÂNCIA.

Você tem muitas coisas ao seu redor, desde pessoas incríveis a uma quantidade enorme de recursos. Festeje suas conquistas com todos aqueles que ajudaram no processo, fazendo desde festas da colheita a picnics para troca de mudas e sementes.

10) DIVIRTA-SE!

Aproveite, experimente, seja ousado e não tenha medo de errar e faça isso com prazer. Você virará um pai ou mãe-coruja quando ver a primeira berinjela crescendo.

Fonte: [ blog Sementeira ]

Dossiê ABRASCO – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde

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“Este dossiê é um alerta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrascp) à sociedade e ao Estado brasileiro. Registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no país e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos sobre a saúde pública e a segurança alimentar e nutricional da população”

Para baixar [ CLIQUE AQUI ].

Curso de HORTAS em Pequenos Espaços – Online

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Introdução ao cultivo de hortas orgânicas em pequenos espaços. Cultive temperos, plantas aromáticas e seu próprio alimento usando espaços cimentados, paredes, varanda do apartamento ou mesmo pequenos pedaços de terra no quintal.

O curso terá início dia 5 de NOVEMBRO de 2014, 3 dias seguidos, acontecendo de QUARTA À SEXTA-FEIRA, na parte da tarde. Previsão inicial de 3 aulas de até 2 horas cada, de 15h às 17h, podendo haver uma aula extra, caso necessário.

Curso COM DESCONTO para participantes de nosso grupo de estudos. Apenas 20 VAGAS.

Valor e inscrições até 03/11, via emai: tudosobreplantas@gmail.com

Vocês assistem as aulas no conforto de sua casa ou trabalho, via ambiente virtual de EAD (Educação à Distância), com apresentação de slides e áudio transmitido online em tempo real.

Serão apresentadas informações sobre compostagem, substratos, plantio e germinação de sementes, transplante, tratos culturais, adubação, irrigação e colheita.

Foi criado um grupo específico para o curso, para que os alunos possam trocar experiências e receber orientações durante e após o curso.

VALOR: R$ 48,00 (quarenta e oito reais).

Pagamento via boleto bancário ou depósito em conta.

TODOS aqueles que já contribuíram com doações para o projeto estão automaticamente convidados para o curso e não pagam NADA! Basta entrar em contato por email, informando a vontade de participar.

+ infos: tudosobreplantas@gmail.com

Bom curso a todos!

Receitas de Defensivos Naturais

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DEFENSIVO DE FUMO

RECEITA 1: controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
Fumo – 2 pacotes
Água – 0,5 litro
Colocar o fumo de molho na água durante um dia. No momento de pulverizar as plantas utilizar a dosagem de 500 ml do preparo para 20 litros de água no pulverizador.

RECEITA 2: controle pulgões, lagartas, percevejos e mariposas.
Fumo – 5 cm de fumo de corda
Álcool – 1 litro
Água – 1 litro
Picar o fumo, juntar a água e o álcool deixar curtir por 24 horas (um dia). Diluir 1 litro da mistura para 20 litros de água.

RECEITA 3: para controle de pulgões, cochonilhas e grilos.
INGREDIENTES: fumo de corda – 15 a 20 cm
Água – 1 litro
Coloque o fumo em corda deixando de molho durante 24 h. Aplicação: coar, e para cada 19 litros da água, use 500 ml do produto.

RECEITA 4: controle de lagartas e pulgões em plantas frutíferas e hortaliças.
INGREDIENTES: fumo de corda – 100 g
Álcool – 1 litro
Sabão de coco – 100 g
Misture 100 g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100 g de sabão e deixe curtir por 2 dias. Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.

RECEITA 5: controle de vaquinhas, pulgões, cochonilhas, lagartas.
INGREDIENTES: fumo de corda – 10 e 15 cm
Álcool – 500 ml
Água – 500 ml
Sabão de coco – 100 g
Corte o fumo em pequenos pedaços e junte a água e o álcool. Misture em um recipiente deixando curtir durante 15 dias. Decorrido esse tempo, dissolva o sabão em 10 litros de água e junte com a mistura já curtida de fumo e álcool. Aplicação: pode ser aplicado com pulverizador ou regador.

RECEITA 6: controle de pulgões, vaquinhas, cochonilhas.
INGREDIENTES: querosene – 100 ml
Sabão em pó – 3 colheres (sopa)
Fumo – 1 litro de calda
Água – 10 litros
Para o preparo da água de fumo coloque 20 g de fumo de corda e picado em 1 litro de água, fervendo essa mistura durante 30 minutos. Após, côa-la em pano fino, adicione 3-4 litros de água limpa e utilize o produto obtido no mesmo dia. Em seguida, aqueça 10 litros de água e junte os 100 ml de querosene e as 3 colheres (sopa) de sabão em pó. Deixe resfriar em temperatura ambiente e adicione então 1 litro de calda de fumo.

RECEITA 7: controle de pulgões, lagartas e trips.
INGREDIENTES: Folhas de fumo – 1 kg
Água – 15 litros
Juntar as folhas de fumo e os 15 litros de água por 24 h. Preparo: a solução é coada e adicionada em um pouco de sabão. Aplicação: pulverizar conforme a receita acima ou no solo na forma de pó feito com folhas secas ou pedaços de folhas colocadas no chão em cobertura.

RECEITA 8: controlar brocas em arvores frutíferas.
INGREDIENTES: fumo picado – 100 g
Água – 2 litros
Ferver o fumo na água por 20 minutos. Juntar este extrato com pasta sulfocálcica e pincelar sobre os furos das brocas.
Obs.: – Não usar no tomate e batata;
– Os preparos que somente utiliza água devem ser utilizados no mesmo dia, o produto perde o efeito se guardado por mais de 8 horas;
– Somente 3 dias após a aplicação do fumo deve-se fazer a colheita;
– Os preparos feitos à base de álcool podem ser armazenados desde que protegidos à luz solar com jornal etc. (duram até 6 meses).

DEFENSIVO DE QUEROSENE E SABÃO
INGRENDIENTES: sabão de coco – 200 g
Querosene – 1 litro
Água – 1 litro
Pegar as 200 gramas de sabão de coco e desmanchar em 1 litro de água quente. Depois, na mistura ainda quente, acrescente 1 litro de querosene.

RECEITA 1: controle de lagartas
Usar 200 ml (copo americano) do produto e acrescentar 20 litros de água para aplicar em pulverização.

RECEITA 2: controle de cochonilhas, pulgões, ácaros, mosca-da-fruta, percevejo.
Usar 1 litro do produto para 19 litros de água e pulverizar as plantas.
Obs. : – Para aplicação em pincelamento de caules, engrossar a calda adicionando farinha de trigo.

DEFENSIVO COM ÁGUA DE SABÃO

FUNÇÃO: O sabão serve para repelir os insetos como pulgão, cochonilhas e lagartas.

INGREDIENTES: sabão de coco – 1 Kg (5 barras – 200 g)
Água – 5 litros
Lacere 1 Kg ou (5 barras – 200 g) do sabão para desmanchar em 5 litros de água quente mexendo bem. Aplicação: acrescentar 15 litros de água. Pulverizar esta mistura imediatamente sobre as plantas.

DEFENSIVO DE ÁGUA COM CINZA

FUNÇÃO: A cinza originada da queima de madeira ou lenha contém potássio e outros minerais, que além de fertilizante serve como repelente de pragas.

RECEITA 1: controle de lagartas e vaquinhas.
Cinza de madeira – 9 copos
Cal virgem – 9 copos
Água – 18 litros
A cinza deve ser colocada em água, deixando repousar por, pelo menos, 24 horas. Em seguida, misturada com a cal virgem e coada. Pulverizar sobre as plantas.

RECEITA 2: controle de insetos sugadores e larva minadora.
Cinza de madeira – 9 coposÁgua – 18 litros

Querosene – 300 ml
Misturar a cinza a água e deixar descansar por 24 horas. Coar e acrescentar 300 ml de querosene. Misturar e pulverizar sobre as plantas.

RECEITA 3: controle de lagartas e pulgões.
Cinza de madeira – 2 kg
Água – 10 litros
Deixar a mistura descansar por 1 dia. Depois de pronto coar e pulverizar sobre as plantas.

RECEITA 4: para prevenir doenças das raízes de repolho, couve, beterraba, etc.; polvilhar cinza fortemente ao redor das plantas. Para proteger árvores do ataque de brocas, faça uma pasta de cinza e água e reboque os troncos.

DEFENSIVO DE CINZA E CAL / QUEROSENE

RECEITA 1: controlar barbas, algas, liquens e musgos em frutíferas.
INGREDIENTES: cal virgem – 300 g
Cinza – 100 g
Água – 10 litros
Dissolver a cal na água e juntar a cinza. Mexer bem. Depois coar. Usar em pulverizações sobre as plantas, durante o inverno, após as podas.
Obs.: se pincelar nos troncos, não há necessidade de coar a mistura.

RECEITA 2: controla lagartas e vaquinhas.
INGREDIENTES: cinza – 2 copos e meio
Cal virgem – 2 copos e meio
Água – 19 litros de água
A cinza será colocada em água 24 h antes do preparo, deixando em repouso. Aplicação: após coar a solução, elimina-se a parte sólida e o liquido mistura-se com a cal virgem, e pulverizam-se as plantas.

RECEITA 3: controla insetos sugadores e larvas minadoras.
INGREDIENTES: cinza – 2 copos e meio
Querosene – 70 ml
Água – 19 litros
O preparo é o mesmo da receita 2, onde é trocado a cal virgem pelo querosene.

DEFENSIVO DE SAMAMBAIA

Esta samambaia é planta típica de solos ácidas facilmente encontradas em potreiros e áreas de pousio.
FUNÇÃO: Controlar pulgões e lagartas em hortas e lavouras.
INGREDIENTES: 500 gramas de folhas frescas de samambaia
2 litros de água
PREPARO: Colocar as folhas na água, levar ao fogo para ferver durante 30 minutos. Após isto, deixar descansar durante 24 horas. Aplicação: misturar 1 litro deste líquido para cada 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas, usando pulverizador ou regador.

DEFENSIVO DE SABÃO E ÓLEO MINERAL

FUNÇÃO: controle de cochonilha, pulgões, lagartas e outros insetos.
INGREDIENTES: sabão de coco – 200 gramas
Óleo mineral – meio litro
Água – meio litro
Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo mineral. Aplicação: depois de pronto, usar 200 ml (copinho americano) da mistura em 20 litros de água, pulverizar as plantas. Repetir a pulverização a cada 15 dias.

DEFENSIVO DE ÓLEO DIESEL E SABÃO
FUNÇÃO: usado no controle de cochonilhas e pulgões.
INGREDIENTES: óleo diesel – 200 ml
Sabão de coco – 3 barras de 200 g
Água – 3 litros
Derreter o sabão na água quente e depois misturar ao óleo diesel. Aplicação: misturar o produto em 16 litros de água e pulverizar.

DEFENSIVO DE URTIGA
FUNÇÃO: serve como repelente para pulgões e lagartas em qualquer planta. Também como fortificante (dar força à planta).
INGREDIENTES: folhas da urtiga frescas – 500 g
Água – 1 litro
Colocar as 500 g de folhas frescas dentro de uma vasilha com 1 litro de água, esmagar bem e deixar descansar durante 2 dias. Aplicação: depois retirar a urtiga, colocar a solução em 10 litros de água e regar as plantas a cada 15 dias ou, em menores espaços de tempo, quando necessário.
Obs.: Trata-se da urtiga verdadeira que tem as folhas pequenas e tem uma substância que causa irritação. Ao colher a urtiga proteger às mãos com sacos plásticos, porque a planta provoca irritação na pele.

DEFENSIVO DE MANIPUEIRA
FUNÇÃO: combate formigas e nematóides.
FORMIGAS: coloca-se manipueira de mandioca diretamente no formigueiro.
NEMATÓDES: pulverizar as áreas atingidas com a manipueira pura.

DEFENSIVO DE URINA DE VACA
FUNÇÃO: controle de lagartas, formigas, cascudos, pulgões, cochonilhas e previne o ataque de algumas doenças.
INGREDIENTES: urina de vaca – 500 ml
Água – 20 litros
Coletar a urina, colocar em recipiente plástico fechado durante 3 dias, tempo necessário para que a uréia se transforme em amônia. Aplicação: diluir a urina na proporção de 200 ml de urina para 20 litros de água e pulverizar as plantas atingidas.
Obs.: – este produto deve ser aplicado de 15 em 15 dias;
– Na alface o produto deve ser aplicado no solo e não sobre a planta.

DEFENSIVO DE ANGICO PRETO

INGREDIENTES: angico – 1 kg folhas de angico preto
Água – 10 litros
Macerar as folhas do angico e misturar a água, deixar curtir por 10 dias, completado esse período, coar e engarrafar para guardar, em local escuro de preferência enrolar com um pano.

RECEITA 1: controle de lagartas, vaquinhas e besouros.
Diluir 1 litro do produto para cada 10 litros de água. E pulverizar as plantas.

RECEITA 2: controle de formigas e cupins.
Coloca-se puro, com regador ou pulverizador.

DEFENSIVO DE ALHO

RECEITA 1: controle de pulgões, cochonilhas e ácaros.
Alho – 200 g
Água – 20 litros
Esmagar o alho e adicionar a água, coar e usar.

RECEITA 2: controle de fungos, bactérias, míldio e ferrugem.
Alho – 1 kgÁgua – 5 litros

Sabão – 100 g
Óleo mineral – 20 colheres de sopa

Os dentes de alho devem ser moídos e deixados repousar por 24 h, em 20 colheres de sopa de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolve-se 100 g de sabão de coco (picado) em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura em 15 litros de água. As concentrações variam de acordo com o tipo de pragas que se quer combater.
Obs.: – Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 h não deixa cheiro nos produtos agrícolas.

DEFENSIVO DE NIM
INDICAÇÕES: mosca branca, pulgões, lagartas, cochonilhas, ácaros, besouros, gafanhotos, nematóides, fungos, trips.

RECEITA 1: Sementes secas e moídas – 200 g
Água – 200 ml
Sabão de coco – 5 g (1 colher de sopa)
Colocar as sementes moídas em um saco de pano, amarrar e colocar na água. Depois de 12 h espremer e dissolver o sabão neste extrato. Misturar bem e acrescentar água para obter 20 litros do preparo. Aplicar sobre as plantas infestadas, imediatamente após o preparo.

RECEITA 2: Folhas verdes ou frutos inteiros – 2 kg
Água – 15 litros
Bater no liquidificador as folhas ou frutos do Nim com um pouco de água. Deixar descansando por uma noite com um pouco mais de água. Antes de aplicar, filtrar e diluir com água para obter 15 litros do preparado. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.

RECEITA 3: Folhas verdes – 250 g
Água – 2 litros
Pilar bem as folhas verdes. Adicionar 2 litros de água. Deixar em repouso num local escuro por 12 h. Coar, diluir em 19 litros de água e usar. Pode ser armazenado em frasco em local escuro por 3 dias.

RECEITA 4: Óleo de Nim – 0,5% (100 ml em 20 litros de água)
Pulverizar sobre a folhagem e frutos.

DEFENSIVO DE SAL E VINAGRE
INDICAÇÕES: combate pulgões, lagartas do repolho, lesma, caramujos e mosca branca.
INGREDIENTES: sal – 100 g
Vinagre – 380 ml
Água – 19 litros
Sabão de coco – 100 g
Misturar todos os ingredientes e pulverizar as plantas atacadas.

DEFENSIVO DE CRAVO DE DEFUNTO (Tagetes sp)

RECEITA 1: controlar os nematóides (vermes do solo), nas plantas de horta e como repelente de insetos.
INGREDIENTES: ramos e folhas – 100 g
Álcool – 1 litros
Plantar em forma de bordadura ao redor da horta. Esta prática usada durante 3 a 4 meses reduz 90% da infestação de nematóides.
Pegar 100 g de ramos e folhas, picar bem miudinho. Deixar repousar em 1 litro de álcool por 24 horas. Aplicação: Antes de aplicar, filtrar. Pulverizar sobre os insetos usando 1 litro desse defensivo em 10 litro da água.

RECEITA 2: combate a pulgões, ácaros e algumas lagartas.
INGREDIENTES: talo e folhas – 1 kg
Água – 10 litros
Misturar 1 kg de folhas e/ ou talo de cravo de defunto. Levar ao fogo e deixar ferver durante meia hora ou então deixar de molho (picado) por dois dias. Aplicação: coar o caldo obtido e pulverizar as plantas atacadas.

RECEITA 3: repelente de insetos e nematóides
folhas e talos de cravo de defunto – 200 g
Álcool – 1 litro
Macerar e misturar as folhas e talos com álcool por 12 h. Diluir este preparo em 19 litros de água. Coar e pulverizar o preparo sobre as plantas.

DEFENSIVO DE PIMENTA VERMELHA (MALAGUETA)
INDICAÇÕES: pode ser empregada como um defensivo natural em pequenas hortas e pomares. Tem boa eficiência quando concentrada e misturada com outros defensivos naturais, no combate a pulgões, vaquinhas, grilos e lagartas. Obedecer a um período de carência mínima de 12 dias da colheita, para evitar obter frutos com fortes odores.

RECEITA 1: fumo de corda picado – 50 g
Pimenta vermelha (malagueta) – um punhado
Álcool – 1 litro
Sabão em pó – 250 g
Dentro de 1 litro de álcool, coloque o fumo e a pimenta, deixando essa mistura curtir durante 7 dias. Para usar essa solução, dilua o conteúdo em 10 litros de água contendo 250 g de sabão em pó dissolva ou então, detergente, de modo que o defensivo grude nas folhas e nos frutos.

RECEITA 2: pimenta vermelha (malagueta) – 1,250 g
Água – 500 ml
Sabão de coco ou em pó – 12 colheres (sopa)
Bater as pimentas em um liquidificador com 500 ml de água até a maceração total. Coar o preparado e misturar com 12 colheres (sopa) de sabão de coco ou em pó, acrescentar então os 10 litros de água, pulverizar sobre as plantas.
Obs.: No caso de hortaliças e plantas medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

DEFENSIVO DE PIMENTA-DO-REINO
FUNÇÕES: combate de pulgões, ácaros e cochonilhas.
INGREDIENTES: pimenta-do-reino (moída) – 100 g
Sabão de coco – 60 g
Álcool – 1 litro
Água – 1 litro
Deixar a pimenta-do-reino no álcool durante 7 dias. Dissolver o sabão na água fervente. Retirar do fogo e juntar as duas misturas. Utilizar um copo cheio para cada 10 litros de água, fazendo 3 pulverizações, com intervalo de 3 dias entre elas.

DEFENSIVO DE PRIMAVERA, MARAVILHA OU BULGAVILLE.
FUNÇÕES: vírus do tomateiro (vira-cabeça), viroses do feijoeiro.
INGREDIENTES:
Folhas de primavera (rosa ou roxa) – 1 litro
Água – 1 litro
Juntar as folhas com a água e bater no liquidificador. Coar em pano fino e diluir em 19 litros de água. Pulverizar imediatamente em horas frescas do dia. Não pode ser armazenado. Aplicar 2 vezes por semana a partir de 10 dias de germinação até o início da frutificação.

DEFENSIVO DE TIMBÓ
FUNÇÕES: combate pulgões, certas lagartas, trips (raspador) e alguns ácaros.

RECEITA 1: raízes de timbó com diâmetro de 1 cm – 100 g
Água- 10 litros
Sabão de coco – 50 g
Misturar as raízes de timbó, lavadas em pedaços ou transformadas em pó, com a água e o sabão e deixar descansar por 24 h, filtrar e pulverizar sobre as plantas.

RECEITA 2: raízes de timbó – 500 g
Acetona ou álcool – 2 copos e meio
Pegar as 500 g de raízes de timbó, picar em pedaços finos e deixar secar a sombra por 3 a 4 dias. Depois de secas pegar estes pedacinhos e triturar (pode ser usado forrageiro) de forma que fique semelhante à serragem, colocar num vidro com tampa e acrescentar os 2 copos e meio de acetona ou álcool (etanol). Tampar bem e deixar descansar por 24 h. Aplicação: antes de usar, filtrar o produto com um pano fino. Usar 100 ml de produto para 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas.

RECEITA 3: macerar as raízes em água, o que resulta em líquido leitoso, que é pulverizado sobre as plantas. Aplicação: 200 ml do líquido para 19 litros de água.

DEFENSIVO DE LEITE
FUNÇÕES: controle de ácaros, doenças fúngicas e viróticas.
IGREDIENTES:
Leite – 1 litro
Bicarbonato de sódio – 100 g
Água – 20 litros
Misturar o leite com a água e pulverizar sobre as plantas. Repetir depois de 10 dias. Pode ser utilizado para atrair lesma. Distribuir no chão, ao redor das plantas, estopa ou saco de pano molhado com água e um pouco de leite. De manhã, virar a estopa ou saco e matar as que se reunirem embaixo.

DEFENSIVO DE CAVALINHA (Equisitum sp) E CAMOMILA
FUNÇÃO: como fortificante, ajudar controlar doenças nas folhas do tomateiro.
INGREDIENTES: cavalinha (seca) – 300 g
Camomila – 100 g
Água – 11 litros
1º) colocar de molho em 1 litro de água, por 2 dias, as flores de camomila.
2º) ferver a cavalinha nos 10 litros de água, durante 20 minutos. Deixar amornar, com a vasilha tampada.
3º) colocar no chá de cavalinha água de camomila, que deve ter sido preparada 2 dias antes.
Para cada 20 litros de água, usar 1 litro de preparo e pulverizar as plantas.
Obs.: outra forma de usar a camomila é a seguinte: deixa-la de molho em água por 2 dias, misturar água e pulverizar sobre as plantas.

DEFENSIVO DE CEBOLA (Allium cepa) E ALHO (Allium salivumI)
FUNÇÃO: controlar pulgões em cebola, beterraba e feijão.
INGREDIENTES: cebolas – 3 médias
Alho – 3 dentes
Água – 10 litros
Moer ou triturar a cebola e o alho, misturar bem em 5 litros de água, espremer bem para sair todo suco, coar e misturar ao restante da água. Aplicação: coar e pulverizar sobre as plantas 1 vez por semana.

DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO COM ALHO E SABÃO
FUNÇÃO: controlar pragas das solanáceas (batata inglesa, berinjela, pimentão, tomate), mas também pragas de flores, hortaliças, frutíferas, grãos e cereais.
INGREDIENTES: pimenta do reino (moída) – 100 g
Álcool – 2 litros
Alho – 100 g
Sabão de coco – 50 g
Pegar as 100 g de pimenta, juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Triturar as 100 g de alho e juntar a 1 litro de álcool em vidro ou garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana. Aplicação: na hora de usar, dissolver as 50 g de sabão em 1 litro de água quente, pegar um copo de extrato de alho, misturar bem e colocar no pulverizador com 10 litros de água. Agitar bem a mistura e completar com o restante de água, ou seja, até completar 20 litros.
Obs.: dar carência (intervalo) de 5 dias entre a pulverização e a colheita. Pulverizar nas horas mais frescas do dia e usando roupas de proteção.

DEFENSIVO DE EXTRATO DE PIMENTA DO REINO, PIMENTA MALAGUETA, PIMENTA CUMARI E ALHO.
FUNÇÃO: combate pulgão, vaquinha e bicho minador.
INGREDIENTES: pinga – 2 litros
Alho – 200 g
Pimenta do reino – 50 g
Pimenta malagueta – 50 g
Pimenta cumari – 50 g
O alho é amassado e vai para o galão com casca e tudo. A pimenta malagueta é cortada, a cumari, amassada e a pimenta-do-reino, moída. A pinga vai logo depois, colocando em poucas proporções e sempre chacoalhando toda a mistura, terminado os 2 litros de pinga, a calda vai ficar 20 dias no mínimo. Quanto mais tempo ficar melhor. Aplicação: da solução, vão 20 g de açúcar mascavo, o que corresponde a uma colher de sopa bem cheia. 10 litros de água, 50 ml da calda, o que dá 3 colheres de sopa e meia do produto, e 35 ml, ou 2 colheres de sopa e meia, de vinagre.

EXTRATO DE CONFREI (Symphytum officinalis)
FUNÇÃO: controlar clorose foliar (amarelecimento) e murcha, em brotação de plantas de vaso. Repor fósforo e promove o crescimento.
INGREDIENTES: planta verde sem raízes – 2 kg ou seca – 150 g
Água – 2 litros
Picar bem a planta e sobre ela colocar água fervendo e tampar. Deixar ate amornar. Aplicação: para cada 19 litros de água usar 1 litro de extrato. Pulverizar toda a planta, de preferência antes da brotação.
Obs. Tomar o cuidado de umedecer bem o solo na região das raízes.

DEFENSIVO DE MACELA (Achyzoclyne satureioides)
FUNÇÃO: controlar pulgões.
INGREDIENTES: macela – um punhado de flores
Água – 2 litros
Ferver 2 litros de água, derramar sobre a macela. Deixar amornar e coar. Aplicação: esta quantidade serve para preparar 10 litros de defensivo, que deve ser pulverizado sobre as plantas.

DEFENSIVO DE ARRUDA (Ruta graveolens)
FUNÇÃO: repelir diversos tipos de insetos e formigas.
INGREDIENTES: folhas – 100 g
Água – 1 litro
Picar as folhas, colocar na água, aguardar 24 h. Depois de pronto coar e misturar a 19 litros de água. Pulverizar sobre as plantas, e nos locais aonde aparecem às formigas.

DEFENSIVO DE ENXOFRE
FUNÇÃO: controle de doenças como o oídio em parreiras de uva, pepino e melancia; controle de pragas como cochonilhas, ácaros, carunchos e gorgulhos (furão);

RECEITA 1: Para pulverização de plantas
INGREDIENTES: enxofre ventilado ou puro – 100 g
Água – 20 litros
Óleo mineral – 20 ml (1%)
Umedecer aos poucos o enxofre até formar uma pasta; depois, acrescentar o restante da água e misturar bem. Após de bem misturado, coloque o óleo mineral, misturando mais uma vez. A solução deve ficar bem misturada. Aplicação: pulverizar as plantas, evitando usar na época de florescimento.

RECEITA 2: Para usar em galpões e barracões contra carunchos e gorgulhos (furão) que atacam os grãos armazenados
INGREDIENTES: enxofre puro – 10 g
Álcool – 25 ml
Misture o enxofre e o álcool. Aplicação: colocar a mistura de enxofre e álcool em uma vasilha (bacia de alumínio) levá-la ao barracão onde estão armazenados os grãos a serem tratados. O barracão deve estar bem vedado para que os gases não escapem. Isto feito por mais três dias e depois abrir para ventilar.
Esta receita serve para fumigar aproximadamente 850 kg de grãos.

ISCAS DE CABAÇAS VERDES
FUNÇÃO: atrair as vaquinhas e evitar o infestamento da lavoura.
Cortar as cabaças ao meio da lavoura. E importante proteger as cabaças do sol e da chuva, para durarem mais. Pedaços de latas ou garrafas plásticas, sem o fundo, podem ser usadas para esta proteção. Aplicação: colocar de 2 a 4 estacas a cada 10 metros quadrados ( 10 metros x 1 metro ou 5 metros x 2 metros), trocar as iscas a cada 7 a 15 dias conforme as condições do tempo e das iscas. Todos os dias: verificar as iscas e esmagar as vaquinhas presentes nelas.

ISCAS PARA MOSCA-DAS-FRUTAS
FUNÇÃO: atrair as moscas e evitar que coloquem ovos, diminuindo, assim o nível de infestação de brocas nas frutas.
INGREDIENTES: vinagre – 1 colher pequena
Açúcar mascavo, mel ou suco de frutas – 700 g.
Água – 10 litros
Misturar os ingredientes. Em uma garrafa plástica fazer 4 furos (um de cada lado) de 2 cm cada na parte mais alta da mesma. Enchê-la até o meio com a mistura. Aplicação: pendurar os frascos nas árvores a mais ou menos 1 metro e meio de altura, sempre do lado que o sol nasce. Distribuir os frascos pelo pomar mais ou menos 2 frascos por planta. Trocar duas vezes por semana.

Fonte: [ CERAC ]

Entendendo as Ervas Daninhas

http://vimeo.com/104879734

“A natureza é sábia, e se as ervas espontâneas a que chamamos “daninhas” aparecem onde não queremos, há uma razão para isso, como explica Geoff Lawton no vídeo.

Para além de contribuírem para melhorar ou corrigir a textura e composição do solo, muitas delas têm utilidade direta para os seres humanos. Umas são comestíveis, muitas são medicinais, outras ainda são preciosas como biopesticidas ou como fertilizantes na agricultura biológica (ex. urtiga , consolda ou confrei).

Claro que ninguém gosta que as ervas espontâneas “abafem” as suas culturas, especialmente se forem invasoras, mas podemos ir aprendendo a conhecê-las e tirar partido delas, e quem sabe até talvez um dia conseguiremos fazer como Masanobu Fukuoka, que semeava as suas culturas de arroz na época certa, de modo que o arroz já tinha tamanho suficiente quando as ervas haveriam de germinar (o que já não conseguiam), e assim não precisava de lutar com elas.”

visto em: [ Sustentabilidade é Acção ]

Feira de Trocas Culturais Sustentáveis

http://vimeo.com/105142135

Chamada para o próximo evento da Feira de Trocas Culturais Sustentáveis, dia 6 de setembro, das 9h às 20h, no MAC Niterói.

✨ Venham participar! ✨

A Feira de Trocas Culturais Sustentáveis é um evento que acontece no pátio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, todo primeiro sábado do mês. Esta feira visa uma maior integração entre o museu e a comunidade, através de um evento acolhedor, dinâmico, descontraído e que tem como objetivo contribuir para uma maior conscientização ambiental.

A próxima edição acontece no sábado, dia 06 de setembro, a partir das 09h.

http://vimeo.com/105174207

+ infos: [ Mac Niterói ]

Guardiões de sementes, um resgate do direito à soberania alimentar

Heloisa Ribeiro
Heloisa Ribeiro

Em São Paulo, comunidades tradicionais chegam a trocar até 80 tipos de sementes crioulas nas feiras que acontecem anualmente no local associadas a saberes que só existem em sua cultura e na relação com a floresta tropical

Por Heloisa Bio

A liberdade de produzir sementes garante a autonomia dos agricultores. As variedades ainda mantidas e multiplicadas em regiões como o Vale do Ribeira, em São Paulo, surgem como recuperadoras da diversidade agrícola e, principalmente, da produção de alimentos saudáveis e adequados do ponto de vista ambiental e social. Ali, comunidades tradicionais chegam a trocar até 80 tipos de sementes crioulas nas feiras que acontecem anualmente no local, associadas a saberes que só existem em sua cultura e na relação com a floresta tropical.

Esses agricultores familiares fazem parte das comunidades quilombolas descendentes de africanos escravizados, que no Vale do Ribeira somam a maior parte das comunidades quilombolas do Brasil, com 66 quilombos identificados (mas somente seis com títulos de terra). Trata-se de um dos mais valiosos corredores socioambientais do país, em meio a maior área remanescente de Mata Atlântica (2,8 milhões de hectares), cujo contato direto com a natureza provê os meios para sua subsistência e reprodução cultural.

Pode-se dizer que as roças quilombolas extrapolam a agricultura tradicional, conforme expressam uma riqueza de conhecimentos e práticas a elas associadas, incluindo o envolvimento de homens, mulheres e crianças na atividade. Usam o sistema de corte e queima, conhecido como coivara, em que trabalham o rodízio de áreas de plantio, deixando-as em pousio (descanso ou repouso dado às terras cultiváveis) por anos até voltarem a ser produtivas.

“Há mais de 300 anos já fazíamos a preservação ambiental, nunca plantamos em topos de morro ou próximo aos mananciais, pois lá, roça não vai e não queremos ficar sem água. Após a queima, logo vê a volta das minhocas nas cinzas e das pacas e catetos”, conta Benedita Dias da Costa, do Quilombo Maria Rosa, com 20 famílias, sobre como as roças tradicionais têm garantido a diversidade no Vale do Ribeira, compreendendo altas taxas de regeneração da mata nativa.

Muitos elementos da cultura que só existem ali, a exemplo das variedades crioulas (sementes adaptadas ao ambiente local) e das práticas de troca, perderam-se com a maior proximidade urbana e, principalmente, com as restrições impostas pela legislação ambiental, que a partir de 2000 passou a exigir o licenciamento das roças tradicionais (conforme Resolução da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de SP, de 2013).

Nesse contexto, a VII Feira de Troca de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas, que aconteceu entre os dias 22 e 23 de agosto, com realização pelo Instituto Socioambiental (ISA), surge como um importante esforço para resgatar o conhecimento e a criatividade dos agricultores nas adaptações ao diversificado ambiente do Vale do Ribeira.

No Vale, há mais de 30 variedades de batata-doce, catalogadas recentemente pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), de Registro (SP). As diferentes etapas da roça tradicional, as formas de reprodução e a manutenção das sementes pelas comunidades vêm impedindo que a rica diversidade local se perca.

Nesse sentido, as sementes são um ponto chave para a discussão da preservação socioambiental, onde o objetivo é o potencial de se produzir e preservar diversidade para as gerações futuras e não o debate sobre capacidade de volume de produção. A relação entre as sementes crioulas e a forma de plantio tradicional é direta, pois as variedades devem ser plantadas o ano todo pelas comunidades para se manterem.

“O ideal seria criar uma rede de guardiões de sementes, cujos conhecimentos expressam um histórico genético de séculos de adaptação à natureza local. Ao contrário, hoje somos reféns das grandes corporações do agronegócio, cujas sementes híbridas são cada vez menos adaptadas e empobrecidas”, afirmou Lauro Komuro, pesquisador do Centro Paula Souza, presente no seminário que aconteceu durante a VII Feira.

A promotora de Justiça do Distrito Federal e uma das fundadoras do ISA, Juliana Santilli, destacou que o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional considera alimentação não só o atendimento das necessidades biológicas, mas a sustentabilidade socioambiental na produção, e a valorização das culturas alimentares locais. “O Brasil possui até 55 mil espécies de plantas da agrodiversidade, enquanto isso os produtos processados dos supermercados são quase totalmente baseados em quatro espécies de grãos”, destacou Juliana.

De fato, a relação entre agrodiversidade (expressão para a biodiversidade agrícola) e saberes locais é determinante para a adaptação das variedades de plantas. As experiências como o consórcio de espécies, os melhores dias para o plantio ou os segredos sobre como guardar sementes, garantiram a manutenção de cultivos tão variados no Vale do Ribeira, que segundo o coordenador geral da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, Pedro Jovchelevich, “muitas não devem ser conhecidas fora da região”.

As bananeiras dão as tradicionais banana ouro e prata, mas também a banana pacová, vinagre, preta e zinga, enquanto os nomes das variedades expostas na VII Feira revelam o quanto são pouco comuns: feijão bico de ouro, milho palha dura, mandioca manteiga, chuchu fofo, arroz vira lomba, mangarito ou cará mandioca.

“Planto todo ano e hoje estou com 73 anos, então acabo conhecendo a ‘mania’ de cada tipo, o ‘arroz três meses’ se plantar em agosto leva cinco meses para colher, mas se plantar em novembro leva três. E não tem como saber o tipo de arroz olhando só a semente, é preciso plantar e ver se nasce tudo com o mesmo verde”, revela o agricultor Hermes, do quilombo Morro Seco.

Outras experiências de preservação de sementes foram trazidas ao encontro, como a da Rede de Sementes do Xingu, criada há sete anos para atender a necessidade de restauração de áreas no Mato Grosso e, hoje, um caso de sucesso na manutenção de espécies florestais. Quando surgiu, contava com dez coletores de sementes que, aos poucos transmitiram conhecimentos aos novos interessados. Atualmente são 350 coletores (indígenas, da agricultura familiar e coletores urbanos).

Em sete anos, o projeto possibilitou uma renda de R$ 1,2 milhão para as famílias envolvidas com a venda das sementes florestais para recuperação de Áreas de Preservação Permanente, Reservas Legais e áreas de compensação ambiental, além do impacto político, de fortalecimento dos grupos locais numa região de graves conflitos sociais.

Já a fundação francesa Kokopelli, que resgata e reproduz sementes orgânicas no mundo, conseguiu catalogar em 20 anos de atividade cerca de 2,5 mil espécies da agrodiversidade, mostrando a possibilidade de criar adaptações de variedades em diferentes ecossistemas.

“Trabalhamos as variedades da chamada ‘polinização aberta’, que se desenvolvem com base nas condições locais, tornando-se cada vez mais diversificadas. Já as monoculturas buscam proteger uma única espécie agrícola e, com isso, eliminam a cadeia alimentar que a sustenta, microrganismos, insetos e outras plantas”, finaliza Clayton França, representante da Associação Kokopelli Brasil.

Fonte: [ Brasil de Fato ]