Chá de camomila pode baixar a taxa de açúcar no sangue de diabéticos

Por Henrique Cortez, do EcoDebate

A camomila (Matricaria chamomilla), um chá muito popular, pode ser capaz de ajudar a controlar o nível de açúcar no sangue de diabéticos, evitando complicações graves. É o que concluiu um estudo [Protective Effects of Dietary Chamomile Tea on Diabetic Complications] realizado por pesquisadores da Universidade de Aberystwyth, no País de Gales e da Universidade de Toyama, no Japão, e publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry.

“Estes resultados sugerem claramente que o consumo diário chá de camomila com as refeições pode contribuir para a prevenção da evolução da hiperglicemia e das complicações diabéticas”, escreveram os pesquisadores

Pesquisadores alimentaram ratos com diabetes tipo 2, simulando um extrato camomila diariamente durante três semanas, e observaram uma queda de 25% nos níveis de de açúcar no sangue. Com base nestes resultados, os pesquisadores acreditam que camomila, tomada sob forma de chá com as refeições, pode levar a benefícios semelhantes em seres humanos.

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Açúcar, farinha de trigo e cocaína

por Denis Russo Burgierman*

Se um dia alguém resolver erigir um monumento em praça pública às boas intenções frustradas do pensamento científico, podia ser uma estátua monumental de um prato cheio de pó branco. Assim homenagearíamos de uma só vez três enganos cientificistas: a farinha de trigo refinada, o açúcar branco e a cocaína.

Três pós acéticos e quase idênticos, três frutos do pensamento que dominou o último século e meio: o reducionismo científico. Três matadores de gente.

Não é por acaso que os três são tão parecidos. Todos eles são o resultado de um processo de “refino” de uma planta – trigo, cana e coca. Refino! Soa quase como ironia usar essa palavra chique para definir um processo que, em termos mais precisos, deveria chamar-se “linchamento vegetal” ou algo assim.

Basicamente se submete a planta a todos os tipos de maus-tratos imagináveis: esmagamento entre dois cilindros de aço, fogo, cortes de navalha, ataques com ácido. Até que tenha-se destruído ou separado toda a planta menos a sua “essência”. No caso do trigo e da cana, o carboidrato puro, pura energia. No caso da coca, algo bem diferente, mas que parece igual. Não a energia que move as coisas do carboidrato, mas a sensação de energia ilimitada, injetada diretamente nas células do cérebro.

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A História da Cana-de-açúcar – Da Antiguidade aos Dias Atuais

BeteBrito.com
A cana-de-açúcar é, talvez, o único produto de origem agrícola destinado à alimentação que ao longo dos séculos foi alvo de disputas e conquistas, mobilizando homens e nações. A planta que dá origem ao produto encontrou lugar ideal no Brasil.

Durante o Império, o país dependeu basicamente do cultivo da cana e da exportação do açúcar. Calcula-se que naquele período da história, a exportação do açúcar rendeu ao Brasil cinco vezes mais que as divisas proporcionadas por todos os outros produtos agrícolas destinados ao mercado externo.

– ANTIGUIDADE –

Foi na Nova Guiné que o homem teve o primeiro contato com a cana-de-açúcar. De lá, a planta foi para a Índia. No “Atharvaveda”, o livro dos Vedas, há um trecho curioso: “Esta planta brotou do mel; com mel a arrancamos; nasceu a doçura…..Eu te enlaço com uma grinalda de cana-de-açúcar, para que me não sejas esquiva, para que te enamores de mim, para que não me sejas infiel“. A palavra “açúcar” é derivado de “shakkar” ou açúcar em sânscrito, antiga língua da Índia.

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