Flor do Cerrado

Com nome de flor, cercada de flores por toda parte, Rose Mendes faz de seu artesanato popular uma história de sucesso.


Eu comecei como Rose, uma flor só, hoje já sou um jardim. Somos 27 pessoas envolvidas. Sozinho ninguém vai a lugar algum”. Rose Mendes fala sem deixar de mexer as mãos. Junta folhas em camadas concêntricas e amarra a base com firmeza: mais uma flor está pronta e vai para uma grande caixa de papelão, esperando a vez na montagem de um sofisticado painel de parede ou uma bolsa social, que nada deve em design aos melhores estilistas.

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Fitoterapia

por Karina Mendes Parlangelo

Fitoterapia

As plantas medicinais vêm sendo utilizadas pelo homem ao longo de toda a história da humanidade no tratamento e cura de enfermidades. É uma prática que nasceu provavelmente na pré-história, quando, a partir da observação do comportamento dos animais na cura de suas feridas e doenças, os homens descobriram as propriedades curativas das plantas e começaram a utilizá-las, levando ao acúmulo de conhecimentos empíricos que foram passados de geração para geração (FERRO, 2006).

Histórico

Os indícios sobre a prática da Fitoterapia são muito antigos e encontrados em todo o mundo. O primeiro manuscrito conhecido sobre essa prática é o Papiro de Ebers (1500 a.C.), que descreve centenas de plantas medicinais. No Egito, várias plantas são mencionadas nos papiros, e na Grécia, Teofrasto (372-285 a.C.), discípulo de Aristóteles (384-322 a.C.), catalogou cerca de 500 espécies vegetais.

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Formação de plantas na Fruticultura

por Eng° Agr° Valerio Pietro Mondin¹

Nos pomares, chama atenção as muitas formas que as plantas apresentam e que podem diferir enormemente, mesmo quando são da mesma espécie. Nem sempre correspondem às formas que teriam se fossem deixadas livres, em seu crescimento natural. Normalmente, isso é devido à intervenção humana. Com essa ação, o homem visa obter melhores resultados e maiores facilidades, naquilo que é de seu interesse.

Quando a planta é deixada livre, ela cresce e se desenvolve dentro de suas características. Buscará ocupar o espaço que lhe é disponível dentro de suas dimensões naturais. Para algumas espécies essa ainda é a melhor maneira de cultivá-las, pois a condução nem sempre é uma prática necessária ou obrigatória. Para outras, no entanto, essa intervenção é fundamental para um melhor resultado na atividade.

As plantas têm tendências naturais de crescer no sentido vertical e apical, ocorrendo brotações desuniformes, com predominância vegetativa e crescimentos entrecruzados. Isso dificulta o equilíbrio na ocupação do espaço e na produção, já que a seiva circulará intensa e rapidamente, nos ramos. Ocorrerá a formação de muitos ângulos fechados, com inserções pouco resistentes e grande desenvolvimento vegetativo.

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A Introdução do Eucalipto no Brasil Completa 100 Anos

por Augusto Jeronimo Martini

O ano de 2004 marca o centenário da introdução do eucalipto para fins produtivos no Brasil, quando Edmundo Navarro de Andrade deu início aos reflorestamentos experimentais para obter matéria-prima destinada à produção de lenha e dormentes para a Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Depois de cem anos de sua introdução, a árvore pode ser plantada com sucesso em todos os estados do nosso país. Graças às condições naturais favoráveis de solo e clima, à evolução tecnológica, e aos conhecimentos acumulados sobre o seu manejo, a produtividade experimental, que antigamente era de 10 m³/ha por ano, passou a ser de 60 a 70 m³/ha/ano. Hoje, o eucalipto tem sido utilizado para os mais diversos fins e os produtos dele derivados representam expressiva parcela do superávit obtido pela balança comercial do país no ano de 2003.

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Esclarecimento do Conselho Nacional de Saúde sobre Fitoterápicos, Fitoterapia e Plantas Medicinais

Esclarecimento do Conselho Nacional de Saúde à População Brasileira frente às recentes e negativas reportagens veiculadas na mídia sobre plantas medicinais e fitoterapia

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) no uso de suas atribuições e preocupado com as reportagens veiculadas na mídia, sobre plantas medicinais e fitoterapia, de forma equivocada e parcial, gerando impacto negativo, causando insegurança na população e descrédito dos órgãos governamentais reguladores da matéria vem a público prestar os devidos esclarecimentos.

O CNS é a instância máxima de deliberação e controle social de caráter permanente do Sistema Único de Saúde (SUS), cujas competências regimentais e atribuições são conferidas por meio da Constituição Federal, a qual determina a saúde como direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas. Neste Conselho, a gestão do Sistema Único de Saúde se dá pela participação dos atores sociais nas Conferências de Saúde. O CNS, fundamentado pelas leis 8.080/90 e 8.142/90, atua na formulação de estratégias e no controle da execução das políticas de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros.

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A origem da concentração de terra

Para entender os conflitos fundiários que opõem grandes proprietários e trabalhadores rurais no Brasil, é preciso voltar à política portuguesa de concessão de terras no período colonial. Keila Grinberg discute a questão a partir de um livro dedicado ao tema.

Por: Keila Grinberg

Em um debate eleitoral tão pouco mobilizador como o que tivemos no primeiro turno das eleições presidenciais, não deveria causar surpresa a ausência de temas importantes da política nacional. Mas um, em especial, chamou a atenção, talvez por ser um tema quase clássico em todas as eleições brasileiras recentes: a questão fundiária.

Talvez pela primeira vez em alguns anos, agora não presenciamos ânimos inflamados em discussões sobre a pertinência ou não da reforma agrária brasileira, ou sobre a legitimidade e legalidade (ou, dependendo da posição política, ilegitimidade e ilegalidade) de ações de grupos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Essa constatação me veio à cabeça ao abrir o livro Direito à terra no Brasil: a gestação do conflito, de Márcia Maria Menendes Motta (São Paulo, Alameda, 2009), cujo prefácio, de autoria de Laura de Mello e Souza, começa assim: “Quase não se passa um dia sem que o noticiário brasileiro registre problemas envolvendo o uso da terra entre nós” (p. 9).

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Estacas de jabuticaba

Oi pessoal,

Sempre tive paixão por jabuticabas e pelo menos em três episódios elas participaram da minha vida de forma, creio eu, a me incentivar a criar este projeto. Este é um dos motivos de ter escolhido a jabuticaba para aprender sobre bonsai.

Sempre li que era impossível, ou quase impossível, fazer mudas de jabuticaba a partir de estacas. Resolvi fazer um teste: peguei um galho cortado de uma das podas (com todas as folhas) e plantei em um substrato compacto e rico em matéria orgânica, na sombra.

Passados quase três meses, pude verificar que as folhas não caíram e ao trocar para um vaso, descobri que tinha criado raízes.

Lição que aprendi: duvide sempre quando disserem que “não pode” ou “é impossível” fazer isto ou aquilo com plantas. Mesmo que pareça ilógico ou trabalhoso, elas sempre nos surpreendem. Tentem e vejam por si mesmo os resultados. Algumas vezes pode dar certo, outras não. O que vale é experimentar!

😉

Abraços!
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Anderson C. Porto
Brasil +55 / RJ (21) 99688-9521
|/ Comunidade Tudo Sobre Plantas |/
http://www.tudosobreplantas.com.br
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“Sonhar, sem fazer dos sonhos teus senhores” (Rudyard Kipling)

CPQBA demonstra eficiência do guaco contra úlcera e outros males

por RONEI THEZOLIN

O guaco (Mikania laevigata) é uma planta do tipo cipó-trepadeira, com folhas largas e flores pequenas que exalam leve aroma de baunilha quando amassadas. As flores atraem abelhas e seu odor agradável se torna mais intenso depois da chuva. Popularmente, o guaco é um dos fitoterápicos de maior consumo, utilizado principalmente no tratamento de afecções respiratórias. Contudo, estudos desenvolvidos no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp, revelam outros efeitos farmacológicos da planta.

A pesquisa foi iniciada em 1998 com duas espécies de guaco (Mikania glomerata e Mikania laevigata), pelas equipes dos professores Pedro Mellilo de Magalhães (Divisão de Agrotecnologia), Vera Lúcia Garcia Rehder (Química) e João Ernesto de Carvalho (Farmacologia e Toxicologia). A primeira etapa consistiu de cultivo controlado e em grande escala da erva; na segunda, a extração e purificação do extrato, com o objetivo de identificar quimicamente as substâncias ativas; e a terceira teve a finalidade de comprovar as propriedades farmacológicas e toxicológicas.

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Plantio de maconha em casa para o consumo próprio divide especialistas

Critérios para diferenciar cultivo para uso ou tráfico seriam muito subjetivos

por Maria Elisa Alves

Plantar maconha em casa para não financiar bandidos tem sido um discurso cada vez mais comum entre usuários de classe média. Mas, na última terça-feira, a prisão de um engenheiro de 67 anos e de seu filho de 31, que cultivavam 108 pés da droga numa cobertura no Recreio, trouxe à tona uma polêmica: o que pode ser classificado como cultivo para uso próprio (como os dois alegaram) e o que pode ser caracterizado como tráfico (como a polícia vê o caso)? Vale a pena ter mudas em casa ou droga é droga? A discussão tem mobilizado usuários, especialistas no tratamento de dependentes, advogados e policiais.

Para a presidente do Conselho Municipal Antidrogas, Sílvia Pontes, não há dúvidas. Para ela, é um absurdo cultivar maconha em casa: — Maconha é droga, é proibido. Em vez de plantar, este pai deveria ter dado princípios morais e éticos ao filho, conscientizálo sobre os malefícios.

Facilidade de acesso pode levar ao uso exagerado Menos veemente, mas também contrário ao cultivo, o psiquiatra Jorge Jaber, sócio de uma clínica de recuperação de dependentes, diz que um dos perigos de ter a Cannabis em casa é aumentar o consumo da droga pela facilidade de acesso.

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Como cultivar Orquídeas ?

por Anderson Porto

Ideais para regiões de elevada umidade relativa do ar, as orquídeas preferem pequenos borrifos de água durante a parte da manhã, ou, no caso de um dia extremamente quente e seco, algumas pulverizações adicionais ajudam a mantê-las belas e frescas.

As raízes não devem receber água em demasia (somente quando o substrato estiver seco é que podemos regar um pouco). As orquídeas não suportam ficar expostas diretamente ao vento, sol e chuva.

Podem crescer fixadas em troncos, vasos, placas de fibras trançadas. A adubação é feita via foliar.

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