Financiamento coletivo: projeto Multiplica!

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Multiplicar sementes, conhecimento, sabedoria, respeito, diversidade, cultura e iniciativas.

Projeto itinerante que promove o fortalecimento e multiplicação das sementes crioulas valorizando a sabedoria ancestral, através de ações para a troca de conhecimentos e registro de iniciativas, integrando comunidades tradicionais e ecovilas.

Conheça melhor nossa proposta e colabore como puder
http://catarse.me/pt/multiplica

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Cada dia somos mais os que percebemos a necessidade de uma mudança em nossa maneira de viver como sociedade. As cidades já não se sustentam… Talvez por isso cada vez mais surgem novas ecovilas no Brasil. Um êxodo urbano se iniciou, e com isso, muitas iniciativas interessantes, porém, precisamos nos informar para que estas não interfiram de maneira negativa na biodiversidade local.

Conhecendo bem a terra e reconhecendo os povos locais podemos evitar colapsar os espaços preservados ou esgotar os recursos naturais que ainda existem.

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‘Sementes da Paixão’ germinam na pior seca dos últimos 40 anos na PB

Grãos são mais resistentes e de tradição mantida há décadas.
Comunidades rejeitam milho oferecido pelo poder público.

Canteiro em terreno comunitário é usado para plantar durante a seca (Foto: Fernanda Rappa/Divulgação)
Canteiro em terreno comunitário é usado para plantar durante a seca (Foto: Fernanda Rappa/Divulgação)

Pequenas comunidades de até 300 agricultores na Paraíba estão sobrevivendo durante a seca graças às ‘Sementes da Paixão’, nome dado aos grãos resistentes de milho, feijão e outros alimentos que germinam mesmo durante a pior estiagem dos últimos 40 anos na região.

São 6,5 mil famílias rurais em 61 municípios no Agreste, Cariri e Sertão do estado que mantêm, há décadas, esta prática, sendo nos últimos anos auxiliadas por organizações não-governamentais e associações de apoio ao desenvolvimento da agricultura local.

Na região da Borborema, há pelo menos 57 bancos de ‘Sementes da Paixão’. Nas demais regiões da Paraíba, há mais de 230 bancos de grãos resistentes à estiagem, catalogados pela Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA) Agricultura Familiar e Agroecologias. “O grão é a semente com a finalidade para alimentação animal, humana ou comércio. Tecnicamente, a semente serve para a propagação da cultura”, explica o agrônomo Emanoel Dias, assessor técnico da AS-PTA.

A relação dos agricultores paraibanos com o meio ambiente levou a fotógrafa paulista Fernanda Rappa a pesquisar o tema através de um projeto contemplado pelo Prêmio Brasil de Fotografia.

“Eu soube das Sementes da Paixão através de amigos que documentaram isso para o Rio+20. Comecei a pesquisar a história porque achei genial que, no meio da Paraíba, existisse uma consciência ambiental protegendo as comunidades das sementes transgênicas que são super prejudiciais ao mundo, ao meu ver. É um modelo a ser seguido e é bonito demais de ver no meio daquela seca, do deserto, uma plantação de coentro verdinha. Parece um sonho”, explica.

fernandarappa-0082 Durante o mês de março deste ano, o projeto fotográfico foi desenvolvido através da construção de uma câmara escura no meio da plantação, para registrar o ciclo das plantações. “A ideia era que, através da imagem formada dentro da câmara escura, as pessoas das comunidades pudessem ter outra experiência visual com algo que para eles é tão corriqueiro. E dessa forma, exaltar a importância do trabalho que eles vêm desenvolvendo há anos”, relatou Fernanda.

Produtores rurais e os técnicos que auxiliam os agricultores paraibanos na manutenção das sementes explicam que estes grãos são selecionados naturalmente ao longo de várias décadas, sem nenhum tipo de modificação genética, devido à sua capacidade de adaptação ao clima do semiárido nordestino. São estas as poucas variações que conseguem sobreviver às secas históricas que atingem a Paraíba e, mais recentemente, à estiagem de 2013.

Seu Dodô mostra feijão das Sementes da Paixão, nome criado por ele (Foto: Fernanda Rappa/Divulgação)
Seu Dodô mostra milho feijão das Sementes da Paixão, nome criado por ele (Foto: Fernanda Rappa/Divulgação)

A tradição de guardar sementes que germinam em temperaturas pouco amenas vem de várias gerações na família destes agricultores. Hoje, com uma ampla variedade de espécies de grãos já guardadas, eles se unem em pequenas comunidades e auxiliam uns aos outros para sobreviver com o plantio em tempos de escassez. Nestas associações, os agricultores promovem a troca entre si das variedades. Em outras regiões do Nordeste, elas são conhecidas de modo geral como ‘sementes crioulas’.

Antônio Salviano, 62 anos, conhecido como Seu Dodô, é um dos mantenedores da tradição de guardar grãos na zona rural de Desterro, no Cariri, a 289 km de João Pessoa. Ele foi o responsável por dar o nome ‘Sementes da Paixão’ às variedades locais. “É uma coisa de família, meu bisavô já guardava as sementes. A gente trabalha em comunidade, então sempre que alguém por aqui precisa a gente ajuda e depois repõe”, conta o agricultor. No sítio em que ele e outras cerca de 20 famílias moram, foram plantados com sucesso milho, alface e coentro destas sementes.

Milho das Sementes da Paixão (Foto: Fernanda Rappa/Divulgação)
Milho das Sementes da Paixão
(Foto: Fernanda Rappa/Divulgação)
Na zona rural de Queimadas, no Agreste, a 155 km da capital, a comunidade local conseguiu plantar milho, feijão e variedades de fava branca. Todos os alimentos são provenientes dos grãos guardados das chamadas ‘Sementes da Paixão’.

O agricultor José Batista, 50, é uma das lideranças locais e com apoio de familiares e moradores, conseguiu produzir mesmo com a seca no semi-árido. “Aqui na região ‘deu’ muito milho e fava. Não tivemos problema nenhum com os grãos que a gente guarda, mas os que o governo manda a gente nem usa, porque sabe que não dá”, ressaltou.

O desafio de uma seca histórica

De acordo com a AS-PTA, em 2013 a Paraíba enfrentou a pior seca das últimas quatro décadas. Para isso, a entidade investe em capacitação das comunidades. “A gente auxilia o trabalho deles, tenta explicar um pouco melhor sobre as técnicas de guardar os grãos e oferece apoio ao pequeno agricultor. As variações que eles guardam são resistentes a esta temperatura, diferentemente dos grãos que os órgãos estaduais e federais fornecem e que, para o plantio nas terras deles, não servem”, disse o técnico Emanoel Dias.

Segundo a direção da Conab, houve duas tentativas de contato com os agricultores que produzem as ‘Sementes da Paixão’, mas não foi possível realizar um trabalho conjunto. “Em outubro de 2013 marcamos duas reuniões com eles, com a proposta de recompor o estoque deles do banco de sementes. A gente tem a proposta de comprar e doar as sementes para eles, porque estavam apenas com 40% do banco em estoque. Temos tudo para ajudar, conversamos e continuamos abertos a ajudar a compor os estoques”, explicou o superintendente da Conab, Gustavo Guimarães.

A previsão climática para 2014 também não é animadora. As chuvas no semi-árido paraibano devem superar a estiagem do ano passado e igualar a média histórica, mas durante os próximos meses, até o início do segundo semestre vão continuar irregulares e mal distribuídas, prevê a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).

Fonte: [ G1 ]

Apesar de pressão do Instituto Chico Mendes, agricultor agroecológico mantém seu sítio em Paraty

Referência internacional em agroecologia, Zé Ferreira estava sofrendo pressão desde 2012 da administração do Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB) para sair de seu terreno por conta de supostas questões ambientais.

Zé Ferreira em sua casa alimentando um passarinho. Foto: Arquivo Zé Ferreira
Zé Ferreira em sua casa alimentando um passarinho. Foto: Arquivo Zé Ferreira

Morador desde 1987 no Sítio São José, o agricultor agroecológico José Ferreira da Silva Neto estava sofrendo pressão desde 2012 da administração do Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB), em Paraty, no Rio de Janeiro, para sair de seu terreno por conta de questões ambientais.

Embora seja referência na região e até reconhecido internacionalmente pela realização de suas “Vivências Agroflorestais”, foi autuado no dia 26/04/2012 por crime ambiental na 01ª Vara Federal de Angra dos Reis. Na tarde da última quarta-feira (19) houve a audiência de julgamento do seu processo.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), proponente da ação, embora depois tenha solicitado a retirada do processo da esfera criminal não compareceu à reunião para o acordo.

O Ministério Público Federal concordou em deixar a casa do agricultor e de seu filho no terreno, mas exigiu a retirada de algumas instalações. A casa de sementes e o curral, que estava desativado, serão removidos, além do além do paiol da casa do filho Jorge. Também foi acordada a permanência da casa de seu filho, Jorge Ferreira, agricultor agroecológico, em troca da retirada dos banheiros do camping e de uma piscina natural que servia de lazer ao acolhimento dos participantes de seu estágio de vivência.

Zé Ferreira ainda vai pagar uma multa de R$ 1.200,00, que será realizada por meio de uma doação a um asilo em Paraty no valor de R$ 100 durante doze meses. Um documento foi assinado para encerrar o caso. A sociedade civil está circulando uma petição online em seu apoio.

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Como os lobos mudam os rios

Quando os lobos foram reintroduzidos no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, depois de estarem ausentes por quase 70 anos, a mais notável “cascata trófica” ocorreu.

O que é uma cascata trófica e exatamente como lobos mudam rios? George Monbiot explica nesse filme.

Assista à palestra completa, aqui: http://bit.ly/N3m62h

O Bom jeitinho brasileiro – Sítio São José da Família Ferreira

A família Ferreira chegou ao sitio São José em 1987, no início plantavam banana e café em sistema de monocultura, mas a renda era pouca devido as despesas com transporte e como não produziam quase nada para o consumo da família o pouco que recebiam era para pagar despesas.

Em 1999, as coisas começaram a mudar, o agricultor José Ferreira teve a oportunidade de ver uma nova forma de plantar, ao fazer uma visita no Vale do Ribeira em São Paulo, onde pode conhecer os sistemas agroflorestais. A partir desse momento, passou a desenvolver no sítio, junto com sua família, essa nova forma de produção. Trocaram a monocultura pelo plantio diversificado, podendo produzir alimentos e recuperar a terra, que já estava sofrendo um pouco com o pisoteio do gado que também criavam. Iniciaram a partir daí suas experiências com Sistemas Agroflorestais, que atualmente são doze (12).

Os sistemas Agroflorestais do sítio são preparados para produzir em curto, médio e longo prazo, mas além de produzir alimentos para a família, a agrofloresta também foi pensada para a recuperação da Mata Atlântica.

No sítio não tem luz elétrica e para garantir o armazenamento dos alimentos colhidos, para que possam tê-los em períodos fora de safra, possuem um sistema de fabricação caseira a vácuo, sem conservantes e corantes. Produzem conservas (milho, guandu, chuchu, feijão, inhame…), compotas (goiaba, mamão, jabuticaba, jussara…) e doces diversos. Esses produtos contribuem para a sustentabilidade de todos no sítio.

O Sítio São José visa o trabalho de agricultura ecológica para a auto sustentabilidade com qualidade de vida, visando melhorar o desenvolvimento da agricultura familiar com um sistema que seja produtivo sem agredir o meio ambiente.

Sítio São José
Rod. Rio Santos Km 547,5
Rua Sertão do Taquari s/n
Paraty/RJ
http://agroflorestaferreira.blogspot.com

Apoio ao Agroecologo José Ferreira!

Pedido de carta de moção e comparecimento à audiência enviado pelo próprio Zé.

Caros amigos,

É com URGÊNCIA que peço a todos que conhecem a realidade do Sítio São José, em Paraty que façam uma carta de protesto, apoio ou moção pelo fato da posse conferida ao José Ferreira estar em xeque na Justiça Federal, que serão utilizadas na audiência que se dará no dia 19 de março de 2014, às 13h, na 1ª Vara Federal em Angra.

Quem quiser e puder comparecer para a mesma, também é muito válido, fica o convite. Portanto, reitero a URGÊNCIA e IMPORTÂNCIA para que autarquias, civis, instituições públicas e privadas, ONGs, e demais organizações, me encaminhem suas cartas e seus representantes para a audiência, fazendo grande favor ao trabalho construído por nós para comprovar que um mundo sustentado pela agricultura agroecológica é possível.

Está sendo alegado, entre outras coisas, que há interferência antropológica nos limites do Parque Nacional Serra da Bocaina (PNSB), danificando a Mata Atlântica, sendo que, no mesmo laudo, há provas concretas de recuperação e manutenção de área degradada realizada pelas mãos do agricultor e da sua família ao longo dos anos de posse da terra.

As recomendações dadas por parte do requerente são:
• Demolição das edificações existentes com a retirada do entulho resultante e sua destinação adequada fora dos limites do PNSB
• Eliminação das espécies da fauna e flora exóticas (muitas espécies estão constatadas como exóticas de forma errônea no laudo)
• Posterior abandono definitivo da área pelo responsável para recuperação natural da mesma

Não são necessárias mais delongas para quem conhece a história do Sítio São José, bem como a de seu fundador, José Ferreira, que juntamente com sua família lutou para que houvesse interação sustentável entre o homem e a natureza, a qual, por motivos óbvios, não podemos nos desvincular. Ele sempre defende: ‘não é isolando o homem da natureza que vai preservá-la, e sim, reinserindo o homem na sua própria essência enquanto parte dela, através da educação e da agricultura sustentável, que conseguiremos a preservação e reestruturação para esta e as próximas gerações ’.

Segue o e-mail para envio da carta: ferreiraecologia@hotmail.com

O Fórum de Comunidades Tradicionais APOIA a permanência de José Ferreira e sua família no Sítio São José!
Continuamos na LUTA!!

Documentário: Nuvens de Veneno

A nuvem se espraia pelas plantações. Em vez de molhar, seca. Ela não traz a chuva, traz o veneno. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de soja, algodão, milho e também um dos maiores consumidores de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Nuvens de veneno expõe as preocupações com as consequências do uso desses agroquímicos no ambiente, especialmente, na saúde do trabalhador. Um documentário revelador que faz refletir sobre a forma que crescemos e sobre o tipo de desenvolvimento que queremos.

Realização: Secretaria de Saúde de Mato Grosso, Terra Firme e VideoSaúde

Direção: Beto Novaes

Distribuição: VideoSaúde — Distribuidora da Fiocruz

Quintais verdes da capital mineira estão livres do IPTU

por Raquel Ramos

Jairo diz que zelo com área verde impressionou até os técnicos da prefeitura
Jairo diz que zelo com área verde impressionou até os técnicos da prefeitura

Sancionada há mais de 20 anos, somente agora uma lei municipal que garante a preservação do meio ambiente na cidade poderá ganhar eficácia real. Um aviso na próxima guia do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) informará aos moradores de Belo Horizonte que, caso tenham uma extensa área verde preservada no quintal de casa, poderão ser premiados com isenção da taxa.

Na teoria, a medida existe desde 1993. Mas é desconhecida pela população: apenas oito donos de chácaras e sítios foram beneficiados pela lei em todo esse tempo. Junto à prefeitura, criaram Reservas Particulares Ecológicas (RPEs), comprometendo-se a cuidar da natureza por pelo menos 20 anos. Outros quatro terrenos estão em análise, podendo integrar o grupo nas próximas semanas.

Menos que o ideal

A própria prefeitura admite que o número atual de reservas não faz jus ao tamanho da capital. Na tentativa de mudar o cenário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) iniciou um amplo projeto de divulgação, afirma Márcia Moura, gerente de gestão ambiental do órgão.

Além da veiculação nos boletos do IPTU, foi feito um mapeamento aéreo de BH que identificou os pontos onde há resquícios de vegetação.

“Mais de 20 áreas têm potencial para se tornar RPEs. Já existe um cronograma de visitas que devem começar ainda em 2013. Um trabalho corpo a corpo, batendo na porta do proprietário para tentar convencê-lo a fazer parte do projeto”.

A meta é a de que pelo menos uma nova reserva seja criada a cada ano. Não é tão fácil, porém, atingir o objetivo.

“Os critérios são muito rigorosos. Além disso, a especulação imobiliária é muito forte hoje, podendo impedir que algumas pessoas se disponham a cuidar de uma área que poderia ser vendida”, comenta Kênio de Souza Pereira, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais.

Por outro lado, ele vê na lei uma saída para conter o avanço desenfreado de desmatamentos que, pouco a pouco, acaba com as áreas verdes remanescentes na capital.

Vantagens

“Belo Horizonte já teve o título de ‘cidade jardim’. Hoje, salvo alguns parques, não temos espaços significativos onde a natureza foi preservada”, lamenta Aluizio Durço Bernardino, mestre em turismo e meio ambiente e professor da faculdade Una.

Mas quem tem o privilégio de viver próximo a uma área protegida, mesmo que pequena, usufrui dos benefícios que o verde traz.

“A presença de árvores interfere no microclima de uma região. Melhora a qualidade do ar, embeleza, ameniza ruídos. É uma iniciativa louvável”

Santuários guardam espécies de fauna e flora

Conhecido como Condomínio Veredas, um terreno no bairro Nova Pampulha, na zona Norte, foi pioneiro na iniciativa. Há 19 anos, a área de 15 mil metros quadrados se tornou reserva particular ecológica que abriga nascentes, rica flora e diversas espécies de animais.

Os guardiões são os próprios moradores. Dentre eles, Jairo Rômulo da Silva. Em 1979, ele comprou o terreno com 11 amigos. Parte do lote foi usada para construir casas e área de convivência. Décadas depois, faz questão de cuidar do verde que ainda existe no local.

“No ano que vem, vamos renovar o contrato. Já recebemos a visita de técnicos da prefeitura, que ficaram impressionados com o trabalho de preservação que fazemos aqui”, afirma Luiz Henrique França Alves da Silva, filho de Jairo.

Com 80 anos, Priscila Freire também mantém, sozinha, uma área de 50 mil metros quadrados no bairro São Bernardo, também na zona Norte.

Dona da Chácara Santa Eulália desde a década de 70, ela viu matas vizinhas serem destruídas para dar lugar a casas e prédios, mas não abriu mão de preservar o ambiente que tinha perto de si.

“Meu pai plantou muitas árvores quando comprou o terreno, nos anos 30. Desde que moro aqui, plantei outras 200. É o meu refúgio”.

Critérios específicos

As leis municipais 6.314 e 6.491, de 1993, dispõem sobre a instituição de reservas particulares ecológicas e os benefícios que os moradores ganham como contrapartida por preservar o meio ambiente.

Será reconhecido como reserva ecológica o imóvel com condições naturais primitivas ou semiprimitivas recuperadas ou cujas características justifiquem ações de recuperação, pelo aspecto paisagístico.

Donos de terrenos assim devem procurar a Prefeitura de BH. Após uma visita, será emitido parecer técnico informando se a área atende às exigências previstas em lei. O Conselho Municipal de Meio Ambiente é responsável pelo parecer final.

Fonte: [ Hoje em Dia ]

visto em: http://eaitajuba.blogspot.com.br/2013/12/quintais-verdes-da-capital-mineira.html

Livro Vermelho da Flora do Brasil

Clique na imagem para DOWNLOAD!
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O CNCFlora lançou o primeiro “Livro Vermelho da Flora do Brasil”. A publicação científica reúne avaliações sobre o risco de extinção de espécies de plantas no país e representa uma contribuição da comunidade científica para a atualização da “Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção”, que está a cargo do Ministério do Meio Ambiente.

Para identificar quais as plantas em risco de extinção no país e em quais regiões estão localizadas, foram avaliadas cientificamente 4.617 espécies da flora brasileira já incluídas em listas oficiais de espécies ameaçadas.

Fonte: [ CNCFLORA ]

Monsanto, a Parceria Transpacífico e domínio da alimentação mundial

tradução via Google Translate, original em inglês [ aqui ]

Como as negociações da Parceria Transpacífico chegam em seus últimos dias, Ellen Brown expõe seu verdadeiro propósito – o controle corporativo do mundo de alimentos, saúde, meio ambiente e sistemas financeiros. De todos estes, o maior é o alimento …

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“Controle o petróleo e você controla as nações”, disse o secretário de Estado Henry Kissinger EUA na década de 1970. “Controle o alimento e você controlará as pessoas.”

E agora o controle global de alimentos quase foi alcançado, através da redução da diversidade de sementes com OGM (geneticamente modificado), sementes que são distribuídas por apenas algumas corporações transnacionais.

Esta agenda foi implementada com custo sepultura para a nossa saúde. E se a Parceria Trans-Pacífico (TPP) passa, o controle sobre não apenas a nossa comida, mas a nossa saúde, nosso meio ambiente e nosso sistema financeiro estará nas mãos de corporações transnacionais.

[Ver também ” Avaaz TPP petição sabotado? “]

Lucros Antes de Populações

A engenharia genética tem feito controle proprietário possível sobre as sementes em que a oferta de alimentos do mundo depende. De acordo com uma entrevista Acres EUA com o patologista de plantas, Don Huber, professor emérito da Universidade de Purdue, duas características modificadas respondem por praticamente todas as culturas geneticamente modificadas cultivadas no hoje o mundo.

Um deles envolve a resistência a insetos. A outra modificação, mais preocupante envolve insensibilidade a herbicidas à base de glifosato (produtos químicos que matam plantas ditas “daninhas”). Muitas vezes conhecido como Roundup após o produto mais vendido Monsanto ter esse nome, glifosato envenena tudo em seu caminho, exceto plantas geneticamente modificadas para resistir a ele.

Herbicidas à base de glifosato são agora os herbicidas mais utilizados no mundo. O glifosato é um parceiro essencial para os organismos geneticamente modificados, que são o principal negócio da indústria de biotecnologia a expansão. O glifosato é um herbicida de “amplo espectro” que destrói indiscriminadamente, não por matar plantas indesejáveis ​​diretamente, mas amarrando-se o acesso a nutrientes essenciais.

Devido à forma insidiosa no qual funciona, ele tem sido vendido como uma substituição relativamente benigna para os herbicidas à base de dioxinas anteriores devastadores. Mas uma enxurrada de dados experimentais tem mostrado agora que o glifosato – e os alimentos transgênicos incorporá-lo em níveis elevados – a representar sérios riscos à saúde.

Para agravar o risco de toxicidade é a dos chamados ‘ingredientes inertes’ usadas para fazer o glifosato mais potente. Os pesquisadores descobriram, por exemplo, que o POEA surfactante pode matar células humanas, particularmente embrionário, placenta e células do cordão umbilical. Mas esses riscos foram convenientemente ignorados.

O uso generalizado de alimentos geneticamente modificados e herbicidas glifosato ajuda a explicar a anomalia que os EUA gastam mais de duas vezes mais per capita em saúde como o país medianamente desenvolvido, no entanto, é classificada como muito baixo na escala das populações mais saudáveis ​​do mundo. A Organização Mundial da Saúde tem classificado pelos EUA de 17 nações desenvolvidas para a saúde global.

Sessenta a setenta por cento dos alimentos em supermercados dos EUA estão agora geneticamente modificados. Por outro lado, em pelo menos 26 outros países – incluindo a Suíça, Austrália, Áustria, China, Índia, França, Alemanha, Hungria, Luxemburgo, Grécia, Bulgária, Polônia, Itália, México e Rússia – OGM são proibidos, total ou parcialmente , e significativa restrições sobre OGM existe em cerca de sessenta e outros países.

A proibição de OGM e glifosato uso pode ir muito longe para a melhoria da saúde dos americanos. Mas a Parceria Trans-Pacífico, um acordo de comércio global para que a Administração Obama tem procurado estatuto Fast Track, iria bloquear esse tipo de abordagem focada em causa para a crise da saúde.

Insidious Efeitos do Roundup

Culturas Roundup resistentes escapar de ser morto por glifosato, mas não evitar absorvendo-o em seus tecidos. Culturas tolerantes a herbicidas têm níveis substancialmente mais elevados de resíduos de herbicida do que outras plantações. Na verdade, muitos países tiveram de aumentar os seus níveis legalmente permitidos – em até 50 vezes – a fim de acomodar a introdução de culturas GM.

Na União Europeia, resíduos em alimentos deve subir 100-150 vezes , se uma nova proposta pela Monsanto é aprovado. Enquanto isso, tolerantes a herbicidas “super-ervas daninhas” se adaptaram à química , exigindo doses ainda mais tóxicos e de novos produtos químicos tóxicos para matar a planta.

Enzimas humanos são afetados pelo glifosato, assim como enzimas de plantas são: os blocos químicos a absorção de minerais essenciais manganês e outros. Sem esses minerais, não podemos metabolizar adequadamente os alimentos. Isso ajuda a explicar a epidemia galopante de obesidade nos Estados Unidos. Pessoas comer e comer, na tentativa de adquirir os nutrientes que simplesmente não estão disponíveis na sua alimentação.

De acordo com pesquisadores Samsell e Seneff em Biosemiotic Entropia: Transtorno, Doença, e Mortalidade (abril de 2013):

“Inibição do citocromo P450 (CYP) do glifosato é um componente negligenciado da sua toxicidade para mamíferos. Enzimas CYP desempenham um papel crucial na biologia … impacto negativo sobre o corpo é insidioso e manifesta-se lentamente ao longo do tempo como danos inflamação sistemas celulares em todo o corpo .

“As consequências são a maioria das doenças e condições associadas com uma dieta ocidental, que incluem desordens gastrointestinais, obesidade, diabetes, doença cardíaca, a depressão, o autismo, a infertilidade, cancro e doença de Alzheimer.”

Mais de 40 doenças têm sido associadas ao uso do glifosato, e mais continuam aparecendo. Em setembro de 2013, a Universidade Nacional de Rio Cuarto, Argentina, publicou uma pesquisa descobrindo que o glifosato aumenta o crescimento de fungos que produzem a aflatoxina B1, um dos mais cancerígenos de substâncias.

Um médico do Chaco, na Argentina, disse Associated Press, “Nós fomos de uma população muito saudável para um com um alto índice de câncer, defeitos congênitos e doenças raramente visto antes.” Crescimentos Fungos têm aumentado significativamente nas lavouras de milho dos Estados Unidos.

O glifosato também fez sérios danos ao meio ambiente. acordo com um relatório de outubro de 2012 pelo Instituto de Ciência na sociedade :

“O agronegócio afirma que as culturas de glifosato e tolerante ao glifosato vai melhorar a produtividade das culturas, aumentar os lucros dos agricultores e beneficiar o meio ambiente, reduzindo o uso de pesticidas.

Exatamente o oposto é o caso … a evidência indica que os herbicidas glifosato e culturas tolerantes ao glifosato tiveram amplos efeitos prejudiciais, incluindo ervas daninhas resistentes ao glifosato super, virulento planta (e novos animais) patógenos, reduziu a saúde ea produtividade das plantas, danos a espécies fora do alvo de insetos para anfíbios e pecuária, bem como a redução da fertilidade do solo. ”

Política Trumps Ciência

À luz destes resultados adversos, por que Washington e da Comissão Europeia continuou a endossar glifosato tão seguro? Os críticos apontam regulamentos relaxado, forte influência de lobistas corporativos e uma agenda política que tem mais a ver com o poder e controle do que proteger a saúde das pessoas.

Nos 2.007 livro inovador Seeds of Destruction: The Hidden Agenda de Manipulação Genética , William Engdahl afirma que o controle global de alimentos eo despovoamento tornou-se política estratégica dos EUA sob Rockefeller protegido Henry Kissinger. Junto com a geopolítica do petróleo, que eram para ser a “solução” de novo para as ameaças ao poder global dos EUA e continuou acesso dos EUA a matérias-primas baratas do mundo em desenvolvimento.

Em linha com essa agenda, o governo tem demonstrado extremo partidarismo em favor do agronegócio biotecnologia, optando por um sistema em que a indústria políticas em si “voluntariamente”. Alimentos Bio-engenharia são tratados como “aditivos naturais de alimentos”, não necessitando de qualquer teste especial.

Jeffrey M. Smith, Diretor Executivo do Instituto de Tecnologia Responsável, confirma que a política dos EUA Food and Drug Administration permite que empresas de biotecnologia para determinar se os seus próprios alimentos são seguros. Apresentação dos dados é totalmente voluntária. Ele conclui:

Na arena crítica de investigação de segurança alimentar, a indústria da biotecnologia é, sem prestação de contas, normas, ou peer-review. Eles têm má ciência como uma ciência.

Seja ou não o despovoamento é uma parte intencional de ordem do dia, uso generalizado de OGM e glifosato é ter esse resultado . As propriedades de desregulação endócrina de glifosato têm sido associados à infertilidade, aborto, defeitos de nascimento e desenvolvimento sexual preso.

Em experimentos russos, os animais alimentados com soja GM eram estéreis pela terceira geração. Vastas quantidades de solo agrícola também estão sendo arruinado sistematicamente pela morte de microorganismos benéficos que permitem que as raízes das plantas de absorção de nutrientes do solo.

No olho de abertura o documentário de Gary Null Sementes da Morte: Revelar as mentiras de OGM , o Dr. Bruce Lipton avisa: “Nós estamos conduzindo o mundo para a sexta extinção em massa da vida neste planeta … O comportamento humano está minando a teia da vida.”

O TPP e Controle Empresarial Internacional

Como as conclusões devastadoras destes e de outros pesquisadores despertar as pessoas a nível mundial para os perigos do Roundup e alimentos transgênicos, as empresas transnacionais estão trabalhando febrilmente com a administração Obama para fast-track da Parceria Trans-Pacífico, um acordo comercial que iria tirar governos do poder para regular atividades empresariais transnacionais.

As negociações foram mantidas em segredo do Congresso, mas não de consultores de empresas, 600 das quais foram consultadas e saber os detalhes. Segundo Barbara Chicherio em Nation of Change:

“A Parceria Trans-Pacífico (TPP) tem o potencial de se tornar o maior acordo regional de livre comércio da história …

“O negociador agrícola chefe para os EUA é o ex-lobista da Monsanto, o Islã Siddique. Se for ratificado o TPP imporia punir regulamentos que dão direito empresas multinacionais sem precedentes para exigir compensação contribuinte para as políticas que considerem as corporações uma barreira para os seus lucros …

“Eles são cuidadosamente elaborar o TPP para garantir que os cidadãos dos países envolvidos não têm controle sobre a segurança alimentar, o que eles vão comer, onde é cultivada, as condições em que os alimentos são cultivados e o uso de herbicidas e pesticidas.”

A segurança alimentar é apenas um dos muitos direitos e proteções que possam cair para esta super-arma de controle societário internacional. Em uma entrevista em abril de 2013, em The Real News Network , Kevin Zeese chamado TPP “NAFTA em esteróides” e “um golpe de estado corporativo global . ” Ele alertou:

“Não importa o problema que você se preocupa com – se os seus salários, empregos, protegendo o meio ambiente … essa questão vai afetá-lo negativamente … Se um país dá um passo para tentar regular a indústria financeira ou criar um público banco para representar o interesse público, ele pode ser processado “.

Return to Nature: Not Too Late

Existe uma maneira mais segura, mais saudável, mais terra-friendly para alimentar as nações. Enquanto Monsanto e dos EUA reguladores estão forçando as culturas GM em famílias americanas, as famílias russas estão mostrando o que pode ser feito com métodos de permacultura em hortas simples.

Em 2011, 40% dos alimentos da Rússia foi cultivado em vivendas (jardins da casa de campo ou loteamentos). Jardins Dacha produziu mais de 80% das frutas e bagas do país, mais de 66% dos legumes, quase 80% das batatas e quase 50% do leite do país, em grande parte consumido cru. Segundo Vladimir Megre , autor do best vendido Ringing Cedars Series:

“Essencialmente, o que não é russo jardineiros demonstrar que os jardineiros podem alimentar o mundo – e você não precisa de nenhum OGM, fazendas industriais, ou quaisquer outros truques tecnológicos para garantir todo mundo tem comida suficiente para comer.

Tenha em mente que a Rússia tem apenas 110 dias de estação de crescimento por ano – para que os EUA, por exemplo, a produção de ‘jardineiros poderia ser substancialmente maior. Hoje, no entanto, a área ocupada por gramados em os EUA é duas vezes maior do que a de jardins da Rússia – e não produz nada, mas a indústria de cuidados de gramado multi-bilhões de dólares “.

Em os EUA, apenas cerca de 0,6 por cento do total da área agrícola é dedicada à agricultura biológica. Esta área precisa ser muito ampliada, se quisermos evitar a “sexta extinção em massa ‘. Mas, primeiro, temos de instar os nossos representantes para parar Fast Track, vote não no TPP, e buscar a eliminação global de herbicidas à base de glifosato e alimentos transgênicos.

A nossa saúde, nossas finanças e nosso ambiente estão em jogo.

Assine a petição da Avaaz agora!

Ellen Brown é um advogado, presidente do Instituto Público Banking , e autor de doze livros, incluindo o best-seller Web of Debt . Em A solução Banco Público , seu último livro, ela explora modelos de banca pública de sucesso, historicamente e no mundo. Seus artigos do blog estão em EllenBrown.com .

Este artigo foi originalmente publicado em Counterpunch.

Fonte: [ The Ecologist ]

+ infos: [ Parceria Transpacífico, proibição de medicamentos genéricos, punição para governos que rotularem transgênicos são alguns dos itens constantes nos documentos vazados pelo Wikileaks, esta é a generosa lista de presentes de Natal para as grandes empresas. ]

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