Como fazer uma mini estufa para germinação de sementes

Vejo as pessoas com muitas dúvidas sobre como germinar sementes. Em geral a dúvida principal é se pode colocar a sementeira para pegar a luz do sol ou não.

Então… É preciso lembrar que sementes germinam quase sempre abaixo do nível do solo, portanto em ambiente parcialmente escuro. O que acontece é que algumas espécies necessitam de calor para germinar, por isso que a incidência solar ajuda, aumentando a temperatura.

Em geral as plantas necessitam de luz solar para fazer fotossíntese e esta só ocorre quando a planta começa a produzir clorofila, apresentando folhas verdes.

A seguir apresento um modelo simples de mini estufa para germinar sementes, utilizando uma embalagem plástica de bolo e copinhos de café.

Sim, precisamos reduzir o uso de plástico, porém utilizando com cuidado dá para reaproveitar por um bom tempo.

Agora é só ir acompanhando de tempos em tempos. Quando as folhas começarem a nascer o ideal é mudar a estufa para um local com iluminação indireta, temperatura mais amena, e retirar a cobertura.

Quando as mudas estiverem com 4 a 6 folhas é só transplantá-las para os canteiros ou vasos adequados, pequenos.

Bom cultivo!

Anderson Porto
https://apoia.se/tudosobreplantas

O plástico "verde" do Brasil

Cada vez mais, são desenvolvidas variedades de plástico feitas de matéria-prima renovável. No Brasil, o aproveitamento de sobras vegetais da indústria canavieira pode gerar uma produção sustentável.

Bioplástico encontra cada vez mais aplicações
Quase já não é possível imaginar o nosso mundo sem plástico.

Até mesmo quando se trata de conservação ambiental, essa espécie de “matéria-prima da vida moderna” também possui um papel importante. Por motivos bastante óbvios: o plástico convencional provém, em sua maioria, do petróleo.

De todos os estoques mundiais do óleo bruto, cerca de 4% são destinadas à fabricação do produto.

Durante o processo industrial, são liberados na atmosfera seis quilos de CO2 para cada quilograma de plástico produzido.

Considerando ainda o ritmo acelerado com o qual as reservas naturais de petróleo estão se extinguindo, logo se conclui o porquê das alternativas sustentáveis ao plástico terem sido tão bem-sucedidas nos últimos anos – especialmente na indústria de embalagens.

Continue lendo “O plástico "verde" do Brasil”

O mar não está para peixes

Por Anderson Porto

Foto: Anderson Porto
Foto: Lixo nas areias da praia de Icaraí (Anderson Porto)
5 de Junho de 2006, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Na manhã de segunda-feira, acordei disposto a fazer umas fotos da ressaca que está produzindo ondas imensas aqui na praia de Icaraí/RJ.

Ao chegar no calçadão da praia avistei uma cena pra lá de triste: a areia da praia estava tomada de lixo em um trecho bem grande. Trazida pela maré, o mar regurgitou nas areias, fruto de sua ressaca, parte do lixo que é atirado todos os dias em suas águas.

A foto vale mais que mil palavras.

Encontrei uma cidadã indignada com aquilo. Me contou que anda todo dia pelo calçadão e não acreditou quando avistou de longe aquele amontoado de lixo. Teve que chegar perto para conferir.

Conversando com os garis que tentavam fazer a limpeza antes da maré subir, todos me davam indignados o mesmo motivo: o povo é muito mal educado. “– O povo joga o lixo nas águas, e acaba que o mar depois trás tudo de volta”, dizia um. “Tudo que os favelados jogam nos rios e encostas acaba indo parar no mar. O resultado é esse aí, uma porcaria que dá desgosto de ver”, tentava explicar outro.

Dia Mundial do Meio Ambiente, o mar revoltado ao mesmo tempo que provia ondas perfeitas para os surfistas, tentava chamar a atenção da população para o descaso, para a falta de educação, para o despreparo de uma sociedade organizada em lidar com os restos de seu excesso de consumo?

Existem sim milhares de soluções como a reciclagem do lixo, a coleta seletiva, a utilização de plásticos biodegradáveis, sacos de papel, a compostagem orgânica com restos de alimentos, o reaproveitamento de materiais… As soluções existem, por que será que não são colocadas em prática?

Por causa da falta de educação? Falta de dinheiro? Falta de vontade?

Voltei pra casa triste. Triste porque este mar, que nos fornece alimentos e diversão está sendo castigado de tal forma que as próximas gerações que vierem a habitar o planeta entenderão bem o dito popular “o mar não está para peixes“, só que por outros motivos.