Como fazer uma mini estufa para germinação de sementes

Vejo as pessoas com muitas dúvidas sobre como germinar sementes. Em geral a dúvida principal é se pode colocar a sementeira para pegar a luz do sol ou não.

Então… É preciso lembrar que sementes germinam quase sempre abaixo do nível do solo, portanto em ambiente parcialmente escuro. O que acontece é que algumas espécies necessitam de calor para germinar, por isso que a incidência solar ajuda, aumentando a temperatura.

Em geral as plantas necessitam de luz solar para fazer fotossíntese e esta só ocorre quando a planta começa a produzir clorofila, apresentando folhas verdes.

A seguir apresento um modelo simples de mini estufa para germinar sementes, utilizando uma embalagem plástica de bolo e copinhos de café.

Sim, precisamos reduzir o uso de plástico, porém utilizando com cuidado dá para reaproveitar por um bom tempo.

Agora é só ir acompanhando de tempos em tempos. Quando as folhas começarem a nascer o ideal é mudar a estufa para um local com iluminação indireta, temperatura mais amena, e retirar a cobertura.

Quando as mudas estiverem com 4 a 6 folhas é só transplantá-las para os canteiros ou vasos adequados, pequenos.

Bom cultivo!

Anderson Porto
https://apoia.se/tudosobreplantas

Substratos – Cuidados na escolha do tipo mais adequado

por Eng. Agr. José Augusto Taveira

Mudanças e adaptações sempre foram parte do dia a dia no cultivo de plantas em estufas, mas no mundo moderno, a velocidade com que isto vem-se processando, é alarmante. Há alguns anos atrás, os produtores podiam utilizar, por anos a fio, soluções por eles encontradas no cultivo de plantas.

Atualmente, com o volume de informações, corre-se um grande risco de tornar-se obsoleto e/ou perder oportunidades de mercado. Existem vários critérios a seguir para se escolher o tipo mais adequado de substrato, que mais convém a cada tipo de cultivo. Um primeiro critério pode ser o custo deste substrato, mas há inúmeros outros fatores físico-químicos difíceis de se valorizar numa primeira análise, mas que terão papel decisivo num novo sistema de cultivo.

Uma primeira regra básica, escolher o tipo de substrato em função do sistema de irrigação (e/ou fertirrigação) que será adotado pelo viveiro. De maneira geral pode-se dizer que não existe um substrato ruim, o que normalmente ocorre é uma desinformação do viveirista quanto às suas propriedades e características, levando o produtor a erros de manejo em seu viveiro. Todavia o produtor deve se precaver não adotando simplesmente o custo ou aparência visual do substrato como critérios de escolha.

Durante os muitos anos que venho acompanhando esta área, tive a oportunidade de presenciar verdadeiros desastres em diversos viveiristas, devido a escolha inadequada de substratos. Como exemplo podem ser citados a utilização de cascas de Eucalyptus (escolhida por sua coloração escura e baixo custo) e a torta de Tungue (disponibilidade e custo). Infelizmente, no Brasil, há um grande número de profissionais que não sabem diferenciar substrato para cultivo em container, de fertilizantes orgânicos e/ou organo/minerais, e os recomendam de forma indiscriminada.

Funções dos Substratos

Podemos resumir em quatro as funções básicas de um substrato:

  • Propiciar suporte ou ancoragem para a planta.
  • Proporcionar suficiente porosidade de modo a permitir o ingresso de oxigênio e o escape de gás carbônico e etileno produzidos durante a respiração das raízes.
  • Propiciar alguma reserva de água para as plantas.
  • Suprir a planta com nutrientes.

Infelizmente há um grande mal entendido destas funções, como se automaticamente elas fizessem parte do substrato após a mistura de seus componentes. A única função que está assegurada, após a mistura dos diferentes componentes de um substrato, é a ancoragem. As outras três funções serão controladas pelo viveirista.

Componentes de misturas.

Os substratos atuais são na sua grande maioria, misturas de dois ou mais componentes. As propriedades físicas e químicas resultantes destas misturas, normalmente não são equivalentes à soma das partes. Por analogia, pode-se dizer que produzir um substrato é como preparar uma sopa. Quando os primeiros ingredientes são adicionados, todos os aromas podem ser distinguidos. Todavia após cozinhar por algum tempo, os aromas combinam entre si, criando nova fragrância. Da mesma maneira, quando se produz um substrato para utilização em viveiros, e para isto misturam-se diversos componentes, as propriedades físicas e químicas destes componentes se combinam, gerando novas propriedades que são distintas de seus componentes isoladamente.

Aspectos Físicos

Os aspectos físicos de qualquer substrato estão relacionados ao balanço ar/água na mistura, o total de partículas sólidas e o arranjamento entre estas partículas.

As questões mais frequentes que surgem quanto a um novo substrato, são: “qual é a aeração (porosidade preenchida com ar) deste substrato?” ou “quanta água ele pode reter?” estas questões não podem ser respondidas sem que uma série de premissas sejam estabelecidas.

As capacidades de aeração e retenção de água dependerão, além dos componentes e da maneira como o substrato é preparado, de pelo menos três outros fatores: o container que a planta será cultivada, como o substrato será manuseado (compactação, umidade, maneira de enchimento dos vasos e/ou bandejas) antes do plantio ou semeadura, e as práticas de irrigação a serem adotadas.

Para exemplificar esta questão, pode-se observar a Figura 1, onde compara-se valores de aeração, conteúdo de água e parte sólida, de um mesmo substrato (mistura 1:1 de Turfa e Vermiculita) quando colocado em containers (vasos e células de bandejas) com diferentes profundidades. É curioso observar que à medida que a profundidade do container diminui, a aeração também diminui, mas o conteúdo de água aumenta.

container

Boletim Ibraflor Informativo – nº 13/dez/1996.
Ibraflor@correionet.com.br
Eng. Agr. José Augusto Taveira
Plântula Consultoria (019) 234-1092

Fonte: [ UESB ]