As ervas de Drauzio Varella – capítulo 3

Por que tanta gente acredita em teoria da conspiração?

Cristiane Segatto

CRISTIANE SEGATTO
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o email de contato é cristianes@edglobo.com.br
Não faz muito tempo fui acusada de perseguir a indústria farmacêutica. Havia criticado, numa coluna, os métodos empregados pelos propagandistas de laboratório e a prática amplamente difundida entre os grandes fabricantes de oferecer brindes e viagens aos médicos. Não tive o menor pudor de dizer que, quando a indústria farmacêutica bajula os médicos, quem paga a conta é você. Quem quiser ler as críticas e os elogios que recebi, pode acessar esse link.

O mesmo tipo de crítica recebi quando publiquei uma reportagem de capa na edição impressa de Época que questionava os benefícios das estatinas (remédios para baixar o colesterol) em pacientes que nunca tiveram um infarto. O título da matéria era “Colesterol: o que o médico não diz”.

No grupo de pessoas que já infartaram, os estudos demonstram que as estatinas evitam mortes. No caso de quem nunca infartou, o benefício das estatinas é questionável, como a reportagem revela. Esse não é o único caso em que as vantagens apregoadas pelo fabricante de determinado remédio são excelente peça de marketing baseada em ciência discutível. Para separar o joio do trigo, existe a chamada medicina baseada em evidências.

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Em Defesa da Medicina Chinesa

por Gilberto Antônio Silva

O Fantástico deste domingo (29/08) mostrou uma matéria absurda descaracterizando a medicina chinesa e terapias alternativas. A matéria completa está aqui. Abaixo segue minha resposta – desculpem a extensão, mas estes esclarecimentos são muito importantes para a saúde de todos nós.

Desacreditando as medicinas naturais

Foi realmente horrível terminar o domingo com uma matéria tão absurda e mentirosa quanto o novo quadro do Fantástico “É bom pra quê?”. Respeito profundamente o Dr. Dráuzio Varella e seu trabalho, mas não é admissível uma matéria tão manipulada e tendenciosa quanto esta, cujo único objetivo é desinformar e confundir o telespectador, propagando a idéia errônea de que “só a medicina moderna salva”.

Essa história de que a medicina ocidental moderna é a panacéia para todos os males e o resto é só superstição, volta e meia vem à tona. Se a ciência médica moderna curasse todos os males de modo eficaz e simples, não haveria “medicina alternativa”. As pessoas tomam chás justamente em virtude da ineficiência da medicina alopática moderna.

O foco de ataque principal da matéria, além dos tratamentos alternativos em geral, pareceu ser o Hospital de Medicina Alternativa de Goiás, único no Brasil a se dedicar unicamente às terapias alternativas. Um risco para vários interesses corporativos.

É óbvio que qualquer coisa pode ser perigosa à saúde, até água. Mas os “perigos” dos chás nem de longe se igualam aos perigos dos medicamentos químicos mal testados, ineficientes, perigosos (preciso citar a relação de medicamentos recolhidos todos os anos?) e muitas vezes mal receitados.

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Resposta ao Fantástico

por Roberto L. Boorhem

Realmente vergonhosa essa investida orquestrada da Revista Época e do Fantástico contra as plantas medicinais, os fitoterápicos e a fitoterapia.

A entrevista do Dr. Drauzio a Época em 22/8/10 já antecipava as barbaridades que estavam por vir no Fantástico na série É Bom Pra Que, uma montagem orquestrada, pejorativa, tendenciosa e antiética, que se preocupou mais em mostrar as deficiências crônicas do SUS, através do caso da paciente com problema ortopédico, que sequer estava em tratamento com fitoterapia, num ataque frontal às políticas públicas de saúde do atual governo com finalidades claramente eleitoreiras, como já havia sido denunciado na semana passada através de mais de 240 mensagens de repúdio ao site da Revista Época, curiosamente da Editora Globo.

Foram tantas as críticas à entrevista do Dr Drauzio a Época, que essa revista resolveu fazer matéria sobre o assunto, que foi às bancas esse fim de semana, e que em vez de considerar a opinião de verdadeiros especialistas e esclarecer a opinião publica, distorceu e omitiu as informações fornecidas pelos profissionais entrevistados, mesma estratégia utilizada no Fantástico, confirmando a postura tendenciosa e preconceituosa dessas mídias, confundindo a opinião publica e desrespeitando mais uma vez os profissionais que trabalham seriamente pela implantação da fitoterapia no SUS.

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ALANAC rebate declarações de Drauzio Varella sobre fitoterápicos

Os fitoterápicos e plantas medicinais são hoje as classes de produtos que possuem maior potencialidade de crescimento no Brasil devido a sua biodiversidade que, associada a uma rica diversidade étnica e cultural que detém um valioso conhecimento tradicional associado ao uso de plantas medicinais, tem o potencial necessário para desenvolvimento de pesquisas com resultados em tecnologias e terapêuticas apropriadas.

O uso desses medicamentos pelo mundo é muito antigo e está cada vez maior, e como exemplo temos a Alemanha, cujo mercado de fitoterápicos é enorme. Cerca de 60% dos médicos alemães prescrevem fitoterápicos à população, produtos estes registrados no EMEA, órgão regulador europeu que tem as exigências mais rigorosas para o registro, semelhantes às brasileiras.

Sobre esse assunto, o coordenador técnico da ALANAC, Douglas Duarte é categórico: “Como podemos criticar a política alemã de medicamentos, uma vez que o poder aquisitivo da grande maioria da população é muito superior à dos brasileiros?”. Segundo ele, não existe esta imagem de que a fitoterapia é para pobres. É apenas uma terapia alternativa à alopatia sintética.

A questão do preconceito com relação aos fitoterápicos – por falta de informação, mas principalmente por má informação – ainda é um fator limitante para a utilização maciça pela população brasileira, pois a classe médica ainda tem algumas restrições ao uso desses medicamentos devido à complexidade de atuação destes produtos quando administrados.

Dizemos isso, fazendo referência à matéria “Ervas medicinais: os conselhos de Drauzio Varella” (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI162899-15230,00.html), publicada na revista época e também, na série “É bom para quê?”, que estréia neste domingo, dia 29 de agosto, no Fantástico, que a Rede Globo exibe às 20h50, e que terá quatro episódios, gostaríamos de deixar registrada nossa discordância com relação às colocações do médico sobre os medicamentos fitoterápicos.

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A polêmica das plantas

Drauzio Varella investiga os riscos dos fitoterápicos e das ervas medicinais

Em nova série de TV, Drauzio Varella investiga os riscos dos fitoterápicos e das ervas medicinais

EM CAMPO
Drauzio examina a vegetação existente nas margens do Rio Cuieiras. Há 15 anos, ele estuda as plantas da Amazônia

Nos últimos anos, milhões de brasileiros aprenderam a se interessar por temas de saúde assistindo às séries apresentadas pelo médico Drauzio Varella no Fantástico, da TV Globo. A principal característica dos programas é o didatismo, uma marca pessoal de Drauzio desde os tempos em que era professor de cursinho. A segunda característica sempre foi a ausência de controvérsias. Quem discorda de que é preciso combater a obesidade ou melhorar a coleta de órgãos para transplante Ao falar aquilo que o telespectador precisa ouvir mas sem contrariá-lo , Drauzio saiu de cada programa mais popular do que entrou. Agora, porém, o saldo de sua próxima experiência pode ser outro. A série É bom pra quê? , que estreia no dia 22 e dura quatro semanas, investiga os riscos do uso de ervas medicinais e fitoterápicos, um tipo de terapia alternativa muito difundida no Brasil.

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Fitoterápicos – Presidente do CFF questiona Drauzio Varella. Médico responde

por Comunicação | 20/08/2010

O Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, enviou, hoje (19.08.10), uma carta ao médico Drauzio Varella, questionando-o sobre suas opiniões acerca de plantas medicinais e fitoterápicos manifestadas em entrevistas que concedeu à revista “Época”. O Dr. Drauzio Varella estrea, nesta domingo, um quadro no programa “Fantástico”, da “Rede Globo”, abordando plantas e fitos. Varella respondeu, no fim da tarde, a carta de Souza Santos. Ele diz condenar “a falta de estudos clínicos” relacionados a esses produtos. Veja a carta do Presidente do CFF a Drauzio Varella e a resposta do médico.

CARTA DO PRESIDENTE DO CFF, JALDO DE SOUZA SANTOS, AO MÉDICO DRAUZIO VARELLA

Brasília, 19 de agosto de 2010.

Dr. Drauzio Varella,

Tomamos conhecimento, com preocupação, sobre a sua opinião sobre plantas medicinais e fitoterápicos manifestada em matérias publicadas na revista “Época”. Plantas e fitoterápicos são, sim, objetos de estudos técnicos e científicos, inclusive por farmacêuticos. Neste sentido, temos a enorme satisfação de informar-lhe que o Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio de uma Comissão integrada por excelências em plantas, fitos e suas respectivas terapêuticas, vem estudando os mecanismos de ação, efeitos, reações adversas, interações entre os mesmos, alimentos e medicamentos alopáticos. As conclusões apontam para a eficácia do tratamento à base desses produtos.

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Grupo quer incentivar cultivo de plantas medicinais e fitoterápicos

Uso no Sistema Único de Saúde faz demanda crescer no Brasil

Um grupo interministerial está realizando ações para incentivar os agricultores a cultivar plantas medicinais e fitoterápicos. Nesta semana, em Brasília, foi constituída uma rede de Assistência Técnica e Extensão Rural para fomentar o plantio em todo o país.

Segundo o coordenador de implementação de projetos da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o mercado ainda é pequeno, mas mostra expansão. José Adelmar Batista ressalta, principalmente, o reconhecimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o uso no Sistema Único de Saúde como fatos que impulsionam a produção.

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Alemanha autoriza fabricação de remédios à base de planta da maconha

Composto ativo é considerado eficaz no combate à dor de algumas doenças

Parlamentares alemães selaram um acordo em Berlim que legaliza o uso medicinal da Cannabis sativa no país, nesta quinta-feira (19).

O principal composto químico psicoativo da cannabis é o THC (tetrahidrocanabinol), presente na maconha e no haxixe, considerado eficaz no combate à dor e no alívio dos sintomas provocados por doenças como câncer e esclerose múltipla.

Na quarta (18), o ministro alemão da Saúde, Philipp Rösler, afirmou que os pacientes poderão fazer uso de tais medicamentos para minimizar o sofrimento e as dores causadas por doenças.

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Entre o conhecimento popular e o científico

Entre o conhecimento popular e o científico

http://www.comciencia.br/reportagens/fito/fito1.htm

A fitoterapia tem se tornado cada vez mais popular entre os povos de todo o mundo. Há inúmeros medicamentos no mercado que utilizam em seus rótulos o termo “produto natural”. Produtos à base de ginseng, carqueja, guaraná, confrei, ginko biloba, espinheira santa e sene são apenas alguns exemplos. Eles prometem, além de maior eficácia terapêutica, ausência de efeitos colaterais. Grande parte utiliza plantas da flora estrangeira ou brasileira como matéria-prima. Os medicamentos à base de plantas são usados para os mais diferentes fins: acalmar, cicatrizar, expectorar, engordar, emagrecer e muitos outros.

É essa utilização das plantas para o tratamento de doenças que constitui, hoje, um ramo da medicina conhecido como fitoterapia. A fitoterapia, apesar de ser considerada por muitos como uma terapia alternativa, não é uma especialidade médica, como a homeopatia ou a acupuntura, e se enquadra dentro da chamada medicina alopática.

O uso das plantas como remédio é provavelmente tão antigo quanto a própria humanidade. Nas Ilhas Oceânicas, por exemplo, há séculos a planta kava kava (Piper methysticum) é usada como calmante. Durante muito tempo, foi utilizada em cerimônias religiosas, para um tipo de “efeito místico”. Depois, cientistas alemães comprovaram que seu extrato tem efeito no combate à ansiedade.

No entanto, é preciso ter cautela. A crença popular de que as plantas não fazem mal, estimulada ainda mais por fortes apelos de marketing, faz com que o quadro fique um tanto distorcido. “Havia um conceito pré-estabelecido, popular, de que o que vem da natureza não faz mal. Isso não é correto”, lembra Elisaldo Carlini, pesquisador do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Medicina Tradicional Chinesa pode ajudar a reduzir efeitos secundarios da quimioterapia

…além de ajudar a repor as células intestinais saudáveis, a medicina de ervas evitou o movimento de células inflamatórias no intestino e reduziu sua inflamação…

Agência Efe

Estados Unidos – A medicina tradicional chinesa pode ajudar a reduzir os efeitos secundários nos pacientes de câncer que recebem quimioterapia, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

O estudo afirma que um antigo remédio conhecido como Huang Qin Tang, feito com flores de peônias, escutelária e a seiva de uma árvore para tratar vômitos e diarreia, pode ajudar estes pacientes.

Os doutores Yung-Chi Cheng e Wing Lam da escola de Medicina da Universidade de Yale, junto com a companhia farmacêutica PhytoCeutica criaram um remédio que ainda se encontra em fase de testes, mas que obteve sucesso em ratos.

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