Por que tanta gente acredita em teoria da conspiração?
Cristiane Segatto

Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 15 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Para falar com ela, o email de contato é cristianes@edglobo.com.br
O mesmo tipo de crítica recebi quando publiquei uma reportagem de capa na edição impressa de Época que questionava os benefícios das estatinas (remédios para baixar o colesterol) em pacientes que nunca tiveram um infarto. O título da matéria era “Colesterol: o que o médico não diz”.
No grupo de pessoas que já infartaram, os estudos demonstram que as estatinas evitam mortes. No caso de quem nunca infartou, o benefício das estatinas é questionável, como a reportagem revela. Esse não é o único caso em que as vantagens apregoadas pelo fabricante de determinado remédio são excelente peça de marketing baseada em ciência discutível. Para separar o joio do trigo, existe a chamada medicina baseada em evidências.

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