Descoberta! Planta do cerrado pode curar câncer

por Ana Paula Pessoto

Bioma abundante na região, por muito tempo o cerrado foi pouco admirado e até negligenciado em virtude de sua aparência: vegetação rasteira e torta. Aos olhos leigos, ela pode até não ser tão exuberante quanto a Mata Atlântica ou a selva amazônica, porém, ganha cada vez mais destaque e eleva seu valor quando o assunto são as plantas medicinais. Segundo pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, a Vochysia tucanorum e a Miconia albicans, plantas conhecidas popularmente como pau-de-tucano e folha-branca, respectivamente, contêm substâncias com propriedades capazes de prevenir e até tratar doenças como o câncer e a úlcera gástrica.

Anne Lígia Dokkedal Bosqueiro, pesquisadora e professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unesp, ressalta que estudos científicos profundos sobre o cerrado e sua preservação são imprescindíveis no que diz respeito à medicina, alimentação e a manutenção do equilíbrio do meio ambiente, já que o solo fica pobre sem a vegetação nativa. “É importante ressaltar que esse nosso bioma é tão importante quanto a Mata Atlântica e Amazônia e deve ser preservado. Algumas espécies de plantas só ocorrem nessa vegetação. Quanto mais conhecemos, mais provamos seu valor”, acrescenta a pesquisadora.

Em franca expansão em todo o Estado de São Paulo, as pesquisas sugerem substâncias preventivas e até curativas para males que afligem a saúde humana. No câmpus de Bauru, ao menos dois estudos prontos e publicados compravam que o cerrado também é berço de plantas medicinais.

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Grupo de Estudos sobre Plantas – GEPTSP

Quem nos visita pela primeira vez conhece muito pouco do projeto e não teria como, em tão pouco tempo, conhecer todos os ramos que desenvolvemos.

Para tentar suprir esta necessidade de mais informações sobre o projeto, irei começar uma série informativa sobre as várias áreas do portal, e sobre como utilizá-las de forma plena e satisfatória.

Para começar, vou apresentar o Grupo de Estudos sobre Plantas, apelidado de GEPTSP.

Criado ao final de novembro de 2002, o grupo de estudos basicamente é um espaço virtual para troca de emails onde os participantes enviam uma mensagem para um único endereço de email: tudosobreplantas@yahoo.com.br e todos os participantes recebem a mensagem / email. Por conseguinte, ao respondê-la, a resposta é encaminhada para todos os participantes.

É uma forma de entrar em contato com pesquisadores de várias universidades do país, cultivadores amadores e profissionais, estudantes, fotógrafos, fitoterapeutas… várias pessoas ligadas a plantas de uma única forma e através de um único endereço de email.

Para se inscrever no grupo, basta enviar mensagem em branco para: tudosobreplantas-subscribe@yahoogrupos.com.br e seguir as orientações do email de inscrição.

Para conhecer mais sobre o grupo, visite: [ GEPTSP ].

Composto por pessoas do mundo inteiro, o grupo serve para buscar informações sobre uma determinada espécie, para envio de fotos para identificação, pedidos de sementes de alguma planta ou mesmo pedidos de mais informações sobre alguma planta que se deseje saber mais.

Ao longo de 9 anos de projeto, tivemos diversos debates sobre os mais variados assuntos, tais como folha da graviola contra o câncer, quinoa, linhaça, orgânicos, pimentas, cannabis, aveloz, santo daime, transgênicos, como cultivar plantas em viveiros, como fazer compostagem, como adubar, como fazer podas de árvores e por aí vai.

Não custa nada, é gratuito!

Basta se inscrever e aguardar a chegada das primeiras mensagens. Você vai lendo e quando algum assunto lhe interessar, clica em “responder” e escreve a sua pergunta, dúvida ou ajuda com informações, e sua mensagem será compartilhada com todos. Daí, aguarde. É só esperar a sua resposta.

São informações valiosas que chegam de repente e podem ser de grande valor. Já fizemos dois encontros e estou até com vontade de organizar o próximo este ano, talvez na primavera.

Na boa? Você só tem a ganhar! Participe!

Anderson Porto
coordenador do projeto Tudo Sobre Plantas
http://www.TudoSobrePlantas.com.br
(21) 9688-9521

A cura: um relato sobre a Cannabis

Basicamente o vídeo acima mostra os fatos, as evidências de que o óleo essencial de Cannabis sativa (hash oil) pode ser utilizado para curar câncer.

O documentário ainda destaca talvez o fato mais preocupante: a indústria farmacêutica não está interessada em pesquisar o uso medicinal da Cannabis, por dois motivos principais:

  1. Não dá para patentear o óleo de Cannabis;
  2. Manter a Cannabis ilegal gera lucros exorbitantes para quem a comercializa ilegalmente.

Se você tem alguém com câncer na família, por favor, dispa-se de preconceitos e assista ao vídeo. Eu mostrei para minha mãe e ela se assustou ao saber que a pomada que o médico receitou e que ela passava “nas manchinhas da pele”, é na verdade um quimioterápico.

Câncer de mama, próstata, pele, boca, garganta, sistema linfático, leucemia… Precisamos da Agência Brasileira de Cannabis Medicinal URGENTEMENTE !!!

Avelós é eficiente contra o câncer

Carla França – Repórter

Avelós é uma planta com grande potencial e que agora está sendo testado em tratamentos
De uma garrafada (preparo de ervas medicinais) tipicamente nordestina pode surge a mais nova esperança no tratamento contra o câncer. O produto, chamado de AM-10, foi desenvolvido a partir de uma planta conhecida como avelós e se mostrou eficaz nos primeiros testes realizados em pacientes terminais da doença.

Nos testes in vitro a droga funcionou bem contra as células do câncer, em seguida testamos em ratos e cachorros e depois em pacientes terminais da doença e que já utilizaram outras drogas. Nesses casos também tivemos resultados positivos. Não é uma panaceia que vai curar todos os tipos de cânceres. Temos sim um produto brasileiro que vai ser uma ferramenta muito boa nas mãos dos médicos para o tratamento de diversos tipos da doença”, disse o farmacêutico e coordenador da pesquisa, Luiz Pianowski.

Durante essa primeira fase, começaram a surgir surpresas com relação à eficácia da droga. Uma paciente terminal de câncer e outras quatro pessoas que serviram de cobaias tiveram não só uma estabilização do quadro clínico, como também a redução das dores que a doença provoca. “Descobrimos uma molécula do avelós que é potente no combate à dor, por isso a droga também pode ser utilizada como analgésico e anti-inflamatório. Além da ação de conter ou reduzir o avanço da doença através de um processo chamado apoptose celular”, explicou Luiz Pianowski.

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Suco de romã pode frear metástase de câncer de próstata

Componentes químicos do suco da romã também poderiam ser usados em outros tipos de câncer
Pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, identificaram componentes no suco de romã que podem inibir os movimento de células cancerosas e a metástase do câncer de próstata.

A descoberta, diz Manuela Martins-Green, uma das pesquisadoras, pode ainda ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer.

Quando o câncer de próstata reaparece no paciente depois de tratamentos como cirurgia e/ou radiação, geralmente o próximo passo é a supressão do hormônio masculino testosterona, um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam do hormônio para crescer.

Mas, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir também a esse tratamento, se transforma em um câncer muito agressivo e sua metástase ataca a medula óssea, pulmões, nódulos linfáticos e geralmente resulta na morte do paciente.

O laboratório americano aplicou o suco de romã em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório que já eram resistentes à testosterona – quanto mais resistente à testosterona uma célula cancerosa é, maior é a sua tendência à metástase.

Os pesquisadores então descobriram que as células tratadas com o suco de romã que não morreram com o tratamento mostraram uma maior adesão, o que significa que menos células se separavam, e também queda na movimentação dessas células.

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Pfaffia paniculata tem efeitos inibitórios contra o câncer, mostra estudo da USP

Por Valéria Dias – valdias@usp.br

No Departamento de Patologia da faculdade, um grupo de cientistas que vem realizando uma série pesquisas com a raiz da planta

A Pfaffia paniculata, conhecida como ginseng brasileiro

A Pfaffia paniculata é uma planta que tem apresentado uma grande atividade no combate a células cancerígenas em estudos realizados na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP com animais e in vitro. No Departamento de Patologia da Faculdade, a professora Maria Lúcia Zaidan Dagli coordena um grupo de cientistas que vem realizando uma série pesquisas com a raiz da planta.

” Mas para que algum produto com finalidade terapêutica chegue até o mercado, ainda será necessário realizar uma série de estudos. Por hora, o que as nossas pesquisas conseguiram comprovar é que, nos ensaios laboratoriais com animais e in vitro, a planta se mostrou eficaz para combater células tumorais” , conta a professora. Ela destaca que é necessário fazer testes clínicos em humanos para comprovar estes resultados e que não há previsão de quando isso poderá ocorrer. ” Outro ponto a ressaltar é que pesquisas utilizando a raiz Pfaffia paniculata em humanos não podem ser feitas na FMVZ e deverão ser realizadas por unidades que tenha autorização dos conselhos de ética para isso” , pondera.

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Extrato fitoterápico de sucupira é analgésico e anticâncer

Etapas para obtenção dos princípios ativos da semente de sucupira, da esquerda para a direita: coleta de sementes, obtenção do extrato bruto, pré-purificação e isolamento. (Imagem: Antoninho Perri/Unicamp)
Cientistas brasileiros já haviam descoberto que a fava de sucupira é eficaz contra o câncer.

Agora eles descobriram que dois outros compostos também extraídos da sucupira – vouacapano e geranilgeraniol – têm efeitos analgésicos e anticâncer, ou antitumoral.

Os experimentos foram feitos pelo farmacêutico Humberto Moreira Spíndola, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), da Unicamp.

Analgésico fitoterápico

Os primeiros resultados positivos os efeitos dos extratos de sucupira foram confirmados em roedores. Trata-se ainda de uma pesquisa básica, mas que traz a possibilidade, em alguns anos, de resultar em um novo produto fitoterápico para o tratamento da dor.

Os cientistas já cogitam de aplicações tópicas como pomadas ou creme de massagem, para aliviar as dores reumáticas, além de um produto de uso oral também indicado para essas dores.

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Dráuzio Varella e a Graviola – Annona muricata L. (1753)

por Prof. Douglas Carrara

“A medicina moderna tem muito que aprender com o apanhador de ervas.”
Halfdan Mahler
Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (1973-1988)

A graviola é uma árvore que cresce até 10 m. de altura, quase sempre apenas a metade ou ainda menos, dependendo da região e do clima. A casca do caule é aromática, as folhas são alternas e crescem até 15 cm de comprimento por 7 cm de largura, verdes e vernicosas na página superior e com bolsas na axila das nervuras laterais na página inferior, ligeiramente tomentosas. Inflorescência cauliflora, brotando da casca velha do caule e dos ramos. Pedúnculos robustos. Cálice com lobos triangulares e agudos. Flores axilares, solitárias, sub-globosas, amareladas com seis pétalas grossas e carnosas.

O fruto é uma baga de forma irregular, mais ou menos ovóide, até 30 cm de comprimento e 12 cm de largura, com epiderme verde escura, espessa, areolada (carpelos soldados), cada aréola ou saliência cônica tendo no ápice um espinho comprido, mole e recurvado, verde, enquanto jovem, depois castâneo-ferrugíneo e com as extremidades quase pretas. O fruto pode atingir grandes dimensões, mas raramente excede 2 kg. (1)

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É bom pra quê? Parte 3

Químico do MA receita extrato de graviola para tratar câncer

Ele consulta pacientes, faz diagnósticos e receita remédios a base de plantas, mas não é médico. E o extrato de graviola, testado em laboratório, pode multiplicar as células cancerígenas.

O doutor Drauzio Varela conta a história de um químico do Maranhão que fabrica e receita produtos à base de plantas para tudo que é tipo de doença, um absurdo que nos faz repetir a pergunta sobre os fitoterápicos.

Imperatriz é a segunda maior cidade do Maranhão. Cerca de 236 mil pessoas vivem nela, e mais da metade é pobre. E 26% são analfabetas. A cidade tem um único hospital público grande e 34 postos de saúde. Em um deles, encontramos Dona Carmosina.

“Em 90% dos pacientes que chegam com ferimentos que demoram a cicatrizar, ela (a pomada de graviola) tem funcionado muito bem”, diz o médico do posto.

Dona Carmosina não foi atrás de nenhum curandeiro, procurou um posto de atendimento do Sistema de Saúde Pública (SUS). Lá, ela recebeu uma receita assinada por um médico: pomada para graviola, que não serve para nada.

O professor Antônio Augusto Brandão Frazão dá aulas na Universidade Estadual do Maranhão. Ele tem um centro de tratamento com plantas na área do Aeroporto de Imperatriz, construído e mantido pela Infraero. Nesse local, ele consulta pacientes, faz diagnósticos e receita remédios a base de plantas, sem ser médico. O professor é químico.

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É bom pra quê? Parte 2

Para quem não viu, reproduzo aqui o que acho que é o conteúdo (texto) da segunda parte da série “É bom pra quê?”, exibido no Fantástico do dia 05 de agosto de 2010. Assim que eu achar o vídeo eu publico no Blog. Vou logo avisando: o texto abaixo, ao meu ver, contém sérios erros EVIDENTES !!!

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Drauzio Varella desvenda se plantas podem curar o câncer

A popularidade dos chás e das infusões não tem sido acompanhada de estudos científicos. A falta de pesquisa abre caminho para indicação de tratamentos inúteis e demora na busca por assistência médica.

Você conhece a babosa, aquela planta que se usa muito no cabelo? Pois tem gente que diz que ela também é boa para o câncer. Mas não é não. Pode fazer mal para quem tem a doença. Você vai saber por que com o Dr. Drauzio Varella.

“Me foi passado que a babosa era um remédio bom pra câncer. A gente não tinha muita opção, não tinha um remédio específico. Eu já sabia o diagnóstico, mas tinha que esperar a minha vez para ser atendido aqui”, diz um paciente.

“Mas de onde veio a ideia de tratar câncer com babosa?”, pergunta o Dr. Drauzio Varella.

“Bem, essa ideia surgiu na população. Alguém usou, algum dia, e foram usando e esse conhecimento popular se expandiu”, explica o engenheiro agrônomo da Embrapa, Osmar Lameira.

“Não estou achando que o tratamento alternativo não tem que existir. Eu acho que tem que existir, mas assim como os tratamentos convencionais foram estudados, avaliados para se ter certeza de que eles têm alguma eficiência, vale a pena fazer a mesma coisa nesses tratamentos, porque eles fazem mal”, afirma o médico oncologista Riad Younes.

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