Descoberta! Planta do cerrado pode curar câncer

por Ana Paula Pessoto

Bioma abundante na região, por muito tempo o cerrado foi pouco admirado e até negligenciado em virtude de sua aparência: vegetação rasteira e torta. Aos olhos leigos, ela pode até não ser tão exuberante quanto a Mata Atlântica ou a selva amazônica, porém, ganha cada vez mais destaque e eleva seu valor quando o assunto são as plantas medicinais. Segundo pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, a Vochysia tucanorum e a Miconia albicans, plantas conhecidas popularmente como pau-de-tucano e folha-branca, respectivamente, contêm substâncias com propriedades capazes de prevenir e até tratar doenças como o câncer e a úlcera gástrica.

Anne Lígia Dokkedal Bosqueiro, pesquisadora e professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unesp, ressalta que estudos científicos profundos sobre o cerrado e sua preservação são imprescindíveis no que diz respeito à medicina, alimentação e a manutenção do equilíbrio do meio ambiente, já que o solo fica pobre sem a vegetação nativa. “É importante ressaltar que esse nosso bioma é tão importante quanto a Mata Atlântica e Amazônia e deve ser preservado. Algumas espécies de plantas só ocorrem nessa vegetação. Quanto mais conhecemos, mais provamos seu valor”, acrescenta a pesquisadora.

Em franca expansão em todo o Estado de São Paulo, as pesquisas sugerem substâncias preventivas e até curativas para males que afligem a saúde humana. No câmpus de Bauru, ao menos dois estudos prontos e publicados compravam que o cerrado também é berço de plantas medicinais.

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Café, uma arma contra o mosquito da dengue

Borra de café combate a dengue
Borra de café combate a dengue

A bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto), durante a pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes Aegypti.

O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no prato dos xaxins, dentro das folhas das bromélias, etc.

A borra de café, que é produzida todos os dias em praticamente todas as casas tem custo zero. O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusive sendo jogada sobre o solo do jardim e quintal.

Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de final de ano, surge outra ameaça proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4.

Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.

Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.

A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.

O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus, garrafas, latas, caixas dágua etc.).
“A borra não precisa ser diluída em água para ser usada”, destaca a bióloga. Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la.

Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada, também, como um adubo ecologicamente correto.

Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes aegypti é o da aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas.

Fonte: Prof. Julio Cesar C. Leitão – www.clubedaarvore.com.br