Deu branco na queimadura

por Liana John

Ou melhor, o extrato da casca do breu-branco (Protium heptaphyllum) tem bom potencial como protetor solar, por suas atividades antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajudam a prevenir queimaduras de sol e câncer de pele.

Essa árvore, de 7 a 20 metros de altura, ocorre na Mata Atlântica, no Cerrado e na Floresta Amazônica e tem frutos comestíveis, de casca vermelha e polpa amarelada, com gosto suave e refrescante. Os frutos são bem apreciados por aves e mamíferos, mas não são conhecidos pela maioria dos brasileiros.

Na verdade, bem conhecido mesmo é perfume extraído da resina, vendido tanto em frascos simples, no mercado do Ver-o-Peso, em Belém (PA), como sofisticados, pelas revendedoras da indústria de cosméticos Natura. O cheirinho bom também exala das folhas, justificando diversos nomes comuns da espécie: almecegueira-de-cheiro, almecegueira-cheirosa, pau-de-incenso, incenso-de-caiena.

Já o nome breu-branco deriva do fato de a resina assumir coloração branca quando exsudada pelo tronco cortado ou raspado. Para os indígenas de origem tupi-guarani, o nome da espécie ora faz referência à resina – icicaçu (resina grande) – ora faz referência à espessura do tronco – guapuycy (mãe de tronco fino).

Seja qual for o nome, a espécie é popularmente considerada medicinal. A resina oleosa é usada como analgésico, cicatrizante e expectorante. Uma pesquisa conduzida pelo doutor em Farmacologia, Francisco de Assis Oliveira, na Universidade Federal do Ceará (UFCE) conferiu a atividade da resina como anti-inflamatória e gastroprotetora. Mas também encontrou alta toxicidade de alguns de seus componentes nos testes com camundongos.

Outra pesquisa, realizada no Laboratório de Controle de Qualidade de Medicamentos e Cosméticos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP/USP), elegeu o extrato da casca do breu branco como o de melhor potencial fotoquimioprotetor, entre os testes realizados com 40 espécies nativas. “Recebemos os extratos prontos, de diversas instituições, e testamos primeiro a toxicidade e depois as atividades antioxidante e anti-inflamatória, que são as mais importantes para esse tipo de proteção solar”, diz Ana Luiza Scarano Aguillera Forte, responsável pelo estudo. O extrato do breu branco foi enviado por uma equipe do Museu Emílio Goeldi, do Pará.

Nos primeiros testes, de toxicidade, apenas 4 das 40 plantas “passaram na peneira”: os extratos das folhas de quaresmeira (Miconia minutiflora), canela-de-cutia (Eugenia protenta) e de uma mirtácea sem nome comum (Eugenia biflora), além do extrato da casca do tronco de breu-branco. As 4 espécies foram estão testadas em condições semelhantes às reais, com exposição a raios ultravioleta. E os melhores resultados foram obtidos com o breu branco, cuja atividade antioxidante se mostrou capaz de “sequestrar” da pele a maior parte dos radicais livres prejudiciais, além de agir contra a inflamação normalmente causada pela irradiação solar, quando a pele é exposta sem proteção.

“Os produtos fotoquimioprotetores são de pré-tratamento e devem compor produtos cosméticos para a pele junto com filtros solares”, esclarece a pesquisadora. “Não servem para pós-tratamento, para cuidar da pele após a queimadura solar, como é o caso do gel pós-sol”.

O estudo dos 40 extratos foi objeto do mestrado de Ana Luiza, realizado sob a orientação de Maria José Vieira Fonseca, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O laboratório também conta com recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Agora Ana Luiza avalia outro extrato, proveniente do Cerrado, com a mesma atividade fotoquimioprotetora. É sua tese de doutorado em Ciências Farmacêuticas e inclui um ano de pesquisas na Espanha. Como o estudo só deve terminar em 2016, ela ainda não pode revelar qual é a planta. Então, enquanto esperamos, o jeito é procurar cosméticos que já tenham incorporado o breu-branco para a proteção solar.

Foto: Liana John (tronco de breu-branco, Rio Negro, AM)

Fonte: [ Educação Ambiental Itajubá ]

Ministério da Saúde de Israel importará maconha medicinal

Cannabis medicinal
O governo de Israel aprovou neste domingo a normativa que regulará a importação e cultivo local de maconha para usos médicos, consumidos por milhares de pessoas no país.

“O Gabinete aprovou as instruções e supervisão necessárias para a provisão de cannabis para usos médicos e de pesquisa, em reconhecimento que o uso médico do cannabis é necessário em alguns casos”, informou o Escritório do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em comunicado.

“O Ministério da Saúde, em coordenação com a Polícia israelense e a Autoridade Antidrogas supervisionarão ditas instruções e também serão responsáveis pela importação e o cultivo local (de cannabis)”, acrescenta a nota.

Cerca de 6 mil pessoas consomem maconha para fins medicinais em Israel, segundo indica o jornal local Ha’aretz, a maioria dos quais sofre de dores crônicas e doenças terminais.

O Ministério planeja importar a erva, que contêm a substância ativa conhecida como THC (Tetra Hidro Cannabinol), de países como o Canadá e Holanda, “que demonstraram grande experiência no cultivo, controle de qualidade e supervisão dos ingredientes ativos”, explicou o diretor-geral Boaz Lev.

Fonte: [ Terra ]

Homem se acorrenta a mastro pedindo apoio para obter patente de remédio que descobriu

Quem passou pelo Jardim Público na quarta-feira (15) se deparou com uma cena inusitada. Um homem estava acorrentado a um mastro em frente ao coreto. Tal fato chamou a atenção dos transeuntes. Muitos se aproximavam do mastro para obter informações e saber o motivo do protesto realizado pelo pedreiro desempregado, Gabriel Vieira Lopes, 61.

Lopes explica que a ação é mais de reivindicação que de protesto. Segundo ele, a iniciativa visa obter ajuda para conseguir a patente de um medicamento natural que descobriu em abril de 2007, proveniente de uma árvore nativa do cerrado.

Como sofria de hemorroidas, hipertensão e diabetes, Lopes começou a tomar o remédio e melhorou, não precisando mais tomar medicamentos industrializados. De boca a boca, o remédio foi sendo divulgado e, segundo ele, mais de 200 pessoas de Rio Claro e de outras cidades, inclusive de fora do Estado de São Paulo, já tomaram o medicamento com resultados positivos.

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Cannabis Medicinal: Não lemos e não gostamos?

Dando sequência aos debates sobre a maconha no país, em especial sobre a maconha medicinal, Plantando Consciência publica carta do maior especialista nacional no assunto, o professor da UNIFESP e especialista em psicofarmacologia Elisaldo Carlini que foi recusada pela Folha de São Paulo, mesmo veículo que tem publicado cartas de fortíssimo viés ideológico e repletas de ofensas pessoais a diversos pesquisadores brasileiros, assinadas por Ronaldo Ramos Laranjeira e Ana Cecília Petta Roselli Marques (veja um exemplo aqui).

por Elisaldo Carlini

Elisaldo A. Carlini, Professor-Titular de Psicofarmacologia – UNIFESP / Diretor do CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas / Membro Titular do CONED (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas) / Membro do Comitê de Peritos sobre Álcool e Drogas OMS (7º mandato) / Ex-membro do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos (INCB – ONU) (2002-2007)

Em maio deste ano foi realizado o Simpósio Internacional: “Por uma Agência Brasileira da Cannabis Medicinal?” sob minha presidência, contando com a participação de cientistas do Brasil, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Holanda, representantes brasileiros de vários órgãos públicos, sociedades científicas e numerosa audiência. Após dois dias de intensas discussões foi aprovado por unanimidade um documento recomendando ao Governo Federal a oficialização da criação da Agência Brasileira da Cannabis Medicinal.

Esperava uma discussão posterior, científica e acalorada, pois sabia de algumas opiniões contrárias à proposta. Entre estas o parecer do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) cujos representantes compareceram apenas para apresentar seu parecer, ausentando-se totalmente, antes e depois, de todo o restante do simpósio.

Esta havendo sim a esperada discussão, veiculada principalmente através da Folha de São Paulo, mas num nível de entristecer. De fato, expressões como – “o dom de iludir”; “Lobby da maconha”; “Maconhabras”; “uma idéia fixa: a legalização das drogas”; “elementos com pretensa respeitabilidade”; “paixão dos lobistas”; “exemplo de indigência intelectual”; “querem maiores facilitações para o consumo”; “travestidos de neurocientistas”; – não se coadunam com a seriedade que deve prevalecer em qualquer discussão científica. Os autores de tais infelizes afirmações certamente não leram a celebre frase de Claude Bernard, o pai da medicina experimental: “em ciência criticar não é sinônimo de denegrir”.

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Washington libera maconha para uso medicinal

Cannabis medicinal

(AFP) – 4 de Mai de 2010

WASHINGTON — A Câmara Municipal de Washington aprovou por unanimidade nesta terça-feira o uso medicinal da maconha na capital dos Estados Unidos, que se soma a 14 estados do país que já permitem a utilização da droga para tratar algumas doenças crônicas.

A nova lei – que deve ser aprovada pelo prefeito de Washington, Adrian Fenty, e será revisada pelo Congresso antes de entrar em vigor – prevê que os médicos poderão receitar maconha a pacientes que sofrem de doenças como Aids, câncer, esclerose múltipla e glaucoma.

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