A importância das árvores mortas

por Marcos Rodrigues*

Pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus). Foto: FM Flores
Pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus). Foto: FM Flores

Mantenho em meu jardim três árvores mortas, que continuam em pé. Os jardineiros e paisagistas ficam horrorizados com minha decisão, aparentemente insana. Árvores mortas apodrecem, e seus galhos podem cair sobre transeuntes e residentes, levando-os à morte. Eu concordo.

A primeira delas é um ibirapitá de uns dez metros de altura e que morreu há cerca de doze anos. Aprendi que ibirapitás não têm vida muito longa, diferente dos milenares jequitibás. Os galhos foram apodrecendo e caindo. Os mais perigosos eu tive o cuidado de retirá-los com a ajuda de serrotes. Assim, ficou por ali, como um totem prateado, somente o tronco principal, de uns sete metros de altura e uns trinta a quarenta centímetros de diâmetro, ornamentando meu jardim.

Certo dia, um pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus) começou a cavar um buraco. Ficou dias martelando, com seu poderoso bico e infatigável pescoço um perfeito oco redondo, cuja entrada tinha cerca de menos de dez centímetros de diâmetro. Entre um turno de marteladas e outro, o pica-pau voava para uma sucupira-branca (Pterodon emarginatus) bem próxima e cantava suas notas agudas enquanto parecia descansar. Acostumou-se tanto à minha presença, que deixava que eu me aproximasse até três metros de distância; depois voava gloriosamente para a sucupira-branca. Ali botou ovos, criou os filhotes, trazendo-os insetos incansavelmente por vários dias quando, por fim, todos desapareceram. Esse ciclo se repetiu pelo menos por quatro primaveras. Todo ano o pica-pau ali aparecia, dava uma ajeitada no seu oco, criava sua prole, e desaparecia.

A partir de certo ano, o pica-pau desistiu de fazer do oco do ibirapitá sua morada, muito embora continue frequentando o jardim em busca de suas presas. Foi nesta ocasião que um bem-te-vi-rajado (Myiodnastes maculatus) apoderou-se do velho oco, e durante os dois anos seguintes botou seus ovos e criou seus ninhegos até estes alçarem voo.

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Plantio de Árvores nas calçadas

Por Júlio Bernardes

Pesquisa feita em três regiões da cidade de São Paulo comprova que a vegetação urbana reduz a necessidade de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado para manter o conforto térmico em residências, podendo reduzir o consumo de energia elétrica. O trabalho foi apresentado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pela engenheira agrônoma Giuliana Del Nero Velasco, que sugere o plantio de árvores de grande porte no sistema viário para ampliar a redução de temperatura obtida com a cobertura vegetal.

O trabalho analisou áreas com diferentes densidades de vegetação na Zona Sul da cidade, a primeira com 3,72% de cobertura verde, a segunda com 11,71% e a terceira com 33,92%. “Os locais foram escolhidos por geoprocessamento, a partir das imagens de alta resolução do satélite Ikonos II”, explica Giuliana. “Após a aplicação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e análise de mapas de clima já existentes, foi feito um levantamento de campo para confirmar os dados do sensoriamento remoto e definida uma amostragem de 100 residências em cada área”.

Em cada residência foram coletados dados sobre a cobertura vegetal, temperatura, umidade e, por meio de questionários, da presença de ar-condicionado e ventiladores. A concessionária de energia local forneceu informações sobre o consumo de eletricidade. “Por fim, realizou-se o cálculo dos graus-hora de calor, que indica quantos graus de temperatura a mais precisam ser retirados do ambiente de forma artificial”, completa a agrônoma.

No mês mais quente medido pela pesquisa (março), a área com menor vegetação apresentou 10 graus-hora de calor por dia, contra 3,91 graus-hora de calor da região com maior cobertura vegetal. “Isto mostra que o local com menos cobertura arbórea possui uma necessidade maior de refrigeração artificial”, ressalta Giuliana, acrescentando que a temperatura às 9 horas chegou a ser 2,14 graus maior que a região mais arborizada. “Nessa área, a média de temperatura foi menor, o que resultou em um valor mais baixo de graus-hora de calor”.

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FAO lança livro gratuito sobre costumes, folclores e plantas da Amazônia

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou no dia 23 de dezembro de 2011 em Roma, na Itália, o livro Árvores Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica (Fruit Trees and Useful Plants in Amazonian Life ([ arquivo PDF – 12 Mb ]). A publicação marca o encerramento do Ano Internacional das Florestas.

Pesquisadores brasileiros e internacionais, agricultores, parteiras, caçadores, músicos contribuíram com ideias e experiências. A publicação foi uma coprodução da FAO, do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (Cifor) e da organização não governamental Povos e Plantas Internacionais (PPI).

“Esse novo livro é um perfeito exemplo de como fazer nosso conhecimento acessível para ajudar os pobres a maximizar os benefícios dos produtos e serviços florestais e melhorar sua subsistência”, diz o Diretor-Geral Adjunto para Florestas na FAO, Eduardo Rojas-Briales.

Fonte: [ pré-Univesp ]

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação

Portal Tudo Sobre Plantas: Galeria

Oi pessoal,

Coloquei online a antiga seção GALERIA reformulada, agora apresentando o que já temos cadastrado para cada grupo de espécies.

Seção: Galeria

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Para visitar, acesse: [ Galeria ]

Este ramo é para que todos possam conhecer uma parte do trabalho que já foi feito, isto é, banco de dados, glossário de termos etc.

Mais a frente, brotarão os resumos com dicas de cada grupo.

Espero que gostem!

Abraços!

O homem que plantava árvores

por Jean Giono

Há cerca de 40 anos eu fiz uma longa excursão a pé por montanhas absolutamente desconhecidas por turistas naquela velha região onde os Alpes penetram na Provença.

Esta região é delimitada no sudeste pelo curso médio do Durance, entre Sisteron e Mirabeau, ao norte pelo curso superior do Drome, de sua nascente até o Die, a oeste pelos planos do Condado Venaissin e pelas beiradas do Monte Ventoux. Incluía toda a parte norte do departamento dos Alpes Baixos, o sul de Drome e um pequeno enclave do Vaucluse.

No momento em que iniciei minha longa jornada através desta região desértica, ela consistia em estéreis e monótonas terras, entre 1200 e 1300 metros acima do nível do mar. Nada crescia ali a não ser lavanda silvestre.

Eu estava cruzando esta região na sua parte mais larga e depois de andar por três dias, eu me achei na mais completa desolação. Eu acampei perto do esqueleto de uma vila abandonada. Eu usara o resto da minha água no dia anterior e precisava achar mais. Apesar das casas estarem em ruínas e parecerem um velho ninho de vespas, pensei que deveria haver uma fonte ou um poço por lá. De fato, havia uma fonte, mas estava seca.

As cinco ou seis casas sem telhado, carcomidas pelo sol e pelo vento, e a pequena capela com o campanário destruído, estavam arranjadas como as casas e capelas de aldeias vivas, mas toda a vida desaparecera.

Era um lindo dia de junho cheio de sol, mas nestas terras sem abrigo, o vento soprava com insuportável violência, rosnando nas carcaças das casas como um animal selvagem perturbado durante sua refeição.

Eu precisava levantar meu acampamento. Depois de cinco horas andando, eu ainda não achara água e nada deu-me esperança de achá-la. Tudo era a mesma secura, a mesma vegetaçao lenhosa. Eu pensei ter visto a distância uma silhueta escura. Fui até lá. Era um pastor. Cerca de trinta ovelhas estavam descansando perto dele na terra seca.

Ele me deu de beber de seu cantil e um pouco depois ele me levou para sua cabana de pastor, numa ondulação do platô. Ele retirou sua água – de excelente qualidade – de um poço natural, muito profundo, onde ele instalara uma roldana rudimentar.

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Brasil irá exportar tecnologia florestal

Brasília – O sistema eletrônico brasileiro que controla a comercialização de madeira, chamado Documento de Origem Florestal (DOF), deverá ser “exportado” para países latino-americanos e também para a África do Sul, China e Rússia. A informação é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelo sistema, criado em 2006.

A tecnologia substituiu as antigas autorizações de transporte de produto florestal (ATPF), feitas em papel moeda, que eram constantemente roubadas ou até falsificadas em gráficas clandestinas, por uma documentação que tramita por meio da internet entre produtores de madeira, compradores e exportadores; o Ibama e os órgãos estaduais de meio ambiente; a Polícia Rodoviária Federal, a Receita Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A Secretaria-Geral da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) convidou o Ibama a apresentar o sistema, em reunião, no fim deste mês, em Manágua (Nicarágua).

A avaliação é que o sistema brasileiro é o mais moderno do mundo e foi elaborado de acordo com os parâmetros da convenção, da qual o Brasil é signatário desde 1975. Caso se confirme o interesse, o Brasil doará, por meio de cooperação técnica, o código-fonte que permite a cópia do sistema. A Cites tem a adesão de 175 países.

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Grupo de Estudos sobre Plantas – GEPTSP

Quem nos visita pela primeira vez conhece muito pouco do projeto e não teria como, em tão pouco tempo, conhecer todos os ramos que desenvolvemos.

Para tentar suprir esta necessidade de mais informações sobre o projeto, irei começar uma série informativa sobre as várias áreas do portal, e sobre como utilizá-las de forma plena e satisfatória.

Para começar, vou apresentar o Grupo de Estudos sobre Plantas, apelidado de GEPTSP.

Criado ao final de novembro de 2002, o grupo de estudos basicamente é um espaço virtual para troca de emails onde os participantes enviam uma mensagem para um único endereço de email: tudosobreplantas@yahoo.com.br e todos os participantes recebem a mensagem / email. Por conseguinte, ao respondê-la, a resposta é encaminhada para todos os participantes.

É uma forma de entrar em contato com pesquisadores de várias universidades do país, cultivadores amadores e profissionais, estudantes, fotógrafos, fitoterapeutas… várias pessoas ligadas a plantas de uma única forma e através de um único endereço de email.

Para se inscrever no grupo, basta enviar mensagem em branco para: tudosobreplantas-subscribe@yahoogrupos.com.br e seguir as orientações do email de inscrição.

Para conhecer mais sobre o grupo, visite: [ GEPTSP ].

Composto por pessoas do mundo inteiro, o grupo serve para buscar informações sobre uma determinada espécie, para envio de fotos para identificação, pedidos de sementes de alguma planta ou mesmo pedidos de mais informações sobre alguma planta que se deseje saber mais.

Ao longo de 9 anos de projeto, tivemos diversos debates sobre os mais variados assuntos, tais como folha da graviola contra o câncer, quinoa, linhaça, orgânicos, pimentas, cannabis, aveloz, santo daime, transgênicos, como cultivar plantas em viveiros, como fazer compostagem, como adubar, como fazer podas de árvores e por aí vai.

Não custa nada, é gratuito!

Basta se inscrever e aguardar a chegada das primeiras mensagens. Você vai lendo e quando algum assunto lhe interessar, clica em “responder” e escreve a sua pergunta, dúvida ou ajuda com informações, e sua mensagem será compartilhada com todos. Daí, aguarde. É só esperar a sua resposta.

São informações valiosas que chegam de repente e podem ser de grande valor. Já fizemos dois encontros e estou até com vontade de organizar o próximo este ano, talvez na primavera.

Na boa? Você só tem a ganhar! Participe!

Anderson Porto
coordenador do projeto Tudo Sobre Plantas
http://www.TudoSobrePlantas.com.br
(21) 9688-9521

Wi-Fi deixa árvores doentes, evidencia estudo

As redes Wi-Fi são prejudiciais às árvores de folha caduca, de acordo com um estudo de um grupo de instituições holandesas. A radiação causa variações significativas no crescimento das plantas, assim como sangramentos e fissuras na casca, explica a pesquisa.

A cidade holandesa de Alphen aan den Rijn ordenou, há cinco anos, que se verificasse as anomalias até então inexplicáveis que surgiam nas árvores, que não poderiam ser atribuídas a um vírus ou infecção bacteriana. Naquele país, cerca de 70% do arvoredo em áreas urbanas apresenta os mesmos sintomas, quando, há cinco anos atrás, apenas 10% estava doente.

Segundo o estudo, que expôs 20 partes de árvores a diferentes fontes de radiação, por um período de três meses, os campos electromagnéticos das redes de telefonia móvel e sem fio são os principais culpados pelas suas doenças, mas as partículas ultrafinas de poluição, emitidas pelos veículos, também poderão contribuir para o problema.

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Está quente? Não! Está faltando árvore!

Está quente? Não! Está faltando árvore!

(Responda isso cada vez que alguém reclamar do calor ou do aquecimento global)

Reclamar não soluciona nada!

A temperatura do planeta é o que é. O aquecimento global é o que é. Estes não são os “culpados”, mas nós e as grandes empresas sim.

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