Passiflora edulis Sims
FAMÍLIAPassifloraceae
Nomes Populares:
maracujá, fruta da paixãoApresentação
Introdução
A espécie Passiflora edulis, conhecida popularmente como maracujá, foi trazida para a Coreia do Sul em 1989 e começou a ser cultivada para venda a partir de 2012. Recentemente, o cultivo tem enfrentado problemas com doenças causadas por vírus, que prejudicam o desenvolvimento das plantas, reduzem a quantidade de frutos produzidos e afetam sua qualidade. [3]
Variedades
Passiflora edulis f. edulis [4]
Existem duas formas principais: a de fruta amarela (também chamada de azeda) e a de fruta roxa. [6]
Sinonímia
Granadilla edulis, Passiflora rubricaulis
Etimologia
Outros idiomas
Em inglês, também é conhecida como 'yellow passion fruit' (maracujá-amarelo). [7]
Ocorrência e Ecologia
Distribuição geográfica
É cultivada em vários países da América Latina, incluindo a Colômbia. [9]
Habitat
regiões típicas de produção em vales de média altitude [11]
Altitude
Entre 1600 e 2300 metros acima do nível do mar. [4]
Coletadas no Cerrado de Minas Gerais [12]
1.432 metros acima do nível do mar [6]
Origem
Brasil [9]
No contexto desta informação, os principais centros de produção deste maracujá estão nas regiões de Sumatra do Norte e Sulawesi do Sul, na Indonésia. [5]
Clima
Prefere climas com temperaturas entre 15°C e 20°C e uma chuva anual de pelo menos 900 mm. [9]
Ciclo
Morfologia
Características
A planta apresenta uma grande diversidade genética e varia bastante em suas características visíveis, como tamanho e cor. [6]
Caule
O caule, as folhas e os gavinhas (estruturas para se prender) são de cor verde com traços avermelhados ou arroxeados. O caule jovem é cilíndrico e ligeiramente angular. [7]
Caule segmentado. [15]
Casca
Casca da fruta do maracujá [5]
cascas [12]
Folhas
As folhas do maracujá-amarelo são mais nutritivas que as do roxo. Elas têm um teor maior de proteína (9,92%) e fibra (14,88%), além de conter mais vitamina A e vitamina C. [14]
Suas folhas são dispostas de forma alternada no caule, possuem três lobos (divisões) com bordas finamente serrilhadas (como pequenos dentes) e sua base tem o formato de um coração. [7]
Pecíolo
Flores
A flor é hermafrodita (possui partes masculinas e femininas), nasce na junção entre o caule e a folha (axila) e é muito vistosa. Sua cor é branca com listras roxas, e ela se abre apenas no período da tarde. [7]
As flores são grandes e vistosas, podendo ser cultivadas como plantas ornamentais em jardins. [16]
Suas flores se desenvolvem de maneira muito influenciada pela temperatura ambiente. [17]
Frutos
O fruto é uma baga redonda ou oval, medindo entre 5,2 e 8,0 cm de comprimento e 4,7 a 7,2 cm de largura. Sua casca é dura, lisa e cerosa, com cerca de 3,0 a 4,5 mm de espessura, e possui uma parte interna esponjosa e branca. Quando ainda não está maduro, tem uma cor verde clara, que se transforma em um roxo bem escuro ao amadurecer. Cada fruto pesa entre 46 e 76 gramas. [4]
Sementes
As sementes do maracujá contêm uma quantidade significativa de óleo, que pode variar entre 16,7% e 33,5%. Essa variação depende do método de extração, do tipo de solvente usado, das condições do processo e da região onde a fruta foi cultivada. [18]
As sementes são ricas em óleos essenciais, contendo principalmente ácido linoleico, ácido oleico e ácido palmítico. [6]
As sementes são comestíveis, ricas em proteínas e óleo (composto principalmente por ácidos graxos como o linoleico, oleico e palmítico). Elas também são uma excelente fonte de fibra alimentar insolúvel. [16]
Exsudatos
extratos de acetato de etila [12]
O estudo analisou a polpa e a casca do maracujá (Passiflora edulis), mas não menciona a presença de exsudatos. [20]
Aroma
A fruta tem sabor delicioso e é rica em antioxidantes, minerais, vitaminas e fibras. [14]
Apresenta aroma característico. [4]
óleos essenciais [12]
Cultivo e Reprodução
Tipos de solo
Para seu cultivo, prefere solos profundos. [7]
Produtividade
Quando infectada por vírus, a produtividade e a qualidade dos frutos caem ano após ano. Plantas saudáveis, sem vírus, mantêm uma produção estável, o que mostra que, com um bom controle de doenças, é possível cultivá-la por mais tempo, ultrapassando o ciclo típico de cinco anos. [13]
Mudas
É propagada principalmente por meio de sementes. [9]
Para produzir mudas por estacas, a técnica mais eficaz é usar galhos com quatro nós (pontos de onde saem as folhas). A ponta do galho deve ser mergulhada por 3 a 5 segundos em uma solução de hormônio de enraizamento (NAA) na concentração de 800 ppm. Este procedimento garante o maior sucesso no desenvolvimento de novas mudas. [21]
Cultivo
Geralmente é cultivada em estufas cobertas com plástico ou em locais parcialmente cobertos, usando um sistema que fornece água e nutrientes ao mesmo tempo (fertirrigação). [9]
É uma planta cultivada em larga escala para venda, sendo uma das mais importantes para a agricultura e a economia de diversas regiões. [22]
Poda
sementes, folhas e cascas [12]
O estudo analisou como diferentes níveis de retenção de folhas (0%, 25%, 50%, 75% e um grupo sem poda) afetam a qualidade do enxerto de maracujá (Passiflora edulis). Descobriu-se que manter 50% das folhas (50% PLR) foi a melhor opção, estimulando o desenvolvimento das gemas laterais, resultando em maior brotação e melhores características de crescimento, como comprimento e diâmetro. [23]
Reprodução
O maracujá pode ser reproduzido por sementes, estacas (galhos cortados para enraizar) e enxertia. O método por estacas é particularmente bom porque garante que as novas plantas sejam idênticas à planta-mãe, mantendo as características desejadas. [21]
É propagada por mudas de plantas jovens que são estéreis e podem ter duas ou três cópias de seus cromossomos (diploides e triploides). [15]
Colheita
Usos e Propriedades
Doenças
A planta pode ser atacada por vários vírus, como o East Asian passiflora virus (EAPV), o papaya leaf curl Guandong virus (PaLCuGdV), o cucumber mosaic virus (CMV) e o Euphorbia leaf curl virus (EuLCV). Essas infecções virais reduzem o açúcar (Brix) e a acidez do fruto, além de diminuir a quantidade de frutos produzidos. A infecção pelo vírus EAPV causa os danos mais severos. [13]
pode ser atacada pela antracnose, uma doença que causa manchas marrom-claras e úmidas [24]
Propriedades
Um extrato feito com álcool (etanol) das folhas do maracujá (Passiflora edulis) demonstrou ter propriedades antioxidantes, conseguindo neutralizar 73,41% dos radicais livres em um teste específico (DPPH) na concentração de 100μg / ml. Para atingir 50% desse efeito antioxidante, foi necessária uma concentração muito baixa de apenas 2,57μg / ml, o que indica uma boa potência. Em testes de laboratório, o extrato também apresentou atividade anti-inflamatória, impedindo a desnaturação de uma proteína (albumina) em diferentes concentrações (55,45% a 500μg / ml, 49,82% a 250μg / ml e 41,82% a 125μg / ml). Em estudos com camundongos, o extrato mostrou um leve efeito analgésico (contra a dor), um efeito moderado para reduzir a febre (antipirético) e também um efeito moderado contra a diarreia. Além disso, o extrato produziu uma atividade sedativa e hipnótica (que induz ao sono) de intensidade moderada nos animais testados. [25]
A fruta contém compostos benéficos para a saúde, como alta concentração de vitamina C, antioxidantes e fibras, o que a torna uma opção nutritiva e saudável para o consumo. [4]
A casca do maracujá é rica em nutrientes. Em sua composição bruta, encontramos aproximadamente 12,37% de proteína, 5,28% de gordura, 30,16% de fibra e 9,26% de minerais (cinzas). [5]
Toxicidade
O consumo diário de maracujá nas quantidades habituais da dieta é considerado seguro e não tóxico. [16]
Princípios ativos
A polpa do fruto roxo contém uma mistura de compostos naturais, incluindo tipos específicos de hidrocarbonetos (alcinos e alcanos), uma amina aromática, um composto aromático, um álcool primário e um composto com flúor. Já a polpa do fruto amarelo possui uma composição semelhante, com alcinos, alcanos, um aldeído, uma imina ou oxima, mais alcanos, um éter vinílico e um álcool primário. [26]
Nos extratos analisados do maracujá (Passiflora edulis), foram encontrados principalmente gorduras (ácidos graxos). A principal substância identificada foi o ácido linoleico, que representou 74,35% do total. Em quantidades menores, também estavam presentes o ácido oleico e o ácido palmítico. [12]
Contém compostos como flavonoides C-glicosídeos, rutina e um alcaloide chamado harmana. [1]
Utilização
É muito consumido in natura ou na forma de suco. Também é utilizado na fabricação de uma grande variedade de produtos, como bolos, sorvetes, geleias, iogurtes, bebidas, chás, vinhos, vinagres, caldos e molhos. Além do uso alimentício, é empregado na medicina tradicional e como ingrediente hidratante em cosméticos. [16]
É usada como matéria-prima na indústria de cosméticos e também é cultivada como planta ornamental. [10]
As cascas que sobram da indústria de suco de maracujá, que hoje são pouco aproveitadas, poderiam ser uma excelente fonte alternativa para extrair pectina. A pectina é um espessante e estabilizante muito usado em alimentos. O Brasil gera uma quantidade enorme desse resíduo, que poderia chegar a 300 mil toneladas por ano, com potencial para produzir até 2 mil toneladas de pectina. [27]
Partes utilizadas
Folhas, caules, frutos e cascas. [16]
As partes utilizadas para fins medicinais são as folhas. [8]
Farmacologia
Extratos, suco e compostos isolados da planta demonstraram, em estudos, uma ampla gama de efeitos benéficos para a saúde. As pesquisas indicam atividades antioxidante, anti-hipertensiva, antitumoral, antidiabética, hipolipidêmica, antimicrobiana, anti-inflamatória, hepatoprotetora, protetora pulmonar, sedativa, antidepressiva e ansiolítica. [16]
Apresenta potencial como um inibidor natural da tirosinase. Estudos indicam que o ácido linoleico e o β-sitosterol se ligam a pontos específicos dessa enzima, principalmente através de ligações de hidrogênio e interações hidrofóbicas, o que altera sua estrutura e função, levando à sua inibição. [28]
O extrato das folhas em álcool reduz de forma significativa o acúmulo de gordura dentro das células do fígado. Os resultados fornecem indícios iniciais de que o extrato pode atuar em mecanismos que controlam a produção e o armazenamento de lipídios no corpo. [29]
Uso medicinal
Na medicina tradicional chinesa, é considerado doce, ácido e aromático, atuando nos meridianos do coração e do intestino grosso. Uma decocção de 10 a 15 g é usada para tratar tosse, rouquidão, prisão de ventre, cólicas menstruais, dores articulares, disenteria e insônia. No Brasil, o maracujá amarelo é comum em sucos, néctares e preparações populares. Nos EUA e Europa, as folhas são amplamente utilizadas por suas propriedades calmantes e sedativas. [16]
Uso culinário
Consumido principalmente fresco ou na forma de suco. Também é ingrediente de bolos, sorvetes, geleias, iogurtes, bebidas, chás, vinhos, vinagres, caldos e molhos. [16]
Pode ser consumido in natura ou utilizado em diversos produtos processados, como sucos e doces. [6]
Uso em cosméticos
É utilizado na produção de cremes esfoliantes, combinando o óleo e o resíduo sólido da extração. Devido à sua composição de proteínas e gorduras, o óleo de semente de maracujá mantém de forma excelente as propriedades necessárias para um produto de cuidado e hidratação da pele. Este óleo é uma fonte alternativa de óleos vegetais, obtido a partir dos resíduos do processamento da fruta, podendo ser usado como matéria-prima para as indústrias alimentícia, química e farmacêutica. [18]
Os óleos extraídos de suas sementes são aproveitados tanto na indústria de alimentos quanto na fabricação de cosméticos. [6]
É utilizado como agente hidratante em formulações cosméticas em diversos países. [16]
Uso paisagístico
ornamental [30]
Comercial
Produção Nacional
No ano de 2021, o Brasil produziu 697.859 toneladas desta fruta. [2]
Mais informações
Observações
As plantas com três cópias de cromossomos (triploides) mostraram atividades muito maiores das enzimas peroxidase e catalase, maiores teores de prolina e açúcares solúveis e menor teor de malondialdeído do que as com duas cópias (diploides). A atividade da enzima superóxido dismutase foi similar em ambos. Em condições de seca severa, os triploides mantiveram maior teor de açúcar solúvel, mas menor teor de proteína solúvel. Esses resultados mostram que a variedade triploide 'Mantianxing' tem uma adaptação superior à seca, devido a um melhor ajuste interno da pressão da água e a um sistema de defesa antioxidante mais forte. Isso fornece uma base científica para o desenvolvimento de novas variedades com maior número de cromossomos nesta espécie. [15]
algumas variedades tradicionais apresentaram melhor hidratação e eficiência nas trocas de gases com o ar do que os tipos comerciais [11]
A pesquisa mostra que é muito importante adotar medidas de prevenção dentro das estufas para controlar a disseminação desses vírus. Essas informações são valiosas para ajudar no planejamento de estratégias de controle de doenças no cultivo do maracujá. [3]
Dinâmico
Descobertas científicas
Os cloroplastos do maracujá (Passiflora edulis) possuem uma grande estrutura de entrada chamada TOC, com um peso molecular entre 800 e 1000 kDa, que contém as proteínas Toc159, Toc75 e Toc34, todas bem conservadas. Foi identificada uma proteína chamada Tic20, do tipo não-fotossintético, nas membranas que envolvem os cloroplastos das folhas, mesmo na ausência dos componentes típicos do complexo TIC do tipo fotossintético. Isso sugere que, no maracujá, o sistema TIC não-fotossintético também pode funcionar em tecidos que realizam fotossíntese e trabalhar em conjunto com o complexo TOC, que é bem conservado. [31]
As plantas triploides desta espécie podem ser usadas como material valioso em programas de melhoramento genético, visando obter cultivares de alta qualidade e boa produção em áreas secas. Essas descobertas estabelecem o material triploide como um recurso genético importante para o desenvolvimento de variedades resistentes à seca e fornecem uma base científica para a seleção de plantas com essas características em ambientes de cultivo áridos. [32]
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Para citar esta ficha:
SiSTSP — Banco de Plantas Notáveis. Passiflora edulis.
Disponível em: https://tudosobreplantas.com.br/Passiflora_edulis/.
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65 referências consultadas para esta espécie.
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