Passiflora edulis Sims

FAMÍLIAPassifloraceae
Nomes Populares:
maracujá, fruta da paixão

Apresentação

Introdução

As folhas do maracujá, uma planta da família Passifloraceae e do gênero Passiflora, começaram a ser usadas na medicina tradicional em 1867, principalmente por seu efeito calmante para ajudar em casos de insônia e irritabilidade. [1]

O maracujá-amarelo é uma fruta de grande importância para a agricultura brasileira. É uma das principais frutas tropicais cultivadas no país, tanto para o consumo interno quanto para venda a outros países. [2]

A espécie Passiflora edulis, conhecida popularmente como maracujá, foi trazida para a Coreia do Sul em 1989 e começou a ser cultivada para venda a partir de 2012. Recentemente, o cultivo tem enfrentado problemas com doenças causadas por vírus, que prejudicam o desenvolvimento das plantas, reduzem a quantidade de frutos produzidos e afetam sua qualidade. [3]

Variedades

Passiflora edulis f. edulis [4]

A espécie mais comum para produção de suco é a variedade Passiflora edulis var. edulis, conhecida como maracujá-azedo ou maracujá-roxo. [5]

Existem duas formas principais: a de fruta amarela (também chamada de azeda) e a de fruta roxa. [6]

Sinonímia

Granadilla edulis, Passiflora rubricaulis

Etimologia

O nome científico 'Passiflora' vem do latim 'passion' (paixão) e 'floris' (flor). Esse nome foi dado devido à semelhança que os primeiros missionários viram entre as partes da flor e os instrumentos da Paixão de Cristo. [7]

Outros idiomas

Em inglês, também é conhecida como 'yellow passion fruit' (maracujá-amarelo). [7]

Ocorrência e Ecologia

Distribuição geográfica

É cultivada em muitas regiões tropicais e subtropicais do planeta, com destaque para a América do Sul, Caribe, África do Sul e Ásia. Também está amplamente distribuída na Ásia, Caribe, África, Índia e Austrália. [8]

É cultivada em vários países da América Latina, incluindo a Colômbia. [9]

É cultivada em muitas regiões tropicais e subtropicais ao redor do mundo. [10]

Habitat

regiões típicas de produção em vales de média altitude [11]

Altitude

Entre 1600 e 2300 metros acima do nível do mar. [4]

Coletadas no Cerrado de Minas Gerais [12]

1.432 metros acima do nível do mar [6]

Origem

Brasil [9]

cultivada principalmente em regiões subtropicais e tropicais [4]

No contexto desta informação, os principais centros de produção deste maracujá estão nas regiões de Sumatra do Norte e Sulawesi do Sul, na Indonésia. [5]

Clima

Prefere climas com temperaturas entre 15°C e 20°C e uma chuva anual de pelo menos 900 mm. [9]

Ciclo

É uma planta perene, ou seja, vive por vários anos. [13]

Morfologia

Características

A polpa do fruto é saborosa e muito nutritiva. É uma excelente fonte de vitaminas A e C, além de conter boas quantidades de minerais como ferro, potássio, fósforo e magnésio. O suco é altamente benéfico para a saúde. [14]

A planta apresenta uma grande diversidade genética e varia bastante em suas características visíveis, como tamanho e cor. [6]

É uma planta perene, com raízes que não aprofundam muito e que cresce como uma trepadeira de caule lenhoso. [10]

Caule

O caule, as folhas e os gavinhas (estruturas para se prender) são de cor verde com traços avermelhados ou arroxeados. O caule jovem é cilíndrico e ligeiramente angular. [7]

Caule segmentado. [15]

Casca

A casca (pericarpo) é dura, lisa e cerosa, com cerca de 3 a 4,5 mm de espessura. A camada interna (mesocarpo) é esponjosa e branca. [4]

Casca da fruta do maracujá [5]

cascas [12]

Folhas

As folhas do maracujá-amarelo são mais nutritivas que as do roxo. Elas têm um teor maior de proteína (9,92%) e fibra (14,88%), além de conter mais vitamina A e vitamina C. [14]

As folhas, de sabor agradável, são amplamente utilizadas nos Estados Unidos e em países europeus como sedativo ou tranquilizante natural. [16]

Suas folhas são dispostas de forma alternada no caule, possuem três lobos (divisões) com bordas finamente serrilhadas (como pequenos dentes) e sua base tem o formato de um coração. [7]

Pecíolo

O pequeno cabo que liga a folha ao caule (pecíolo) possui duas pequenas glândulas produtoras de néctar perto do ponto onde a folha se insere. [7]

Flores

A flor é hermafrodita (possui partes masculinas e femininas), nasce na junção entre o caule e a folha (axila) e é muito vistosa. Sua cor é branca com listras roxas, e ela se abre apenas no período da tarde. [7]

As flores são grandes e vistosas, podendo ser cultivadas como plantas ornamentais em jardins. [16]

Suas flores se desenvolvem de maneira muito influenciada pela temperatura ambiente. [17]

Frutos

O fruto é uma baga redonda ou oval, medindo entre 5,2 e 8,0 cm de comprimento e 4,7 a 7,2 cm de largura. Sua casca é dura, lisa e cerosa, com cerca de 3,0 a 4,5 mm de espessura, e possui uma parte interna esponjosa e branca. Quando ainda não está maduro, tem uma cor verde clara, que se transforma em um roxo bem escuro ao amadurecer. Cada fruto pesa entre 46 e 76 gramas. [4]

Após o processamento do fruto para a fabricação de suco, a casca que sobra se torna um resíduo industrial. [5]

Fruta exótica de grande importância mundial devido à sua composição bioquímica[18]

Sementes

As sementes do maracujá contêm uma quantidade significativa de óleo, que pode variar entre 16,7% e 33,5%. Essa variação depende do método de extração, do tipo de solvente usado, das condições do processo e da região onde a fruta foi cultivada. [18]

As sementes são ricas em óleos essenciais, contendo principalmente ácido linoleico, ácido oleico e ácido palmítico. [6]

As sementes são comestíveis, ricas em proteínas e óleo (composto principalmente por ácidos graxos como o linoleico, oleico e palmítico). Elas também são uma excelente fonte de fibra alimentar insolúvel. [16]

Exsudatos

extratos de acetato de etila [12]

Pectina desidratada feita a partir da casca do maracujá (Passiflora edulis) foi obtida por hidrólise ácida e precipitação da substância péctica, e mostrou eficiência em evitar a formação de incrustações minerais de sulfato de cálcio. [19]

O estudo analisou a polpa e a casca do maracujá (Passiflora edulis), mas não menciona a presença de exsudatos. [20]

Aroma

A fruta tem sabor delicioso e é rica em antioxidantes, minerais, vitaminas e fibras. [14]

Apresenta aroma característico. [4]

óleos essenciais [12]

Cultivo e Reprodução

Tipos de solo

Para seu cultivo, prefere solos profundos. [7]

Produtividade

Quando infectada por vírus, a produtividade e a qualidade dos frutos caem ano após ano. Plantas saudáveis, sem vírus, mantêm uma produção estável, o que mostra que, com um bom controle de doenças, é possível cultivá-la por mais tempo, ultrapassando o ciclo típico de cinco anos. [13]

Sua produção pode variar entre 10 e 25 toneladas de frutos por hectare[7]

Mudas

É propagada principalmente por meio de sementes. [9]

Para produzir mudas por estacas, a técnica mais eficaz é usar galhos com quatro nós (pontos de onde saem as folhas). A ponta do galho deve ser mergulhada por 3 a 5 segundos em uma solução de hormônio de enraizamento (NAA) na concentração de 800 ppm. Este procedimento garante o maior sucesso no desenvolvimento de novas mudas. [21]

Cultivo

Geralmente é cultivada em estufas cobertas com plástico ou em locais parcialmente cobertos, usando um sistema que fornece água e nutrientes ao mesmo tempo (fertirrigação). [9]

A variedade chamada KPF4 suporta bem a falta de água e se adapta bem às áreas costeiras de baixa altitude do Quênia. [10]

É uma planta cultivada em larga escala para venda, sendo uma das mais importantes para a agricultura e a economia de diversas regiões. [22]

Poda

sementes, folhas e cascas [12]

O estudo analisou como diferentes níveis de retenção de folhas (0%, 25%, 50%, 75% e um grupo sem poda) afetam a qualidade do enxerto de maracujá (Passiflora edulis). Descobriu-se que manter 50% das folhas (50% PLR) foi a melhor opção, estimulando o desenvolvimento das gemas laterais, resultando em maior brotação e melhores características de crescimento, como comprimento e diâmetro. [23]

Reprodução

O maracujá pode ser reproduzido por sementes, estacas (galhos cortados para enraizar) e enxertia. O método por estacas é particularmente bom porque garante que as novas plantas sejam idênticas à planta-mãe, mantendo as características desejadas. [21]

É propagada por mudas de plantas jovens que são estéreis e podem ter duas ou três cópias de seus cromossomos (diploides e triploides). [15]

Colheita

O melhor momento para colher é quando o fruto apresenta uma cor entre 40-50% verde e 40-50% roxo. Nessa fase, ele atinge o maior peso e o ponto ideal de doçura (medido como 15,9 ºBrix), enquanto a acidez diminui para menos de 4,65%. [4]

Usos e Propriedades

Doenças

A planta pode ser atacada por vários vírus, como o East Asian passiflora virus (EAPV), o papaya leaf curl Guandong virus (PaLCuGdV), o cucumber mosaic virus (CMV) e o Euphorbia leaf curl virus (EuLCV). Essas infecções virais reduzem o açúcar (Brix) e a acidez do fruto, além de diminuir a quantidade de frutos produzidos. A infecção pelo vírus EAPV causa os danos mais severos. [13]

Pode ser afetada por uma doença grave conhecida como 'doença do lenho do maracujá' (PWD). [10]

pode ser atacada pela antracnose, uma doença que causa manchas marrom-claras e úmidas [24]

Propriedades

Um extrato feito com álcool (etanol) das folhas do maracujá (Passiflora edulis) demonstrou ter propriedades antioxidantes, conseguindo neutralizar 73,41% dos radicais livres em um teste específico (DPPH) na concentração de 100μg / ml. Para atingir 50% desse efeito antioxidante, foi necessária uma concentração muito baixa de apenas 2,57μg / ml, o que indica uma boa potência. Em testes de laboratório, o extrato também apresentou atividade anti-inflamatória, impedindo a desnaturação de uma proteína (albumina) em diferentes concentrações (55,45% a 500μg / ml, 49,82% a 250μg / ml e 41,82% a 125μg / ml). Em estudos com camundongos, o extrato mostrou um leve efeito analgésico (contra a dor), um efeito moderado para reduzir a febre (antipirético) e também um efeito moderado contra a diarreia. Além disso, o extrato produziu uma atividade sedativa e hipnótica (que induz ao sono) de intensidade moderada nos animais testados. [25]

A fruta contém compostos benéficos para a saúde, como alta concentração de vitamina C, antioxidantes e fibras, o que a torna uma opção nutritiva e saudável para o consumo. [4]

A casca do maracujá é rica em nutrientes. Em sua composição bruta, encontramos aproximadamente 12,37% de proteína, 5,28% de gordura, 30,16% de fibra e 9,26% de minerais (cinzas). [5]

Toxicidade

O consumo diário de maracujá nas quantidades habituais da dieta é considerado seguro e não tóxico. [16]

Princípios ativos

A polpa do fruto roxo contém uma mistura de compostos naturais, incluindo tipos específicos de hidrocarbonetos (alcinos e alcanos), uma amina aromática, um composto aromático, um álcool primário e um composto com flúor. Já a polpa do fruto amarelo possui uma composição semelhante, com alcinos, alcanos, um aldeído, uma imina ou oxima, mais alcanos, um éter vinílico e um álcool primário. [26]

Nos extratos analisados do maracujá (Passiflora edulis), foram encontrados principalmente gorduras (ácidos graxos). A principal substância identificada foi o ácido linoleico, que representou 74,35% do total. Em quantidades menores, também estavam presentes o ácido oleico e o ácido palmítico. [12]

Contém compostos como flavonoides C-glicosídeos, rutina e um alcaloide chamado harmana. [1]

Utilização

É muito consumido in natura ou na forma de suco. Também é utilizado na fabricação de uma grande variedade de produtos, como bolos, sorvetes, geleias, iogurtes, bebidas, chás, vinhos, vinagres, caldos e molhos. Além do uso alimentício, é empregado na medicina tradicional e como ingrediente hidratante em cosméticos. [16]

É usada como matéria-prima na indústria de cosméticos e também é cultivada como planta ornamental. [10]

As cascas que sobram da indústria de suco de maracujá, que hoje são pouco aproveitadas, poderiam ser uma excelente fonte alternativa para extrair pectina. A pectina é um espessante e estabilizante muito usado em alimentos. O Brasil gera uma quantidade enorme desse resíduo, que poderia chegar a 300 mil toneladas por ano, com potencial para produzir até 2 mil toneladas de pectina. [27]

Partes utilizadas

Folhas, caules, frutos e cascas. [16]

Casca do fruto[5]

As partes utilizadas para fins medicinais são as folhas. [8]

Farmacologia

Extratos, suco e compostos isolados da planta demonstraram, em estudos, uma ampla gama de efeitos benéficos para a saúde. As pesquisas indicam atividades antioxidante, anti-hipertensiva, antitumoral, antidiabética, hipolipidêmica, antimicrobiana, anti-inflamatória, hepatoprotetora, protetora pulmonar, sedativa, antidepressiva e ansiolítica. [16]

Apresenta potencial como um inibidor natural da tirosinase. Estudos indicam que o ácido linoleico e o β-sitosterol se ligam a pontos específicos dessa enzima, principalmente através de ligações de hidrogênio e interações hidrofóbicas, o que altera sua estrutura e função, levando à sua inibição. [28]

O extrato das folhas em álcool reduz de forma significativa o acúmulo de gordura dentro das células do fígado. Os resultados fornecem indícios iniciais de que o extrato pode atuar em mecanismos que controlam a produção e o armazenamento de lipídios no corpo. [29]

Uso medicinal

Na medicina tradicional chinesa, é considerado doce, ácido e aromático, atuando nos meridianos do coração e do intestino grosso. Uma decocção de 10 a 15 g é usada para tratar tosse, rouquidão, prisão de ventre, cólicas menstruais, dores articulares, disenteria e insônia. No Brasil, o maracujá amarelo é comum em sucos, néctares e preparações populares. Nos EUA e Europa, as folhas são amplamente utilizadas por suas propriedades calmantes e sedativas. [16]

Não existem estudos científicos que comprovem a eficácia desta planta como um remédio para induzir o sono ou como sedativo[1]

Tem usos tradicionais como calmante, no combate a malária e contra algumas bactérias. [10]

Uso culinário

Consumido principalmente fresco ou na forma de suco. Também é ingrediente de bolos, sorvetes, geleias, iogurtes, bebidas, chás, vinhos, vinagres, caldos e molhos. [16]

É uma fruta exótica muito apreciada no mercado mundial, valorizada pelo seu sabor e aroma característicos. [4]

Pode ser consumido in natura ou utilizado em diversos produtos processados, como sucos e doces. [6]

Uso em cosméticos

É utilizado na produção de cremes esfoliantes, combinando o óleo e o resíduo sólido da extração. Devido à sua composição de proteínas e gorduras, o óleo de semente de maracujá mantém de forma excelente as propriedades necessárias para um produto de cuidado e hidratação da pele. Este óleo é uma fonte alternativa de óleos vegetais, obtido a partir dos resíduos do processamento da fruta, podendo ser usado como matéria-prima para as indústrias alimentícia, química e farmacêutica. [18]

Os óleos extraídos de suas sementes são aproveitados tanto na indústria de alimentos quanto na fabricação de cosméticos. [6]

É utilizado como agente hidratante em formulações cosméticas em diversos países. [16]

Uso paisagístico

ornamental [30]

Comercial

Produção Nacional

Uma fábrica de processamento de suco de maracujá pode produzir de 10 a 15 toneladas de suco por dia. Desse processo, sobram de 2 a 3 toneladas diárias de resíduos, formados principalmente pelas sementes e pelas cascas dos frutos. [5]

No ano de 2021, o Brasil produziu 697.859 toneladas desta fruta. [2]

Mais informações

Observações

As plantas com três cópias de cromossomos (triploides) mostraram atividades muito maiores das enzimas peroxidase e catalase, maiores teores de prolina e açúcares solúveis e menor teor de malondialdeído do que as com duas cópias (diploides). A atividade da enzima superóxido dismutase foi similar em ambos. Em condições de seca severa, os triploides mantiveram maior teor de açúcar solúvel, mas menor teor de proteína solúvel. Esses resultados mostram que a variedade triploide 'Mantianxing' tem uma adaptação superior à seca, devido a um melhor ajuste interno da pressão da água e a um sistema de defesa antioxidante mais forte. Isso fornece uma base científica para o desenvolvimento de novas variedades com maior número de cromossomos nesta espécie. [15]

algumas variedades tradicionais apresentaram melhor hidratação e eficiência nas trocas de gases com o ar do que os tipos comerciais [11]

A pesquisa mostra que é muito importante adotar medidas de prevenção dentro das estufas para controlar a disseminação desses vírus. Essas informações são valiosas para ajudar no planejamento de estratégias de controle de doenças no cultivo do maracujá. [3]

Dinâmico

Descobertas científicas

Os cloroplastos do maracujá (Passiflora edulis) possuem uma grande estrutura de entrada chamada TOC, com um peso molecular entre 800 e 1000 kDa, que contém as proteínas Toc159, Toc75 e Toc34, todas bem conservadas. Foi identificada uma proteína chamada Tic20, do tipo não-fotossintético, nas membranas que envolvem os cloroplastos das folhas, mesmo na ausência dos componentes típicos do complexo TIC do tipo fotossintético. Isso sugere que, no maracujá, o sistema TIC não-fotossintético também pode funcionar em tecidos que realizam fotossíntese e trabalhar em conjunto com o complexo TOC, que é bem conservado. [31]

As plantas triploides desta espécie podem ser usadas como material valioso em programas de melhoramento genético, visando obter cultivares de alta qualidade e boa produção em áreas secas. Essas descobertas estabelecem o material triploide como um recurso genético importante para o desenvolvimento de variedades resistentes à seca e fornecem uma base científica para a seleção de plantas com essas características em ambientes de cultivo áridos. [32]

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Para citar esta ficha: SiSTSP — Banco de Plantas Notáveis. Passiflora edulis. Disponível em: https://tudosobreplantas.com.br/Passiflora_edulis/. Acesso em: .

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65 referências consultadas para esta espécie.

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    DOI 🔒 PDF
  • BIBLIOGRAFIA
    Caracterização comparativa entre pectinas extraídas do pericarpo de maracujá-amarelo (Passiflora edulis F. flavicarpa)
  • BIBLIOGRAFIA
    การผลิตน้ำเสาวรส Passiflora edulis, var. flavicarpa เสริมเวย์โปรตีนเข้มข้น