Níquel em sistemas agroalimentares: essencial em baixas doses, tóxico em excesso

O níquel: veneno que cura, remédio que mata.

Níquel é essencial em baixas doses, mas tóxico em excesso para as plantas.

Em 3 pontos

  • Níquel atua como cofator da urease no metabolismo do nitrogênio.
  • Altas concentrações causam estresse oxidativo e danos à fotossíntese.
  • Fontes incluem rochas ultramáficas, fertilizantes e queima de combustíveis fósseis.
Foto: Diana ✨ / Pexels
Níquel em sistemas agroalimentares: essencial em baixas doses, tóxico em excesso

O níquel é um elemento amplamente distribuído no ambiente, vindo de fontes naturais, como rochas ultramáficas, e de atividades humanas, como queima de combustíveis fósseis e fertilização com fosfato. Nas plantas, ele atua como micronutriente essencial, sendo cofator da urease e importante para o metabolismo do nitrogênio. No entanto, em concentrações elevadas, o níquel se torna fitotóxico, causando estresse oxidativo, alterações na fotossíntese e desequilíbrios nutricionais. A descoberta é crucial para agricultores e a natureza, pois ajuda a equilibrar o uso de fertilizantes e evitar contaminação do solo, garantindo colheitas saudáveis e segurança alimentar.

Alessio Elia 🤖 Traduzido por IA 26 de junho às 02:45

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores devem analisar o solo antes de aplicar fertilizantes com níquel.
  • Pesquisadores podem usar plantas hiperacumuladoras para fitorremediação de solos contaminados.
  • Entusiastas devem evitar excesso de adubos nitrogenados que liberam níquel.
Atualizado em 26/06/2026

Contexto e relevância para a botânica

O níquel (Ni) é um micronutriente essencial para as plantas, mas sua janela entre deficiência e toxicidade é estreita. A notícia destaca que, em baixas doses, ele é indispensável para o metabolismo do nitrogênio, atuando como cofator da enzima urease. No entanto, em excesso, torna-se fitotóxico, prejudicando processos vitais como a fotossíntese. Esse equilíbrio é crucial para a agricultura e a segurança alimentar, especialmente em regiões tropicais como o Brasil, onde solos podem ser naturalmente ricos em níquel ou contaminados por atividades humanas.

Mecanismos e descobertas

O níquel é absorvido pelas raízes e transportado para as folhas, onde participa da hidrólise da ureia em amônia, processo essencial para a fixação de nitrogênio. Em concentrações elevadas, ele induz estresse oxidativo, gerando espécies reativas de oxigênio (EROs) que danificam membranas celulares, cloroplastos e DNA. Além disso, interfere na absorção de outros nutrientes, como ferro e zinco, causando desequilíbrios nutricionais. A pesquisa revela que a toxicidade varia entre espécies: plantas como *Alyssum bertolonii* são hiperacumuladoras de Ni, enquanto culturas como soja e milho são sensíveis.

Implicações práticas

• Na agricultura, o manejo correto de fertilizantes fosfatados e nitrogenados é essencial para evitar acúmulo de Ni no solo.

• Na recuperação ambiental, plantas hiperacumuladoras podem ser usadas em fitorremediação de solos contaminados por mineração ou indústria.

• Na saúde humana, o excesso de Ni em alimentos (como grãos e vegetais folhosos) pode representar risco, exigindo monitoramento.

• No Brasil, solos de regiões como a Bacia do Paraná e áreas de mineração em Goiás e Minas Gerais demandam atenção.

Espécies de plantas envolvidas

• *Alyssum bertolonii* e *Thlaspi caerulescens*: hiperacumuladoras de Ni, usadas em fitorremediação.

• *Glycine max* (soja) e *Zea mays* (milho): culturas sensíveis, com sintomas de toxicidade visíveis.

• *Oryza sativa* (arroz): pode acumular Ni em grãos, afetando a segurança alimentar.

Aplicação no Brasil e regiões tropicais

No Brasil, solos derivados de rochas ultramáficas (como no Complexo de Niquelândia, GO) são naturalmente ricos em Ni. A agricultura tropical, com uso intensivo de fertilizantes, pode agravar a contaminação. A pesquisa orienta práticas como calagem para reduzir a disponibilidade de Ni e seleção de cultivares tolerantes.

Próximos passos da pesquisa

• Estudar mecanismos genéticos de tolerância ao Ni em plantas nativas brasileiras.

• Desenvolver biofertilizantes que otimizem a absorção de Ni sem toxicidade.

• Monitorar a cadeia alimentar para garantir níveis seguros de Ni em alimentos.

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