“Já dormi e já acordei. É por isso que estou rindo.”
— Anderson Porto, agricultor de ideias e capins
No sítio, aprendi que uma das regras mais importantes é simples: sempre manter os caminhos abertos. Não importa se vou ali e já volto. Não importa se parece temporário. Nada deve ser colocado no meio da trilha — nem um galho, nem um carrinho de mão, nem um monte de palha. O caminho precisa estar livre, porque a vida não marca hora para as voltas que dá.
Essa regra nasceu da prática, mas hoje percebo que é mais do que logística. É gesto simbólico. É deixar aberta a possibilidade de seguir, de retornar, de mudar o rumo quando for preciso.
Hoje, ando mais quieto. Olho o espaço ao redor e percebo o quanto tudo mudou. As árvores cresceram, os matos se multiplicaram, e cada canto guarda agora um pouco de história. O sítio já não é o mesmo de antes — e nem eu.
Talvez por isso a intuição me diga: preciso da minha saúde plena para dar conta do que ainda precisa ser feito. O lugar pede mais do que braços — pede presença inteira, corpo e espírito sintonizados.
Enquanto isso, o capim cresce, os caminhos se mantêm abertos e as galinhas seguem seu patrulhamento silencioso. A natureza está em movimento — e eu, aos poucos, me movo com ela.
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Anderson Porto, agricultor de ideias e capins
/ com apoio do EcoSintético ChatGPT
ps: entendo “espírito” como a energia que mantém o corpo ligado, vivo, funcionando.
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