FAG inaugura Horto de Plantas Medicinais

Neo Gonçalves (CGN)

A Faculdade Assis Gurgacz (FAG) inaugura amanhã (24), às 9h30, o Horto de Plantas Medicinais em sua Fazenda-Escola. A iniciativa foi incentivada pela parceria firmada entre a faculdade e o programa Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional.

O horto servirá para as aulas práticas e projetos de extensão dos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Farmácia e Enfermagem. Um dos projetos é o de Produção Integrada de Plantas Medicinais, coordenado pelo professor dos cursos de Ciências Biológicas e Agronomia, Renato Cassol de Oliveira.

O professor considera que o horto não ajudará somente as atividades acadêmicas. “O nosso objetivo é suprir com plantas medicinais tanto os cursos que se utilizarão delas para as suas práticas e projetos de extensão quanto a comunidade em geral”, detalha.

A coordenadora de Estágios de Farmácia, professora Patrícia Stadler Rosa Lucca, destaca que, além de distribuir mudas, o horto servirá também como um espaço onde serão dadas orientações sobre o uso adequado das plantas medicinais. “Nossa proposta é criar uma ponte entre o conhecimento científico e a sabedoria popular”, frisa.

Fonte: [ Central Gazeta de Notícias ]

Plantas Medicinais: uma cientista que aposta na sabedoria popular

[img:1192745285.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Faz mais de 20 anos que a professora Alba Regina Monteiro Souza Brito investiga o princípio ativo de plantas medicinais, sobretudo contra doenças gastrointestinais.

Além de coordenar o Laboratório de Produtos Naturais do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, a docente está à frente de um projeto temático da Fapesp envolvendo espécies que nascem tanto na Mata Atlântica como no Cerrado do Estado de São Paulo.

Alba Brito é uma cientista altamente credenciada que põe fé na sabedoria popular. Se buscasse plantas ao acaso, penaria para encontrar aquelas com atividades terapêuticas. Indo diretamente às plantas de uso popular, a atividade é quase uma certeza. “Quando não consigo detectar a atividade farmacológica é porque meu modelo de análise ou a dosagem são inadequados. Nesses vinte anos, a margem de acerto tem sido muito grande”.

Alba Brito é uma cientista altamente credenciada que põe fé na sabedoria popular. Se buscasse plantas ao acaso, penaria para encontrar aquelas com atividades terapêuticas. Indo diretamente às plantas de uso popular, a atividade é quase uma certeza. “Quando não consigo detectar a atividade farmacológica é porque meu modelo de análise ou a dosagem são inadequados. Nesses vinte anos, a margem de acerto tem sido muito grande”.

“Na análise química destas plantas, as substâncias encontradas são as mesmas, como por exemplo, aquelas dos gêneros Byrsonima, Anacardium, Qualea, Hancornia, Alchornea, Mouriri e Strychnos, todas elas ativas em modelos experimentais de úlceras gástricas. Ou seja: além de funcionar, elas têm o mesmo constituinte químico em sua grande maioria”, assegura.

A pesquisadora crê na teoria de William Irwin Thompson, segundo a qual as plantas medicinais geralmente pertencem a famílias com grande número de gêneros e de espécies, como das leguminosas e compostas. “A população pobre de áreas isoladas apanha as plantas mais facilmente encontradas ao seu redor. Ela não tem como percorrer longas distâncias”.

Thompson prega, também, que os homens descobriram as plantas medicinais por experimentação direta, seguindo seu instinto, tal como o cão vira-lata que mastiga capim depois de se dar mal com a comida. “Plantas amargas, como o boldo (Peumus boldus Mol.), possuem catequina e servem para problemas gástricos. Houve alguém que amassou a folha de boldo, cheirou, experimentou e percebeu que sanava aqueles problemas”.

Da mesma forma, as informações sobre espécies tóxicas ou alucinógenas foram sendo passadas de um para outro, levando ao conhecimento tradicional tão presente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. “No Estado de São Paulo, constatamos o uso de plantas medicinais apenas por migrantes de outras regiões do país e por caiçaras. A maioria dos paulistas perdeu essa cultura”.

LIVRO

O projeto temático no âmbito do Programa Biota/Fapesp, coordenado pelo professor Wagner Vilegas (Unesp de Araraquara) e por Alba Brito, começou em 2004 e termina em julho do próximo ano. Esta parceira entre Unicamp e Unesp já trouxe resultados significativos na investigação de plantas com atividades antiúlceras gástricas, antioxidante, analgésica, antiinflamatória, anti-tuberculose e anti-câncer.

O relatório final será entregue juntamente com um livro que deverá se tornar referência para os estudiosos de plantas de uso popular. “A publicação vai trazer todos os aspectos estudados em cada espécie, incluindo os locais (latitudes e longitudes) onde elas podem ser encontradas”, antecipa a professora do IB.

Plantas bastante estudadas e com atividade comprovada contra a úlcera gástrica são as espécies do gênero Vernonia (que o povo simplificou para “verônica”) e as Indigoferas (sem nome popular). A Vernonia polyanthes já propiciou o isolamento de um princípio ativo, com atividade inédita em vegetais, cujo pedido de patente está sendo encaminhado através da Inova – Agência de Inovação da Unicamp.

Alba Brito reitera que este projeto dá continuidade ao levantamento no cerrado do Tocantins realizado pela professora Clélia Hiruma-Lima, do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu. O objetivo foi comparar as espécies existentes no Tocantins e também na Mata Atlântica e em cerrados paulistas, e validar o conhecimento da população. “Estudamos mais de trinta espécies, todas com trabalhos já publicados”.

Está sendo apresentado à Fapesp um novo projeto, que vai se concentrar nas plantas mais promissoras, estendendo o foco para outras espécies do mesmo gênero e buscando a melhor delas para produção de um fitoterápico ou de um medicamento alopático. “Este material deve gerar um segundo volume do livro”.

USO SUSTENTÁVEL

Uma preocupação dos pesquisadores que participam do projeto temático é com o uso sustentável das plantas medicinais. Alba Brito informa que o cerrado de Rubião Júnior (distrito de Botucatu), por exemplo, apresenta uma flora bastante diversificada e não encontrada em outras regiões.

“A paisagem é bonita para os botânicos e pesquisadores de plantas medicinais, que lutam para preservá-la. Mas, para muitas pessoas que têm aquele cerrado em suas propriedades, a sensação é de que houve uma queimada no local, nascendo depois uma vegetação rasteira que em nada lembra a exuberância de uma mata atlântica”, admite a professora.

Por isso, os pesquisadores do Laboratório de Produtos Naturais procuram agregar valor medicinal às plantas do cerrado de Rubião Júnior e de outras partes do Estado de São Paulo, mostrando à população a importância de não degradar o bioma e incentivando inclusive o cultivo das espécies no entorno, expandido a área.

Há poucos anos, a doutoranda Leônia Maria Batista, orientada da professora Alba Brito, trouxe sempre-vivas da Serra do Cipó, em Minas Gerais. Depois de estudar os efeitos das espécies Syngonanthus bisulcatos e Syngonanthus arthrotrichus em modelos animais, Leônia constatou uma excelente proteção da mucosa gástrica contra os agentes indutores de úlceras.

Este rico teor de flavonóides, porém, é desprezado. As sempre-vivas são de fato belas e acabam exportadas às toneladas para países do primeiro mundo, utilizadas em arranjos ornamentais e buquês. “Na Alemanha, um buquê de noiva chega a custar cem euros. Viabilizando o uso medicinal dessas plantas evitaríamos seu corte indiscriminado”, observa Alba Brito.

O BEABÁ DAS PLANTAS MEDICINAIS

Chá de capim santo: quatro xícaras (de café) com folhas frescas picadinhas, tampadas em água fervente por 10 minutos. Tome duas ou três xícaras ao dia para combater insônia, nervosismo, diarréia e gases intestinais. Cuidado: não deve ser tomado por mulheres grávidas!

Xarope de alecrim: adicionar, em meio litro de água, o sumo de quatro xícaras (café) de folhas frescas amassadas. Junte uma xícara de açúcar e deixe ferver, mexendo até engrossar. Tome uma colher de sopa a cada três horas para problemas respiratórios. Experimente colocar a infusão fria em um borrifador para passar roupas.

Essas duas receitas estão na cartilha Plantas medicinais na escola: aprendendo com saúde, elaborada pela aluna de doutorado Priscila Fernandes, e foram enviadas por mães de alunos de primeiro grau de escolas públicas de Atibaia. A cartilha, que traz desenhos mostrando detalhes como o serrilhado do caule da babosa e a delicadeza das flores da camomila, é fruto da convivência que mais de uma centena de crianças tiveram com canteiros de plantas medicinais.

As atividades foram desenvolvidas em parceria com os professores das escolas e o projeto Fruto da Terra, da Prefeitura de Atibaia. O sucesso das atividades levou à sua incorporação pela Delegacia de Ensino de toda a região. Hoje, a mestranda Patrícia de Sousa Oliveira dá continuidade aos canteiros em escolas públicas de Sumaré e em assentamentos rurais.

“O projeto temático da Fapesp inclui a educação ambiental. Nossos pós-graduandos colaboram na montagem dos canteiros e com palestras para levar até os alunos e seus pais o conhecimento produzido no laboratório”, explica a professora Alba Brito.

A pesquisadora esclarece que, embora a população já guarde bom conhecimento, é sempre importante alertá-la sobre plantas tóxicas e outras que não devem ser consumidas cruas. “Mesmo depois de fervidas, o uso das mãos pode transferir bactérias para uma solução dada ao bebê com dor de barriga ou vômitos”.

FONTE

Jornal da Unicamp
Luiz Sugimoto – Jornalista
E-mail: imprensa@unicamp.br

disponível online em: [ Portal Agrosoft ]

Pesquisa busca a cura de doenças a partir das plantas da Amazônia

Mirtes Bogéa

Parceria entre o Hospital Sírio-Libanês e a Unip vai rastrear novas moléculas que poderão resultar em medicamentos contra o câncer, hipertensão e outros

Em 1995, os médicos Drauzio Varella e Riad Younes, membros do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, decidiram iniciar uma busca pelo conhecimento de extratos de plantas e árvores em uma região que contém uma das maiores biodiversidades do mundo: a Amazônia. O objetivo da iniciativa era identificar novas moléculas que levassem ao desenvolvimento de medicamentos contra doenças como o câncer e a hipertensão.

“Cerca de 60% dos remédios se originam de plantas e na época, a flora amazônica era sub-pesquisada. Fazia sentido rastrear essas plantas” garante o cirurgião torácico Riad Younes, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês.

Baseados no modelo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, os pesquisadores contaram com o patrocínio da Universidade Paulista – UNIP e estabeleceram um laboratório (em São Paulo e em Manaus) onde já foram classificadas 1 mil espécies de plantas, obtidos 2,2 mil extratos vegetais e 1.220 extratos já testados.

Até o momento, 120 extratos já testados apresentaram atividades antitumorais e/ou antibacterianas e agora, o Laboratório de Extratos da UNIP une-se ao Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês para aumentar a velocidade do rastreamento e dar os próximos passos na pesquisa de novos fármacos.

Segundo o Dr. Riad Younes, o Laboratório integrado das duas instituições usará uma metodologia que poderá ser aplicada em vários modelos, possibilitando que pesquisadores conduzam estudos em várias linhas. Ou seja, no futuro, poderão ser descobertas drogas para vários tratamentos.

A parceria com o IEP – Hospital Sírio-Libanês, que investirá R$ 600 mil na iniciativa, em 2008, proporcionará um passo importante para os estudos. O novo laboratório contará com equipamentos mais sofisticados que permitirão o fracionamento das substâncias em busca de novas moléculas. Uma das ações do laboratório, que começa a funcionar no início do ano, pretende iniciar os ensaios na área de hipertensão.

Um projeto sustentável

O trabalho dos médicos Drauzio Varella e Riad Younes foi o primeiro projeto de bioprospecção a solicitar autorização junto ao Ibama, e um dos poucos projetos autorizados a conduzir a extração nas áreas sob a responsabilidade do órgão governamental.

Ainda de acordo com a autorização do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético, órgão que conta com representantes de vários Ministérios, o projeto não visa nenhum lucro e as eventuais descobertas reverterão divisas para a sustentabilidade da própria Amazônia.[14]

Estão previstas ainda pesquisas com plantas da Mata Atlântica.

O novo laboratório, na sede do IEP, em São Paulo, oferecerá oportunidades para pesquisadores de várias áreas. A previsão de descoberta de uma nova molécula, que possa levar a um novo remédio, é de um a dois anos.

Fonte: [ SEGS.com.br ]

Uso sem orientação de chás pode prejudicar a saúde

Chás podem prejudicar a saúde

Uso sem orientação de ervas fitoterápicas como boldo e ginko biloba podem ser a causa de doenças ‘escondidas’

Luiz Galano

Quem nunca recebeu – ou mesmo deu – a dica de um chá que é um santo remédio para determinada doença, que atire a primeira pedra. Tal ato está enraizado na cultura popular, principalmente nas cidades do Interior. O problema é que pouca gente sabe que essas tradições passadas de geração para geração podem causar e até mesmo agravar problemas de saúde, caso a substância seja utilizada de forma indiscriminada e sem acompanhamento especializado. As plantas são matéria prima para grande quantidade de remédios industrializados, por isso elas precisam ser encaradas como tal.

O aposentado Ary de Souza, 68 anos, é um exemplo de quem seguiu dois conselhos e acabou se dando mal. Há cinco anos, quanto passava por consulta no oftalmologista, o médico comentou os poderes da ginko biloba para problemas cardíacos (a planta é famosa pelo poder de “afinar o sangue). A partir daí, ele começou utilizar o produto e não parou mais. No entanto, há três anos, ele sofreu complicações e precisou ficar internado durante 34 dias. Na cama de hospital o cardiologista indicou outro “santo” remédio para afinar o sangue, o AAS.

Depois de receber alta, o aposentado achou que utilizando os dois produtos de forma conjunta, o efeito seria melhor. A partir de então ele passou a perceber que sua visão sempre ficava comprometida quando realizava algum trabalho que exigisse esforço físico. Até agosto deste ano, ele conviveu com essa situação, sem saber que era a combinação dos dois “remédios” que provocavam seu mal ocular.

Somente depois que Souza começou a freqüentar aulas ministradas por um grupo de 13 alunos de farmácia e química da Universidade do Sagrado Coração (USC) ele descobriu que estava se prejudicando. “A junção das duas substâncias potencializa os efeitos que eles causam no organismo. Minha circulação ficava mais acelerada e provocava pequenas hemorragias no meu globo ocular”, explica o aposentado, que hoje não sofre mais com problemas de visão.

De acordo com a professora Márcia Aparecida Zeferino, uma das orientadoras do grupo de alunos que ministra o curso para participantes da Universidade Aberta da Terceira Idade (Uati) da USC, esse é apenas um dos casos em que a utilização de substâncias sem acompanhamento especializado pode causar. “Em determinadas situações o efeito é potencializado e outras vezes é inibido. As duas opções podem ser benéficas ou maléficas”, afirma a pesquisadora, que indica os energéticos como substâncias mais perigosas, porque atingem diretamente o coração.

Suely de Souza, mulher de seu Ary, colocou seu coração em risco sem saber. Ela tomava medicamento para controlar os batimentos cardíacos, devido à uma arritmia. No entanto, em determinadas situações, ela fazia uso de pó de guaraná. “Notava que meu batimento acelerava bastante, mas nunca imaginei que era por causa da combinação das duas substâncias”, revela a aposentada, que também só descobriu o mal feito a si mesma depois de aprender mais sobre as plantas e seus efeitos.

De acordo com os estudantes do 3.º ano de farmácia da universidade Leandro Garcia e Priscila Sgavioli Zago, existem diversas regras na hora de escolher um chá, assim como no modo de preparo, acondicionamento e tempo de duração do tratamento. “O importante é que a compre sempre os produtos em locais autorizados e siga as instruções de maneira correta”, destacam.

Fonte: [ JCNet ]

Remédio manipulado poderá ter bula obrigatória

Agência Câmara

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 856/07, do deputado Neilton Mulim (PR-RJ), que obriga as farmácias de manipulação e ervanários a incluírem bula – folheto informativo detalhado – em seus medicamentos.

A proposta define que todo medicamento manipulado deve ser rotulado com: nome de quem o prescreveu; nome do paciente; número de registro da formulação no Livro de Receituário; data da manipulação; prazo de validade; componentes da formulação com as respectivas quantidades; número de unidades; peso ou volume contido; e posologia.

Além disso, também deverá conter: identificação da farmácia com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); endereço completo; e nome do farmacêutico responsável técnico da farmácia com o respectivo número no Conselho Regional de Farmácia.

Dizeres obrigatórios:

As bulas deverão conter, no mínimo, os seguintes dizeres:

1) Manter o medicamento em embalagem original, fechado, guardado ao abrigo da luz, calor e umidade excessivos;
2) Não guardar o medicamento em armários de banheiro ou perto de pia e lavatórios;
3) Manter sempre fora do alcance de crianças; não use medicamentos sem orientação médica;
4) Em caso de reações adversas, suspender o uso do medicamento e procurar orientação de quem o prescreveu;
5) Não utilizar o medicamento com a data de validade vencida;
6) Não é recomendado o uso de medicamento durante a gravidez e lactação, sem a orientação médica;
7) Não ingerir bebida alcoólica com medicamentos;
8) Em caso de alteração de cor, odor, consistência ou sabor, procurar seu farmacêutico para esclarecimentos;
9) Nunca dê seu medicamento para outra pessoa e vice-versa. Apesar de alguns sintomas serem parecidos, o tipo de medicamento e a dosagem de que cada pessoa necessita pode ser diferente. Lembre-se: você é único, o seu medicamento manipulado também;
10) Tome seu medicamento corretamente, conforme a indicação do seu médico. A falha no tratamento poderá acarretar problemas e pôr em risco a sua saúde.

O estabelecimento que descumprir as determinações estará sujeito às penas impostas nas leis 6437/77 e 8078/90.

Fonte: [ Badauê ]

Chás que eliminam miomas

Mito ou verdade? Há quem não espere pela resposta definitiva. Na rota dos pesquisadores, foi encontrado o uxi-amarelo, árvore que alguns brasileiros consideram quase milagrosa.

uxi_amarelo_cascas

“A casca do uxi-amarelo é utilizada no tratamento de miomas. É feito um chá, que deve-se deixar ferver bastante. No caso específico do tratamento para mioma e cisto, é necessário tomar meio litro de uxi-amarelo de manhã e meio litro de unha-de-gato pela tarde”, ensina o botânico.

A unha-de-gato é considerada um poderoso anti-inflamatório natural, usado contra gripes e viroses. A erva fortalece o sistema imunológico e também é recurso no tratamento de tumores.

Uxi-amarelo e unha-de-gato. Quantas vezes essa mistura já surpreendeu médicos e pacientes? A professora Carla Ribeiro e a vendedora ambulante Maria Neide Oliveira não se conhecem, mas estão unidas para sempre por histórias muito parecidas.

No consultório médico, a professora e o marido olham emocionados mais uma ultra-sonografia. Durante sete anos, o casal tentou, sem sucesso, ter um filho. Os miomas, tumores benignos no útero, não deixavam.

Carla fez várias cirurgias para extrair os miomas. Mas, depois de um tempo, eles surgiam novamente. Já desanimada, começou a tomar o chá de uxi-amarelo e unha-de-gato.

“O chá foi para redução dos miomas. Comecei em maio e em junho eu engravidei. Um mês depois”, conta Carla.

A gravidez é normal. A cada exame, Carla e Mailer ficam mais ansiosos pela chegada do bebê, que já ganhou um nome.

“É um milagre, uma emoção maravilhosa. Por isso, colocamos o nome de um anjo: Gabriel”, revela Carla.

“Acredito que a gravidez signifique que o chá uxi-amarelo e unha-de-gato atuou e, de alguma maneira, reduziu os miomas que a impediam de engravidar. Com a minha experiência, hoje posso afirmar que ele dá um bom resultado”, diz o médico Afrânio Melo Lins.

“Gabriel é forte. Com certeza, ele quer muito vir ao mundo. Agora que ele está perto de nascer, só quero ver a carinha dele”, diz Carla, ansiosa.

Outro Gabriel também é forte, saudável. O xodó da mãe.

“Isso aqui é uma benção. Ele é um anjo na minha vida”, exalta Neide.

Um anjo que chegou de surpresa. Em agosto de 2001, o Globo Repórter mostrou o início desta história. Naquela época, Neide só queria acabar com um incômodo provocado pelos miomas. Eram tantos que ela tinha sido aconselhada por médicos a fazer uma histerectomia radical – a retirada cirúrgica do útero, ovário e trompas. Foi quando começou a tomar os chás de uxi-amarelo e unha-de-gato. Cinqüenta dias depois, o susto.

“Eu achava que estava com outra doença, mais grave ainda. Depois de um mês sem menstruar, voltei ao consultório e disse para o médico que achava que estava doente”, lembra Neide.

A resposta do médico foi desconcertante.

“Ele disse que eu estava com o mioma, mas que aquele mioma chorava, tomava mingau. Pensei que ele estivesse brincando comigo”, diz Neide.

Enquanto estiver amamentando Yanno Gabriel, Neide não vai tomar os chás. Mas diz que os últimos exames revelaram que o uxi-amarelo e a unha-de-gato continuam e controlando os miomas.

“Posso assegurar que 90% das pacientes que utilizaram os chás tiveram resultado satisfatório”, diz o médico Afrânio Melo Lins.

Fonte: [ Globo Repórter ]

Alunos quilombolas apresentam projeto de plantas medicinais

Da Redação/MC

Alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Zumbi dos Palmares, que fica na comunidade quilombola de Jaraguari, estão elaborando um projeto sobre plantas medicinais usadas na comunidade.

O projeto “Conhecimento Popular sobre Plantas de uso Medicinal na Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio” será apresentado hoje na escola. “Um dos principais objetivos é realizar um diagnóstico do saber local visando a elaboração de um programa interdisciplinar de Educação Ambiental”, explica o professor de Biologia Airton

Fonte: [ MidiaMax News ]

Médicos receberão orientações sobre o Programa Fitoviva

O Programa Fitoviva, da Secretaria de Saúde de Cuiabá, realiza de 22 a 25 de agosto, no auditório da Escola de Saúde Pública (ESP), o curso de atualização médica “Prescrição de Medicamentos Fitoterápicos e Plantas Medicinais” destinado exclusivamente a médicos. O curso conta com a parceria da Secretaria Estadual de Saúde (MT Farma e ESP) e da Comissão Municipal Práticas Integrativas e Complementares do SUS- Cuiabá.

De acordo com a supervisora do Fitoviva/SMS, Isanete Bieski, o evento ainda conta com apoio do Sebrae, Unimed, Ufmt, CRM e Correios/MT. As inscrições, informa ela, são limitadas e podem ser feitas pelo telefone (65) 3617-1447. Isanete Bieski é consultora em Plantas Medicinais, Aromáticas e Reflorestamento e professora de Botânica e Homeopatia no Curso de Farmácia do Univag.

PROGRAMAÇÃO

22/08

19h00

– Abertura c/ Autoridades e Poesias (Bia)

– Palestra: “Histórico da Fitoterapia no Brasil, Legislação, Políticas e Programas de Governo em PM e Fitoterapia” – Dra. Henriqueta Sacramento

23/08

8-12h

– Palestra: “Abordagem Terapêutica das 20 plantas Medicinais do Fitoviva” – Dra. Henriqueta Sacramento

– Visita Técnica ao Horto Florestal – Fitoviva

13h30min-14h10min

– Palestra: “Programas Fitoviva/Cuiabá; Fitoplama/EMPAER;MT-Farma/SES/MT” – Farm. Isanete Bieski/Otilia M. Teófilo; e Farm. Maria das Graças Leão;

14h10min – 16 h

– Palestra: “Fitoterapia na atenção primária: Aspectos antropológicos, sócio-culturais, epidemiológicos, etnobotânicos e farmacológicos” – Dra. Henriqueta Sacramento

16-18h

– Palestra: Fitoquímica e Farmacologia Aplicada, Conceitos – fitocomplexo, mecanismos de ação diferenciados” – Dr. Domingos Tabajara

– Grupos e subgrupos fitoquímicos e suas características Farmacológicas

– Interação entre Alopáticos e Fitoterápicos

24/08

8-10h

– Palestra: “Noções de Farmacotécnica Aplicada, Noções sobre processos de estabilização das drogas vegetais, Tipos de preparações: formulações industriais, oficinal, magistral e caseira, Noções sobre processos de extração e preparação de formulações magistrais de fitoterápicos, Relação forma farmacêutica x terapêutica” – Dr. Domingos Tabajara.

10-12h

– Palestra: “Conceitos Básicos de Classificação dos vegetais, Nomenclaturas botânicas e farmacêuticas, Principais conceitos aplicados: – Planta medicinal x droga vegetal, Princípios ativos e marcadores, Tipos de extratos, Fitoterápicos e fitoterapia” – Dr. Roberto Leal Boorhem

14-16h

– Palestra: “Técnicas de Formulação e Prescrição, Parâmetros tradicionais e científicos de formulação e prescrição, estratégias de formulação, Receituário em fitoterapia, Precauções e avaliação clínica, Protocolo de observação clínica” – Dr. Roberto Leal Boorhem

16-18h –

– Palestra: Fitoterapia nas Patologias Mais Comuns – Dr. Roberto Leal Boorhem

25/08

8-11h50min

– Palestra: “Fitoterapia nas Patologias Mais Comuns” – Dr. Roberto Leal Boorhem

11h50min

– Encerramento

Fonte: [ 24HorasNews ]

Horto da Univali produzirá plantas fitoterápicas em Biguaçu

Uma prática de ensino, pesquisa e extensão integra moradores de Biguaçu e acadêmicos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Chamado de Bio-Verde, o projeto, desenvolvido pelo curso de Enfermagem do Campus da Univali em Biguaçu, incentiva o desenvolvimento e resgate do uso de plantas medicinais.

A socialização do projeto com agentes comunitários de saúde, comunidade e acadêmicos foi concluída e, agora, tem inicio a parte prática, com desenvolvimento do horto que terá metas de auto-sustentabilidade.

O horto terá duzentos metros quadrados onde serão plantadas as espécies com fins fitoterápicos. Os grupos da terceira idade de Biguaçu auxiliam no projeto socializando seus conhecimentos no uso das plantas.

O uso de ervas medicinais foi, por muito tempo, o principal auxílio terapêutico. A substituição por medicamentos sintéticos aconteceu, principalmente, após a segunda guerra mundial.

Segundo Maria Lígia dos Reis Bellaguarda, coordenadora do curso de enfermagem da Univali em Biguaçu, com esse projeto, a Univali proporciona integração propondo novos caminhos no ensino superior por meio da integração entre os saberes científico e popular, universalizando o uso das plantas medicinais.

Fonte: [ Universia Brasil ]

Projeto da Uerj alerta para perigos em plantas medicinais

Fluminense

Orientar as pessoas para que não façam uso indiscriminado de plantas medicinais, o que pode causar mais prejuízos à saúde do que a cura pretendida, é a essência do projeto ‘Plantas Medicinais e Tóxicas no Rio de Janeiro: Promovendo a Educação e a Saúde da Comunidade’, coordenado por Maria Cristina Ferreira Santos e Marcelo Guerra Santos, professores da Faculdade de Formação de Professores (FFP) e do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp), unidades acadêmicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e realizado em parceria com o Departamento de Biologia Geral, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Atuante em comunidades de diferentes municípios, como Rio, São Gonçalo, Niterói e Itaboraí, o projeto tem como atividades básicas palestras em escolas e instituições de longa permanência de idosos, ministradas por alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da FFP. A preocupação é alertar os usuários para perigos ocultos em plantas medicinais. As informações são da Secretaria estadual de Comunicação Social.

Com a urbanização e a evolução da ciência, os remédios naturais, usados desde o início da Humanidade na cura de doenças, tinham perdido espaço, em especial nas grandes metrópoles, para medicamentos de resultados mais rápidos. Contudo, os efeitos colaterais indesejáveis dessas drogas acabaram provocando a volta do uso de ervas medicinais.

Uso que merece cuidados considerando as propriedades tóxicas de algumas espécies de plantas. A dosagem, em certos casos, tem de ser adequada. É o caso do confrei (Symphytum officinale L.), planta que apresenta substância considerada cancerígena e hepatotóxica. O uso por via oral é proibido em vários países, embora a utilização local como cicatrizante seja permitida e estimulada, segundo Maria Cristina Ferreira Santos.

Plantas medicinais são vendidas livremente, como mostra pesquisa realizada no município de São Gonçalo. A pessoa pode encontrá-las em bancas de jornais, floriculturas, lojas de produtos naturais e com ambulantes. Metade delas é vendida com nomes populares diferentes, sem a denominação científica, ou apresenta nomenclatura errada na embalagem, o que pode levar a usos equivocados e provocar graves riscos à saúde.

O maior problema é a falta de orientação à população. Certas plantas comercializadas, como abajeru, cainca, catuaba e pinhão-roxo, ainda não têm eficácia terapêutica comprovada.

– Elas são utilizadas apenas com base nas informações oferecidas pela medicina popular e sem qualquer referência científica – alerta a professora.

Algumas são citadas como causadoras de intoxicações: comigo-ninguém-pode, pinhão, trombeta, pó-de-mico, buchinha-do-norte e mamona. Os sintomas mais comuns são náuseas, vômito, diarréia, irritação de mucosa, edema e alucinações. Em casos mais graves, o uso incorreto pode levar à morte. Segundo Maria Cristina, as crianças com idade inferior a 12 anos formam o maior grupo de risco, representando 73% dos casos por intoxicação relatados.

Fonte: [ Diário Online ]