Projeto da Uerj alerta para perigos em plantas medicinais

Fluminense

Orientar as pessoas para que não façam uso indiscriminado de plantas medicinais, o que pode causar mais prejuízos à saúde do que a cura pretendida, é a essência do projeto ‘Plantas Medicinais e Tóxicas no Rio de Janeiro: Promovendo a Educação e a Saúde da Comunidade’, coordenado por Maria Cristina Ferreira Santos e Marcelo Guerra Santos, professores da Faculdade de Formação de Professores (FFP) e do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp), unidades acadêmicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e realizado em parceria com o Departamento de Biologia Geral, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Atuante em comunidades de diferentes municípios, como Rio, São Gonçalo, Niterói e Itaboraí, o projeto tem como atividades básicas palestras em escolas e instituições de longa permanência de idosos, ministradas por alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da FFP. A preocupação é alertar os usuários para perigos ocultos em plantas medicinais. As informações são da Secretaria estadual de Comunicação Social.

Com a urbanização e a evolução da ciência, os remédios naturais, usados desde o início da Humanidade na cura de doenças, tinham perdido espaço, em especial nas grandes metrópoles, para medicamentos de resultados mais rápidos. Contudo, os efeitos colaterais indesejáveis dessas drogas acabaram provocando a volta do uso de ervas medicinais.

Uso que merece cuidados considerando as propriedades tóxicas de algumas espécies de plantas. A dosagem, em certos casos, tem de ser adequada. É o caso do confrei (Symphytum officinale L.), planta que apresenta substância considerada cancerígena e hepatotóxica. O uso por via oral é proibido em vários países, embora a utilização local como cicatrizante seja permitida e estimulada, segundo Maria Cristina Ferreira Santos.

Plantas medicinais são vendidas livremente, como mostra pesquisa realizada no município de São Gonçalo. A pessoa pode encontrá-las em bancas de jornais, floriculturas, lojas de produtos naturais e com ambulantes. Metade delas é vendida com nomes populares diferentes, sem a denominação científica, ou apresenta nomenclatura errada na embalagem, o que pode levar a usos equivocados e provocar graves riscos à saúde.

O maior problema é a falta de orientação à população. Certas plantas comercializadas, como abajeru, cainca, catuaba e pinhão-roxo, ainda não têm eficácia terapêutica comprovada.

– Elas são utilizadas apenas com base nas informações oferecidas pela medicina popular e sem qualquer referência científica – alerta a professora.

Algumas são citadas como causadoras de intoxicações: comigo-ninguém-pode, pinhão, trombeta, pó-de-mico, buchinha-do-norte e mamona. Os sintomas mais comuns são náuseas, vômito, diarréia, irritação de mucosa, edema e alucinações. Em casos mais graves, o uso incorreto pode levar à morte. Segundo Maria Cristina, as crianças com idade inferior a 12 anos formam o maior grupo de risco, representando 73% dos casos por intoxicação relatados.

Fonte: [ Diário Online ]


Descubra mais sobre Portal Tudo Sobre Plantas

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Autor: Anderson Porto

Desenvolvedor do projeto Tudo Sobre Plantas

Descubra mais sobre Portal Tudo Sobre Plantas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading