Floresta em pé = carbono fixado

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Gente, será que ninguém menciona isso?

Vamos todos repetir: Floresta em pé é carbonocapturado e fixado.

Não adianta simplesmente manter todas as florestas intocadas.

O que o mundo inteiro precisa fazer – e o quanto antes melhor – é plantar árvores, bilhões delas, de todas as formas e cores, para que ao crescerem, capturem o carbono em suspensão no ar.

Simples, óbvio, mas ninguém fala disso.

O manejo sustentável funciona e pode muito bem ser utilizado. O que não se deve e ninguém aprova – fora os grileiros e latifundiários – é tacar fogo nas florestas, para transformá-las em pasto pra gado.

ps: Fendel, ensino aquilo que aprendi contigo. O grupo sente sua falta.

E lá foi a minha cartinha…

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Carta à CTNBio, pedindo o cancelamento do processo de liberação do arroz transgênico da Bayer.

Creio que se pelo menos umas 500 mil pessoas fizessem o mesmo, enviando uma carta registrada com aviso de recebimento (AR), o incômodo surtiria efeito.

Bem… Eu fiz a minha parte. E você?

Anderson Porto

Vida saudável X Vida comum em sociedade – as dificuldades do dia a dia

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Olá aos que visitam este espaço.

Resolvi escrever sobre alguns aspectos de minha vida que estão me atormentando – relativas à saúde – e talvez, com a ajuda de vocês, eu consiga descobrir soluções que sejam aplicáveis à minha realidade.

Não entenderam nada? Eu explico.

Desde minha adolescência que descobri como prazer o sair à noite, com amigos, para rodadas de chopp com babatas e calabrezas, nos bares dos finais de semana. Encontrei ali uma maneira de desopilar as amarguras do dia a dia, rindo de conversas despretensiosas, opiniões inflamadas por cervejas e papos dos mais variados, incluindo aí os assuntos terminantemente proibidos, tais como futebol, política, religião…

Aos 15 anos conheci o chopp. Aos 19 anos conheci o cigarro. Desde então, tornaram-se companheiros inseparáveis, me ajudando a ganhar alguns quilos a mais e desmantelar minha saúde de pouco em pouco. Saúde esta, mantida graças a uma alimentação que julgo balanceada, com várias frutas, legumes, verduras, carnes magras… Em suma, aquilo que aprendi durante a vida sobre uma boa nutrição.

Só que estou chegando cá aos meus 37 anos. Meu fôlego já não é dos melhores (conseguia prender a respiração debaixo d’água por mais de 4 minutos) e meu pique diminuiu muito, a ponto de preferir não subir escadas, ou abandonar caminhas e trilhas que fazia todo ano.

Então resolvi dar um basta no sedentarismo e acabar com os maus hábitos. Durante o mês de dezembro comecei a estabelecer metas para 2009, metas de mudança de atitudes, de melhoras progressivas,

A primeira meta a ser colocada em prática foi voltar a fazer exercícios, junto com uma dieta leve e uma alteração na freqüência com que me alimento (comendo pouco e de 3 em 3 horas, se possível). Dia 12 de janeiro entrei para uma academia e venho mantendo certa constância. Foi um passo importante, já que me encontrava há muito tempo sedentário, só fazendo um pouco de natação nos fins de semana.

Tal qual Tim Maia, durante quase 3 semanas perdi aproximadamente 21 dias. 😉

Incrível como é difícil perder peso, depois que passamos dos 30. Mais ou menos 1 hora e meia de malhação e praticamente nenhum resultado palpável. Estava faltando alguma coisa…

Quando comecei a fazer exercícios, percebi que necessitava melhorar minha alimentação, me reeducando em horários e alimentos ingeridos. Cortei doces, gorduras, cerveja e refrigerantes.

Daí que estabeleci, como segunda meta, abandonar após o carnaval, com a esperança de que seja possível abandonar definitivamente, tanto a cerveja (e álcool em geral) como o cigarro, supérfluos que como todos sabemos, causam diversos problemas, inclusive causando doenças.

Mas e medo de engordar ao abandonar o cigarro ??? Todo mundo já ouviu falar disso, não? Fazendo exercícios, imagino eu, as chances seriam grandes de perder peso e melhorar a saúde.

Bati de frente com outro problema: como sair à noite com os amigos, não beber outra coisa a não ser água ou sucos de frutas, além de claro, beliscar sem furar a dieta…

Na hora de pedir alguma coisa pra comer, a dúvida cruel: batata-frita? Porção de aipim frito? Calabreza acebolada? Pizza? Nugets de frango ou peixe? Massas, frituras, exageros apetitosos de gorduras e amidos… Nada disso… É necessário procurar outras opções, mas quais?

Coma salada! Ou comida japonesa… Eu nunca fui muito fã de comida japonesa, pois tenho o palato um tanto hipersensível e considero o gosto de peixe cru muito parecido com cheiro de maresia. Temaki? Tô fora…

Mas, e agora? Deixo de sair? Procuro outras atividades?

Descobri então, ao longo dessas semanas, o quanto que é complicado para alguém que está de dieta manter-se na dieta, saindo à noite para jantar (talvez em São Paulo seja diferente, mas aqui no RJ, precisamente em Niterói, é desanimador).

Colágeno, me disseram. Coma gelatina, pois tem colágeno e ajuda a dar firmeza na pele, principalmente em dietas de perda de peso.

Aí fui pesquisar… Assustado, descobri que essas gelatinas de caixinha são uma baita enganação, pois não possuem colágeno suficiente e são bombas (no pior sentido) artificiais – o que, aliás, torna-se crime, ao meu ver, induzir crianças a comer essas porcarias. Fora a quantidade de açúcar… Na dúvida, opta-se pelo mais caro: a gelatina em folhas.

Me encontro em uma encruzilhada, sem saber como seguir em frente, ou se é melhor dar a volta.

Alimentar-se corretamete, com consciência ambiental, numa dieta balanceada e com os nutrientes corretos para as minhas necessidades é MUITO, mas MUITO difícil mesmo… Pelo que pude perceber, só dá pra manter o controle, em parte, fazendo compras selecionadas e levando marmita para o trabalho.

Mas como esquivar-se de transgênicos? De gorduras LDL, trans? Abandonar aromatizantes, flavorizantes, corantes, adoçantes… Abandonar alimentos que foram obtidos com práticas cruéis contra animais? Açúcares invertidos? Alimentos com agrotóxicos? Como ler sem rir aqueles rótulos fantasiosos?

Eu sinceramente espero que alguém possa me ajudar, com idéias sobre do que me alimentar, porque estou começando a ver que meus maus hábitos não eram tão maus assim… Comparando com o que temos disponível hoje, em sociedade, tá difícil.

Na dúvida continuo com minhas metas.

Abraços,

Tudo de bom!

Anderson Porto

Curitiba receberá o primeiro Mercado de Orgânicos do Brasil

Vejam como Curitiba é notoriamente um exemplo para todo o Brasil, digno de destaque e modelo de desenvolvimento para o país (editor do blog TSP).

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Prefeitura deve entregar obras na próxima semana

SMCS

[img:Frutas_ok.JPG,full,centralizado]A Prefeitura de Curitiba está fazendo os últimos retoques no Mercado Municipal Orgânico, que será entregue à população no próximo dia 12, quinta-feira. O primeiro Mercado Orgânico do Brasil oferecerá mais de mil tipos de produtos certificados com selo de produto sem agrotóxicos e aditivos químicos. Além dos produtos, o prédio e as lojas também contam com certificação que garantem aos consumidores qualidade e segurança da comercialização orgânica.

O novo Mercado fica ao lado e integrado a um ícone gastronômico de Curitiba, o Mercado Municipal, por onde circulam mais de 50 mil pessoas por semana. “A localização é estratégica e facilita o acesso da população à alimentação saudável, beneficiando comerciantes e, principalmente, a agricultura familiar paranaense que vive da produção orgânica”, diz o prefeito Beto Richa.

O prédio, de arquitetura moderna, é conectado ao antigo Mercado Municipal de Curitiba, para que o público possa circular nos dois ambientes. A integração entre o tradicional Mercado Municipal e o novo Mercado Orgânico será pela praça de alimentação, ao lado do Box Curitiba.

Nesta semana, equipes contratadas pela Prefeitura estão fazendo a limpeza geral do prédio de 3.700 metros quadrados e instalando as placas de sinalização. Os comerciantes que ocuparão as 22 lojas e bancas também estão terminando de organizar os espaços. O Mercado Orgânico vai gerar mais de 40 empregos diretos e 160 indiretos.

No Mercado Orgânico, os consumidores encontrão açougue, restaurante, lanchonete, artesanato, confecção, cosméticos, hortifrutigranjeiros e alimentos industrializados com certificação de produção livre de agrotóxico e com responsabilidade social. Duas cooperativas paranaenses de agricultores orgânicos ocuparão as bancas de hortifrutigranjeiros.

A obra é uma parceria da Prefeitura de Curitiba com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. São 3.700 metros quadrados, dois pisos e estacionamento. Os comerciantes foram selecionados por meio de pregão eletrônico.

Na parte de cima do Mercado foi construído um anfiteatro que servirá para cursos de empreendedorismo. A Prefeitura firmou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), com Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com Sebrae, para oferecer cursos a agricultores e comerciantes.

fonte: [ Bem Paraná ]

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Na boa? Eu quero ir morar em Curitiba. A única cidade do Brasil, ao meu ver, que é gerida por gente séria e comprometida com o bem estar de sua população.

Não existe mais padrão na natureza

De acordo com o biólogo Maurício Fazi, é fácil observar essa mudança na flora e na fauna. Flores como os ipês, por exemplo, que teriam sua época de floração mais intensa no mês de setembro estão, desde maio e junho, com as espécies rosa, roxa e amarela dando as caras pela cidade. E, a mesma coisa que acontece com os animais, atinge as plantas. Algumas espécies perdem folhas durante o ano, outras não conseguem florescer e algumas aparecem fora de seu tempo.

“Isso se dá pelo estresse hídrico. Não temos mais aquele padrão de estação seca e estação chuvosa. Ou a seca é muito intensa, ou a chuva é muito forte. E os alimentos de várias espécies animais e de flores acabam tendo um padrão diversificado das estações que eram programadas. Perdemos o termostato de regulagem”, afirma o biólogo.

Ele explica ainda que existem espécies de animais que aguardam o inverno, retém energia, e esse inverno acaba nunca chegando. As espécies que não conseguem se adaptar a essas mudanças acabam extintas, não tem mais a sua casa, seu ambiente, e morrem. Já a flora está num padrão reprodutivo de um estresss de crescimento. Vivem em contínuo crescimento.

“São períodos de estresse de crescimento e o efeito desse período afeta os padrões de polinização e reprodução de todas as espécies. É tudo muito constante. Tudo está florescendo muito antes. Eles estão atendendo a um padrão climático completamente alternado. As florestas de araucária, por exemplo. Se refugiaram nas regiões mais frias, o Sul, e agora que não tem mais frio. Elas tendem a desaparecer ou se tropicalizar por todo Paraná. Não só porque o homem cortou as araucárias, mas porque o padrão climático favorece a isso”, comentou o biólogo.

De acordo com Fazi, pode ser que tenhamos picos de estresse onde flores não vão desabrochar, ou vão aparecer muito antes. Essas mensurações não podem ser feitas, e por isso, não sabemos com que tipo de flores, ou de animais, estaremos nos deparando daqui a alguns dias, quando está aberta a temporada da primavera. (FGS)

Fonte: [ Bem Paraná ]

Repórter obtém receita médica de maconha para ‘ansiedade’ na Califórnia

Com mais de 200 farmácias de maconha medicinal operando legalmente na região, os traficantes de rua ficaram obsoletos.

O consumo de maconha é proibido pelo governo federal nos Estados Unidos, mas a erva pode ser receitada para uso medicinal por pacientes sofrendo de doenças graves no Estado da Califórnia.

Os benefícios da cannabis para doentes com câncer, Aids, artrite, esclerose múltipla e outras condições debilitantes são amplamente documentados. Segundo os usuários, ela torna os sintomas mais suportáveis.

Estima-se que cerca de 250 mil californianos possuam receitas que os autorizam a consumir o que se entende como “maconha medicinal”.

Mas não é preciso sofrer de doenças terminais para conseguir uma receita. Depois de fazer uma busca no site de pesquisas Google digitando as palavras “medicinal marijuana” e “Los Angeles”, obtive uma longa lista de clínicas onde “pacientes qualificados” podem obter uma recomendação médica autorizando-os a usar maconha legalmente.

Uma das clínicas, o 420 Evaluation Centre, localizado em San Fernando Valley, um subúrbio de Los Angeles, oferecia um desconto de US$ 25 para novos pacientes. O termo 420 é uma gíria local para maconha.

Consulta

Marquei uma consulta. Ao chegar, paguei US$ 100 e preenchi um questionário com dados pessoais. Em uma seção do questionário, respondi perguntas sobre minha condição.

De acordo com as regras, o paciente deve estar sofrendo de doenças graves ou sentindo dor crônica para se qualificar. O melhor que pude imaginar foi escrever que sofro de ansiedade. Afinal, sou do tipo ansioso.

O médico, um vietnamita que se apresentou como doutor Do, tomou meu pulso, mediu minha pressão sangüínea e perguntou há quanto tempo eu me sentia ansioso. “Há vários anos”, respondi.

“Você sofre de ataques de pânico?”, perguntou o médico. “Não”. Do escreveu “ataques de pânico” em seu livro de anotações.

Depois de passarmos alguns minutos falando sobre a culinária asiática, Do assinou uma receita para maconha medicinal, válida por um ano.

Caverna de Aladim

Com mais de 200 farmácias de maconha medicinal operando legalmente na região, os traficantes de rua ficaram obsoletos.

O governo do Estado, por sua vez, está satisfeito, já que sua fatia de impostos está garantida.

Ainda assim, com algumas farmácias instalando máquinas automáticas para lidar com pacientes fora do horário comercial, é difícil você não se perguntar se a situação não estaria correndo o risco de virar uma comédia.

A uma distância curta da clínica fica uma das lojas preferidas dos usuários, votada “farmácia do ano” por uma das revistas lidas pela comunidade de maconheiros. A publicação mais famosa intitula-se High Times.

A loja é uma verdadeira Caverna de Aladim dos narcóticos. Sob o balcão de vidro, estavam dezenas de variedades de cannabis em potes de plástico. Ao lado, um arsenal de objetos usados no consumo, entre eles, cachimbos.

Fumar e tragar

As variedades tinham nomes exóticos, como Sonho Azul e Devastação do Super Trem (em tradução livre).

Para sintomas como ansiedade, o atendente recomendou uma variedade conhecida como Travesseiro Púrpura. A receita não estipulava quantidade.

“Quanto devo usar?”, perguntei. Pego de surpresa, o vendedor respondeu: “Acho que você poderia começar tragando duas ou três vezes e ver o que acontece”.

Eu não comprei a maconha e estou pensando em, um dia, colocar minha receita em uma moldura e pendurá-la na parede.

Nesse meio tempo, parafraseando (o ex-presidente americano) Bill Clinton, se eu fumar, certamente não vou tragar.

Fonte: [ O Globo Online / BBC Brasil ]

Como o homem criou a comida!

Desde que o homem começou a cultivar os alimentos em vez de apenas coleta-los na natureza, as espécies foram modificadas para se tornar mais nutritivas e produtivas. Esse processo, conhecido como domesticação das plantas, teve início 11000 anos atrás no Oriente Médio e ganhou força com a descoberta de técnicas agrícolas rudimentares. Com laminas fincadas em pedaço de madeira ou de osso, os homens colhiam grãos com mais agilidade. Cestos ajudavam no transporte e tabuas porosas facilitavam a remoção da casca dos grãos.

A agricultura multiplicou entre dez e cem vezes a produção por hectare, em comparação com as mesmas plantas na natureza. Hoje, caso a humanidade resolvesse abdicar da agricultura e voltasse a viver da caça e da, estima-se que um terço da população ficaria sem comida.

Um efeito colateral da opção por espécies cada vez mais produtivas e adequadas à agricultura e, mais recente, às exigências do mercado foi a queda de variedades de vegetais que compõem o cardápio da humanidade. Hoje, só o trigo, o arroz e o milho são responsáveis por mais da metade da dieta calórica mundial obtida com o consumo de vegetais.

Desde o inicio da agricultura, os lavradores costumam guardar parte de suas sementes. Se uma colheita for perdida, essa reserva pode ser a diferença entre a sobrevivência e a fome. O que vale para a fazendas serve para os países. A maioria deles mantém bancos de sementes de seus principais cultivos. O mais importante do Brasil é o Cernagem em Brasília, com mais de 100 000 tipos de sementes. Isso não significa que estejam realmente seguros. Muito desses depósitos estão em nações sujeitas a desastres naturais ou convulsões políticas.

Os talibãs destruíram a coleção nacional de sementes do Afeganistão, em Cabul. Variedades milenares de trigo foram perdidas. O banco de sementes iraquianos, localizado em Abu Ghraib, foi arrasado por vândalos, durante a invasão americana. Amostra de espécies raras de trigo, lentilha, centeio e cevada desapareceram.

Foi inaugurado numa ilha do Arquipélago de Svalbard, na Noruega, a 1.200 quilômetros do Pólo Norte, uma verdadeira arca de Noé de alimentos. O deposito, construído no interior de uma montanha gelada, terá capacidade de armazenar 4,5 milhões de amostras de sementes e resistir a praticamente todas as catástrofes imagináveis, incluindo a explosão de uma bomba nuclear. O projeto é das Nações Unidas.

O lugar esta sendo chamado de forma exagerada de “caverna do juízo final.” Na verdade, o banco de sementes não terá utilidade apenas se houver uma hecatombe (conjunto de desastres ecológicos) mundial. O mais imediato é servir como um reservatório genético, que poderá ser utilizado por cientistas para experimentar cruzamentos e desenvolver novas variedades de plantas.

Curioso é que os vegetais encontrados na natureza eram de forma muito diferentes do que conhecemos hoje. O milho foi encontrado no México e era uma gramínea chamada teosinte, cuja espiga tinha 3 centímetros, e, por meio da seleção dos grãos, transformaram-na no milho. Demorou 9 000 anos para se obter a espiga atual de 45 centímetros.

O trigo, a espécie primitiva dispersavam suas sementes. Os primitivos agricultores do Oriente Médio passaram a selecionar aqueles pés que, por mutação genética, tinha caule forte o suficiente para sustentar a espiga.

A soja foi domesticada há mais de 5.000 anos na Manchúria, no norte da China, era uma planta rasteira pouco produtiva. A variedade atual, melhorada pelos agricultores chineses, rende quinze vezes mais que a espécie original. Que hoje só existe no banco de sementes.

A batata cultivada nos Andes há 7 000 anos, era retorcida e de aparência pouco atraente. A batata-inglesa descende da seleção dos tubérculos mais redondos, de cor amarela. Casca lisa e de mais fácil digestão feita pelos europeus a partir do século XVI. Temos ainda o arroz, a cana de açúcar, batata-doce etc. O Brasil também deve mandar em breve amostras de espécies conservadas pela Embrapa.

Fonte: [ Diário da Serra ]

Tomate, alface e morango são os produtos mais contaminados por agrotóxicos

Uma análise realizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em parceria com as secretarias estaduais de saúde indica que o tomate, o morango e o alface são os alimentos com maior índice de resíduos de agrotóxicos.

De nove produtos avaliados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura e laranja), o índice de amostras colhidas em 2007 e consideradas insatisfatórias ficou em 17,28%.

Os dois problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para essas culturas.

RESULTADO DA ANÁLISE
Fonte: Anvisa
Alface 135 40,0%
Batata 147 1,3%
Morango 94 43,6%
Tomate 123 44,7%
Maçã 138 2,9%
Banana 139 4,3%
Mamão 122 17,2%
Cenoura 151 9,9%
Laranja 149 6,0%
Total 1198 17,2%
Cultura Total de amostras Amostras insatisfatórias

Os dados são do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), coordenado pela Anvisa. As amostras foram recolhidas em pontos de venda pelas vigilâncias sanitárias de estados e municípios.

Tomate

O caso que mais chamou a atenção foi o do tomate. Das 123 amostras analisadas, 55 apresentaram resultados insatisfatórios, o equivalente a 44,72%. Nessa cultura, os técnicos encontraram a substância monocrotofós, ingrediente ativo que teve o uso proibido em novembro de 2006, em razão de sua alta toxicidade.

Também foi detectada a presença de metamidofós no tomate de mesa, ainda que em teores que não ultrapassaram os limites aceitáveis para a alimentação. Esse agrotóxico é autorizado apenas para a cultura de tomate industrial (plantio rasteiro), que permite aplicação por via área, trator ou pivô central, evitando assim a possibilidade de intoxicação do trabalhador rural.

O metamidofós também foi encontrado no morango e na alface, culturas para as quais não é permitido o uso deste agrotóxico.

A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentava índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 1,36%. A maçã, que chegou a apresentar índice de 5,33% neste período, fechou 2007 com incidência de 2,9%.

“O aumento nos resíduos de agrotóxicos encontrados em tomate, alface e morango em 2007 pode ser correlacionável com o súbito acréscimo observado na importação de agrotóxicos por países da América do Sul, incluindo o Brasil”, segundo o documento.

Na avaliação do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Nozomu Makshima, o aumento da contaminação do tomate, que cresceu 42% em relação a 2006, se deve ao “uso pouco criterioso” dos agrotóxicos pelos produtores. “Eles aplicam [agrotóxicos] sem muito critério. Os resíduos permanecem por causa da freqüência com que o produtor aplica, ele não obedece o período de carência”, aponta.

De acordo com Makshima, o alto índice de amostras de alface com resíduos de agrotóxicos merece atenção redobrada por se tratar de uma cultura “muito sensível” ao uso de defensivos, além do alimento ser consumido sem preparo, cru. “Normalmente o que a gente nota no caso de folhosas é contaminação por microorganismos, não por resíduos químicos”, pondera o pesquisador da Embrapa Hortaliças.

Encaminhamento

A Anvisa irá encaminhar todos os resultados ao Ministério da Agricultura (Mapa), órgão responsável pela fiscalização das lavouras e ao qual cabe desencadear ações dirigidas aos produtores.

O uso da substância monocrotofós, que está proibida, foi denunciado à Polícia Federal e ao Ministério da Agricultura, para que procedam à investigação.

A Anvisa também informou que será formado um grupo de trabalho (GT) para elaboração de material educativo direcionado a produtores, distribuidores, profissionais de extensão rural e consumidores. O grupo contará com representantes do Mapa, da Associação Brasileira de Supermercados e do Ministério da Saúde.

O Para passará a acompanhar oito novas culturas a partir deste ano. Os produtos selecionados são: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: [ UOL ]

Óleos vegetais e combustíveis

por Thomas Renatus Fendel, em 15/02/2008.

Os biocombustíveis “naturais” evitam a emissão de gases nocivos ao meio ambiente e transformam a graciosa energia solar em energia mecânica e elétrica, acrescidos de energia térmica residual útil.

Embora o ciclo do carbono das bioenergias seja considerado neutro, para mim isso é um equívoco, é ignorar o potencial completo da fotossíntese dos maravilhosos vegetais, que para crescerem, comem sujeira do ar, comem CO2.

Portanto em qualquer veículo movido a bioenergia, sempre se libera menos CO2 pelo escapamento, do que o CO2 captado do ar, pelos vegetais correspondentes em seu crescimento.

Disso resulta que, utilizando intensamente os biocombustíveis, podemos reverter o aquecimento global, promovido pelo uso de 200 anos de porcotróleo, apenas utilizando álcool, biogás, óleos vegetais, e resíduos orgânicos promovemos o efeito refrigerador, o contrário do atual efeito estufa.

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A caverna no Árctico com as sementes do Juízo Final

Bill Gates, Rockefeller e os gigantes dos OGM conhecem algo que não sabemos

por F. William Engdahl [*]

Uma coisa de que o fundador da Microsoft, Bill Gates, não pode ser acusado é de ser indolente. Aos 14 anos já fazia programação, aos 20, era ainda estudante em Harvard, fundou a Microsoft. Em 1995 aparecia na listagem da Forbes como o homem mais rico do mundo por ser o maior accionista da Microsoft, uma empresa que, mercê da sua direcção rígida, se constituiu num verdadeiro monopólio dos sistemas de software para computadores pessoais.

Em 2006, quando a maior parte das pessoas na situação dele pensa em retirar-se para uma tranquila ilha do Pacífico, Bill Gates decidiu dedicar as suas energias à sua Fundação Bill e Melinda Gates, a maior fundação privada ‘transparente’ do mundo, como ele diz, com uma doação de uns esmagadores 34,6 mil milhões de dólares e a imposição legal de gastar 1,5 mil milhões de dólares por ano em projectos filantrópicos a nível mundial a fim de manter o estatuto filantrópico para isenção de impostos. Em 2006, a oferta do seu amigo e sócio, o mega-investidor Warren Buffet, de acções no Buffet’s Berkshire Hathaway no valor de uns 30 mil milhões de dólares, colocou a fundação de Gates em posição de poder gastar quase o mesmo valor de todo o orçamento anual da Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas.

Por isso, quando Bill Gates decide utilizar a Fundação Gates para investir num projecto cerca de 30 mil milhões de dólares do seu dinheiro, vale a pena analisar esse projecto.

Não há nenhum outro projecto mais interessante de momento do que este muito estranho num dos cantos mais remotos do mundo, Svalbard. Bill Gates está a investir milhões num banco de sementes no Mar Barents perto do Oceano Árctico, a cerca de 1100 quilómetros do Pólo Norte. Svalbard é um árido pedaço de rocha reclamado pela Noruega e cedido em 1925 por um tratado internacional (ver mapa).

É nesta ilha esquecida por Deus, que Bill Gates está a investir dezenas dos seus milhões em conjunto com a Fundação Rockefeller, a Monsanto Corporation, a Fundação Syngenta e o governo da Noruega, entre outros, naquilo que é chamado de ‘banco de sementes do fim do mundo’. Oficialmente o projecto chama-se a Caverna Global de Sementes Svalbard (Svalbard Global Seed Vault) na ilha norueguesa de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard.

. O banco de sementes está a ser construído no interior de uma montanha na ilha de Spitsbergen perto da aldeia de Longyearbven. Está quase pronto para o ‘negócio’, de acordo com os comunicados. O banco vai ter portas duplas à prova de explosão com sensores de movimento, duas câmaras pressurizadas e paredes de betão reforçado a aço com um metro de espessura. Conterá mais de três milhões de variedades diferentes de sementes de todo o mundo, ‘para que se possa conservar a variedade das espécies para o futuro’, segundo o governo norueguês. As sementes vão ser embaladas de forma especial para protecção contra a humidade. Não haverá pessoal a tempo inteiro, mas a relativa inacessibilidade da caverna facilitará a fiscalização de qualquer possível actividade humana.

Falha-nos alguma coisa? Os comunicados de imprensa afirmaram, ‘para que se possa conservar a variedade das espécies para o futuro’. Que futuro é esse que os patrocinadores do banco de sementes prevêem poderá vir a ameaçar a disponibilidade global das sementes actuais, quando a maior parte delas já está bem protegida em bancos de sementes existentes em todo o mundo?

Sempre que Bill Gates, a Fundação Rockefeller, a Monsanto e a Syngenta se juntam num projecto comum, vale a pena escavar um pouco mais por detrás das rochas de Spitsbergen. Se o fizermos vamos encontrar coisas fascinantes.

O primeiro ponto digno de nota é saber quem é que patrocina a caverna de sementes do fim do mundo. Aqui, em conjunto com os noruegueses, estão, conforme já dito, a Fundação Bill & Melinda Gates; o gigante americano da ‘agribusiness’ DuPont/Pioneer Hi-Bred, um dos maiores proprietários mundiais de patentes de sementes de organismos geneticamente modificados (OGM) e de agroquímicos afins; a Syngenta, a importante companhia de sementes OGM e agroquímicos, com sede na Suiça, através da Fundação Syngenta; a Fundação Rockefeller, um grupo privado que criou a “revolução genética com mais de 100 milhões de dólares em sementes desde os anos 70; o CGIAR, a rede global criada pela Fundação Rockefeller para promover o seu ideal de pureza genética através da alteração da agricultura.

O CGIAR e ‘O Projecto’

Conforme pormenorizei no livro ‘Seeds of Destruction’ [1] , a Fundação Rockefeller, o Conselho para Desenvolvimento da Agricultura de John D. Rockefeller III e a Fundação Ford juntaram esforços em 1960 para criar o Instituto Internacional de Investigação do Arroz (IIIR) em Los Baños, nas Filipinas. Em 1971, o IIIR da Fundação Rockefeller, em conjunto com o seu Centro Internacional de Melhoramento do Milho e do Trigo, com sede no México, e com mais outros dois centros internacionais de investigação criados pelas Fundações Rockefeller e Ford, o IITA para a agricultura tropical, na Nigéria, e o IIIR para o arroz, nas Filipinas, aliaram-se para formar um único Grupo Consultivo para Investigação Agrícola Internacional (Consultative Group on International Agriculture Research – CGIAR)

O CGIAR foi delineado numa série de conferências privadas realizadas no centro de conferências da Fundação Rockefeller em Bellagio, na Itália. Os participantes chave nas conversações de Bellagio foram George Harrar, da Fundação Rockefeller, Forrest Hill da Fundação Ford, Robert McNamara do Banco Mundial e Maurice Strong, o organizador ambiental internacional da família Rockefeller, que, enquanto administrador da Fundação Rockefeller, organizou a Cimeira da Terra das Nações Unidas em Estocolmo, em 1972. Há muitas décadas a fundação preocupava-se em por a ciência ao serviço da eugenia, uma versão repugnante da pureza racial, a que fora dado o nome de ‘O Projecto’.

Para garantir o maior impacto, o CGIAR atraiu a Organização para a Agricultura e Alimentação e o Programa para o Desenvolvimento, ambas das Nações Unidas, e o Banco Mundial. E assim, mediante uma distribuição cuidadosamente planeada dos seus financiamentos iniciais, no início dos anos 70 a Fundação Rockefeller já estava em posição de delinear a política da agricultura global no início dos anos 70. E de facto delineou-a.

Financiado por generosas doações para estudos das Fundações Rockefeller e Ford, o CGIAR providenciou para que os principais cientistas da agricultura e agrónomos do Terceiro Mundo passassem a ‘dominar’ os conceitos do moderno agribusiness de modo a poderem levá-los para os seus países. Neste processo criou uma valiosa rede de influências para a promoção do agribusiness americano nesses países, muito em especial para a promoção da ‘Revolução Genética’ OGM nos países em desenvolvimento, tudo isto em nome da ciência e da eficácia, do mercado livre e da agricultura.

Manipular geneticamente uma raça dominante?

Agora sim, o Banco de Sementes Svalbard começa a tornar-se interessante. Mas ainda há mais. ‘O Projecto’ a que me referi acima é um projecto da Fundação Rockefeller e de poderosos interesses financeiros desde os anos 20 para utilizar a eugenia, posteriormente rebaptizada de genética, para justificar a criação de uma Raça Dominante geneticamente manipulada. Hitler e os nazis chamaram-lhe a Raça Dominante Ariana.

A eugenia de Hitler foi financiada em grande parte por esta mesma Fundação Rockefeller que está hoje a construir uma caverna de sementes no fim do mundo para preservar amostras de todas as sementes do nosso planeta. Ora isto começa a tornar-se muito intrigante. Foi esta mesma Fundação Rockefeller quem criou a disciplina pseudo-científica da biologia molecular no seu objectivo incansável de reduzir a vida humana a uma ‘sequência genética definidora’ que, segundo esperava, poderia depois ser modificada de modo a alterar os traços humanos a bel-prazer. Os cientistas de eugenia de Hitler (muitos dos quais foram discretamente levados para os Estados Unidos depois da Guerra para continuarem as suas investigações em eugenia biológica) contribuíram em muito para o trabalho básico da engenharia genética de diversas formas de vida, grande parte do qual foi apoiado abertamente até ao Terceiro Reich pelas generosas contribuições da Fundação Rockefeller. [2]

Foi a mesma Fundação Rockefeller quem criou a chamada Revolução Verde, na sequência de uma viagem ao México em 1946, de Nelson Rockefeller e de Henry Wallace, ex-secretário da Agricultura do Novo Acordo e fundador da Hi-Bred Seed Company.

A Revolução Verde propunha-se resolver o problema mundial da fome, um problema importante no México, na Índia e noutros países escolhidos onde Rockefeller actuava. O agrónomo da Fundação Rockefeller, Norman Borlaug, ganhou o Prémio Nobel da Paz pelo seu trabalho, uma coisa de que não pode orgulhar-se muito, dado que o partilhou com Henry Kissinger.

Na realidade, como anos depois se veio a verificar, a Revolução Verde foi um brilhante esquema da família Rockefeller para montar um agribusiness globalizado que depois pudesse vir a monopolizar, tal como já tinha feito na indústria petrolífera mundial meio século antes. Como Henry Kissinger declarou nos anos 70, ‘se controlarmos o petróleo, controlamos o mundo; se controlarmos os alimentos, controlamos a população’.

O agribusiness e a Revolução Verde de Rockefeller andaram de mãos dadas. Fizeram parte de uma grande estratégia em que a Fundação Rockefeller alguns anos depois veio a financiar a investigação da engenharia genética de plantas e animais.

John H. Davis foi secretário assistente da Agricultura no tempo do Presidente Dwight Eisenhower no início dos anos 50. Saiu de Washington em 1955 e foi para a Escola Superior de Negócios de Harvard, um sítio pouco vulgar para um especialista em agricultura naquela época. Tinha uma estratégia clara. Em 1956, Davis escreveu um artigo na Harvard Business Review em que afirmava que “a única forma de resolver o chamado problema agrícola duma vez por todas, e evitar programas governamentais enfadonhos, é evoluir da agricultura para o agribusiness “. Sabia muito bem o que pretendia, embora pouca gente na altura pensasse nisso – uma revolução na produção agrícola que concentrasse o controlo da cadeia alimentar nas mãos das multinacionais, fora do cultivo familiar tradicional. [3]

Um aspecto crucial que motivava o interesse da Fundação Rockefeller e das empresas americanas de agribusiness era o facto de a Revolução Verde se basear na proliferação de novas sementes híbridas nos mercados em desenvolvimento. Um aspecto vital das sementes híbridas era a sua falta de capacidade reprodutiva. Os híbridos tinham incorporada uma protecção contra a multiplicação. Ao contrário das espécies normais polinizadas a céu aberto cujas sementes dão colheitas semelhantes às plantas suas produtoras, a produção de sementes nascidas das plantas híbridas era significativamente mais baixa do que as da primeira geração.

Esta característica de produção decrescente dos híbridos teve como consequência que os agricultores têm normalmente que comprar sementes todos os anos para poderem obter colheitas altas. Mais ainda, a produção inferior na segunda geração eliminou o comércio de sementes que era feito quase sempre por produtores de sementes sem a autorização do criador. Evitava-se assim a redistribuição das sementes dos cereais comerciais feita por intermediários. Se as grandes empresas multinacionais de sementes pudessem controlar internamente as linhagens das sementes parentais, nenhum concorrente ou agricultor conseguiria produzir o híbrido. A concentração global das patentes de sementes híbridas num punhado de gigantescas companhias de sementes, lideradas pela Pioneer Hi-Bred da DuPont e pela Dekalb da Monsanto estabeleceu a base para a posterior revolução das sementes OGM. [4]

Com efeito, a introdução da moderna tecnologia agrícola americana, dos fertilizantes químicos e das sementes híbridas comerciais, tudo isso tornou os agricultores locais dos países em desenvolvimento, em especial aqueles que tinham terras maiores, dependentes dos abastecimentos das companhias estrangeiras de agribusiness e de petroquímicos, na sua maioria americanas. Foi o primeiro passo do que viria a ser um processo cuidadosamente planeado e que iria durar décadas.

Com a Revolução Verde o agribusiness veio a invadir significativamente mercados que anteriormente eram pouco acessíveis aos exportadores americanos. Esta tendência foi posteriormente rotulada de “agricultura orientada pelo mercado”. Na realidade, tratou-se de uma agricultura controlada pelo agribusiness.

Durante a Revolução Verde, a Fundação Rockefeller e mais tarde a Fundação Ford trabalharam de braço dado modelando e apoiando as metas políticas estrangeiras da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e da CIA.

Um dos principais efeitos da Revolução Verde foi despovoar as terras de camponeses que foram forçados a emigrar para bairros de lata em volta das cidades numa procura desesperada de trabalho. Não aconteceu por acaso, fazia parte do plano para criar bolsas de mão-de-obra barata para as manufacturas multinacionais americanas, a ‘globalização’ dos últimos anos.

Quando a auto-promoção em torno da Revolução Verde esmoreceu, os resultados eram muito diferentes do que havia sido prometido. Tinham surgido problemas com o uso indiscriminado dos novos pesticidas químicos, muitas vezes com graves consequências para a saúde. O cultivo de monocultura das novas variedades de sementes híbridas reduziu a fertilidade do solo e das produções com o passar do tempo. Os primeiros resultados foram impressionantes: colheitas duplas ou triplas para alguns cereais como o trigo e mais tarde o milho, no México. Mas isso depressa passou à História.

A Revolução Verde foi normalmente acompanhada de grandes projectos de irrigação que incluíam quase sempre empréstimos do Banco Mundial para construção de enormes barragens novas, que inundavam áreas previamente escolhidas e terra arável fértil. O super-trigo também produzia maiores colheitas através da saturação do solo com enormes quantidades de fertilizantes por hectare, sendo que os fertilizantes eram produtos derivados de nitratos e do petróleo, controlados pelas principais companhias petrolíferas conhecidas pelas Sete Irmãs, dominadas pelos Rockefeller.

Também se utilizaram enormes quantidades de herbicidas e pesticidas, criando mercados adicionais para os gigantes do petróleo e dos químicos. Como um analista disse, na verdade a Revolução Verde foi meramente uma revolução química. Os países em desenvolvimento não tinham capacidade para pagar as enormes quantidades de fertilizantes e pesticidas químicos. Conseguiam o favor do crédito do Banco Mundial e de empréstimos especiais do Chase Bank e de outros grandes bancos de Nova Iorque, escudados por garantias do governo americano.

Aplicados num grande número de países em desenvolvimento, esses empréstimos foram sobretudo para os grandes proprietários rurais. Quanto aos agricultores mais pequenos a situação foi diferente. Os agricultores mais pequenos não podiam pagar os produtos químicos e outros produtos modernos e tinham que pedir dinheiro emprestado.

A princípio, diversos programas governamentais tentaram providenciar alguns empréstimos aos agricultores para que eles pudessem comprar sementes e fertilizantes. Os agricultores que não conseguiam participar neste género de programas tinham que pedir emprestado ao sector privado. Dadas as exorbitantes taxas de juro dos empréstimos informais, muitos pequenos agricultores nem sequer aproveitaram os benefícios das colheitas iniciais mais altas. Depois da colheita, tinham que vender a maioria ou mesmo todo o cereal para satisfazer os empréstimos e os juros. Ficaram dependentes dos usurários e dos comerciantes e muitas vezes perderam as suas terras. Mesmo com os empréstimos a juros baixos das organizações governamentais, o cultivo dos cereais de subsistência deu lugar à produção de colheitas de dinheiro. [5]

Há décadas que os mesmos interesses, incluindo a Fundação Rockefeller que apoiou a Revolução Verde inicial, têm manobrado para promover uma segunda ‘Revolução Genética’ como lhe chamou há alguns anos o presidente da Fundação Rockefeller, Gordon Conway, ou seja, a disseminação de produtos agrícolas e comerciais industriais, incluindo sementes OGM patenteadas.

Gates, Rockefeller e uma Revolução Verde em África

Tendo bem presente o verdadeiro enquadramento da Revolução Verde da Fundação Rockefeller dos anos 50, torna-se deveras curioso que a mesma Fundação Rockefeller, em conjunto com a Fundação Gates, que estão agora a investir milhões de dólares para preservar todas as sementes contra um possível cenário de “fim do mundo”, estejam também a investir milhões num projecto chamado ‘A Aliança para uma Revolução Verde em África’ (The Alliance for a Green Revolution in Africa).

A AGRA, como se intitula, é de novo uma aliança com a mesma Fundação Rockefeller que criou a “Revolução Genética”. Isto confirma-se se olharmos para o Conselho de Administração da AGRA.

Inclui nada mais, nada menos do que o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, como presidente. No seu discurso de tomada de posse num evento do Fórum Económico Mundial em Cape Town, na África do Sul, em Junho de 2007, Kofi Annan afirmou, ‘Aceito este desafio agradecendo à Fundação Rockefeller, à Fundação Bill & Melinda Gates, e a todos os outros que apoiam a nossa campanha africana’.

A juntar ao conselho da AGRA aparece um sul-africano, Strive Masiyiwa que é director da Fundação Rockefeller. Inclui Sylvia M. Mathews da Fundação Bill & Melinda Gates; Mamphela Ramphele, ex director-gerente do Banco Mundial (2000-2006); Rajiv J. Shah, da Fundação Gates; Nadya K. Shmavonian da Fundação Rockefeller; Roy Steiner da Fundação Gates; Nadya K. Shmavonian da Fundação Rockefeller; Roy Steiner da Fundação Gates. Para além destes, uma ‘Aliança para a AGRA’ inclui Gary Toenniessen, director-gerente da Fundação Rockefeller e Akinwumi Adesina, director associado da Fundação Rockefeller.

Para completar o painel, o ‘Programas para a AGRA’ inclui Peter Matlon, director-gerente, Fundação Rockefeller; Joseph De Vries, director do ‘Programa para os Sistemas de Sementes de África’ e director sócio, Fundação Rockefeller; Akinwumi Adesina, director sócio, Fundação Rockefeller. Tal como a velha e falhada Revolução Verde na Índia e no México, a nova Revolução Verde em Africa é obviamente uma alta prioridade da Fundação Rockefeller.

Embora actualmente mantenham um perfil discreto, pensa-se que a Monsanto e os principais gigantes do agribusiness GMO estão por detrás da utilização da AGRA de Kofi Annan para disseminar por toda a África as suas sementes patenteadas OGM, sob o rótulo enganador de ‘biotecnologia’, o novo eufemismo para as sementes geneticamente modificadas patenteadas. Até à data, a África do Sul é o único país africano que permite a plantação legal de cereais OGM. Em 2003 Burkina Faso autorizou testes com OGM. Em 2005 o Gana de Kofi Annan adoptou leis de bio-segurança e funcionários ao mais alto nível expressaram a intenção de prosseguir com a investigação sobre cereais OGM.

A Africa é o próximo alvo na campanha do governo americano para disseminar os OGM’s a nível mundial. Os seus solos férteis tornam-na num candidato ideal. Não é de surpreender que muitos governos africanos temam o pior dos patrocinadores dos OGM’s, já que tem sido em Africa que se iniciaram muitos projectos de engenharia genética e de bio-segurança, com o objectivo de introduzir os GMO’s nos sistemas agrícolas africanos. Estes projectos incluem patrocínios oferecidos pelo governo americano para formar nos EUA cientistas africanos em engenharia genética, para projectos de bio-segurança financiados pela Organização dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e pelo Banco Mundial, e para investigação de OGM’s envolvendo plantações alimentares indígenas africanos.

A Fundação Rockefeller tem vindo a trabalhar desde há anos para promover, quase sempre sem êxito, projectos para introdução de OGM’s em terras de África. Eles apoiaram a investigação da aplicabilidade do algodão OGM nos planaltos Makhathini na África do Sul.

A Monsanto, que tem um pé bem metido na indústria de sementes da África do Sul, tanto de OGM como de híbridos, concebeu um engenhoso programa para pequenos proprietários, conhecido por a Campanha das ‘Sementes da Esperança’, que está a introduzir um pacote de revolução verde entre agricultores pobres de pequena dimensão, seguido, evidentemente, por sementes patenteadas OGM da Monsanto. [6]

A Syngenta AG da Suiça, um dos ‘Quatro Cavaleiros do Apocalipse OGM’ está a introduzir milhões de dólares numa nova instalação de estufas em Nairobi, para desenvolver trigo OGM resistente a insectos. A Syngenta também faz parte do CGIAR. [7]

Em direcção a Svalbard

Ora bem, será isto simplesmente relaxamento filosófico? O que leva as fundações Gates e Rockefeller em uníssono a promover a proliferação em toda a África de sementes patenteadas e de sementes Terminator que serão patenteadas dentro em pouco, um processo que, tal como aconteceu em todos os outros lugares do mundo, destrói as variedades de sementes de plantas quando é introduzido o agribusiness industrializado da monocultura? E em simultâneo estão a investir dezenas de milhões de dólares para preservar todas as variedades de sementes conhecidas numa caverna de fim do mundo, à prova de bombas, perto do longínquo Círculo Árctico, ‘para que se possa conservar a variedade das espécies para o futuro’, para voltar a repetir o seu comunicado oficial?

Não é por acaso que as fundações Rockefeller e Gates se uniram para impulsionar uma Revolução Verde estilo OGM em Africa ao mesmo tempo que estão a financiar discretamente a ‘caverna de sementes do fim do mundo’ em Svalbard. Os gigantes do agribusiness OGM estão enterrados até às orelhas no projecto Svalbard.

Toque de Artista na Caverna do Fim do Mundo Svalbard

Na realidade, todo o empreendimento de Svalbard e as pessoas nele envolvidas fazem lembrar as imagens catastróficas do bestseller de Michael Crichton, ‘O Enigma de Andrómeda’, um filme arrepiante de ficção científica em que uma doença mortal de origem extraterrestre provoca a rápida e fatal coagulação do sangue ameaçando toda a espécie humana. Em Svalbard, o futuro repositório de sementes mais seguro do mundo vai ser guardado pelos polícias da Revolução Verde OGM – as Fundações Rockefeller e Gates, a Syngenta, a DuPont e a CGIAR.

O projecto Svalbard vai ser dirigido por uma organização chamada Global Crop Diversity Trust (GCDT). Quem são eles para guardarem este depósito impressionante de todas as variedades de sementes do planeta? O GCDT foi fundado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Bioversity International (antigo Instituto Internacional de Investigação Genética de Plantas), um desdobramento do CGIAR.

O Trust tem sede em Roma. O seu conselho é presidido por Margaret Catley-Carlson, uma canadiana que também está no conselho consultivo do Group Suez Lyonnaise des Eaux, uma das maiores companhias privadas de água do mundo. Catley-Carlson também foi presidente até 1998 do Population Council, com sede em Nova Iorque, a organização para redução da população de John D. Rockefeller, fundada em 1952 para promover o programa de eugenia da família Rockefeller sob a capa de propaganda “planeamento familiar”, dispositivos para controlo de nascimentos, esterilização e “controlo da população” nos países em desenvolvimento.

Um outro membro do conselho do GCDT é Lewis Coleman, antigo executivo do Bank of America, actualmente chefe da Hollywood DreamWorks Animation. Coleman é também o principal director do conselho da Northrup Grumman Corporation, uma das maiores empreiteiras americanas da indústria militar, com contratos com o Pentágono.

Jorio Dauster (Brasil) é também presidente do conselho da Brasil Ecodiesel. Foi embaixador do Brasil na União Europeia e negociador principal da dívida externa do Brasil para o ministro das Finanças. Dauster também foi presidente do Instituto Brasileiro do Café e coordenador do ‘Projecto para a Modernização do Sistema de Patentes do Brasil’, que envolve a legalização de patentes de sementes que são geneticamente modificadas, uma coisa que até há pouco tempo era proibida pelas leis do Brasil.

Cary Fowler é o director executivo do Trust. Fowler foi professor e director de investigação no Departamento para o Ambiente Internacional & Estudos de Desenvolvimento na universidade norueguesa de Ciências da Vida. Foi também um consultor sénior do director-geral da Bioversity International. Representou ali os Centros Futuros de Searas do CGIAR em negociações sobre o Tratado Internacional para os Recursos Genéticos de Plantas. Nos anos 90 chefiou o Programa Internacional para os Recursos Genéticos de Plantas na FAO. Delineou e supervisionou as negociações do Plano Global de Acção da FAO para os Recursos Genéticos de Plantas, adoptado por 150 países em 1996. É membro antigo do Conselho Nacional dos Recursos Genéticos de Plantas dos EUA e do conselho de administração do Centro Internacional do Melhoramento do Milho e do Trigo no México, mais um projecto da Fundação Rockefeller e do CGIAR.

O Dr. Magla Rai da Índia, membro do conselho do GCDT, é o secretário do Departamento da Investigação e Educação Agrícola da Índia (DARE) e director-geral do Conselho Indiano para a Investigação Agrícola (ICAR). É também membro do conselho do Instituto Internacional de Investigação do Arroz (IRRI) da Fundação Rockefeller, que promoveu a primeira grande experiência GMO do mundo, o tão apregoado ‘Arroz de Ouro’ que veio a ser um falhanço. Rai foi membro do conselho do CIMMYT (Centro Internacional do Melhoramento do Milho e do Trigo) e membro do conselho executivo do CGIAR.

Os Global Crop Diversity Trust Donors, ou anjos financiadores, incluem também, nas palavras de Humphrey Bogart no clássico Casablanca, ‘todos os suspeitos habituais’. Além das Fundações Rockefeller e Gates, os Doadores incluem os gigantes OGM’s DuPont-Pioneer Hi-Bred, Syngenta de Basle na Suiça, o CGIAR e a USAID, uma organização do Departamento de Estado para ajuda ao desenvolvimento, pró-OGM no que se refere a energia. Na verdade, parece que temos as raposas do OGM e da redução da população a guardar o galinheiro da humanidade, o armazém em Svalbard global da diversidade de sementes. [8]

Svalbard agora, porquê?

É legítimo perguntar porque é que Bill Gates e a Fundação Rockefeller em conjunto com os principais gigantes do agribusiness da engenharia genética, como a DuPont e a Syngenta, e ainda com o CGIAR estão a construir a Caverna das Sementes do Juízo Final lá no Árctico.

Primeiro que tudo, quem utiliza um banco de sementes destes? Os principais utilizadores dos bancos genéticos são os produtores de plantas e os investigadores. Os maiores produtores actuais de plantas são a Monsanto, a Dupont, a Syngenta e a Dow Chemical, os gigantes GMO globais que patenteiam plantas. Desde o início de 2007 que a Monsanto detém, em conjunto com o governo dos Estados Unidos, os direitos mundiais da patente da planta chamada ‘Terminator’ ou Tecnologia de Restrição de Uso Genético (Genetic Use Restriction Technology, GURT). O Terminator é uma tecnologia sinistra pela qual uma semente comercial patenteada se ‘suicida’ após uma colheita. O controlo das companhias privadas de sementes é total. Nunca existiu na história da humanidade um tal controlo e um tal poder destes sobre a cadeia alimentar.

Esta característica do Terminator habilmente engendrada geneticamente obriga os agricultores a recorrer todos os anos à Monsanto ou a outros fornecedores de sementes OGM para obter novas sementes de arroz, soja, milho, trigo, ou outros cereais de que precisem para alimentarem as suas populações. Se for introduzido em grande escala em todo o mundo, pode, talvez dentro de uma década, tornar a maioria dos produtores de alimentos do mundo em servos feudais, escravos de três ou quatro gigantescas companhias de sementes como a Monsanto ou a DuPont ou a Dow Chemical.

Claro que isso também pode dar azo a que essas companhias privadas, porventura por ordem do seu governo local, Washington, recusem sementes a este ou aquele país em desenvolvimento cuja política possa ir contra a de Washington. Aqueles que dizem ‘aqui isso não pode acontecer’ deviam observar com mais atenção os actuais acontecimentos internacionais. A mera existência dessa concentração de poder em três ou quatro gigantes do agribusiness com base nos EUA é uma razão para o boicote legal de todos os cereais OGM, mesmo que os seus ganhos em colheitas fossem reais, o que manifestamente não são.

Estas companhias privadas, a Monsanto, a DuPont e a Dow Chemical, nem sequer têm um registo imaculado em termos de protecção da vida humana. Desenvolveram e proliferaram inovações como a dioxina, os bifenis policlorinados, o agente laranja. Encobriram durante décadas indícios óbvios cancerígenos e de outras consequências graves para a saúde humana decorrentes do uso dos químicos tóxicos. Enterraram relatórios científicos sérios sobre o facto de o herbicida mais utilizado a nível mundial, o glifosato, o ingrediente essencial do herbicida Roundup da Monsanto que está relacionado com a compra da maioria das sementes manipuladas geneticamente pela Monsanto, é tóxico quando se infiltra na água potável. [9] A Dinamarca proibiu o glifosato em 2003 quando se confirmou que tinha contaminado as águas subterrâneas do país. [10]

A diversidade armazenada em bancos genéticos de sementes é a matéria-prima para a produção de plantas e extremamente importante para a investigação biológica básica. Todos os anos são distribuídas para esses fins várias centenas de milhares de amostras. A FAO das Nações Unidas lista uns 1 400 bancos de sementes em todo o mundo, sendo o maior deles propriedade do governo dos Estados Unidos. Outros grandes bancos situam-se na China, na Rússia, no Japão, na Índia, na Coreia do Sul, na Alemanha e no Canadá, por ordem decrescente de dimensão. Além disso, o CGIAR administra uma cadeia de bancos de sementes em centros seleccionados a nível mundial.

O CGIAR, fundado em 1972 pela Fundação Rockefeller e pela Fundação Ford para disseminar o seu modelo de agribusiness Revolução Verde, controla a maior parte dos bancos privados de sementes desde as Filipinas até à Síria e ao Quénia. Em todos estes bancos de sementes mantém mais de seis milhões e meio de variedades de sementes, das quais quase dois milhões são ‘distintas’. A Caverna do Fim do Mundo Svalbard vai ter capacidade para albergar quatro milhões e meio de sementes diferentes.

OGM como arma de guerra biológica?

E chegamos agora ao cerne do perigo e do potencial para a utilização indevida inerente ao projecto Svalbard de Bill Gates e da fundação Rockefeller. Será que o desenvolvimento de sementes patenteadas para os cereais de sustento fundamental da maior parte do mundo, como o arroz, o trigo, o milho e as plantas de forragem como a soja possa acabar por vir a ser utilizado numa horrível forma de guerra biológica?

O objectivo explícito do grupo de pressão para a eugenia financiado por abastadas famílias de elite, como os Rockefeller, os Carnegie, os Harriman e outros desde os anos 20, corporizou aquilo a que chamaram ‘eugenia negativa’, a eliminação sistemática de descendências indesejáveis. Margaret Sanger, uma eugenista apressada, fundadora da Paternidade Planeada Internacional e íntima da família Rockefeller, em 1939 criou algo chamado The Negro Project, com base em Harlem, o qual, como ela confidenciou numa carta a um amigo, era todo sobre o facto de que, como ela afirmou, ‘queremos exterminar a população negra’. [11]

Em 2001 uma pequena companhia de biotecnologia da Califórnia, a Epicyte, anunciou o desenvolvimento de trigo geneticamente manipulado que continha um espermicida que tornava estéril o sémen dos homens que o comessem. Na época a Epicyte fez um acordo de associação para disseminar esta tecnologia com a DuPont e a Syngenta, dois dos patrocinadores da Caverna de Sementes do Fim do Mundo Svalbard. A Epicyte foi depois comprada por uma companhia de biotecnologia da Carolina do Norte. O que é de espantar é que a Epicyte desenvolveu o seu trigo OGM espermicida com financiamentos para investigação do Departamento da Agricultura americano, o mesmo departamento que, apesar da oposição mundial, continuou a financiar o desenvolvimento da tecnologia Terminator, hoje propriedade da Monsanto.

Nos anos 90, a Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas desencadeou uma campanha para vacinar milhões de mulheres na Nicarágua, no México e nas Filipinas, de idades compreendidas entre os 15 e os 45 anos, supostamente contra o tétano, uma doença que pode ser provocada por pisar um prego enferrujado, por exemplo. A vacina não foi administrada a homens ou rapazes, apesar de presumivelmente eles poderem igualmente pisar pregos enferrujados tal como as mulheres.

Perante esta anomalia estranha, o Comité Pró Vida do México, uma organização laica católica romana, ficou desconfiada e mandou testar amostras da vacina. Os testes revelaram que a vacina do tétano que estava a ser administrada pela OMS apenas a mulheres em idade de procriarem, continha gonadotrofina coriónica (HCG) humana, uma hormona natural que, quando combinada com um portador toxóide de tétano estimula anticorpos tornando a mulher incapaz de manter uma gravidez. Nenhuma das mulheres vacinadas foi informada disso.

Soube-se mais tarde que a Fundação Rockefeller em conjunto com o Conselho da População de Rockefeller, o Banco Mundial (anfitrião do CGIAR) e os Institutos Nacionais de Saúde dos EU, tinham estado todos envolvidos num projecto que durou 20 anos, iniciado em 1972, para desenvolver a escondida vacina de aborto com um portador de tétano para a OMS. Mais ainda, o governo da Noruega, o anfitrião da Caverna de Sementes do Fim do Mundo Svalbard, doou 41 milhões de dólares para desenvolver a vacina especial abortiva do tétano. [12]

Será coincidência que estas mesmas organizações, desde a Noruega à Fundação Rockefeller, passando pelo Banco Mundial, estejam também envolvidas no projecto do banco de sementes de Svalbard? Segundo o Prof. Francis Boyle, que redigiu a Lei Antiterrorista de Armas Biológicas de 1989 aprovada pelo Congresso dos EUA, o Pentágono ‘está agora empenhado em travar e ganhar a guerra biológica’, objectivo integrado nas duas directivas de estratégia nacional de Bush adoptadas em 2002, ‘sem conhecimento nem análise pública’, segundo ele faz notar. Boyle acrescenta que só em 2001-2004 o governo federal dos EUA gastou em trabalhos civis relacionados com a guerra biológica, 14,5 mil milhões de dólares, uma soma incrível.

O biólogo Richard Ebright, da Universidade de Rutgers, calcula que mais de 300 instituições científicas e cerca de 12 mil pessoas individuais nos EUA têm actualmente acesso a elementos patogénicos adequados à guerra biológica. Só doações dos Institutos Nacionais de Saúde do governo americano para investigação de doenças infecciosas com potencial para guerra biológica, há 497. Claro que isto é hoje justificado sob a rubrica da defesa contra possíveis ataques terroristas.

Muitos dos dólares do governo americano gastos na investigação da guerra biológica envolvem engenharia genética. O professor de biologia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Jonathan King, diz que os ‘crescentes programas de terrorismo biológico representam um perigo emergente significativo para a nossa população’. King acrescenta que, ‘embora esses programas sejam sempre rotulados de defensivos, quando se trata de armas biológicas, os programas defensivos e ofensivos sobrepõem-se quase completamente’. [13]

O tempo o dirá, que Deus nos proteja, se o Banco de Sementes do Fim do mundo Svalbard de Bill Gates e da Fundação Rockefeller, faz parte de outra Solução Final, desta vez envolvendo a extinção do defunto Grande Planeta Terra.

03/Dezembro/2007

NOTAS

1- F. William Engdahl, Seeds of Destruction: The Hidden Agenda of Genetic Manipulation, Montreal, (Global Research Press, 2007).
2- Ibid, pp.72-90.
3- John H. Davis, Harvard Business Review, 1956, citado em Geoffrey Lawrence, Agribusiness, Capitalism and the Countryside, Pluto Press, Sydney, 1987. Ver também Harvard Business School, The Evolution of an Industry and a Seminar: Agribusiness Seminar, http://www.exed.hbs.edu/programs/agb/seminar.html .
4- Engdahl, op cit., p. 130.
5- Ibid. P. 123-30.
6- Myriam Mayet, The New Green Revolution in Africa: Trojan Horse for GMOs?, May, 2007, African Centre for Biosafety, http://www.biosafetyafrica.net .
. 7- ETC Group, Green Revolution 2.0 for Africa?, Communique Issue #94, March/April 2007.
8- Global Crop Diversity Trust website, in http://www.croptrust.org/main/donors.php .
9- Engdahl, op. cit., pp.227-236.
10- Anders Legarth Smith, Denmark Bans Glyphosates, the Active Ingredient in Roundup, Politiken, September 15, 2003, in organic.com.au/news/2003.09.15 .
11- Tanya L. Green, The Negro Project: Margaret Sanger’s Genocide Project for Black American’s, in http://www.blackgenocide.org/negro.html .
12- Engdahl, op. cit., pp. 273-275; J.A. Miller, Are New Vaccines Laced With Birth-Control Drugs?, HLI Reports, Human Life International, Gaithersburg, Maryland; June/July 1995, Volume 13, Number 8.
13- Sherwood Ross, Bush Developing Illegal Bioterror Weapons for Offensive Use,’ December 20, 2006, in http://www.truthout.org .

[*] Autor de Seeds of Destruction, the Hidden Agenda of Genetic Manipulation acabado de publicar pela Global Research. É também autor de A Century of War: Anglo-American Oil Politics and the New World Order . Mais artigos do autor em http://www.engdahl.oilgeopolitics.net e Global Research. Contacto: info@engdahl.oilgeopolitics.net .

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=7529.
Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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