Um conto de Luis Fernando Veríssimo sobre ladrões e como a polícia trata bandidos de colarinho branco.
Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.
➖ Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para cadeia! ➖ Não era para mim não. Era para vender. ➖ Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha! ➖ Mas eu vendia mais caro. ➖ Mais caro? ➖ Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
Experiência que realizei com o intuito de aprender sobre compostagem. O resultado foi muito bom. Dá para usar em cultivos caseiros e adaptar para escalas maiores.
Anderson Porto
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O que é compostagem?
Define-se compostagem como o processo natural de decomposição biológica de materiais orgânicos (aqueles que possuem carbono em sua estrutura), de origem animal e vegetal, pela ação de microrganismos.
Para que ele ocorra não é necessário a adição de qualquer componente físico ou químico à massa do lixo e sim microorganismos, chamados de inoculantes.
A compostagem pode ser aeróbia ou anaeróbia, em função da presença ou não de oxigênio no processo.
O processo de compostagem aeróbio de resíduos orgânicos tem como produto final o composto orgânico, um material rico em húmus e nutrientes minerais que pode ser utilizado na agricultura como recondicionador de solos, com algum potencial fertilizante.
A seguir apresento uma experiência de compostagem que fiz, com o passo a passo de cada etapa.
Dúvidas? É só perguntar nos comentários.
Fotos com passo a passo nas legendas
Para começar vamos reunindo restos vegetais como cascas de alimentos e partes descartadas, cascas de ovos, filtros de papel, borra de café… em um local de armazenamento, para o exemplo estou usando lixeirinha de 5 litros.
O projeto Tudo Sobre Plantas possui um grupo de estudos sobre plantas que funciona há mais de 12 anos e para ingressar nele é preciso receber um convite do gestor do projeto, ou ser adicionado por alguém que já participe dele.
O grupo no Facebook possui regras de uso do espaço de estudos e moderadores que cuidam da manutenção e organização. Caso desejem entrar no grupo, favor entrar em contato com [ Anderson Porto ].
Quem vos escreve é Anderson Porto, numa gambiarra daquelas via celular, para avisá-los que estou temporariamente sem acesso à Internet.
O computador pifou. Também não estou conseguindo acessar emails nem Facebook, nem receber ligações pelo celular. Esta é a única maneira que encontrei de informar a todos vocês.
A quem participa de nosso grupo de estudos, peço que avise os demais moderadores.
Aos que ajudam com contribuiçoes financeiras para a continuidade deste trabalho, agora é uma ótima oportunidade para fazer uma doação. Sem doações = sem previsáo de retorno.
CONTA DO PROJETO:
Banco: Caixa Economica Federal
ag: 1247 – Conta POUPANÇA: 32276-6
cpf: 021513347-16
Bem… E isso. Neste momento o conserto do computador depende principalmente de vocês.
Uma das maiores autoridades sobre o tema, professor da PUC Goiás diz que destruição
do bioma é irreversível e que isso compromete o abastecimento potável em todo o País
Foto: Fernando Leite/Jornal Opção
por Elder Dias
Uma ilha ambiental em meio à metrópole está no Campus 2 da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). É lá o local onde Altair Sales Barbosa idealizou e realizou uma obra que se tornou ponto turístico da capital: o Memorial do Cerrado, eleito em 2008 o local mais bonito de Goiânia e um dos projetos do Instituto do Trópico Subúmido (ITS), dirigido pelo professor.
Foi lá que Altair, um dos mais profundos conhecedores do bioma Cerrado, recebeu a equipe do Jornal Opção. Como professor e pesquisador, tem graduação em Antropologia pela Universidade Católica do Chile e doutorado em Arqueologia Pré-Histórica pelo Museu Nacional de História Natural, em Washington (EUA). Mais do que isso, tem vivência do conhecimento que conduz.
É justamente pela força da ciência que ele dá a notícia que não queria: na prática o Cerrado já está extinto como bioma. E, como reza o dito popular, notícia ruim não vem sozinha, antes de recuperar o fôlego para absorver o impacto de habitar um ecossistema que já não existe, outra afirmação produz perplexidade: a devastação do Cerrado vai produzir também o desaparecimento dos reservatórios de água, localizados no Cerrado, o que já vem ocorrendo — a crise de abastecimento em São Paulo foi só o início do problema. Os sinais dos tempos indicam já o começo do período sombrio: “Enquanto se está na fartura, você é capaz de repartir um copo d’água com o irmão; mas, no dia da penúria, ninguém repartirá”, sentencia o professor. Continue lendo ““O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água””
Independência ou Bike: Renata Falzoni acompanhou a Expedição organizada pelo Sesc Ipiranga em parceria com a galera do Rios e Ruas. Cerca de 40 ciclistas saíram do Museu do Ipiranga em direção ao Jardim Botânico. No caminho cruzaram com o Rio Ipiranga e algumas nascentes que o abastecem.
Mas foi ao final do passeio que os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o Córrego Pirarungáua. Após a reforma do Jardim Botânico, em 2008, a nascente foi revitalizada e aberta a visitação do público.
Mexicanos descobriram que o tempero, comum no Brasil, pode deixar a água potável de forma natural.
Por Gabriel Felix
Em parceria com cientistas norte-americanos, os estudantes da Universidade Politécnica de Francisco I. Madero, no México, descobriram que o coentro tem potencial para eliminar impurezas e retirar metais pesados da água de forma orgânica. A erva, que também apresenta diversas propriedades medicinais, vem mostrando eficiência em purificar os sistemas de irrigação no Vale do Tula, situado nas proximidades da Cidade do México.
A pesquisa teve início quando os estudantes observaram o poder de desintoxicação da erva, utilizada de forma natural para filtrar o sangue e eliminar radicais livres do corpo. Durante as experiências, a equipe comprovou que as células que compõem o coentro conseguem reter com facilidade alguns metais, como o níquel, que, ao ser ingerido, pode causar graves complicações – como o câncer de pulmão.
De acordo com Douglas Schauer, coordenador da pesquisa, a próxima etapa é verificar se o coentro, tempero comum na cozinha brasileira, também é capaz de eliminar metais com maior toxicidade, como o mercúrio, que causa estragos irreversíveis – seja na saúde das pessoas, seja nos corpos d’água de todo o planeta.
Os testes vêm sendo realizados em plantações do Vale do Tula, região que, historicamente, exerceu importante influência para as civilizações pré-colombianas. Além de ser utilizado para purificar a água que irriga as plantações, o coentro também demonstra eficiência ao ser inserido numa espécie de sachê de chá, capaz de filtrar a água imprópria para consumo, conforme explicam os cientistas.
Os resultados da pesquisa foram apresentados à American Chemical Society, que publicou a novidade. Além dos bons resultados nos testes de purificação de água, está comprovado que o coentro pode ser utilizado para controlar a pressão sanguínea, diminuir a ansiedade e ainda combater a cefaleia e a insônia.
Uma planta utilizada na medicina tradicional chinesa e que ganhou adeptos no Ocidente por supostamente promover a perda de peso foi considerada altamente carcinogênica em dois estudos publicados na revista Science Translational Medicine, na última quarta-feira. Segundo os pesquisadores, as espécies do gênero Aristolochia causam mais mutações – que podem levar ao desenvolvimento de tumores – que dois conhecidos agentes cancerígenos: o cigarro e os raios UV. As informações são da [ The Scientist ].
“Várias pessoas no público leigo assumem que se algo é natural, então é necessariamente saudável”, diz Marc Ladanyi, do Centro de Câncer Sloan-Kettering, em Nova York, que não estava envolvido nos estudos. “Mas este trabalho mostra que o produto desta planta natural é extremamente genotóxico e carcinogênico.”
O problema dessas plantas é uma substância chamada de ácido aristolóquico, que causa as mutações no DNA. Esse gênero de vegetais já foi associado a outros problemas de saúde. No início dos anos 90, mulheres que procuraram clínicas de perda de peso na Bélgica desenvolveram problemas nos rins, chegando a ter falha renal e, anos depois, crescimentos anormais nos tratos urinários superiores. Mais recentemente, estudos apontaram ligação entre a planta e câncer no trato urinário superior.
Em Taiwan, onde a Aristolochia é muito utilizada, a taxa desse tipo de câncer é a mais alta no mundo. A planta é proibida em diversos países desde 2003. Contudo, mesmo banido em locais como a própria China, o vegetal ainda é facilmente encontrado, afirmam os cientistas.
Pesquisa realizada pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituições participantes do Consórcio Pesquisa Café, identificou um gene do café arábica que quando transferido para outra planta – Arabidopsis thaliana – tornou esta altamente tolerante à seca. O gene agora está sendo testado em outras plantas de interesse agronômico, como soja, milho, trigo, cana de açúcar, arroz e algodão.
O Consórcio tem seu programa de pesquisa coordenado pela Embrapa Café, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.
“A expectativa, como ocorreu com os resultados obtidos com uma planta modelo, é que o gene confira tolerância prolongada à estiagem também para essas outras culturas. A transgenia tem o potencial de transferir genes entre espécies diferentes e expressar corretamente as características conferidas pelo gene, neste caso, mantendo a produtividade mesmo na ausência de condições favoráveis, como a escassez de água”, diz o pesquisador Eduardo Romano, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
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