Comida longa vida

169Ao abrir a geladeira, um cheiro desagradável já dá uma ideia do estrago.

Por Larissa Veloso

Um odor azedo vem da gaveta de verduras, e o consumidor percebe que mais uma vez não deu para aproveitar tudo o que foi comprado na última feira.

A vida curta de alguns alimentos, principalmente dos vegetais frescos, é um dos principais fatores de desperdício de recursos naturais.

Entre perdas por pragas nas plantações, armazenamento inadequado e demora no consumo, 1,3 bilhão de toneladas de comida apodrece e vai para o lixo, o equivalente a oito anos da produção de grãos no Brasil.

Em seu último relatório sobre o tema, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) fez um alerta grave: “Em um mundo com recursos naturais limitados e no qual ainda faltam soluções para garantir nutrição a todos, reduzir o desperdício de comida não deveria ser uma prioridade esquecida”.

A ciência tem combatido esse quadro e algumas das respostas têm aparecido.

Kavita Shukla é uma pesquisadora americana de origem indiana. Ainda adolescente, enquanto visitava parentes na Índia, ela descobriu uma mistura de ervas que sua avó usava para prevenir infecções por água contaminada. De volta aos USA, ela resolveu testar aquele “chá milagroso” com vários tipos de alimentos e descobriu que a mistura continha propriedades que evitavam a proliferação de bactérias. Desenvolveu então uma embalagem de papel contendo a substância e, aos 17 anos, patenteou a invenção.

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Fiocruz critica estudo da Universidade de Stanford

Foto: [ Ponto Org ]
Uma pesquisa recente da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, publicada no ‘Annals of Internal Medicine’ e noticiada esta semana pelo jornal O Globo, Folha de São Paulo e agências internacionais, equiparou o valor nutricional dos alimentos orgânicos aos cultivados pela agricultura convencional.

 

 

O resultado causou polêmica entre os especialistas no tema.

Para Marcelo Firpo, pesquisador titular do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – ENSP/Fiocruz, a abordagem que a mídia deu sobre o estudo não destacou os benefícios dos orgânicos. “Até os responsáveis pela pesquisa ressaltaram que os orgânicos são vantajosos por conter menos resíduos químicos (quase 5 vezes menos) e estarem até 33% menos expostos a bactérias resistentes a antibióticos”, afirmou Firpo.

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Estudo desenvolverá insecticidas botânicos para orgânicos

O campus Nilo Peçanha – Pinheiral, Rio de Janeiro receberá, da FAPERJ, o financiamento de aproximadamente R$ 30 mil, para o desenvolvimento de inseticidas botânicos e a análise da seletividade desses produtos em favor de inimigos naturais, ou seja, da ação do inseticida botânico sobre organismos benéficos.

O projeto “Bioatividade de extratos botânicos sobre insetos-praga de hortaliças e impacto sobre organismos não-alvo”, liderado pela Professora Shaiene Costa Moreno, foi contemplado em um dos mais concorridos programas da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

O estudo irá investigar, através de experimentos e análises laboratoriais, a ação dos inseticidas botânicos de conhecimento popular e de referência literária, além de extratos inéditos. A Unidade Educativa de Produção de Mudas abrigará um laboratório para o desenvolvimento da pesquisa. A aquisição dos equipamentos e o desenvolvimento da estrutura do laboratório serão viabilizados pela verba de financiamento do projeto.

O projeto apresenta que a formulação de inseticidas botânicos eficientes e seletivos é de extrema importância para o desenvolvimento da agricultura orgânica. Produtores orgânicos, pela impossibilidade de utilizar defensivos sintéticos, enfrentam um grande desafio de encontrar produtos naturais eficientes quando necessitam controlar insetos-praga em suas lavouras.

De acordo com a professora pesquisadora, no período de transição agroecológica, muitos produtores, por não conseguirem se adaptar ao sistema acabam abandonando a atividade por dificuldades técnicas, como por exemplo, o manejo de pragas sem a utilização de defensivos químicos, já que no período de transição, o agroecossistema ainda não atingiu o equilíbrio e o ataque de pragas pode ser frequente.

O estudo contará com o apoio de estudantes bolsistas.

Fonte: [ IFRJ ]

Moringa oleifera – Uma árvore de uso múliplo

por Geoff Folkard e John Sutherland.

A água de rio quando coletada para uso doméstico pode estar cheia de impurezas, particularmente na estação chuvosa. A água carrega sedimentos, objetos sólidos, bactérias e outros microorganismos (alguns dos quais podem transmitir doenças).

É muito importante que se remova o máximo possível deste material antes que as pessoas usem a água. Grandes centros de tratamento de água fazem isto adicionando-se coagulantes químicos na água. Isto faz com que as partículas se juntem umas às outras (coagulem) e afundem. A água limpa pode então ser retirada.

As substâncias químicas corretas, no entanto, talvez não sejam facilmente encontrados ou sejam muito caras. A alternativa é usar um coagulante natural, normalmente feito de plantas. Em certas partes do mundo, isto tem sido feito há séculos em pequena escala.

A longa vagem, uma porção aberta (esquerda) e semente alada.

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Os 5 passos para livrar o corpo da intoxicação causada pela poluição do Ar nas grandes cidades brasileiras

Médicos reunidos no II Congresso Internacional de Medicina Ambiental, em São Paulo, vão discutir as formas de diagnosticar, tratar e prevenir as doenças ambientais.

Só em São Paulo, cerca de quatro mil pessoas morrem por ano por causa de problemas causados pela poluição do ar. O custo para a saúde, somando-se internações, mortalidade e redução da expectativa de vida, chega a US$ 1,5 bilhão de dólares aos cofres públicos brasileiros.

“As doenças ambientais podem ser incapacitantes e podem ter relação com o local de trabalho, moradia, escola e serem causadas por fatores ambientais contidos nos alimentos, na água e no ar das grandes cidades”, afirma a médica Maria Emilia Gadelha Serra, Vice-Presidente da futura Academia Nacional de Medicina Ambiental (ANMA) e da Comissão Científica do II Congresso Internacional de Medicina Ambiental (II CIMA), que será realizado nos dias 19 e 20 de novembro, no Hotel Macksoud Plaza, em São Paulo.

O Congresso será focado no reconhecimento de que fatores ambientais causadores de doenças ao indivíduo podem ser diagnosticados, tratados e prevenidos. “Na medicina ambiental precisamos conhecer o ambiente em que vivemos. Ao fazê-lo, temos a possibilidade de intervir em doenças inflamatórias e crônicas complexas através do reconhecimento dos fatores ambientais que afetam a expressão genética, o funcionamento bioquímico do corpo e que podem lesar estruturas celulares importantes, como as mitocôndrias”, afirma a Dr a. Maria Emilia Serra.

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Produtor aposta no cultivo da mamona

Evento destaca a maior produção registrada no Ceará, que será destinada para a produção de biodiesel

Monsenhor Tabosa. Uma festa para comemorar a revitalização da mamona e a maior produção da oleaginosa no Ceará em 2011. Foi assim que aconteceu no final de semana o I Festival da Mamona e a Feira da Agricultura Familiar, em Monsenhor Tabosa, distante 306 quilômetros da capital.

Este ano, 850 produtores apostaram no cultivo da planta em 1.700 hectares. A produção, segundo Silvano Cavalcante, gerente de suprimento de biodiesel da Petrobras nos Estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco, a produção em Monsenhor Tabosa é de 800 toneladas, considerada a maior do Ceará. “É um agricultor por cada mil quilos´´, observa.

Na região, o Instituto Agropolos trabalha com sete técnicos que ganharam a parceria da Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária. Para se ter uma noção do fortalecimento da mamona em Monsenhor Tabosa, basta observar que a produção corresponde a 52% do Polo dos Sertões de Crateús em relação à produção nos Municípios de Ararendá, Crateús, Novo Oriente, Independência, Tamboril, Ipueiras, Poranga e Nova Russas.

O Secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado, Nelson Martins disse que o Governo vai continuar incentivando a produção. “Da parte do Ceará, único a oferecer esse incentivo no Nordeste, a cada hectare plantado o produtor recebe R$ 200,00. A mamona é um produto não poluente. Cada agricultor pode plantar até três hectares e garantir um incentivo de R$ 600,00. Tudo isso, está trazendo mais renda. Temos hoje no Ceará, uma usina de primeiro mundo´´, ressaltou.

O prefeito do Município, José Araújo Souto lembrou que Monsenhor Tabosa está localizado na Serra das Matas, seu principal acidente geográfico, no ponto culminante do Ceará (Pico Cabeço Branco, com 1.154,56 metros de altitude), o que se torna um facilitador para a grande produção de mamona.

Fonte: [ Diário do Nordeste ]

Grão livre de transgenia ganha espaço no mercado

Mato-grossense reforça oferta de sementes convencionais para safra

Da Redação

MT deve manter 35% da área total de soja ao cultivo convencional
O Brasil é o principal fornecedor de soja livre – convencional, sem transgenia – do mundo e, Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, destina 35% das lavouras ao cultivo desta variedade.

Mesmo com o predomínio do plantio de soja transgênica, o consumo do grão livre começa a ganhar destaque no mercado, principalmente, o internacional.

A demanda pelo produto em crescimento na comunidade européia, Japão, Coréia, Austrália, Nova Zelândia e China, que começam a solicitar produtos segregados e certificados como “Livres de Transgênicos”.

Países da Europa e Ásia compraram 5 milhões de toneladas de soja livre em 2010, o equivalente a 18% do total destinado à exportação. Os europeus e asiáticos ainda consumiram 6,5 milhões de toneladas de farelo de soja durante o ano passado.

A crescente procura pelo grão não geneticamente modificado por parte do mercado internacional tem feito com que os sojicultores mato-grossenses reivindiquem o aumento da oferta por mais disponibilidade de sementes e novas variedades.

Dentro deste cenário, a Agro Norte Pesquisa e Sementes desenvolveu, ao longo de nove anos de pesquisa, cinco novas variedades de soja convencional. “Essas variedades possuem alto nível de produtividade, rusticidade, tolerância à seca e algumas tolerância à chuva”, afirmou o engenheiro agrônomo e diretor da Agro Norte, Ângelo Maronezzi.

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Composto orgânico é alternativa ecológica para campo e cidade

Por Marcelo Pellegrini –
marcelo.pellegrini.filho@usp.br

Testes realizados em mudas de plantas da espécie Ocimum Selloi Benth
Com os conhecimentos gerados em pesquisa desenvolvida na Embrapa Instrumentação por aluna do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, pretende-se subsidiar o desenvolvimento de técnicas e tecnologias em prol do manejo sustentável dos agroecossistemas além de apresentar uma alternativa mais econômica e ambientalmente correta para produtores rurais.

A pesquisa, que é a dissertação de mestrado da química Lívia Botacini Favoretto Pigatin, foi orientada pelo Dr. Ladislau Martin-Neto, e contou com a prestimosa supervisão do Dr. Wilson Tadeu Lopes da Silva e do Dr. Aurélio Vinícius Borsato, pesquisadores da Embrapa. Esta teve como objetivo avaliar a influência de diferentes compostos orgânicos de origem agroindustrial na produção vegetal e fertilidade do solo.

Os compostos utilizados são provenientes de podas de árvore, bagaço de laranja, torta de filtro (resíduo da indústria sucroalcooleira) e esterco bovino. “Nós utilizamos compostos oriundos de resíduos produzidos abundantemente na região de São Carlos, no interior de São Paulo.

A aplicação agronômica desses resíduos, após a compostagem, é uma alternativa à crescente produção de resíduos orgânicos no mundo e a aplicação desses compostos estabilizados no solo torna possível diminuir, ao longo dos anos, a aplicação de adubos minerais, melhorando a qualidade do solo”, afirma Lívia.

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Anvisa X orgânicos

por Andréa da Luz


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Apostando na onda verde dos produtos naturais e orgânicos, cada vez mais empresas lançam cosméticos no mercado com esse apelo de marketing (leia-se, vendas).

Enquanto na Europa e EUA parece estar claro quais critérios determinam o que é natural e o que é orgânico, no Brasil não há regulamentação sobre o tema. Ninguém sabe ao certo qual é a definição correta desses produtos, quais ingredientes eles podem ou não conter e como deve ser a rotulagem nos frascos.

Por enquanto, o que há é a certificação, com os selos do Instituto Biodinâmico (IBD) e da francesa Ecocert, mas as duas instituições divergem sobre os critérios de classificação dos produtos.

Questionada por e-mail sobre o assunto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que “não regulamenta e não regulamentará o que, equivocadamente, alguns chamam de cosmético orgânico, porque a legislação sanitária brasileira não tem norma que permita o uso dessa expressão para cosméticos, uma vez que o processo de produção industrial utiliza substâncias e matérias-primas não orgânicas“.

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