Anvisa X orgânicos

por Andréa da Luz


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Apostando na onda verde dos produtos naturais e orgânicos, cada vez mais empresas lançam cosméticos no mercado com esse apelo de marketing (leia-se, vendas).

Enquanto na Europa e EUA parece estar claro quais critérios determinam o que é natural e o que é orgânico, no Brasil não há regulamentação sobre o tema. Ninguém sabe ao certo qual é a definição correta desses produtos, quais ingredientes eles podem ou não conter e como deve ser a rotulagem nos frascos.

Por enquanto, o que há é a certificação, com os selos do Instituto Biodinâmico (IBD) e da francesa Ecocert, mas as duas instituições divergem sobre os critérios de classificação dos produtos.

Questionada por e-mail sobre o assunto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que “não regulamenta e não regulamentará o que, equivocadamente, alguns chamam de cosmético orgânico, porque a legislação sanitária brasileira não tem norma que permita o uso dessa expressão para cosméticos, uma vez que o processo de produção industrial utiliza substâncias e matérias-primas não orgânicas“.

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Empresas brasileiras criam produtos de beleza sem substâncias tóxicas

Para cumprir a rotina diária de escovar os dentes, tomar banho e se arrumar para sair de casa, o brasileiro utiliza pelo menos dez cosméticos. A escolha dos produtos é geralmente guiada pela sugestão de amigos, orientação de parentes, anúncios publicitários ou confiança na marca. O que realmente importa ganha pouca atenção: as informações do rótulo.

Essa leitura simples serviu como ponto de partida de um movimento que cresce nos Estados Unidos, a Campanha por Cosméticos Seguros. Ele defende o uso de menos componentes químicos e maior presença de ingredientes orgânicos nas fórmulas.

Formado por uma coalizão de organizações ligadas a mulheres, saúde pública, trabalho, meio ambiente e direito dos consumidores, o grupo usa estudos científicos para denunciar que algumas substâncias utilizadas na fabricação de grande parte dos cosméticos são tóxicas, podendo causar disfunções hormonais, problemas no desenvolvimento e até câncer, se utilizadas em grandes quantidades.

“Queremos convencer os políticos a criar novas leis sobre os cosméticos”, defende Stacy Malkan, uma das fundadoras do movimento cofundadora do movimento, Stacy Malkan.

Um dos livros que servem para difundir as metas da campanha americana teve como causa indireta um recurso estético criado no Brasil. O desejo de ter os cabelos lisos e brilhantes levou as jornalistas americanas Alexandra Spunt e Siobhan O’Connor a experimentar a escova progressiva, tratamento capilar que virou febre por aqui e chegou até os Estados Unidos.

Sentadas num salão de beleza de Los Angeles, com os olhos lacrimejantes e uma estranha ardência na garganta, elas desconfiaram do tratamento e foram procurar mais detalhes na internet. A confirmação de que não era a queratina o segredo por trás dos cabelos perfeitos, mas sim o formaldeído (formol), deixou-as revoltadas.

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Vigilância Sanitária recolherá hidratante à base de maconha

Manteiga extraída das sementes do cânhamo, sem THC

O creme hidratante de maconha Body Butter Hemp, comercializado no Rio e em Porto Alegre, está na mira da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O produto, vendido em uma loja de cosméticos em Ipanema, deve ser recolhido para análise nos próximos dias a pedido da Gerência-Geral de Inspeção do órgão.

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