Sesc/Senac promovem atividades para comemorar Dia Mundial do Meio Ambiente

Nos dias 5, 6 e 7 de junho, centenas de estudantes da rede pública e privada de João Pessoa vão participar de uma série de atividades no Centro Campestre Sesc Gravatá, no bairro do Valentina. As ações educativas fazem parte da Semana do Meio Ambiente com sensibilização e percepção ambiental.

Está prevista a exibição de vídeos que destacam a importância de preservar a natureza; exposição de materiais orgânicos reciclados, apresentação de peças teatrais e uma visita ao viveiro de plantas nativas da mata atlântica, um local que contém mudas de todas as espécies existentes na capital paraibana.

As escolas já podem realizar o agendamento prévio por telefone(3237-5253 / 3237-5102), fax(3237-5102 aos cuidados de Carlos Eduardo) ou e-mail: esportesescpb@gmail.com. “Nós esperamos receber nos três dias cerca de mil alunos”, estima o gerente do Sesc Gravatá, Edgley Luiz.

O Senac também vai realizar, entre os dias 1 e 5 de junho, várias ações relacionadas ao dia Mundial do Meio Ambiente e Ecologia. O Centro de Formação em Turismo e Hotelaria (CFTUR), localizado no cabo branco, vai promover uma gincana, entre os alunos do curso de cozinheiro. Ganha quem recolher mais lixo das areias da praia. Não apenas recolher, mas separar os recicláveis e orgânicos.

Já as alunas do curso de camareira vão distribuir cartilhas educativas aos banhistas em pontos estratégicos da orla. Os alunos dos cursos de garçom, garçonete e recepcionista de hotel vão visitar comunidades carentes para entregar mudas de plantas nativas da mata atlântica.

Ainda está programada para acontecer uma Exposição de Lixo Reciclado, no hall do CFTUR. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer obras de arte feitas a partir de materiais retirados do lixo. É o lixo transformado em arte!

Também está prevista a palestra “Redução de desperdício em Hotéis”, às 15h, do dia 4 de junho. Quem vai ministrar é a consultora do Centro de Produção Industrial Sustentável, Thalita Cristina Brandão Pereira. “Nosso desejo é que essas ações tragam benefício para nossos alunos e para a sociedade”, explicou o coordenador de marketing do Senac, Antônio Carlos Ribeiro Júnior.

(Assessoria de Imprensa)

Fonte: [ O Norte Online ]

Produção de alimentos orgânicos no Paraná cresce 21% na safra 2005/06

A produção de alimentos orgânicos no Paraná subiu 21% na safra 2005/2006 e atualmente ocupa uma área de 13,9 mil hectares cultivados em todo o Estado. A produção passou de um volume de 78 mil toneladas, na safra 04/05, para um total 94,4 mil toneladas de alimentos na última safra, conforme levantamento realizado em conjunto pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Emater-PR, divulgado nesta terça-feira (22).

O crescimento da adoção do sistema de produção orgânico, sem a aplicação de agroquímicos, é uma demonstração do compromisso do Governo do Paraná com o movimento sustentável e o equilíbrio na produção, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini.

Para atender ao crescimento da demanda dos agricultores por informações sobre agricultura orgânica, o secretário Valter Bianchini lançou nesta terça-feira (22) o manual de olericultura orgânica, que traz orientações ao produtor, desde os conceitos e princípios da agricultura orgânica até estatísticas de produção. O manual foi editado pelo Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR)
A solenidade de lançamento do manual coincidiu com a comemoração de 51 anos de atividades da Emater-PR. Além do secretário Bianchini, estavam presentes na comemoração o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, o presidente da Emater-PR, Arnaldo Bandeira, e o superintendente regional do Ministério da Agricultura no Paraná, Dionízio Bernardini Bach.

Com 128 páginas e fartamente ilustrado, o manual é resultado de estudos e pesquisas dos extensionistas Iniberto Hamerschimidt, Alexandre Popia, Márcia Vargas Toledo e Orlando Assis, da Emater, e do consultor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Homero Amaral Cidade Júnior.

O manual indica técnicas para melhoria da fertilidade do solo e manejo das culturas, sugere receitas alternativas para prevenção e controle das principais pragas e doenças que ameaçam as culturas. E ainda orientações sobre conversão da propriedade rural do sistema convencional para o orgânico. Atualmente, a Emater possui 94 extensionistas trabalhando com o projeto de agricultura orgânica em todo o Estado.

Segundo Bianchini, entre os desafios a serem enfrentados está a necessidade de avançar no processo de certificação, abertura de espaços e canais de comercialização e desenvolvimento de pesquisas de variedades mais resistentes e novas técnicas de produção. Para isso, vai solicitar à Ceasa e prefeituras municipais para que ampliem os canais de comercialização desses produtos. E as empresas vinculadas Emater e e Claspar, ficarão encarregadas de desenvolver processos de certificação em parceria com as Organizações Não Governamentais (ONGs).
Bianchini disse ainda que a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) deverá intensificar ações para abertura de linhas de crédito específicas para a agricultura orgânica para que os agricultores possam captar mais recursos para junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Além disso, novas linhas de financiamento deverão apoiar a pesquisa e a capacitação de agricultores.

O presidente da Emater destacou que o avanço da agricultura orgânica passa pela eficiência e aumento da produtividade para que os preços dos alimentos orgânicos possam ficar mais acessíveis à grande maioria da população.

Em todo o Estado a Emater atende mais de 2,3 mil famílias que na última safra tiveram uma produção com valor bruto da produção estimado de R$ 40 milhões. A atividade desenvolvida por agricultores atendidos pela Emater proporcionou uma economia de R$ 14 milhões com a dispensa da compra de adubos sintéticos e agrotóxicos. Hamerschimidt acredita que hoje o Paraná seja o primeiro estado em número de produtores praticantes da agricultura orgânica.

Para Hamerschmidt, chama a atenção o avanço da produtividade dos produtos orgânicos no Paraná, fator fundamental para dar viabilidade econômica à atividade. Outra característica da produção orgânica do Estado é a grande diversidade de produção no Estado. O cultivo de frutas e hortaliças, cujo plantio se concentra ao redor dos grandes centros urbanos, atingiu um volume de produção de 26,8 mil toneladas.

Na produção de grãos, a soja foi a principal cultura orgânica plantada na safra 2005/06, ocupando a maior área plantada, um total de 4.282 hectares, seguida pelo milho, com 1.652 hectares ocupados. Os técnicos acreditam que algumas culturas como girassol, algodão e frutas orgânicas têm grande potencial de mercado, inclusive para exportação.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

Agricultura lança manual de olerícolas orgânicas

Os produtores de olerícolas orgânicas vão contar com o auxílio de um manual prático, que vai abordar técnicas específicas, desde a produção até a comercialização de produtos orgânicos. O manual será lançado na próxima terça-feira (22), no auditório da Emater-PR, em Curitiba, pelo secretário Valter Bianchini, da Agricultura e do Abastecimento. Durante o evento, o secretário vai divulgar as informações, ainda inéditas, sobre a safra 2006 de orgânicos no Paraná.

O manual apresenta um levantamento completo de 30 espécies de olerícolas mais plantadas no Paraná, como preparo do solo, dos canteiros, adubação orgânica, manejo de pragas e doenças, plantio e transplante de mudas, colheita, classificação, embalagem, certificação e comercialização de hortaliças orgânicas.

A publicação apresenta ainda um levantamento inédito sobre custo de produção de orgânicos, tema que pode auxiliar os produtores a fazer um planejamento mais eficiente da atividade. O estudo foi feito a partir de uma demanda de produtores interessados na produção de orgânicos, que queriam uma tecnologia própria de produção, de acordo com o clima e solo do Paraná e das cultivares mais plantadas no Estado.

O manual tem 128 páginas e demorou um ano para ser concluído. Trata-se de um trabalho dos engenheiros agrônomos da Emater-PR, Iniberto Hamerschimidt, Alexandre Fernando Popia, Homero Amaral Cidade Júnior e Marcio Vargas Toledo e também do biólogo Orlando Assis.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

Produção de Orgânicos cresce a 30% ao ano

Após atingir papel de destaque no agribusiness, o Brasil demonstra grande potencial para ser, no futuro, referência também na produção de orgânicos. De acordo com a Agência de Promoção das Exportações (Apex-Brasil), a produção de orgânicos cresce a uma taxa de 30% ao ano no Brasil, acima do que evolui a demanda mundial por estes itens, que é em torno de 25%.

O Siscomex inseriu recentemente uma classificação especial para produtos orgânicos na lista de exportações, pois ficavam no grupo dos agrícolas. A medida é vista como importante contribuição para dimensionar com mais precisão o tamanho do mercado, mapear países destino, quais itens são mais comercializados, ao mesmo tempo em que sinaliza ao mundo a importância do Brasil nesta área.

O potencial de crescimento do nicho já foi identificado antes e existem diversas iniciativas de produtores para fomentar as vendas externas. Há duas semanas, São Paulo sediou a edição latino-americana da feira internacional Biofach, evento que já teve versões na Alemanha, Japão e Estados Unidos. Na soma das três feiras, as empresas brasileiras participantes fecharam negócios de US$ 30 milhões para o período de um ano.

Hoje a agricultura orgânica brasileira representa apenas 1% do mercado mundial deste tipo de produto, estimado em US$ 25 bilhões, apesar de a área de cultivo brasileira ser a sexta maior do mundo. Os principais países compradores de orgânicos brasileiros são Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Japão, Canadá Dinamarca, Itália, Espanha, Áustria, Austrália, Suíça, França, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Portugal, China, Israel, África do Sul, Uganda, Coréia, Taiwan, Uruguai, Bolívia e Argentina.

O Brasil exporta soja, açúcar branco e açúcar mascavo, café, sucos cítricos, mel, arroz, frutas como manga, banana, melão e mamão papaya, óleos essenciais, castanhas, erva mate, cogumelos, óleo de babaçu, óleos vegetais, essências florestais, extratos vegetais, frutas desidratadas, cachaça, doces, algodão e até cosméticos produzidos a partir de matéria-prima orgânica.

Números do Instituto Biodinâmico (IBD) e a da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (Ifoam), entidades dedicadas a promover os orgânicos, dão conta que existem 19 mil produtores no Brasil, sendo que somente 250 empresas são regularmente constituídas e certificadas, o que é obrigatório para exportar. Se forem considerados pequenos produtores de diferentes regiões, o número de produtores poderia chegar a 50 mil.

A soja é o orgânico mais produzido, respondendo por 31% do volume total. Na seqüência vêm as hortaliças, com 27% e o café, 25%. A produção de frutas orgânicas é a que ocupa a maior área plantada, 26% do total. A cana de açúcar viria na seqüência, com 23% e depois o palmito, com 18%, de acordo com dados da Projeto OrganicsBrasil.

Para o consumidor brasileiro, a informação sobre o desempenho do Brasil na área chega a surpreender. No mercado interno ainda é ínfima a participação destes produtos. Não por falta de desejo ou de reconhecimento do benefício e sim por causa do custo frente aos não orgânicos. O preço pode ser 20% maior ou até o triplo dos similares não orgânicos, o que é comprovadamente o principal entrave à maior propagação do consumo. Calcula-se que 75% da produção é exportada.

Enquanto que em países com importante índice de consumo de orgânicos, como EUA, Alemanha, Itália, Holanda e França, os principais canais de venda é o varejo especializado, no Brasil os produtos são vendidos majoritariamente em supermercados, que por seu lado respondem por uma parcela pequena da venda de hortifrútis em geral.

Este dado corrobora a pequena penetração na população brasileira. Estudos do Latin Panel mostram que apenas 26% dos consumidores compram estes perecíveis em supermercados e outros 26% mesclam as compras com feiras e sacolões. Metade das pessoas ainda opta apenas por estes dois últimos canais.

Data de Publicação: 13/11/2006 Fonte: http://www.opovo.com.br

Saúde Motiva 72% das Compras de Alimentos Orgânicos

Nem a preocupação com o meio ambiente, nem o sabor. A saúde é o motivo que leva 72% dos consumidores de produtos orgânicos de Curitiba a optar por alimentos livres de agrotóxicos na hora da compra. A constatação faz parte de uma pesquisa da Prefeitura de Curitiba junto a consumidores de produtos orgânicos da capital e produtores rurais da Região Metropolitana.

O diagnóstico da produção e comercialização orgânica, feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, servirá para o planejamento do Mercado Permanente de Produtos Orgânicos de Curitiba, que começará a ser construído até o fim do ano. “Queremos uma base sólida de informações para diminuir ao máximo as chances de erros”, explica o secretário Municipal do Abastecimento, Norberto Ortigara.

A pesquisa, em que foram ouvidos 600 produtores e consumidores, revelou que o potencial de crescimento do mercado está na classe média, que representa apenas 19% dos consumidores orgânicos. Atualmente, a maioria dos consumidores – 71% – é de classe econômica mais favorecida. “O consumidor de renda mais alta já está convencido. Agora é a vez de investir no médio consumidor, que em Curitiba e Região Metropolitana são mais de 1 milhão de pessoas”, diz o diretor de Unidades Comerciais da Secretaria, Luiz Gusi.

A pesquisa também mostra que 64% das pessoas que compram orgânicos são mulheres, 35% têm mais de 50 anos e 68% possuem nível superior. Todo este público demonstrou insatisfação quanto à variedade de produtos existentes no mercado. Carnes, leites e derivados são alimentos ainda em falta quando se trata de orgânicos, de acordo com a pesquisa.

Produtores – A pesquisa revela que legumes – 76% – são os alimentos orgânicos mais produzidos pelos agricultores, que têm nas feiras da capital o principal canal de comercialização – 53%. Entre os pontos de vendas, os supermercados aparecem com 1,8%. O boca-a-boca é a principal estratégia de marketing para 32% dos agricultores. “O produtor precisa dar mais visibilidade ao seu produto”, afirma Luiz Gusi.

Um exemplo de como a estratégia de marketing pode colaborar com a agroindústria parte da empresa catarinense Fazenda & Casa. A partir dos contatos feitos no Cenário Orgânico, evento organizado pela Prefeitura de Curitiba em maio deste ano, a Fazenda & Casa entrou no mercado norte-americano e já engata seu terceiro lote de exportação de produtos orgânicos. “O sucesso foi tanto que já estamos abandonando os produtos convencionais para dar exclusividade aos orgânicos”, comemora o empresário Leandro Dalfovo.

Fonte: Bonde News