[imagem de Psidium cattleyanum]
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Psidium cattleyanum Sabine

FAMÍLIAMyrtaceae
Nomes Populares:
Araçá, araçá-vermelho, araçá-de-comer, araçá-do-campo, araçá-do-mato, araçá-rosa, araçá-pera, araçá-piranga, araçazeiro

Apresentação

Introdução

Esta planta, que não é nativa, se espalhou e se estabeleceu em muitas ilhas tropicais e subtropicais ao redor do mundo, onde se comporta como uma praga. Ela produz muitas sementes que germinam facilmente, se adapta a diversos ambientes, é espalhada com facilidade por pássaros e mamíferos e não tem inimigos naturais. Por isso, é uma espécie agressiva e invasora que ocupa diferentes espaços e impede o crescimento das plantas nativas. [1]

O araçá é uma árvore frutífera que gosta de locais com bastante sol e umidade. Ela pode crescer bastante, atingindo de 3 a 11 metros de altura. [2]

A poliploidia é uma alteração no número de cromossomos de uma planta e é um dos mecanismos mais importantes para a formação de novas espécies e para a diversificação vegetal. Essa variação também pode ser observada entre diferentes populações da mesma espécie, chamadas de citótipos. Por exemplo, a espécie Psidium cattleyanum (araçá) é um complexo poliplóide, com números de cromossomos que variam muito, desde 33 até 132. Esse aumento no número de cromossomos eleva a quantidade de DNA da planta, o que pode modificar seu crescimento, seu funcionamento interno (fisiologia) e a forma como seus genes são expressos (epigenética). [3]

Variedades

Existem dois tipos principais, que se diferenciam pela cor do fruto: um com frutos amarelos (chamado Ya-cy) e outro com frutos vermelhos (chamado Irapuã). [4]

Existem duas variedades principais: o araçá-vermelho e o araçá-amarelo. [2]

Existe uma variedade conhecida como Psidium cattleyanum var. coriaceum. [1]

Sinonímia

Episyzygium oahuense, Eugenia oxygona, Eugenia pseudovenosa, Eugenia urceolata, Guajava arborea, Guajava buxifolia, Guajava cattleyana, Guajava humilis, Guajava obovata, Psidium arboreum, Psidium buxifolium, Psidium cattleianum var. littorale, Psidium cattleianum var. purpureum, Psidium cattleyanum var. coriaceum, Psidium cattleyanum var. pyriformis, Psidium chinense, Psidium coriaceum var. grandifolium, Psidium coriaceum var. longipes, Psidium coriaceum var. obovatum, Psidium ferrugineum, Psidium gaudichaudianum, Psidium humile, Psidium littorale, Psidium littorale var. longipes, Psidium obovatum, Psidium ubatubense

Outros idiomas

Em outros idiomas, é chamada de: Le goyavier rouge (francês), goyave-fraise (Antilhas), goyave de Chine (Ilha Maurício), goyavier (La Réunion) e Tsongoma (Comores). [1]

Ocorrência e Ecologia

Distribuição geográfica

No Brasil, ela é encontrada naturalmente em regiões de Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Também ocorre no nordeste do Uruguai. Por se adaptar bem a climas tropicais, foi levada para outros lugares, como Havaí, Caribe e outras partes da América do Sul e Central. [2]

As folhas utilizadas no estudo foram coletadas no município de Alegre, no estado do Espírito Santo. A localização exata do ponto de coleta é latitude 20º 45’ 48’’ Sul, longitude 41º 32’ 2’’ Oeste, a uma altitude de 254 metros acima do nível do mar. [5]

Ocorre naturalmente em território brasileiro. [6]

Habitat

É uma planta muito adaptável, crescendo na maioria dos ambientes, como florestas naturais ou plantadas, matagais, campos, áreas degradadas e até urbanas. [1]

Cresce em locais ensolarados e com boa umidade. [2]

É típica da Mata Atlântica, sendo encontrada principalmente nas restingas do litoral, em terrenos úmidos, e também em capoeiras de áreas alagáveis (várzeas úmidas). [7]

Altitude

Ocorre principalmente nas restingas litorâneas, que são áreas de solo úmido perto da costa, e também nas capoeiras de várzeas úmidas, que são matas que crescem em terrenos alagadiços. [7]

A planta atinge de 3 a 11 metros de altura. [2]

254 metros [5]

Origem

É uma planta nativa do Brasil. [2]

Uma amostra de referência do material vegetal estudado (registro A. C. Tuler 9171) está guardada no Herbário CAP da Universidade Federal do Espírito Santo. [5]

Planta nativa da Mata Atlântica brasileira. [7]

Ocorrência em Biomas brasileiros

Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica [2]

É encontrada no bioma Cerrado. [6]

Floresta Atlântica, com ocorrência específica na formação florestal conhecida como Floresta Estacional Semidecidual[8]

Fenologia

A planta perde e renova suas folhas continuamente ao longo do ano, sem uma época muito definida. Já a floração, desde o aparecimento dos botões até a abertura das flores, segue um padrão mais sazonal, ocorrendo em uma época específica. A formação dos frutos verdes acontece de forma muito sincronizada entre as plantas e está relacionada com a duração do dia e a temperatura. A maturação dos frutos também é um evento marcante e sazonal, com a maioria das plantas apresentando frutos maduros na mesma época. Como os frutos maduros ficam disponíveis por um longo período, a planta é uma fonte de alimento potencialmente importante para a fauna local, especialmente para as aves. [8]

Existem diferentes tipos dentro desta espécie, identificados pelo número de cromossomos. Foram registrados tipos com seis (66 cromossomos), sete (77 cromossomos) e oito (88 cromossomos) conjuntos completos de cromossomos. [9]

Seu ciclo de vida apresenta quatro fases ou estágios distintos de desenvolvimento. [10]

Impacto ecológico

Ela impede o crescimento de novas plantas nativas, ameaça a vegetação original e pode diminuir significativamente a variedade de espécies locais. É considerada uma das cem piores espécies invasoras do planeta. [11]

É uma espécie invasora e agressiva que ocupa diferentes ambientes e sufoca o crescimento das plantas nativas. Forma matagais densos e puros (com só essa espécie), que servem como ponto de partida para uma invasão ainda maior da área. [1]

Tem grande importância ecológica, sendo indicada para projetos de restauração ambiental. Seus frutos são uma fonte de alimento muito importante para diversas espécies de pássaros. [4]

Conservação

É considerada uma espécie invasora problemática e seu controle é uma prioridade. No entanto, combater sua invasão gera um conflito, pois é preciso equilibrar a conservação da biodiversidade com as necessidades das populações locais, que utilizam a planta. [1]

É uma espécie recomendada para ser plantada em áreas que estão sendo recuperadas. [4]

De acordo com as regulações atuais na África do Sul, esta espécie deve ser controlada como parte de um plano nacional de manejo (categoria 1b). A orientação é que seu cultivo seja proibido, mas a remoção forçada de plantas dos jardins das pessoas deve ser uma prioridade apenas quando esses plantios representarem um risco claro e alto, como em regiões com clima favorável perto de rios ou áreas naturais. [12]

Morfologia

Características

O fruto é uma baga que pode ter a casca na cor vermelho-arroxeada ou amarela. A polpa, quando madura, pode ser branca, amarelo-clara ou avermelhada. Tem um sabor agradável, doce e ao mesmo tempo ácido, com um toque levemente adstringente (que 'amarra' um pouco na boca). É muito nutritivo, rico em vitamina C, minerais e outros compostos benéficos para a saúde. [2]

Estudos genéticos revelaram que o araçá possui diferentes números de cromossomos. Enquanto algumas plantas têm o conjunto comum (22 cromossomos), outras apresentam números bem maiores, como 46, 48, 58 ou até 82. Isso sugere que a espécie pode desenvolver múltiplas cópias de seus cromossomos, um processo que parece estar ligado a uma maior produção de compostos químicos naturais, quando comparada às plantas com o número básico de cromossomos. [5]

É uma planta que forma arbustos densos e lenhosos, com grande capacidade de se espalhar e dominar o ambiente, tornando-se uma espécie invasora. [11]

Porte

É um arbusto que pode crescer até 2,5 metros de altura. [6]

É uma árvore que pode atingir de 3 a 11 metros de altura. [2]

É um arbusto que pode atingir 8 metros de altura. [1]

Copa

Possui uma copa cheia e bem folhada. [6]

Caule

Seu tronco tem uma casca lisa, fina e que se solta em placas. [6]

A casca do caule tem cor cinza a marrom-avermelhada e se solta em finas placas que se enrolam. [1]

O caule tem a superfície lisa e sua cor é um tom amarronzado com nuances amareladas. [8]

Casca

A casca é lisa, fina e se solta em placas. [6]

A casca é cinza ou marrom-avermelhada e se solta em placas finas que se enrolam sobre si mesmas. [1]

O caule é liso e tem uma coloração que varia entre o castanho e o amarelado. [8]

Folhas

Suas folhas são simples, opostas (crescem aos pares no galho), com cerca de 8 cm de comprimento. Elas têm formato elíptico ou oblongo, a borda é lisa (inteira), e são grossas e brilhantes. [1]

Para a extração e análise do óleo, foram coletadas folhas maduras da planta. Essas folhas passaram por um processo de secagem em estufa a 40°C, que durou cinco dias (120 horas). [5]

Suas folhas são simples, com bordas intactas, sem sinais de terem sido comidas por insetos ou de doenças. Todas as folhas estão completamente desenvolvidas e maduras. [13]

Espinhos e acúleos

Não há registros de espinhos ou acúleos. [2]

Flores

Suas flores nascem sozinhas na base das folhas. Elas medem cerca de 2,5 cm, têm de 4 a 5 pétalas brancas e muitos estames (a parte masculina da flor) brancos e amarelos. [1]

Frutos

Seus frutos são pequenos, redondos e abundantes, parecidos com uma goiaba pequena, mas com um sabor mais azedo e um cheiro mais forte. São muito ricos em vitamina C. A casca pode ser amarelada ou rosada, e a polpa interna, comestível e suculenta, tem cor creme. [6]

O fruto é uma baga com casca vermelho-arroxeada ou amarela. A polpa madura pode ser branca, amarelo-clara ou vermelha. Seu sabor é uma mistura doce, ácida e levemente adstringente[2]

Os frutos de todas as variedades cultivadas de araçá continuam a amadurecer mesmo depois de colhidos. O fruto do araçá tem um teor muito alto de vitamina C, geralmente de 3 a 4 vezes maior do que frutas cítricas como laranja e limão. [14]

Sementes

As sementes do tipo de fruto vermelho medem cerca de 4,10 mm de comprimento, 3,21 mm de largura e 1,93 mm de espessura. As do tipo amarelo são um pouco menores, com cerca de 3,67 mm de comprimento, 2,81 mm de largura e 2,03 mm de espessura. As sementes do araçá são menores que as de outras espécies parecidas. Em média, um quilo contém aproximadamente 77 mil sementes. [4]

Os frutos contêm muitas sementes. [6]

Os frutos contêm muitas sementes. Elas são lisas, de cor amarelada e medem cerca de 5 mm de comprimento. [1]

Raízes

Ela desenvolve um sistema de raízes forte e bem formado, o que a ajuda a se fixar bem no solo e a absorver água e nutrientes de forma eficiente. [15]

Exsudatos

Flavonas, flavononas, flavonóis, flavononóis, flavonóides, alcalóides, resinas, xantonas e glicosídeo de antraquinona foram identificados no extrato etanólico. [16]

Aroma

O óleo essencial da araçá-vermelho (Psidium littorale, também conhecido como Psidium cattleyanum) tem como principal componente o 1,8-cineol, também chamado de eucaliptol, que representa 39,55% da sua composição. [17]

Não há dados sobre aroma. [2]

O fruto de araçá é rico em vitamina C, geralmente contendo de 3 a 4 vezes mais dessa substância do que frutas cítricas. [14]

Cultivo e Reprodução

Germinação

As sementes começam a brotar muito rápido, em menos de um dia. [16]

As sementes do tipo vermelho germinam melhor que as do amarelo e mantêm essa capacidade mesmo após 90 dias guardadas. As sementes vermelhas não precisam de tratamentos especiais para germinar. Já as sementes amarelas germinam melhor se forem armazenadas por 45 dias e depois colocadas em água quente (80°C) por 48 horas. As sementes de araçá possuem uma dormência natural. [4]

Cultivo

A Embrapa Clima Temperado desenvolveu duas variedades cultivadas: a 'Ya-cy', que dá frutos amarelos, doces e pouco ácidos, ideais para comer frescos; e a 'Irapuã', que produz frutos vermelhos, maiores, mais ácidos e um pouco adstringentes, mais indicados para fazer sucos, geleias e outros processamentos. [2]

Poda

Não há recomendações de poda registradas. [2]

Reprodução

A reprodução acontece principalmente por sementes, que a planta produz todo ano. No entanto, como as sementes geram plantas com muita variação, pesquisas buscam formas de propagar mudas idênticas às plantas com as melhores frutas (propagação vegetativa). Técnicas como usar estacas ou fazer enxertos ainda apresentam muitos desafios e baixas taxas de sucesso para esta espécie. [2]

Se reproduz principalmente por sementes, que germinam em grande quantidade, mas também pode se multiplicar por estacas (galhos cortados que criam raízes). [1]

Em uma das populações estudadas, a forma mais comum de se reproduzir é através do cruzamento entre indivíduos (reprodução sexuada). [9]

Dispersão

As sementes são espalhadas principalmente por animais, especialmente por várias espécies de pássaros invasores, como o melro da Maurícia. O ser humano também é um importante agente de propagação da planta. [1]

As sementes são dispersas principalmente por gravidade (caindo no chão próximo à planta-mãe) e por animais, que comem os frutos. [4]

Colheita

A coleta das folhas foi feita a uma altura de aproximadamente 1,6 metros do solo, ao redor da copa da árvore. Foram recolhidos cerca de 500 gramas de folhas completamente desenvolvidas para a extração e estudo do óleo essencial. [5]

Secagem

As folhas coletadas foram secas em uma estufa com temperatura controlada a 40°C. O processo completo de secagem levou 120 horas, o equivalente a cinco dias. [5]

Armazenamento

As sementes podem ser guardadas por um tempo em embalagens semipermeáveis dentro de uma câmara fria, a cerca de 5°C. No entanto, elas não formam um banco de sementes duradouro no solo, perdendo a capacidade de germinar após aproximadamente 6 meses e meio. [4]

Usos e Propriedades

Doenças

A principal vantagem em relação a doenças é sua resistência ao nematoide-das-galhas (Meloidogyne enterolobii), que causa grandes prejuízos em muitas culturas. [15]

Propriedades

Pesquisas indicam que o araçá possui propriedades benéficas para a saúde, como ação antioxidante, antidiabética, anticarcinogênica (que pode ajudar a combater o câncer), antimicrobiana, anti-inflamatória e antienvelhecimento. [2]

O fruto do araçá é rico em vitamina C. [14]

Os óleos essenciais são misturas naturais complexas de substâncias aromáticas, voláteis e solúveis em gordura. Eles são um tipo de composto químico produzido pela planta e têm um valor econômico significativo, sendo amplamente utilizados nas indústrias de alimentos, medicamentos e perfumes. [5]

Toxicidade

Não é tóxica; estudos não mostraram efeitos negativos nas células ou no material genético [18]

Princípios ativos

Contém diversos tipos de compostos naturais, como flavonoides (flavonas, flavononas, flavonóis, flavononóis), alcaloides, resinas, xantonas e um tipo de glicosídeo chamado antraquinona. [16]

Contém compostos ativos como flavonoides, carotenoides, terpenos, esteroides e compostos fenólicos. Essas substâncias representam uma classe com grande potencial de ação biológica sobre outras plantas. [5]

A planta contém substâncias como taninos, saponinas, flavonoides, terpenos e / ou esteroides, que são responsáveis por suas propriedades. [6]

Utilização

As folhas e as cascas do tronco podem ser mastigadas diretamente ou usadas para fazer chá. Também pode ser aplicada sobre a pele, usando uma solução feita com água ou álcool, ou ingerida por via oral. [6]

Usado como repelente de insetos e no tratamento de doenças como a amebíase e a malária[17]

Além do consumo dos frutos, sua madeira é usada na construção de casas e para fazer carvão. Também tem uso na medicina tradicional e serve como suporte para o cultivo de baunilha em regiões de baixa altitude. [1]

Partes utilizadas

Folhas [5]

São utilizadas principalmente as cascas do tronco e as folhas. [6]

folhas [10]

Farmacologia

Estudos mostram que o extrato hidroalcoólico da casca do caule apresentou atividade analgésica (alívio da dor). O extrato da planta confirmou atividade contra microrganismos que formam biofilme na mucosa bucal. Além disso, o extrato hidroalcoólico da casca do caule inibiu o crescimento bacteriano. [6]

Uso medicinal

É usada na medicina popular para tratar problemas no fígado, no estômago, feridas, diarreia e dores em geral, como dor de dente, dor de barriga, dor de garganta e dor abdominal. Também ajuda na cicatrização de feridas e tem efeito adstringente e antidiarréico[6]

Os óleos essenciais, que são metabólitos secundários das plantas, possuem relevância econômica e são utilizados em vários campos, incluindo o farmacêutico, por suas possíveis propriedades terapêuticas. [5]

É muito usada na medicina popular. Suas folhas, brotos e frutos têm efeito adstringente. A casca e as raízes ajudam contra diarreia. A casca cozida é usada para estancar sangramentos, e as folhas aliviam dores de artrite e reumatismo. Também é empregada no combate a febres intermitentes, falta de ar (dispneia), e seu suco é usado contra picadas de cobras e insetos. [7]

Uso culinário

Os óleos essenciais são componentes de importância econômica e têm diversas aplicações, inclusive como aromatizantes ou flavorizantes na indústria de alimentos. [5]

Seus frutos são comestíveis. [1]

A fruta pode ser consumida fresca ou usada no preparo de geleias e sorvetes. [19]

Uso em perfumaria

Os óleos essenciais extraídos do araçá têm grande valor comercial e são usados em diversos setores, incluindo a indústria de perfumaria, devido ao seu aroma característico. [5]

Uso em cosméticos

Devido às suas propriedades e fragrância, os óleos essenciais do araçá são um ingrediente valioso com aplicações potenciais na indústria de cosméticos, assim como em alimentos, medicamentos e perfumes. [5]

o extrato é usado na fabricação de cremes para a pele. A fórmula resultante é estável, tem cheiro neutro, textura suave e espalha facilmente [20]

Uso madeireiro

A madeira dessa espécie é utilizada para fins comerciais, como na construção civil, fabricação de móveis e outros produtos de madeira. [21]

Uso paisagístico

Não há registros de uso paisagístico. [2]

Mais informações

Observações

O Brasil tem uma grande variedade de plantas, muitas ainda pouco conhecidas. A araçá (Psidium cattleyanum) é uma dessas espécies com potencial para uso comercial. Como se sabe pouco sobre suas diferenças genéticas, este estudo analisou 16 grupos diferentes da planta, focando nas características físicas, químicas e de forma dos frutos. A pesquisa, feita com plantas de uma coleção em Pernambuco, identificou cinco grupos (A1.30, A1.40, A1.48, A1.44 e A1.21) com desempenho superior, considerando várias características ao mesmo tempo. Isso mostra que é importante avaliar múltiplos aspectos ao escolher as melhores plantas para programas de cultivo. [22]

O nome científico desta espécie não havia sido formalmente estabelecido com um exemplar de referência; agora, um espécime modelo (lectótipo) foi escolhido para representá-la. Além disso, a grafia correta do nome da espécie é 'cattleyanum' e não 'cattleianum', como foi escrito inicialmente. [23]

Para ajudar no seu reconhecimento e controle, estão disponíveis uma descrição resumida e fotografias coloridas da planta. [24]

Dinâmico

Descobertas científicas

Estudos genéticos revelaram que esta espécie possui múltiplas cópias de seus cromossomos (sendo pentaploide, hexaploide, heptaploide ou octoploide). Sua principal forma de reprodução na natureza é a apomixia (produção de sementes clonais), mas a proporção entre esta reprodução clonal e a reprodução sexual pode variar entre diferentes populações e entre plantas com diferentes números de cromossomos. Mesmo sendo predominantemente clonal, as populações apresentam alta diversidade genética e estão geneticamente estruturadas, ou seja, grupos em diferentes locais são geneticamente distintos. O número de cópias de cromossomos (nível de ploidia) influencia diretamente a estratégia reprodutiva que a planta utiliza. [25]

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QR Code Psidium cattleyanum
Para citar esta ficha: SiSTSP — Banco de Plantas Notáveis. Psidium cattleyanum. Disponível em: https://tudosobreplantas.com.br/Psidium_cattleyanum/. Acesso em: .

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