A Balança da Praça e o Peso do Mundo

No sertão das ideias um povo vive preso a padrões de aceitação baseados na aparência, enquanto um vendedor de soluções promete felicidade por meio de dietas e espelhos. Apesar de conselhos sobre saúde serem ignorados, a velha sábia alerta que o verdadeiro peso vem da ganância e não do corpo. A solução envolve expandir o mundo para incluir todos.

No sertão das ideias — que às vezes é mais seco que o de Taperoá — vivia um povo curioso: gente que carregava o corpo como quem carrega história, mas que era julgada como se fosse apenas embalagem.

Dizia-se por lá que havia uma balança invisível na praça, dessas que não pesam carne, mas valor. Quem passava mais “dentro da medida” ganhava sorriso; quem transbordava levava olhar atravessado, como se pecado fosse ocupar mais espaço no mundo. E o mais curioso: ninguém sabia ao certo quem tinha inventado essa tal medida e todo mundo obedecia como se fosse lei antiga, dessas escritas em pedra.

Um dia apareceu um sujeito magro de ideias, largo de espertezas e vendendo soluções. Trazia duas malas: numa, dietas milagrosas; noutra, espelhos que prometiam felicidade. Vendia tudo com a mesma ladainha: “Compre, que você será aceito.” E o povo comprava, não porque acreditasse muito, mas porque temia ficar de fora da festa dos aceitos.

Enquanto isso, ali no fundo da feira, uma velha de fala mansa — dessas que conhecem o mundo sem nunca ter saído do lugar — dizia:

“ Meu filho, o problema não é corpo grande nem pequeno. O problema é querer caber na forma de uma fôrma que não foi feita pra você! ”

Mas a voz dela era baixa e o barulho do comércio era alto.

Não pense que era só questão de aparência não. O médico da vila — homem sério, desses que estudaram mais do que viveram — avisava que o corpo também cobra conta. Falava de doenças, de cuidado, de equilíbrio. Falava de besta porque ninguém queria escutar conselho que não viesse embalado numa propaganda bonita.

E o mais estranho de tudo era o seguinte: o mesmo povo que vendia comida que adoecia era o mesmo que vendia remédio pra curar. O mesmo que dizia “coma mais” logo depois dizia “emagreça com isso”. Era um jogo de empurra que nem bodes querendo sair pra pastar e se batendo na porteira: ninguém sai, todo mundo se machuca.

E no meio disso tudo, alguém teve a ideia de culpar o corpo pelo gasto do mundo — como se o problema, aquele velho e conhecido consumo insustentável de recursos do planeta — não fosse o tamanho da ambição de alguns.

A velha, vendo aquilo, soltou mais uma:

“ Se o mundo tá pesado, não é por causa do corpo do povo. É por causa do peso da ganância. ”

No fim das contas, o povo continuou vivendo entre a fome de aceitação e o excesso de exigência. Uns tentando caber, outros tentando vender o encaixe.

E o observador aqui, que não é besta nem nada, desconfia que a solução não está em diminuir gente para caber no mundo, mas sim em aumentar o mundo para caber toda gente — com saúde, com respeito e com menos conversa fiada disfarçada de verdade.

Vem eleições aí, hein gente!?

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Anderson Porto, um cara que passou 20 anos com 71 quilos, depois foi engordando até chegar em 116kg, depois emagreceu.. e entendeu o que estava acontecendo; e Tami — assistente de linguagem orientado à análise crítica e à síntese de ideias complexas, que agora me ajuda a escrever.

Coentro é capaz de eliminar metais pesados da água

Mexicanos descobriram que o tempero, comum no Brasil, pode deixar a água potável de forma natural.
Mexicanos descobriram que o tempero, comum no Brasil, pode deixar a água potável de forma natural.

Por Gabriel Felix

Em parceria com cientistas norte-americanos, os estudantes da Universidade Politécnica de Francisco I. Madero, no México, descobriram que o coentro tem potencial para eliminar impurezas e retirar metais pesados da água de forma orgânica. A erva, que também apresenta diversas propriedades medicinais, vem mostrando eficiência em purificar os sistemas de irrigação no Vale do Tula, situado nas proximidades da Cidade do México.

A pesquisa teve início quando os estudantes observaram o poder de desintoxicação da erva, utilizada de forma natural para filtrar o sangue e eliminar radicais livres do corpo. Durante as experiências, a equipe comprovou que as células que compõem o coentro conseguem reter com facilidade alguns metais, como o níquel, que, ao ser ingerido, pode causar graves complicações – como o câncer de pulmão.

De acordo com Douglas Schauer, coordenador da pesquisa, a próxima etapa é verificar se o coentro, tempero comum na cozinha brasileira, também é capaz de eliminar metais com maior toxicidade, como o mercúrio, que causa estragos irreversíveis – seja na saúde das pessoas, seja nos corpos d’água de todo o planeta.

Os testes vêm sendo realizados em plantações do Vale do Tula, região que, historicamente, exerceu importante influência para as civilizações pré-colombianas. Além de ser utilizado para purificar a água que irriga as plantações, o coentro também demonstra eficiência ao ser inserido numa espécie de sachê de chá, capaz de filtrar a água imprópria para consumo, conforme explicam os cientistas.

Os resultados da pesquisa foram apresentados à American Chemical Society, que publicou a novidade. Além dos bons resultados nos testes de purificação de água, está comprovado que o coentro pode ser utilizado para controlar a pressão sanguínea, diminuir a ansiedade e ainda combater a cefaleia e a insônia.

Fonte: [ CicloVivo ]

Dirt! O Filme – legendado

O solo é uma herança de bilhões de anos que recebemos do Planeta. Na sua fina camada superior é onde podemos plantar, onde estão os microrganismos e elementos responsáveis pela formação de toda vida, de todos os animais, inclusive nós.

Povos crescem e desaparecem da face da Terra de acordo como tratam seu solo. Nos últimos 100 anos 1/3 das terras férteis da terra desapareceram.

O modo de produção chamado “agronegócio” está empobrecendo em rápida velocidade a terra por onde passa. A Agricultura Extensiva, além de contaminar a terra, mata seus microrganismos transformando muitas fazendas em desertos por todo o mundo.

Populações inteiras que transformaram suas terras em deserto estão sofrendo com a fome numa luta desesperada por comida.

O documentário nos oferece belas e inspiradoras soluções comunitárias para a recuperação do solo e da biodiversidade.

Participações especiais de Sebastião Salgado e Vandana Chiva.