Chegou um dia um viajante magrinho, suado de tanto caminhar no sol quente, lá na porteira do sítio da Dona Rita. Ele bateu palma e perguntou:
— Boa tarde, sinhora… será que a senhora teria um tantim de comida pra matar a fome? Um pedacim de pão já tá bão!
Dona Rita coçou a cabeça e disse:
— Ô moço… hoje num tem nada não. Só restô água do feijão de onte.
O moço olhou em volta, viu um monte de galinha ciscando, milho secando no terreiro, abóbora amontoada num canto. Sorriu de ladin:
— Num tem problema, não, dona. Eu sei fazê uma sopa de pedra que é bão demais da conta. Só preciso dum panelão com água e duma pedra bem lavadinha. A senhora consegue me arrumar?

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