Os perigos do cultivo da Uva

Pesquisadores constatam elevado nível de intoxicação em vinicultores gaúchos: análises feitas em 108 trabalhadores rurais da região nordeste do estado mostraram que todos apresentam danos em seu material genético

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Um estudo inédito sobre o efeito de agrotóxicos em vinicultores do Rio Grande do Sul revelou altos índices de intoxicação. Análises feitas em 108 trabalhadores rurais da região nordeste do estado mostraram que todos apresentam danos em seu material genético. A pesquisa, que resultou de uma parceria entre a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi publicada recentemente na revista internacional Mutagenesis.

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Castanhas: Super Saudáveis!

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A família das castanhas é muito rica em nutrientes. Na lista de seus componentes benéficos entram fibras, proteína, cálcio, ferro, potássio, zinco, selênio, vitamina E, ácido fólico, entre outros. A castanha-do-pará, por exemplo, já ficou famosa por seu alto teor de selênio, mineral que atua no equilíbrio da tiróide (evitando oscilações de peso), previne tumores, fortalece o sistema imunológico e protege contra a ação dos radicais livres.

“Uma castanha-do-pará por dia supre todas as necessidades de selênio do organismo”, garante Vanessa Coutinho, coordenadora da pós-graduação em nutrição esportiva e clínica da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro (RJ).

Já amendoim, amêndoa e pistache são boas fontes de proteína e não devem faltar na alimentação de quem não come carne. O zinco, presente especialmente na castanha-do-pará e de caju, tem papel fundamental na produção de glóbulos brancos; magnésio, encontrado na maioria dessas castanhas, ajuda a controlar a pressão e a reduzir sintomas da tensão pré-menstrual; sem falar no potássio, que dá uma mãozinha ao desenvolvimento dos músculos.

As gorduras monoinsaturadas presentes nesses alimentos também são uma vantagem e tanto. Elas reduzem o nível de colesterol ruim e aumentam o HDL, o colesterol do bem, responsável por limpar as artérias. Por isso, elas são armas poderosas para afastar as doenças cardíacas. Uma pesquisa norte-americana revelou que duas colheres de sopa de nozes por dia é capaz de reduzir em 13% o nível total de colesterol. “Cada 1% do colesterol reduzido significa 2% a menos de risco de doenças cardiovasculares”, diz Liliana Bricarelo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo.

Mas não se esqueça de que, mesmo sendo do bem, essas gorduras carregam muitas calorias. Um pacotinho de 100 gramas de amendoim ou castanha de caju, por exemplo, vale o mesmo que um Big Mac. Nem é preciso dizer que, consumidas em exagero, acabam como estoque de gordura. Por isso, o recomendado é comer as castanhas no lugar de outro alimento, não apenas adicioná-las à dieta.

Para quem quer usufruir dos benefícios das oleaginosas e ainda perder peso, a amêndoa é mesmo a melhor opção. Além de ser rica em nutrientes, 12 unidades têm menos de 100 calorias. O ideal é consumir essa porção ao longo do dia (quatro unidades no lanche da manhã, quatro no lanche da tarde e quatro antes de dormir, por exemplo). Já a macadâmia é a menos indicada: uma dúzia tem 200 calorias. E cuidado com o amendoim: mal armazenado, pode conter uma toxina cancerígena.

Qualquer que seja a sua escolha, o melhor é consumir as oleaginosas cruas. Se não gostar, uma boa alternativa é torrá-las em casa, pois o calor do forno não é suficiente para tirar os benefícios dos nutrientes nelas contidos. Para preservá-las, conserve em lugar seco e afastadas da luz. Se forem industrializadas, confira no rótulo se contêm gordura vegetal hidrogenada e evite os grãos muito salgados, que favorecem a retenção de líquidos. Bom apetite!

Como usar

As castanhas devem fazer parte da sua dieta. Mas, por serem muito calóricas, é necessário consumi-las com moderação. Aqui vão algumas dicas de como inseri-las de forma criativa e deliciosa no seu dia.

No café da manhã:
Misture amêndoas, nozes ou castanhas trituradas no iogurte ou cereal.

Nos lanches:
Elas são excelentes para comer entre as refeições. Para não exagerar, separe em um potinho ou saquinho pequeno a quantidade permitida e coma durante o dia.

Nas refeições:
Adicione as castanhas raladas ou em lascas em saladas, farofas, arroz e sopas. Além de nutrientes, os pratos ganham sabor e textura.

Como aperitivo:
Desse jeito você já conhece. Pistache, amêndoa, amendoim e castanha do Pará e castanha de caju, vão bem com praticamente tudo.

Cuidado para, de grão em grão, não exagerar na quantidade!

Fonte: [ SEGS ]

Compare a castanha-do-pará com a Castanha portuguesa

Comparamos 25 gramas de cada, o que equivale a 3 castanhas portuguesas e 6 castanhas-do-pará.

por Regina Célia Pereira | design Eder Redder | foto Dercílio

  1. Calorias

    A castanha portuguesa é a melhor opção para quem precisa controlar o peso, já que contém 32 calorias. A castanha-do-pará soma 164.

  2. Cálcio

    A castanha-do-pará oferece quase quatro vezes mais do mineral que fortalece o esqueleto — 40 miligramas —, contra apenas 11 da castanha portuguesa.

  3. Fósforo

    Esse nutriente que garante disposição aparece muito mais na castanha-do-pará: 181 miligramas. Já a castanha portuguesa fica bem atrás, com 24 miligramas.

  4. Gorduras

    A castanha-do-pará tem 16 gramas, contra 0,34 da castanha portuguesa, mas o bom é que são gorduras saudáveis, que protegem as artérias.

  5. Potássio

    A portuguesa contém 178 miligramas desse nutriente que combate a hipertensão, um pouco mais do que a castanha-do-pará, com seus 164 miligramas.

  6. Ácido fólico

    A vitamina que diminui o risco de tumores ganha um certo destaque na castanha portuguesa — são 9 microgramas, contra 5 da castanha-do-pará.

  7. Selênio

    Esse potente mineral antioxidante aparece aos montes na castanha-do-pará — são 740 microgramas. A portuguesa, coitadinha, não contém quantidade que mereça ser mencionada.

DICA
A castanha portuguesa pode ser usada como base de purês para acompanhar carnes e aves. Já a castanha-do-pará pode incrementar saladas e até ser batida junto com iogurte. Só não vale abusar, pois ela é bem calórica.

FONTES: PÉROLA RIBEIRO, NUTRICIONISTA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO, E SAMANTHA MACEDO, NUTRICIONISTA DA EQUILIBRIUM CONSULTORIA EM NUTRIÇÃO, NA CAPITAL PAULISTA PRODUÇÃO INA RAMOS

Disponível na Internet em: [ Saúde ]

Vida saudável X Vida comum em sociedade – as dificuldades do dia a dia

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Olá aos que visitam este espaço.

Resolvi escrever sobre alguns aspectos de minha vida que estão me atormentando – relativas à saúde – e talvez, com a ajuda de vocês, eu consiga descobrir soluções que sejam aplicáveis à minha realidade.

Não entenderam nada? Eu explico.

Desde minha adolescência que descobri como prazer o sair à noite, com amigos, para rodadas de chopp com babatas e calabrezas, nos bares dos finais de semana. Encontrei ali uma maneira de desopilar as amarguras do dia a dia, rindo de conversas despretensiosas, opiniões inflamadas por cervejas e papos dos mais variados, incluindo aí os assuntos terminantemente proibidos, tais como futebol, política, religião…

Aos 15 anos conheci o chopp. Aos 19 anos conheci o cigarro. Desde então, tornaram-se companheiros inseparáveis, me ajudando a ganhar alguns quilos a mais e desmantelar minha saúde de pouco em pouco. Saúde esta, mantida graças a uma alimentação que julgo balanceada, com várias frutas, legumes, verduras, carnes magras… Em suma, aquilo que aprendi durante a vida sobre uma boa nutrição.

Só que estou chegando cá aos meus 37 anos. Meu fôlego já não é dos melhores (conseguia prender a respiração debaixo d’água por mais de 4 minutos) e meu pique diminuiu muito, a ponto de preferir não subir escadas, ou abandonar caminhas e trilhas que fazia todo ano.

Então resolvi dar um basta no sedentarismo e acabar com os maus hábitos. Durante o mês de dezembro comecei a estabelecer metas para 2009, metas de mudança de atitudes, de melhoras progressivas,

A primeira meta a ser colocada em prática foi voltar a fazer exercícios, junto com uma dieta leve e uma alteração na freqüência com que me alimento (comendo pouco e de 3 em 3 horas, se possível). Dia 12 de janeiro entrei para uma academia e venho mantendo certa constância. Foi um passo importante, já que me encontrava há muito tempo sedentário, só fazendo um pouco de natação nos fins de semana.

Tal qual Tim Maia, durante quase 3 semanas perdi aproximadamente 21 dias. 😉

Incrível como é difícil perder peso, depois que passamos dos 30. Mais ou menos 1 hora e meia de malhação e praticamente nenhum resultado palpável. Estava faltando alguma coisa…

Quando comecei a fazer exercícios, percebi que necessitava melhorar minha alimentação, me reeducando em horários e alimentos ingeridos. Cortei doces, gorduras, cerveja e refrigerantes.

Daí que estabeleci, como segunda meta, abandonar após o carnaval, com a esperança de que seja possível abandonar definitivamente, tanto a cerveja (e álcool em geral) como o cigarro, supérfluos que como todos sabemos, causam diversos problemas, inclusive causando doenças.

Mas e medo de engordar ao abandonar o cigarro ??? Todo mundo já ouviu falar disso, não? Fazendo exercícios, imagino eu, as chances seriam grandes de perder peso e melhorar a saúde.

Bati de frente com outro problema: como sair à noite com os amigos, não beber outra coisa a não ser água ou sucos de frutas, além de claro, beliscar sem furar a dieta…

Na hora de pedir alguma coisa pra comer, a dúvida cruel: batata-frita? Porção de aipim frito? Calabreza acebolada? Pizza? Nugets de frango ou peixe? Massas, frituras, exageros apetitosos de gorduras e amidos… Nada disso… É necessário procurar outras opções, mas quais?

Coma salada! Ou comida japonesa… Eu nunca fui muito fã de comida japonesa, pois tenho o palato um tanto hipersensível e considero o gosto de peixe cru muito parecido com cheiro de maresia. Temaki? Tô fora…

Mas, e agora? Deixo de sair? Procuro outras atividades?

Descobri então, ao longo dessas semanas, o quanto que é complicado para alguém que está de dieta manter-se na dieta, saindo à noite para jantar (talvez em São Paulo seja diferente, mas aqui no RJ, precisamente em Niterói, é desanimador).

Colágeno, me disseram. Coma gelatina, pois tem colágeno e ajuda a dar firmeza na pele, principalmente em dietas de perda de peso.

Aí fui pesquisar… Assustado, descobri que essas gelatinas de caixinha são uma baita enganação, pois não possuem colágeno suficiente e são bombas (no pior sentido) artificiais – o que, aliás, torna-se crime, ao meu ver, induzir crianças a comer essas porcarias. Fora a quantidade de açúcar… Na dúvida, opta-se pelo mais caro: a gelatina em folhas.

Me encontro em uma encruzilhada, sem saber como seguir em frente, ou se é melhor dar a volta.

Alimentar-se corretamete, com consciência ambiental, numa dieta balanceada e com os nutrientes corretos para as minhas necessidades é MUITO, mas MUITO difícil mesmo… Pelo que pude perceber, só dá pra manter o controle, em parte, fazendo compras selecionadas e levando marmita para o trabalho.

Mas como esquivar-se de transgênicos? De gorduras LDL, trans? Abandonar aromatizantes, flavorizantes, corantes, adoçantes… Abandonar alimentos que foram obtidos com práticas cruéis contra animais? Açúcares invertidos? Alimentos com agrotóxicos? Como ler sem rir aqueles rótulos fantasiosos?

Eu sinceramente espero que alguém possa me ajudar, com idéias sobre do que me alimentar, porque estou começando a ver que meus maus hábitos não eram tão maus assim… Comparando com o que temos disponível hoje, em sociedade, tá difícil.

Na dúvida continuo com minhas metas.

Abraços,

Tudo de bom!

Anderson Porto

Alimentos orgânicos: prós e contras

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Alimentos orgânicos são especiais tanto pelo ciclo de cultivo quanto pela ausência de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Isso sem falar da harmonização e respeito aos demais elementos da natureza. Graças a um sistema de produção que busca o equilíbrio entre o solo e outros recursos naturais, como água e luz, há diferenciais importantes e benéficos para o consumo.

Usualmente são cultivados sem aditivos e conservantes sintéticos, livres de adoçantes, corantes, flavorizantes – que conferem o sabor ao produto. Tem uma durabilidade maior em relação aos convencionais, uma vez que o menor teor de água em sua composição reduz a proliferação de bactérias.

Um alimento orgânico fresco, aliás, possui 20% menos de água em sua composição, tornando os nutrientes mais concentrados; além de trazer quantidade maior de açúcar. Com níveis superiores de vitamina C, o tomate orgânico, por exemplo, apresenta 23% mais vitamina A do que os convencionais.

“Estudos recentes atestam que a diferença é acentuada em minerais. Têm teores maiores de vários deles: 63% a mais de cálcio, 73% a mais de ferro, 118% de magnésio, 178% de molibdênio, 91% de fósforo, 125% de potássio e 60% de zinco. Por outro lado, possuem 29% a menos de mercúrio, o que é excelente”, explica Patrícia Realino Guaitoli, nutricionista parceira do Ganep Nutrição Humana para o desenvolvimento de projetos especiais.

Em todo o país, são cerca de 15 mil produtores de alimentos orgânicos. De acordo com o Ministério da Agricultura, houve um crescimento de 114% no número de agricultores – 7 mil em 2000 para 15 mil em 2008 – além de um aumento de 196% na área de plantio – de 270 mil hectares para 800 mil, neste mesmo período.

Orgânicos são apenas 1% de todo o alimento que é vendido no Brasil. Apesar do aumento da cadeia produtiva, a dificuldade com transporte e pontos-de-venda, além das condições de produção, fazem com que a queda no preço seja lenta e difícil. Em média, o custo é de 10% a 30% superior ao dos convencionais, variação que depende do tipo de produto e da época. Em hortaliças e frutas, a diferença tem caído. Quanto aos laticínios, o preço pode ser mais do que o dobro.

Nos últimos anos, o mercado de produtos orgânicos se ampliou e ganhou novos itens, além dos in natura. Entre eles, sucos, laticínios, óleos, doces, palmito, pães, biscoitos, molhos, cerveja, vinho, cachaça, mel, pratos prontos congelados, frutas desidratadas, açúcar branco e mascavo, café, guaraná em pó, barra de cereais, hortaliças processadas, camarão, frango e carnes.

Os produtores de alimentos orgânicos precisam seguir um critério rigoroso para garantir o selo de certificação. A regulamentação, em vigor desde o fim de 2007, indica os procedimentos básicos de cultivo, colheita e armazenamento. Estabelece ainda um prazo de dois anos para os produtores que vendem em feiras se organizarem em associações, com direito a registro no ministério e um documento (espécie de alvará).

Ao vender direto para o consumidor, deve-se exibir esse registro para provar que está de acordo com as normas. Já os produtores maiores, que atuam direto com redes de distribuição, levaram o selo único das certificadoras. No Brasil, são mais de 20 empresas de certificação, credenciadas na International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM), federação internacional que congrega os diversos movimentos relacionados com a agricultura orgânica.

Estes critérios para regulamentar os orgânicos protegem a população dos riscos que os alimentos comuns conferem à sua saúde. O relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgado em 2008 mostra que, de cada dez pés de alface à venda em feiras e supermercados, quatro estão contaminados por resíduos de agrotóxicos. Cerca de 40% do tomate e do morango consumidos pelos brasileiros contêm vestígios de uso pouco criterioso de agrotóxicos.

Outros seis alimentos que fazem parte do cardápio regular do brasileiro também foram analisados em 2007 e registraram resíduos irregulares de defensivos agrícolas: banana (4,3%), batata (1,36%), cenoura (9,9%), laranja (6%), maça (2,9%) e mamão (17,2%). As amostras analisadas são de 16 estados de todas as regiões do país, além dos municípios de Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Nos orgânicos, desde que sejam de procedência, não existe esse tipo de contaminação.

Patrícia Realino alerta que o ideal é adquirir o alimento orgânico certificado, o que é uma garantia sobre os adequados processos de produção, desde a desintoxicação do solo até o envolvimento com projetos sociais e de preservação do meio ambiente.

Dicas de compras e armazenamento

– Nos pontos de venda, verifique se os orgânicos estão separados dos convencionais, o que evita a contaminação por produtos químicos ou resíduos de agrotóxicos;

– Em algumas cidades, existem feiras exclusivas administradas e fiscalizadas por associações de agricultura orgânica, onde os produtos são mais baratos, já que o produtor vende diretamente ao consumidor;

– Sempre verifique o selo da certificadora na embalagem. Para resguardar o consumidor, as grandes redes de supermercados e os importadores não adquirem produtos sem esta procedência;

– Ao escolher apenas alguns alimentos para levar, prefira tomate, morango, batata e alface, os mais contaminados por agrotóxicos no cultivo de maneira convencional;

– Ao armazenar na geladeira, guarde os alimentos em saquinhos, para não ressecar. Faça furos pequenos no plástico, para que a fruta, o legume ou a verdura possam respirar e não estraguem mais rapidamente.

Fonte: [ Farol Comunitário ]

Curitiba receberá o primeiro Mercado de Orgânicos do Brasil

Vejam como Curitiba é notoriamente um exemplo para todo o Brasil, digno de destaque e modelo de desenvolvimento para o país (editor do blog TSP).

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Prefeitura deve entregar obras na próxima semana

SMCS

[img:Frutas_ok.JPG,full,centralizado]A Prefeitura de Curitiba está fazendo os últimos retoques no Mercado Municipal Orgânico, que será entregue à população no próximo dia 12, quinta-feira. O primeiro Mercado Orgânico do Brasil oferecerá mais de mil tipos de produtos certificados com selo de produto sem agrotóxicos e aditivos químicos. Além dos produtos, o prédio e as lojas também contam com certificação que garantem aos consumidores qualidade e segurança da comercialização orgânica.

O novo Mercado fica ao lado e integrado a um ícone gastronômico de Curitiba, o Mercado Municipal, por onde circulam mais de 50 mil pessoas por semana. “A localização é estratégica e facilita o acesso da população à alimentação saudável, beneficiando comerciantes e, principalmente, a agricultura familiar paranaense que vive da produção orgânica”, diz o prefeito Beto Richa.

O prédio, de arquitetura moderna, é conectado ao antigo Mercado Municipal de Curitiba, para que o público possa circular nos dois ambientes. A integração entre o tradicional Mercado Municipal e o novo Mercado Orgânico será pela praça de alimentação, ao lado do Box Curitiba.

Nesta semana, equipes contratadas pela Prefeitura estão fazendo a limpeza geral do prédio de 3.700 metros quadrados e instalando as placas de sinalização. Os comerciantes que ocuparão as 22 lojas e bancas também estão terminando de organizar os espaços. O Mercado Orgânico vai gerar mais de 40 empregos diretos e 160 indiretos.

No Mercado Orgânico, os consumidores encontrão açougue, restaurante, lanchonete, artesanato, confecção, cosméticos, hortifrutigranjeiros e alimentos industrializados com certificação de produção livre de agrotóxico e com responsabilidade social. Duas cooperativas paranaenses de agricultores orgânicos ocuparão as bancas de hortifrutigranjeiros.

A obra é uma parceria da Prefeitura de Curitiba com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. São 3.700 metros quadrados, dois pisos e estacionamento. Os comerciantes foram selecionados por meio de pregão eletrônico.

Na parte de cima do Mercado foi construído um anfiteatro que servirá para cursos de empreendedorismo. A Prefeitura firmou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), com Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com Sebrae, para oferecer cursos a agricultores e comerciantes.

fonte: [ Bem Paraná ]

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Na boa? Eu quero ir morar em Curitiba. A única cidade do Brasil, ao meu ver, que é gerida por gente séria e comprometida com o bem estar de sua população.

Hortas caseiras são úteis e ainda dão charme à decoração

Luciana Ackermann – O Globo

Hortas caseiras podem ser feitas em vasos médios e pequenos

[img:29_MHG_2709_Mor1.jpg,thumb,alinhar_esq_caixa]RIO – Que tal dar aquele toque especial ao seu molho com manjericão, louro e cebolinha? Ou então um chazinho de hortelã? Até parece que tudo fica ainda mais prazeroso se essas ervas aromáticas são cultivadas na sua própria casa. Engana-se quem pensa que é complicado cultivar os jardins de ervas dentro de casa. Até mesmo em apartamentos, é possível manter uma bela jardineira com suas ervas preferidas.

O paisagista Oney Barroso diz que é preciso tirar da cabeça idéia errada de que é trabalhoso cuidar de ervas aromáticas e medicinais. Também explica que não são necessários grandes espaços e vasos volumosos para obter uma horta bacana.

– Dá para cultivar as hortinhas mesmo em vasos pequenos, que podem ficar sobre os aparadores entre a cozinha e a área de serviço. Além de garantirem um toque especial aos pratos, elas também dão vida e embelezam os ambientes. Muitas ainda exalam um agradável aroma – afirma Barroso.

[img:29_MHG_2709_Mor2.jpg,thumb,alinhar_dir_caixa]O primeiro passo, segundo o paisagista, é colocar cerca de dois centímetros de pedra brita ao fundo do vaso ou da jardineira, com pequena abertura para escoar a água. As pedras garantem uma boa drenagem, evitando que as raízes apodreçam. Ele recomenda o uso de substrato orgânico, feito à base de folhas secas e cascas de verdura. Deve-se encher o recipiente até a metade com o substrato, colocar a muda ou as sementes e depois cobri-las com mais substrato. Os vasos devem ser regados três vezes por semana nos períodos mais quentes ou duas vezes na semana em dias chuvosos. As plantas também precisam de boa ventilação e iluminação. Entre 30 e 40 dias é possível colher e usar seus temperos preferidos.

A dona-de-casa Catarina Cardoso diz que cultiva, há cerca de cinco anos, seus temperos em duas jardineiras. E garante que não tem mistério.

– Costumo regá-los quatro dias por semana. Já virou rotina eu sair da cozinha durante preparação do almoço para pegar minhas folhinhas, especialmente o manjericão e o alecrim para colocá-los na comida. – afirma Catarina.

[img:29_MVG_2909_Horta.jpg,thumb,alinhar_esq_caixa]As hortas caseiras estão presentes também nas mostras de decoração. No Casa Cor Rio, por exemplo, a arquiteta Ângela Leite Barbosa investiu na horta orgânica caseira e num minipomar no Estúdio Verde. No evento Casa Boa Mesa, em São Paulo, as arquitetas Betina Barcelos, Karina Salgado e Andrea Bugarib criaram A Cozinha da Família, onde foi projetada uma horta vertical de dois metros de altura por dois de largura, que pode ser adaptada conforme a área disponível.

– Fizemos um painel de madeira com nichos, onde foram colocados os vasos com temperos e ervas aromáticas. Partimos da idéia de que cada vez mais as pessoas estão se preocupando em ter uma alimentação mais saudável e caseira. Quisemos mostrar que essas plantas além de decorativas, são úteis – afirma Betina.

Fonte: [ O Globo ]

Estudo revela aumento de zonas mortas nos mares do mundo

Áreas dos oceanos com nível muito baixo de oxigênio já ultrapassam 400, alertam cientistas. Uso excessivo de fertilizantes leva a multiplicação de micróbios e morte de peixes.

As zonas mortas nos oceanos do mundo, onde a ausência de oxigênio impede o desenvolvimento de vida marinha, aumentaram mais de um terço entre 1995 e 2007, revela um estudo divulgado hoje na revista americana “Science”. Os principais fatores dessa catástrofe oceânica são a contaminação por fertilizantes e a queima de combustíveis fósseis, segundo cientistas do instituto de Ciências Marinhas da Universidade William and Mary, na Virgínia, e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

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O mar Negro, na Europa Oriental, é uma das regiões mais afetadas pelas zonas mortas (Foto: Nasa)

O aumento das zonas mortas no mar transformou-se no principal agente de pressão sobre os ecossistemas marítimos, no mesmo nível da pesca excessiva, perda de habitat e outros problemas ambientais. Segundo os cientistas, seu aumento se deve também a certos nutrientes, especialmente o nitrogênio e o fósforo, os quais, ao entrarem em excesso nas águas litorâneas, causam a morte de algas.

Ao morrer, essas plantas microscópicas afundam e se transformam em alimento de bactérias que, durante a decomposição, consomem o oxigênio a sua volta. Na linguagem científica, esse processo da diminuição progressiva de oxigênio se chama “hipóxia”.

Mais de 400

Segundo Robert Diaz, professor do Instituto de Ciências Marinhas, e Rutger Rosenberg, cientista da Universidade de Gotemburgo, atualmente existem 405 zonas mortas em águas próximas às costas em todo o mundo, o que representa uma superfície de mais de 26.500 quilômetros quadrados.

Diaz, que começou a estudar as zonas mortas em meados da década de 1980, após advertir sobre o problema nas águas da Baía de Chesapeake (costa atlântica dos Estados Unidos), afirma que, em 1995, já havia 305 zonas mortas no mundo todo. De acordo com o cientista, no início do século passado só havia quatro zonas mortas, número que passou para 49 em meados de década de 1960, 87 na de 1970 e para 162 na de 1980.

“Não existe outra variável de tanta importância para os ecossistemas marítimos litorâneos que tenha mudado tão drasticamente e em um lapso tão curto”, afirmam Diaz e Rosenberg no estudo. Segundo Diaz, as provas geológicas demonstram que as zonas mortas não eram “um fenômeno natural” na Baía de Chesapeake e outros estuários. “As zonas mortas eram raras. Agora são comuns. Cada vez há mais em mais lugares”, diz o cientista.

Diaz e Rosenberg afirmam que, em muitas ocasiões, só se dá importância à hipóxia quando esta começa a dizimar os organismos que, em última instância, servem de alimento à população. Como exemplo, eles citam o desaparecimento de algumas espécies de peixes e os surtos crônicos de epidemias bacterianas em outras.

Menos comida

Por outro lado, ao impedir o desenvolvimento de alguns habitantes dos fundos marítimos, como os mariscos e alguns vermes, a hipóxia elimina uma importante fonte de nutrição para outros predadores, assinala o estudo.

Segundo os cientistas, a chave para frear o aumento de zonas mortas é manter os adubos em terra e impedir que cheguem ao mar.

“É necessário que cientistas e agricultores trabalhem em conjunto para desenvolver métodos agrícolas que reduzam a transferência de nutrientes da terra para o mar”, diz Diaz.

Fonte: [ G1 ]

Jardim de temperos é ideal para apartamentos e locais pequenos

Isabela Gaia

Além de útil, plantação decora o ambiente e deixa um aroma agradável

Nos últimos anos, os jardins de temperos têm sido os preferidos de quem mora a metros de altura do asfalto e sente falta da terra e de plantas no lar.

Sabrina Jeha, herborista do viveiro orgânico Sabor de Fazenda, afirma que a primeira preocupação na hora de começar o jardim é a quantidade de sol que as plantas irão receber. “O espaço não é tanto o problema, mas os temperos precisam de pelo menos quatro horas de sol por dia”.

A engenheira agrônoma e paisagista Luciana Guimarães concorda com Sabrina, mas acredita que alta luminosidade, mesmo que indireta, é suficiente. Seu jardim de pimentas dedinho-de-moça, que recebe luz através de um vitrô durante a tarde e está sempre brotando, é a prova.

Com as orientações das duas especialistas, monte seu próprio jardim:

Tamanho dos vasos ou jardineiras

Antes de plantar, procure saber de que tamanho provavelmente ficarão os temperos escolhidos. As mais de 60 espécies de manjericão, por exemplo, pedem sempre vasos com altura maior de 25 cm. Já tomilho, orégano e manjerona, ficam bem acomodados em vasos de 15 cm. Se você não possui essa informação sobre os temperos que deseja plantar, prefira vasos com pelo menos 20 cm de altura.

Plantio

A terra certa para jardim é uma mistura de 1:1:1 de: terra preta (húmus), terra vermelha e areia grossa de rio (usada em construções). A terra preta possui os nutrientes, a vermelha tem a função de reter a água e a areia melhora a drenagem. A terra mais solta e fofa é a ideal para o plantio de sementes.

Também contribuem para a drenagem: cinasita (bolinhas de cerâmica), brita, cacos de telha, pedrinhas ou bidim (manta que serve como filtro), que devem ser colocadas antes da terra, no vaso.

Vento: o outro vilão

Além da pouca exposição ao sol, outro fator que prejudica a plantação é o excesso de vento. Com exceção de tomilho, tomilho-limão, lavanda, capim-limão e alecrim, a maioria dos temperos é pouco tolerante às ventanias.

Trepadeiras, pergolados, que ainda são decorativos, ou jardineiras com suportes para a parede podem ser utilizadas para barrar o vento, desde que não comprometam a incidência de luz.

Mas se o problema for falta de sol, o cultivo de temperos ficará comprometido. Sem a luz necessária, o tempo de sobrevivência de uma muda de alecrim, por exemplo, cai de dois anos para três meses. Uma boa alternativa nesse caso são ervas medicinais como a pariparoba, mais resistentes.

Rega

A rega depende muito do tipo de vaso. Vasos de barro são mais porosos e por isso secam mais rapidamente. Para lugares de muito vento, recomendam-se vasos de resina. Eles imitam o barro e, apesar de não serem tão bonitos, são mais leves e seguram melhor a umidade. A herborista Sabrina brinca que a melhor medição para a rega ainda é o ‘dedômetro’: “coloque o dedo na terra, se estiver úmida, está bom, se estiver seca, precisa ser regada”.

Luciana chama a atenção para o cuidado com as pimentas, que não gostam de solo encharcado e para o jeito certo de se fazer a rega. “Não se rega as folhas se a planta estiver exposta ao sol direto. A água age como uma lente de aumento e pode queimar as folhas”, explica.

Adubação

O ideal é que se adube a terra a cada 30 dias, seguindo o seguinte procedimento: coloque o adubo no solo, um pouco afastado do caule, regue logo em seguida e revolva a terra para que não haja perda por oxidação quando o sol bater. A proporção de adubo é de uma colher de café para cada vaso pequeno (15 cm X 15 cm).

Além do composto orgânico, pode-se utilizar a torta de nim ou bokachi. Deste último: uma colher de sopa para cada vaso. Outra opção é comprar terra já adubada. Mesmo um composto granulado ou em pó nunca deve ser despejado sobre as folhas. Os adubos fermentam e podem queimar a planta.

No caso das pimentas, Luciana indica um adubo com fórmula NPK 4 14 08, que possui menos nitrogênio do que sódio e potássio. Essa fórmula estimula a brotação de frutos e fortifica a raiz. O adubo pode ainda ser alternado com outro, nitrogenado, NPK 10 10 10, que fortalecerá a parte verde da planta.

Poda

Deve-se sempre evitar a presença de folhas secas na planta. Elas atraem fungos e bactérias. Mas a poda deve ser feita com uma tesoura, e não arrancando as folhas uma a uma. Cortando cerca de 5 cm das pontas, você garante que as ervas voltem a brotar.

Sabor de Fazenda Ervas e Temperos
Tel: (11) 2631-4915
End.: Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria

No local, Sabrina Jeha oferece cursos de jardinagem gastronômica, onde ensina o cultivo e o uso de temperos. O próximo começa dia 20 de setembro.

Fonte: [ Abril.com ]

Príncipe Charles: desenvolver transgênicos causará a pior catástrofe ecológica

LONDRES (AFP) — O desenvolvimento em massa de culturas transgênicas pode provocar a pior catástrofe ambiental jamais visto no mundo, afirmou nesta quarta-feira o príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra e fervoroso defensor da causa ecológica.

O príncipe de Galles também disse que depender de “grupos gigantescos” para a produção de alimentos em vez de pequenos agricultores irá terminar com um “desastre total”.

“É disso que temos que falar, é de segurança alimentar e não de produção de alimento, é o que é importante”, declarou o príncipe numa entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph.

“E se as pessoas acham que de um modo ou de outro isto vai funcionar porque eles vão ter uma nova forma de técnica genética engenhosa, então não contem comigo, porque isto vai ser a maior catástrofe ambiental de todos os tempos”, disse.

“Não se trata de voltar atrás. Trata-se de reconhecer que estamos do lado da natureza, não contra ela. Nós vimos trabalhando contra a natureza há muito tempo”, destacou.

O Banco Mundial afirmou que os preços dos alimentos quase dobraram nos três últimos anos, e seu presidente Robert Zoellick afirmou que dois bilhões de pessoas foram afetadas por esta crise de alimentos.

Fonte: [ AFP ]