Chás que eliminam miomas

Mito ou verdade? Há quem não espere pela resposta definitiva. Na rota dos pesquisadores, foi encontrado o uxi-amarelo, árvore que alguns brasileiros consideram quase milagrosa.

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“A casca do uxi-amarelo é utilizada no tratamento de miomas. É feito um chá, que deve-se deixar ferver bastante. No caso específico do tratamento para mioma e cisto, é necessário tomar meio litro de uxi-amarelo de manhã e meio litro de unha-de-gato pela tarde”, ensina o botânico.

A unha-de-gato é considerada um poderoso anti-inflamatório natural, usado contra gripes e viroses. A erva fortalece o sistema imunológico e também é recurso no tratamento de tumores.

Uxi-amarelo e unha-de-gato. Quantas vezes essa mistura já surpreendeu médicos e pacientes? A professora Carla Ribeiro e a vendedora ambulante Maria Neide Oliveira não se conhecem, mas estão unidas para sempre por histórias muito parecidas.

No consultório médico, a professora e o marido olham emocionados mais uma ultra-sonografia. Durante sete anos, o casal tentou, sem sucesso, ter um filho. Os miomas, tumores benignos no útero, não deixavam.

Carla fez várias cirurgias para extrair os miomas. Mas, depois de um tempo, eles surgiam novamente. Já desanimada, começou a tomar o chá de uxi-amarelo e unha-de-gato.

“O chá foi para redução dos miomas. Comecei em maio e em junho eu engravidei. Um mês depois”, conta Carla.

A gravidez é normal. A cada exame, Carla e Mailer ficam mais ansiosos pela chegada do bebê, que já ganhou um nome.

“É um milagre, uma emoção maravilhosa. Por isso, colocamos o nome de um anjo: Gabriel”, revela Carla.

“Acredito que a gravidez signifique que o chá uxi-amarelo e unha-de-gato atuou e, de alguma maneira, reduziu os miomas que a impediam de engravidar. Com a minha experiência, hoje posso afirmar que ele dá um bom resultado”, diz o médico Afrânio Melo Lins.

“Gabriel é forte. Com certeza, ele quer muito vir ao mundo. Agora que ele está perto de nascer, só quero ver a carinha dele”, diz Carla, ansiosa.

Outro Gabriel também é forte, saudável. O xodó da mãe.

“Isso aqui é uma benção. Ele é um anjo na minha vida”, exalta Neide.

Um anjo que chegou de surpresa. Em agosto de 2001, o Globo Repórter mostrou o início desta história. Naquela época, Neide só queria acabar com um incômodo provocado pelos miomas. Eram tantos que ela tinha sido aconselhada por médicos a fazer uma histerectomia radical – a retirada cirúrgica do útero, ovário e trompas. Foi quando começou a tomar os chás de uxi-amarelo e unha-de-gato. Cinqüenta dias depois, o susto.

“Eu achava que estava com outra doença, mais grave ainda. Depois de um mês sem menstruar, voltei ao consultório e disse para o médico que achava que estava doente”, lembra Neide.

A resposta do médico foi desconcertante.

“Ele disse que eu estava com o mioma, mas que aquele mioma chorava, tomava mingau. Pensei que ele estivesse brincando comigo”, diz Neide.

Enquanto estiver amamentando Yanno Gabriel, Neide não vai tomar os chás. Mas diz que os últimos exames revelaram que o uxi-amarelo e a unha-de-gato continuam e controlando os miomas.

“Posso assegurar que 90% das pacientes que utilizaram os chás tiveram resultado satisfatório”, diz o médico Afrânio Melo Lins.

Fonte: [ Globo Repórter ]

Alunos quilombolas apresentam projeto de plantas medicinais

Da Redação/MC

Alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Zumbi dos Palmares, que fica na comunidade quilombola de Jaraguari, estão elaborando um projeto sobre plantas medicinais usadas na comunidade.

O projeto “Conhecimento Popular sobre Plantas de uso Medicinal na Comunidade Quilombola Furnas do Dionísio” será apresentado hoje na escola. “Um dos principais objetivos é realizar um diagnóstico do saber local visando a elaboração de um programa interdisciplinar de Educação Ambiental”, explica o professor de Biologia Airton

Fonte: [ MidiaMax News ]

Médicos receberão orientações sobre o Programa Fitoviva

O Programa Fitoviva, da Secretaria de Saúde de Cuiabá, realiza de 22 a 25 de agosto, no auditório da Escola de Saúde Pública (ESP), o curso de atualização médica “Prescrição de Medicamentos Fitoterápicos e Plantas Medicinais” destinado exclusivamente a médicos. O curso conta com a parceria da Secretaria Estadual de Saúde (MT Farma e ESP) e da Comissão Municipal Práticas Integrativas e Complementares do SUS- Cuiabá.

De acordo com a supervisora do Fitoviva/SMS, Isanete Bieski, o evento ainda conta com apoio do Sebrae, Unimed, Ufmt, CRM e Correios/MT. As inscrições, informa ela, são limitadas e podem ser feitas pelo telefone (65) 3617-1447. Isanete Bieski é consultora em Plantas Medicinais, Aromáticas e Reflorestamento e professora de Botânica e Homeopatia no Curso de Farmácia do Univag.

PROGRAMAÇÃO

22/08

19h00

– Abertura c/ Autoridades e Poesias (Bia)

– Palestra: “Histórico da Fitoterapia no Brasil, Legislação, Políticas e Programas de Governo em PM e Fitoterapia” – Dra. Henriqueta Sacramento

23/08

8-12h

– Palestra: “Abordagem Terapêutica das 20 plantas Medicinais do Fitoviva” – Dra. Henriqueta Sacramento

– Visita Técnica ao Horto Florestal – Fitoviva

13h30min-14h10min

– Palestra: “Programas Fitoviva/Cuiabá; Fitoplama/EMPAER;MT-Farma/SES/MT” – Farm. Isanete Bieski/Otilia M. Teófilo; e Farm. Maria das Graças Leão;

14h10min – 16 h

– Palestra: “Fitoterapia na atenção primária: Aspectos antropológicos, sócio-culturais, epidemiológicos, etnobotânicos e farmacológicos” – Dra. Henriqueta Sacramento

16-18h

– Palestra: Fitoquímica e Farmacologia Aplicada, Conceitos – fitocomplexo, mecanismos de ação diferenciados” – Dr. Domingos Tabajara

– Grupos e subgrupos fitoquímicos e suas características Farmacológicas

– Interação entre Alopáticos e Fitoterápicos

24/08

8-10h

– Palestra: “Noções de Farmacotécnica Aplicada, Noções sobre processos de estabilização das drogas vegetais, Tipos de preparações: formulações industriais, oficinal, magistral e caseira, Noções sobre processos de extração e preparação de formulações magistrais de fitoterápicos, Relação forma farmacêutica x terapêutica” – Dr. Domingos Tabajara.

10-12h

– Palestra: “Conceitos Básicos de Classificação dos vegetais, Nomenclaturas botânicas e farmacêuticas, Principais conceitos aplicados: – Planta medicinal x droga vegetal, Princípios ativos e marcadores, Tipos de extratos, Fitoterápicos e fitoterapia” – Dr. Roberto Leal Boorhem

14-16h

– Palestra: “Técnicas de Formulação e Prescrição, Parâmetros tradicionais e científicos de formulação e prescrição, estratégias de formulação, Receituário em fitoterapia, Precauções e avaliação clínica, Protocolo de observação clínica” – Dr. Roberto Leal Boorhem

16-18h –

– Palestra: Fitoterapia nas Patologias Mais Comuns – Dr. Roberto Leal Boorhem

25/08

8-11h50min

– Palestra: “Fitoterapia nas Patologias Mais Comuns” – Dr. Roberto Leal Boorhem

11h50min

– Encerramento

Fonte: [ 24HorasNews ]

Horto da Univali produzirá plantas fitoterápicas em Biguaçu

Uma prática de ensino, pesquisa e extensão integra moradores de Biguaçu e acadêmicos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Chamado de Bio-Verde, o projeto, desenvolvido pelo curso de Enfermagem do Campus da Univali em Biguaçu, incentiva o desenvolvimento e resgate do uso de plantas medicinais.

A socialização do projeto com agentes comunitários de saúde, comunidade e acadêmicos foi concluída e, agora, tem inicio a parte prática, com desenvolvimento do horto que terá metas de auto-sustentabilidade.

O horto terá duzentos metros quadrados onde serão plantadas as espécies com fins fitoterápicos. Os grupos da terceira idade de Biguaçu auxiliam no projeto socializando seus conhecimentos no uso das plantas.

O uso de ervas medicinais foi, por muito tempo, o principal auxílio terapêutico. A substituição por medicamentos sintéticos aconteceu, principalmente, após a segunda guerra mundial.

Segundo Maria Lígia dos Reis Bellaguarda, coordenadora do curso de enfermagem da Univali em Biguaçu, com esse projeto, a Univali proporciona integração propondo novos caminhos no ensino superior por meio da integração entre os saberes científico e popular, universalizando o uso das plantas medicinais.

Fonte: [ Universia Brasil ]

Projeto da Uerj alerta para perigos em plantas medicinais

Fluminense

Orientar as pessoas para que não façam uso indiscriminado de plantas medicinais, o que pode causar mais prejuízos à saúde do que a cura pretendida, é a essência do projeto ‘Plantas Medicinais e Tóxicas no Rio de Janeiro: Promovendo a Educação e a Saúde da Comunidade’, coordenado por Maria Cristina Ferreira Santos e Marcelo Guerra Santos, professores da Faculdade de Formação de Professores (FFP) e do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp), unidades acadêmicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e realizado em parceria com o Departamento de Biologia Geral, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Atuante em comunidades de diferentes municípios, como Rio, São Gonçalo, Niterói e Itaboraí, o projeto tem como atividades básicas palestras em escolas e instituições de longa permanência de idosos, ministradas por alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da FFP. A preocupação é alertar os usuários para perigos ocultos em plantas medicinais. As informações são da Secretaria estadual de Comunicação Social.

Com a urbanização e a evolução da ciência, os remédios naturais, usados desde o início da Humanidade na cura de doenças, tinham perdido espaço, em especial nas grandes metrópoles, para medicamentos de resultados mais rápidos. Contudo, os efeitos colaterais indesejáveis dessas drogas acabaram provocando a volta do uso de ervas medicinais.

Uso que merece cuidados considerando as propriedades tóxicas de algumas espécies de plantas. A dosagem, em certos casos, tem de ser adequada. É o caso do confrei (Symphytum officinale L.), planta que apresenta substância considerada cancerígena e hepatotóxica. O uso por via oral é proibido em vários países, embora a utilização local como cicatrizante seja permitida e estimulada, segundo Maria Cristina Ferreira Santos.

Plantas medicinais são vendidas livremente, como mostra pesquisa realizada no município de São Gonçalo. A pessoa pode encontrá-las em bancas de jornais, floriculturas, lojas de produtos naturais e com ambulantes. Metade delas é vendida com nomes populares diferentes, sem a denominação científica, ou apresenta nomenclatura errada na embalagem, o que pode levar a usos equivocados e provocar graves riscos à saúde.

O maior problema é a falta de orientação à população. Certas plantas comercializadas, como abajeru, cainca, catuaba e pinhão-roxo, ainda não têm eficácia terapêutica comprovada.

– Elas são utilizadas apenas com base nas informações oferecidas pela medicina popular e sem qualquer referência científica – alerta a professora.

Algumas são citadas como causadoras de intoxicações: comigo-ninguém-pode, pinhão, trombeta, pó-de-mico, buchinha-do-norte e mamona. Os sintomas mais comuns são náuseas, vômito, diarréia, irritação de mucosa, edema e alucinações. Em casos mais graves, o uso incorreto pode levar à morte. Segundo Maria Cristina, as crianças com idade inferior a 12 anos formam o maior grupo de risco, representando 73% dos casos por intoxicação relatados.

Fonte: [ Diário Online ]

Medicina natural volta a ser valorizada

[img:fitoterapicos.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Em Viçosa do Ceará, o Laboratório Fitoterápico manipula plantas e produz medicamentos que são distribuídos gratuitamente na rede pública de saúde (Foto: Natércia Rocha)

O costume de utilizar plantas medicinais para cura de doenças é antigo, mas ainda presente na zona norte do Ceará

Sobral. Reza o dito popular que para todo mal existe um remédio na natureza. Dentro dessa lógica, ao longo da história da humanidade, há registros de que o homem sempre fez uso de plantas para fins terapêuticos. Nos primeiros anos do século XXI, a medicina natural, aliada ao avanços tecnológicos da ciência, volta a ser valorizada por setores que buscam melhor qualidade de vida.

Durante séculos, o Interior do Ceará esteve repleto de rezadeiras, benzedeiras, parteiras, geralmente líderes, inclusive espirituais, de grandes núcleos familiares. Mas os curandeiros do sertão estão desaparecendo rapidamente. Entretanto, ainda existem jovens que se interessam em receber dos avós segredos de plantas curativas. Os que ainda estão na ativa garantem: “uma beberragem de força, com erva e pau, cura dor até de cotovelo”.

Desvendando mistério

O Diário do Nordeste visitou alguns dos poucos sertanejos que, na zona norte do Estado, continuam desvendando mistérios de sementes, folhas, cascas, flores, raízes e frutos. Gente como Antonia de Maria Holanda, conhecida como dona Toinha Grande, que, do alto dos seus 60 anos, 17 filhos, 30 netos e três bisnetos, se orgulha de ter cuidado “a vida inteira” da família com remédio caseiro. Ou como seu Sebastião Barbosa da Silva, que se emociona ao confessar que pede licença às plantas quando vai retirá-las da natureza. Ou ainda Sebastião Sales, que passa o dia vendendo “mãcheia” de preciosos paus, banhos e óleos, em um dos poucos comércios especializados em Sobral, a “Casa das Ervas”.

Mas nem só de empirismo sobrevive a cultura popular. Em Viçosa do Ceará, a 348km de Fortaleza, o Laboratório Fitoterápico (que utiliza vegetais em preparações farmacêuticas), desenvolvido com base no projeto Farmácia Viva, da Universidade Federal do Ceará (UFC), manipula plantas e produz medicamentos que são distribuídos gratuitamente na rede pública de saúde.

De acordo com a farmacêutica responsável pelo núcleo, Rosilândia Trajano Bandeira, as plantas são responsáveis pelo tratamento de 80% das enfermidades mais comuns nas populações de baixa renda. Ela destacou que mais de 70 espécies de plantas medicinais, encontradas em solo nordestino, foram analisadas cientificamente e estão de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Utilizamos sete espécies de plantas que dão origem a dez tipos de medicamentos. O diferencial da fitoterapia é que mantemos o princípio ativo das plantas na forma de xaropes, chás, tinturas e cápsulas gelatinosas. A indústria farmacêutica isola esse princípio”, disse.

NATERCIA ROCHA
Repórter

Fonte:

Equinácia reduz pela metade risco de contrair resfriado, diz estudo

O consumo da equinácia, uma das mais populares plantas medicinais, pode reduzir as chances de desenvolver resfriado comum em mais de 58%, segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na última edição da revista científica The Lancet Infectious Diseases, também indica que a equinácia reduziria ainda o tempo de duração do resfriado em até quatro dias.

Os pesquisadores da Escola de Farmácia da Universidade de Connecticut chegaram à conclusão ao cruzar os dados de 14 estudos anteriores sobre o uso da equinácia.

Segundo os autores do estudo, se a equinácia for usada para prevenir a infecção natural pelos vírus do resfriado, as chances de contaminação podem ser reduzidas em até 65%.

Porém em testes nos quais os pacientes eram inoculados diretamente com o rinovírus, um dos vírus causadores do resfriado comum, o consumo da equinácia conseguiu reduzir a incidência do desenvolvimento da doença em 35%;

“Com mais de 200 vírus capazes de causar o resfriado comum, a equinácia pode ter um efeito modesto contra o rinovírus, mas efeitos mais fortes contra outros vírus”, diz o pesquisador-chefe Craig Coleman.

Vitamina C

Um dos 14 estudos analisados indicou ainda que, em conjunto com o consumo de vitamina C, poderia haver uma redução de até 86% no desenvolvimento do resfriado.

Mas, segundo os pesquisadores, não havia dados suficiente para concluir se os dois suplementos combinados são realmente mais efetivos do que o consumo somente da equinácia.

O estudo afirma que, apesar das indicações do efeito da equinácia sobre o desenvolvimento do resfriado, a forma como ela age ainda não está totalmente clara.

Os pesquisadores acreditam que três substâncias presentes na equinácia – alcamidas, ácido chicórico e polissacarídios – poderiam induzir a um aumento da imunidade, mas não sabem se um ou mais desses componentes poderia ter o efeito sozinho ou combinado com outras substâncias.

Eles dizem ainda que mais pesquisas são necessárias ainda para verificar a segurança do consumo da equinácia, o que não foi analisado neste estudo.

“Uma análise das evidências na literatura científica indicam que a equinácia tem um efeito benéfico em reduzir a incidência e a duração do resfriado comum; porém, estudos em larga-escala são necessários antes de a equinácia possa se tornar uma prática comum para a prevenção o tratamento do resfriado comum”, diz o artigo na Lancet.

Fonte: [ BBC Brasil ]

Agraer pretende implantar um horto de plantas medicinais na Capital

A Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) pretende implantar a partir do próximo ano, um horto de plantas medicinais, em seu centro de pesquisa e capacitação, em Campo Grande.

O objetivo é cultivar, em uma área de 600 metros quadrados, 150 espécies de plantas medicinais. A proposta, conforme a agrônoma Ana Cristina Ajala, que é responsável pelo projeto, é aprimorar as pesquisas na área, identificar e multiplicar mudas para o uso em estudos farmacológicos e de processamento.

Para atingir a meta de conseguir pelo menos 150 mudas até o final do ano, a Agraer está estabelecendo parcerias com universidades, prefeituras, comunidades rurais e instituições de pesquisa.

Atualmente, a unidade conta com 30 mudas. Entre elas, espécies como a insulida (Cissus sicyoides L.), usada popularmente para combater o diabetes, e a colônia, que tem comprovada ação antihipertensiva e calmante.

Fonte: [ Redação TV Morena/Subsecom ]

Em busca das ervas nas serras de Montalegre

Dezenas de pessoas sobem por esta altura, as serras do Barroso em busca de ervas medicinais utilizadas para confeccionar os ancestrais chás e licores, procurados por milhares de turistas que se deslocam a Montalegre.

Foi com a sua mãe que o padre António Fontes, conhecido pela realização dos Congressos de Medicina Popular de Vilar de perdizes, aprendeu a distinguir as ervas e os tratamentos para que estas servem. É por esta altura, na época da floração, que o padre sobe às serras do Barroso para colher as “melhores” ervas que vai secar e transformar em chás que diz servirem para tratar “quase todo o tipo de doenças”.

A natureza oferece no Barroso e, em alguns microclimas da região, como Vilar de Perdizes, uma “variedade enorme” de ervas medicinais, aromáticas ou condimentares. “Elas vêm sendo usadas pelas gentes mais idosas até aos nossos dias”, recordou o sacerdote à Agência Lusa, reconhecendo que anda quilómetros para apanhar, por exemplo, a betónica, uma erva que diz estar “em vias de extinção” e que é utilizada para tratamentos de asma. Já a carqueja é para António Fontes, “o chá dos barrosões”, pois serve para resolver os problemas de digestão ou do sistema nervoso. “Há falta de melhor, é o chá para tudo e até é utilizado para os temperos na cozinha”, salientou.

Junto ao hotel que abriu em Mourilhe, o padre Fontes plantou uma horta onde colhe alecrim usado nas feridas, a verbena que serve como anti-depressivo, o mil-folhas usado em tratamentos de emagrecimento, o lupo que ajuda a combater as insónias ou a salva-ananás utilizado para lavar os dentes. A antiga e pequena capela do hotel é o local preferido pelo padre Fontes para secar as suas plantas. Mas há até quem plante ervas, como a arruda, junto às entradas das casas para combater a “inveja” e o “mal olhado”. E, para que as ervas “tenham maior efeito”, algumas pessoas colocam-nas a secar na madrugada do dia 24 de Junho para que apanhem o orvalho da noite de São João e desta forma “fiquem mais abençoadas”.

Fonte: [ Mundo Português ]

Horto já recebeu mais de 6 mil visitantes

Com cerca de trinta mil metros quadrados, o projeto destaca-se entre os maiores do Brasil

Umuarama
Assessoria de Imprensa

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O Horto Medicinal da Universidade Paranaense(Unipar), em Umuarama, está completando dez anos de implantação e, neste período, já foi visitado por mais de seis mil alunos, professores, pesquisadores de outras universidades e demais pessoas interessadas em conhecer de perto o trabalho com as plantas medicinais, segundo informou a coordenadora, professora Ezilda Jacomassi.

“É um extenso e complexo laboratório a céu aberto”, define.

A estrutura fica no Campus II da Unipar, ao lado do Hospital Veterinário e possui 30 mil metros quadrados de área, onde, segundo a coordenação, são cultivadas cerca de 350 espécies de plantas, entre ornamentais, tóxicas, comestíveis e medicinais, que são as que prevalecem.

Do projeto de Extensão Universitária, saem outros, com metas focadas também em pesquisa. “Embora cada um trabalhe com objetivos específicos, no fundo todos buscam a socialização dos conhecimentos científicos sobre plantas medicinais”, explica Ezilda.

Estudantes de Farmácia recepcionam os visitantes, repassando informações e orientando sobre como usar os recursos terapêuticos que a natureza oferece com mais segurança e eficácia.

O Horto Medicinal também dá suporte a aulas práticas dos cursos de Ciências Biológicas, Medicina Veterinária, além de Farmácia. As equipes que atuam nos projetos são entrosadas e ajudam inclusive a cultivar as plantas, porque isso também faz parte do aprendizado. Um detalhe é que só usam adubo orgânico.

“Para o trabalho mais pesado, a universidade mantém dois funcionários. O restante, fica por conta dos estagiários, que no momento estão empenhados também em produzir mudas”, comenta Ezilda. Estão sendo cultivadas plantas medicinais e condimentares, como manjericão, orégano, tomilho, camomila, alfavaca e babosa.

As mudas são comercializadas a preços acessíveis. O dinheiro arrecadado é reaplicado no projeto. “É o primeiro passo que estamos dando para fazer do horto um projeto auto-sustentável”, reforça a professora.

No Horto também há uma Casa de Estudos, com ambientes equipados para a seqüência de trabalhos importantes que são iniciados nos canteiros ou para outras atividades, como o de manutenção de um herbário, que guarda centenas de espécimes.

O “Farmácia Viva”, outro projeto de Extensão Universitária da Unipar, também é subsidiado pelo Horto Medicinal. Lá, os integrantes do projeto (professores e alunos de Farmácia) colhem e preparam as plantas que, no laboratório, são transformadas em cosméticos (sais de banho, sabonetes em barra, cremes e velas aromáticas, entre outros).

Fonte: [ Jornal Umuarana Ilustrado ]